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	<title>Arquivo de Arquitectura e Urbanismo - Smart Cities</title>
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	<title>Arquivo de Arquitectura e Urbanismo - Smart Cities</title>
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		<title>Prémios Novo Bauhaus Europeu abrem candidaturas com novidade para pequenos municípios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 07:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia volta a eleger projetos inovadores que valorizem a sustentabilidade, a inclusão e a estética, através da 5.ª edição dos Prémios Novo Bauhaus Europeu, mas este ano junta uma distinção paralela à iniciativa: o Novo Bauhaus Europeu Estímulo aos pequenos municípios.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A Comissão Europeia volta a eleger projetos inovadores que valorizem a sustentabilidade, a inclusão e a estética, através da 5.ª edição dos Prémios Novo Bauhaus Europeu, mas este ano junta uma distinção paralela à iniciativa: o Novo Bauhaus Europeu Estímulo aos pequenos municípios.</p>
<p>Em ambos os casos, as inscrições estão abertas durante um mês – de 14 de janeiro a 14 de fevereiro – e procuram homenagear “projetos e ideias que reformulem a forma como vivemos e interagimos com o ambiente”. Ainda assim, têm objetivos e um público alvo diferente, uma vez que os Prémios Novo Bauhaus Europeu se destinam a pessoas e organizações, enquanto a nova distinção visa apoiar os governos locais de menor dimensão “na execução de projetos transformadores com uma forte participação da comunidade”.</p>
<p>Este ano, os Prémios Novo Bauhaus Europeu são atribuídos a 22 projetos e conceitos, entre vencedores e segundos classificados, com especial destaque para a temática da habitação a preços acessíveis, que tem direito a um prémio especial. Mais uma vez volta a haver quatro categorias principais: “Reconectar com a natureza”; “Restabelecer a ligação com a natureza”; “Recuperar um sentimento de pertença”; “Dar prioridade aos lugares e às pessoas que mais necessitam”; e “Desenvolver um ecossistema industrial circular e apoiar uma reflexão centrada no ciclo de vida”.</p>
<p>Em cada uma destas quatro categorias são consideradas duas vertentes paralelas. A vertente A &#8211; “Campeões do Novo Bauhaus Europeu” &#8211; destina-se a projetos (existentes ou concluídos) já com provas dadas do seu impacto positivo. Por sua vez, a vertente B &#8211; “Estrelas Ascendentes do Novo Bauhaus Europeu” -, premeia conceitos em diferentes fases de desenvolvimento (desde ideias com um plano claro a protótipos) apresentados por jovens com idade igual ou inferior a 30 anos.</p>
<p>Os eleitos recebem um prémio monetário que varia entre os 10 mil euros (para os segundos classificados da vertente B) e os 30 mil euros (para os vencedores da Vertente A e do prémio especial Habitação a preços acessíveis), bem como um pacote de comunicação destinado a promover os respetivos projetos e conceitos. Mais informações e candidaturas <a href="https://prizes.new-european-bauhaus.europa.eu/prizes" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>Recorde-se que na edição de 2024 houve dois projetos portugueses distinguidos. Um deles foi o “Urban_MYCOskin”, vencedor da categoria “Desenvolver um ecossistema industrial circular e apoiar uma reflexão centrada no ciclo de vida”, que propôs criar uma paragem de elétrico sustentável na Praça do Martim Moniz. Já o “Hydroscape Lisbon” conquistou um segundo lugar na categoria “Reconectar com a natureza”, ao apresentar um projeto para a criação de um parque urbano e de um centro de tratamento de águas na atual zona do porto de Lisboa.</p>
<h4><strong>A vez dos pequenos municípios</strong></h4>
<p>Paralelamente à 5.ª edição dos prémios Novo Bauhaus Europeus, a Comissão Europeia lançou também uma nova distinção, a que chamou “Estímulo aos Pequenos Municípios”<strong>.</strong> Esta iniciativa, destinada a municípios de zonas rurais ou com uma população inferior a 20 mil habitantes, vai apoiar 20 projetos “com um nível suficiente de maturidade e que evidenciem uma abordagem participativa emergente”.</p>
<p>Estes projetos devem incidir no ambiente construído, como a construção, a renovação e a adaptação de edifícios e espaços públicos, “através do prisma da circularidade, da neutralidade carbónica, da preservação do património cultural, das soluções de habitação a preços acessíveis e da regeneração de espaços rurais ou urbanos”, explica o regulamento.</p>
<p>Neste caso, os vencedores serão selecionados a partir de uma lista composta pelas 30 candidaturas com a classificação mais elevada, mas que, ao mesmo tempo, seja representativa de várias realidades geográficas e socioeconómicas da União Europeia. A escolha final ficará a cargo de um grupo de peritos independentes.</p>
<p>Cada um dos vencedores recebe um prémio monetário de 30 mil euros, acompanhado por um pacote de comunicação. Mais informações através deste <a href="https://prizes.new-european-bauhaus.europa.eu/about-neb-boost-small-municipalities?etrans=pt" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © Shutterstock</p></div>
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		<title>Porto aposta em iluminação mais inteligente e sustentável para destacar património histórico</title>
		<link>https://smart-cities.pt/arquitectura-e-urbanismo/porto-aposta-em-iluminacao-mais-inteligente-e-sustentavel-para-destacar-patrimonio-historico-23-09-2024/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=porto-aposta-em-iluminacao-mais-inteligente-e-sustentavel-para-destacar-patrimonio-historico-23-09-2024</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Mota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 17:30:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[águas do porto]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[património histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Muralha Fernandina, que compõe um dos cenários mais emblemáticos da cidade do Porto, está agora iluminada com luzes LED inteligentes, que vão permitir uma melhor eficiência energética do município do Porto. </p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><span style="font-weight: 400;">A Muralha Fernandina, que é visível num dos cenários mais emblemáticos da cidade do Porto, está agora iluminada com luzes LED inteligentes, que vão permitir uma melhor eficiência energética do município do Porto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intervenção, que envolveu o primeiro troço da Muralha Fernandina, situado na Batalha-Guindais, foi planeada para ser reversível e não danificar o património classificado. Os equipamentos possuem um sistema de controlo remoto, que permite monitorizar os consumos energéticos e aumentar ou diminuir a quantidade de luz da muralha conforme as necessidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A arquiteta responsável pelo projeto realça que “a muralha estava iluminada com projetores obsoletos, pouco eficientes e com um tipo de iluminação que não valorizava a imagem do monumento”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Diana Del-Negro, especialista em iluminação artificial, com obras de referência em Portugal e no estrangeiro, exisitam várias lanternas instaladas na frente do monumento “que encadeavam e não permitiam a sua correta visualização”. &#8220;No novo projeto, estas luminárias foram retiradas, passando a ser possível ter uma vista desobstruída do monumento, tanto durante o dia, como à noite”, diz Diana Del-Negro.</span></p>
<p><div id="attachment_33746" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-33746" loading="lazy" class="wp-image-33746 size-large" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-1024x683.jpg 1024w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-300x200.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-768x512.jpg 768w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-1536x1024.jpg 1536w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-400x267.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-610x407.jpg 610w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04-1080x720.jpg 1080w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/09/nmc_muralha_fernandina_2024_04.jpg 2025w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-33746" class="wp-caption-text">Vista aérea da Muralha Fernandina</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O troço de fortificação agora intervencionado é um dos poucos remanescentes da antiga cintura de muralhas defensivas da cidade, cuja construção terminou no reinado de D. Fernando. A empreitada, a cargo da empresa municipal Águas e Energia do Porto, teve como objetivo modernizar a iluminação do monumento, reforçar a rede elétrica nas zonas envolventes e melhorar a eficiência energética, a mobilidade e a segurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No monumento foram instaladas 239 luzes LED, com recursos a um sistema de controlo remoto e regulação de fluxo de iluminação. </span></p>
<h4><b>Valorização do património histórico </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é apenas a primeira fase de um projeto maior, que pretende evidenciar a presença na paisagem urbana noturna de um dos elementos mais preponderantes do Porto antigo. Até ao século XIX, esta fortificação ameada, com torreões, portas e postigos, moldou o urbanismo e a arquitetura do centro histórico. Hoje, subsistem troços dispersos de muros e torres, por vezes quase invisíveis no meio do casario. Depois deste projeto, seguir-se-á a intervenção nos troços das escadas do Caminho Novo e do Palácio de S. João Novo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iluminação arquitetónica do conjunto de muralhas medievais da cidade e de alguns dos espaços públicos envolventes, assumida pela Águas e Energia do Porto, insere-se no Programa de Requalificação da Iluminação da Cidade, que pretende torná-la mais sustentável e eficiente. O objetivo é, também, melhorar a imagem noturna da cidade, fomentar o interesse pelo seu património e o usufruto noturno dos espaços, utilizando, para o efeito, as mais recentes tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade do Porto tem em marcha uma série de medidas que passam pela produção e partilha de energia renovável, incremento da mobilidade sustentável, aumento da eficiência do edificado, a promoção da poupança energética, investimento em iluminação LED inteligente e uma maior circularidade.</span></p></div>
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		<title>Resistência das cidades aos sismos: especialistas alertam para riscos das construções antigas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 11:39:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antónio tadeu]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[construção sísmica]]></category>
		<category><![CDATA[humberto varum]]></category>
		<category><![CDATA[itecons]]></category>
		<category><![CDATA[ordem dos engenheiros]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal voltou a tremer esta segunda-feira com um sismo de 5.3 na escala de Richter, levantando de novo a questão: os edifícios das nossas cidades estão preparados para resistir a eventos sísmicos de média e grande magnitude?</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Portugal voltou a tremer esta segunda-feira com um sismo de 5.3 na escala de Richter, levantando de novo a questão: os edifícios das nossas cidades estão preparados para resistir a eventos sísmicos de média e grande magnitude?</p>
<p>Na opinião de Humberto Varum, especialista em construção sísmica e presidente do Colégio Nacional de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros, o maior risco está relacionado, sobretudo, com as construções anteriores à legislação sísmica. “Atualmente, aquilo que encontramos nas nossas cidades são um conjunto muito diverso de estruturas com características sismo-resistentes distintas e por isso temos com certeza muitos edifícios mais antigos que não foram construídos e preparados para resistir aos níveis de ação sísmica que eventualmente podem ocorrer”, disse à Smart Cities o Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).</p>
<p>As cidades históricas e mais antigas apresentam, assim, uma fragilidade maior, como é o caso de Lisboa e da sua área metropolitana, onde quase 68% dos edifícios foram construídos antes de existir legislação de proteção sísmica eficaz, como avançou o jornal <a href="https://www.publico.pt/2023/02/07/sociedade/noticia/quase-68-edificios-lisboa-construidos-lei-proteccao-sismica-2037973" target="_blank" rel="noopener">Público</a>.</p>
<p>Quando às novas construções, Humberto Varum está mais otimista, embora admita que poderá haver “edifícios construídos mais recentemente com níveis de segurança não adequados”, nomeadamente quando os donos de obra ou outros agentes tiveram níveis de exigência menores. E se em vez de um sismo de 5.3, como o desta segunda-feira, tivesse ocorrido um maior, por exemplo de 6.5? “Nesse cenário, já poderíamos ter danos severos e até alguns colapsos em alguns edifícios”, acrescenta o especialista.</p>
<p>Para ele, o papel dos municípios é fundamental neste processo, por exemplo “aplicando os regulamentos antissísmicos com rigor e em políticas de renovação urbana, além das necessárias avaliações da segurança”, até porque, como faz questão de concluir “o conhecimento já existe, tem é de ser aplicado com mais rigor”.</p>
<h4><strong>Cuidado com as intervenções nos edifícios</strong></h4>
<p>Também António Tadeu, presidente do <a href="https://www.itecons.uc.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-auth="NotApplicable" data-linkindex="0">Itecons</a> e responsável científico da área das Construções no Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, considera que os maiores riscos estão associados aos edifícios mais antigos. “A evolução [na construção sísmica] tem sido muito positiva e há cada vez mais preocupações em dimensionar os edifícios. A minha grande preocupação são os edifícios construídos há muito tempo, diria há 40, 50 anos e mais velhos ainda, alguns dos quais não estão dimensionados para ações sísmicas adequadas”, afirmou o responsável do Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade.</p>
<p>Para o especialista, sempre que se fazem intervenções deve haver uma avaliação da vulnerabilidade sísmica das edificações. “Muitos dos donos de obra, nomeadamente municípios, acabam por tentar evitar fazer essas avaliações e, na realidade não o devem fazer. Elas devem ser feitas e com rigor”, considera.</p>
<p>António Tadeu acredita mesmo que alguns edifícios antigos ficaram em situação de maior fragilidade depois de intervencionados. “Toda a gente considera que as intervenções em Lisboa que utilizaram as ditas “gaiolas” foram intervenções muito bem cuidadas à data. Contudo, as intervenções que se fizeram posteriormente, nomeadamente substituindo pisos de madeira por pisos de betão armado, abrindo nas fachadas vãos para a inserção de caixilharias de grande dimensão, tornaram esses edifícios, em muitos casos, com pior comportamento sísmico”, exemplificou António Tadeu à Smart Cities.</p>
<p>O país acordou esta madrugada de segunda-feira (26 de agosto) às 05h11 com um sismo de magnitude de 5.3 na escala de Richter, cujo epicentro localizou-se a 60 quilómetros a oeste de Sines. Depois disso, aconteceram quatro pequenas réplicas. A Proteção Civil não tem registo de vítimas nem danos de maior.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
<p>&nbsp;</p></div>
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		<title>Falta de casas nas cidades pressiona busca por modelo urgente e sustentável</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/falta-de-casas-nas-cidades-pressiona-busca-por-modelo-de-construcao-urgente-e-sustentavel/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=falta-de-casas-nas-cidades-pressiona-busca-por-modelo-de-construcao-urgente-e-sustentavel</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cláudia Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Oct 2023 14:36:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[casa da arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[seminário]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As principais conclusões do primeiro “Shift – Arquitetura e Sustentabilidade”, na Casa da Arquitetura, apontam o caminho a trilhar e a avaliar na próxima edição do seminário internacional, em 2024.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A crise da habitação nas cidades portuguesas obriga arquitetos, industriais e académicos a acelerar a construção de casas e passar da aplicação pontual de soluções inovadoras e sustentáveis para a produção em grande escala. As principais conclusões do primeiro “<em>Shift</em> – Arquitetura e Sustentabilidade”, na Casa da Arquitetura, apontam o caminho a trilhar e a avaliar na próxima edição do seminário internacional, em 2024.</p>
<p>“Conseguimos ver e sentir que é um caminho que, afinal, está muito no início”, partilha Nuno Sampaio, diretor-executivo da <a href="https://casadaarquitectura.pt/pt/" target="_blank" rel="noopener">Casa da Arquitetura</a>. “As apresentações que se fizeram são ainda soluções quase de caso a caso. Há necessidade de continuar a investir e a investigar, para que seja cada vez mais próxima esta ligação entre quem produz materiais, quem constrói e quem projeta. Esse para mim foi talvez o resultado mais claro do seminário”, acrescenta.</p>
<p>A crise da habitação, plasmada pelos milhares de pessoas que se manifestaram nas principais cidades portuguesas no último fim de semana, pressiona o setor da construção a procurar novas respostas para o problema.</p>
<p>“Temos de ser mais rápidos a conceber, precisamos com urgência de sair do caso de exceção para passarmos à regra”, sublinha Nuno Sampaio. “E entender como podemos construir em cidades, por exemplo, num modelo de urgência, produzir soluções que se possam aplicar em larga escala e como essa construção pode ser mais sustentável do que é”, detalha.</p>
<p>A pressão para encontrar soluções mais eficientes é uma preocupação partilhada por todos os atores do setor, conscientes do desafio que têm pela frente. “Se não tivermos capacidade de produzir para perdurar, o esforço que teremos de fazer na reutilização e na circulação, que já é muito grande, será ainda maior”, alerta o diretor-executivo da Casa da Arquitetura.</p>
<p>“As soluções têm que, em primeiro lugar, ter capacidade de ser aplicadas em larga escala; segundo, têm de durar; terceiro, têm de proporcionar uma vida útil do edifício com poucos recursos, quer na manutenção, quer na utilização e nas energias”, estabelece o arquiteto.</p>
<h4>Balanço muito positivo</h4>
<p>Paulo Moreira, arquiteto curador do “<em>Shift</em> – Arquitetura e Sustentabilidade”, dedicado à temática da “Arquitetura Material”, faz um balanço “muito positivo” do seminário, do conteúdo, dos contributos e do número de pessoas que assistiram aos trabalhos. “Houve muita participação em todos os painéis de debate, com muitas perguntas. Tivemos vários debates que se estenderam para além da hora. Esteve um público realmente muito interessado”, avalia à <em>Smart Cities</em>, revista parceira do evento.</p>
<p>“A decisão de abrir os debates à diversidade de participantes e de oradores resultou. Os debates foram disputados, houve até alguma controvérsia e trocas de ideias, às vezes, distintas. É nesse confronto que surgem as ideias e que se pode avançar com soluções e aprendizagens”, adianta Paulo Moreira.</p>
<p>A experiência valida a necessidade de refletir sobre temas que raramente são abordados. “Por exemplo, a questão da desconstrução. Por que não pensar que a desconstrução da arquitetura é uma área sobre a qual os arquitetos também podem debruçar-se?”, questiona o curador do seminário. “Foi interessante ouvir esta ideia de desconstrução e de separação dos materiais, seletivamente; a ideia de separar componentes, estudar em diagnósticos e perceber o que pode ser reaproveitado. Tudo isto são temas que raramente se abordam no âmbito da arquitetura”, explica.</p>
<p>“Os materiais não têm de ser infinitamente produzidos, como novos, mas o que existe pode ser, muitas vezes, desmantelado. Falou-se de desconstrução mais do que de demolição, a demolição destrói os materiais e depois não podem ser reaproveitados”, conclui.<br />O “<em>Shift</em> &#8211; Arquitetura e Sustentabilidade” teve o apoio do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.</p></div>
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		<title>O renascer da madeira e as fibras vegetais que renovam as cidades</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/o-renascer-da-madeira-e-as-fibras-vegetais-que-renovam-as-cidades28-09-2023-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-renascer-da-madeira-e-as-fibras-vegetais-que-renovam-as-cidades28-09-2023-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cláudia Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 07:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[casa da arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[seminário]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O bambu, o cânhamo e a madeira fazem parte da base para a reflexão sobre “Arquitetura e Sustentabilidade”, seminário internacional que reúne arquitetos, investigadores e industriais da construção civil.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/o-renascer-da-madeira-e-as-fibras-vegetais-que-renovam-as-cidades28-09-2023-2/">O renascer da madeira e as fibras vegetais que renovam as cidades</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O bambu, o cânhamo e a madeira fazem parte da base para a reflexão sobre “Arquitetura e Sustentabilidade”, seminário internacional que reúne arquitetos, investigadores e industriais da construção civil. Esta sexta-feira e sábado, na Casa da Arquitetura, em Matosinhos, argamassa, pedra e vidro, por exemplo, estarão nos alicerces da discussão sobre materiais, modernos e antigos, que ajudam a mudar a face e a função nas cidades.</p>
<p>“Toda a história da construção e da arquitetura está muito interligada com o desenvolvimento dos materiais, das soluções construtivas”, contextualiza Jorge Branco, investigador da Universidade do Minho e um dos oradores do “<em>Shift</em> – Arquitetura e Sustentabilidade”, dedicado à temática da “Arquitetura Material”. “Quando falamos de novos materiais, devemos fazê-lo entre aspas, porque falamos de reinterpretar materiais tradicionais, como a madeira que é um material antigo. Estamos, agora, a reaprender a utilizá-lo à luz das novas potencialidades, das novas tecnologias”, explica.</p>
<p>Jorge Branco congratula-se por ter com quem partilhar o saber e o entusiasmo acumulado, ao fim de muitos anos de investigação sobre este material. “Como engenheiro que trabalha na área das madeiras, a minha grande aliada sempre foi a arquitetura”, partilha com a <em>Smart Cities</em>, revista parceira de média do seminário da <a href="https://casadaarquitectura.pt/pt/" target="_blank" rel="noopener">Casa da Arquitetura</a>. “A arquitetura gosta da madeira porque é um material natural e diferente”, acrescenta. “É sustentável e um recurso renovável. Estamos a desenvolver equipamentos mecânicos e eletrónicos para aprisionar de dióxido de carbono, mas temos um material da mãe natureza que faz isso de forma natural: a madeira.”</p>
<p>“É um material que, sendo leve, é muito fácil de trabalhar, adapta-se muito bem aos processos de industrialização”, sublinha Jorge Branco, um dos oradores do painel “Bambu, Cânhamo &amp; Madeira”, com moderação de Cláudia Escaleira, e que conta também com as contribuições de Luís Gama Pereira e Jaime Espinosa, da Associação Ibérica de Bambu, e de César Cardoso, da Natura Matéria.</p>
<p>Nas cidades, a madeira pode ser utilizada na construção de edifícios, como cobertura de piscinas e de pavilhões multidesportivos. “A madeira é uma solução muito competitiva, porque é leve, quimicamente imune e é por isso que se utiliza muito em piscinas”, exemplifica o docente da Universidade do Minho.</p>
<p>A construção modular, por blocos, pode também ajudar a mudar o perfil das cidades. “Há muito essa ideia pejorativa dos módulos, mas trata-se de construção rápida e de qualidade”, diz Jorge Branco, sublinhando, no entanto, que não é só por ser modular ou de madeira que vai ser mais barata e chamando à atenção para a dificuldade de se comparar construções que são diferentes na essência. “A madeira pode ser cara, mas também pode ser extremamente barata. Agora, temos que, obviamente, estar cientes daquilo que estamos a comparar”, sublinha.<br />“Em determinados países europeus, como França, por exemplo, está regulamentado que 30% da construção tem de ser em madeira. As nossas grandes empresas têm boa parte da faturação em mercados externos. E nesses mercados, já não há uma escolha de não construir em madeira”, partilha o investigador, estimando que no futuro próximo essa seja também uma realidade portuguesa.</p>
<h4><strong>Uma fibra vegetal com propriedades térmicas e acústicas </strong></h4>
<p>César Cardoso, da Natura Matéria e outro dos oradores do “<em>Shift</em> – Arquitetura e Sustentabilidade”, fala amanhã sobre o cânhamo, material que começou a acompanhar há cerca de 15 anos. Na altura, também foi de França que chegou o maior número de estudos e de aplicações para o cânhamo, nota o engenheiro civil.</p>
<p>O material de que falará na Casa da Arquitetura é o resultado de uma mistura que César Cardoso fez, e experimentou, a partir de aparas de cânhamo e de cal. “O material caracteriza-se, antes de mais, por ser leve. Podemos cumprir todas as questões relacionadas com a térmica e a parte acústica”, adianta César Cardoso.</p>
<p>“Além disso, uma vez que a mistura ligante é feita à base cal, é um material extremamente poroso, que absorve a humidade” e lhe confere “propriedades de permeabilidade ao vapor muito interessantes, superiores a muitos materiais de isolamento térmico conhecidos, mesmo na gama de materiais sustentáveis ou ecológicos, o que garante que as paredes respirem com muita facilidade”, defende. “Além disso, e por estranho que possa parecer, estamos a falar de uma fibra vegetal, quando misturando com a cal e, eventualmente, com os aditivos, confere uma boa, uma excelente reação ao fogo”, acrescenta César Cardoso.</p>
<p>Segundo um estudo europeu recente, a planta do cânhamo, apesar de ser um cultivo de estação curta -, de três, quatro meses -, consegue absorver entre nove a 15 toneladas de CO2 por hectare, valor superior ao do pinho. “A própria mistura, como utiliza cal, que no processo precisa do CO2 para endurecer, continua a absorver CO2 até à aplicação e durante o tempo de utilização. Temos um ciclo, em termos de carbónico, bastante negativo”, explica o engenheiro civil.</p>
<p>A aplicação de blocos de cânhamo no espaço público tem vindo a ser estudada e a Natura Matéria participou na construção de uma casa para um projeto social, em Esposende. “O objetivo era eliminar a utilização de betão armado; usar um material que cumprisse com as exigências do projeto e que fosse competitivo”, conta César Cardoso. “O processo foi muito interessante porque mobilizamos, através de um workshop, algumas equipas que, não estando familiarizadas, puderam aprender a aplicar o material”, recorda.<br />O custo da matéria-prima é uma das maiores preocupações de César Cardoso, que sublinha o facto de, nos últimos cinco anos, a produção de cânhamo ter vindo a cair em Portugal, quando a maior parte dos países europeus registou uma subida. “O desafio é, em resultado do anúncio da produção de blocos de cânhamo a uma escala gigantesca, conseguir uma maior dinamização do cultivo, para que possamos usar a matéria-prima localmente, com origem local”, explica.</p>
<p>O “<em>Shift</em> &#8211; Arquitetura e Sustentabilidade” tem curadoria do arquiteto Paulo Moreira e conta com uma instalação-vídeo na Casa da Arquitetura, visitas guiadas, oficinas para o público infantil e uma sessão de cinema. O seminário, que tem o apoio do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.</p>
<p>A participação no seminário, que a Casa da Arquitetura é gratuita, sujeita a<a href="https://casadaarquitectura.pt/pt/formulario/23/?a=servico-educativo&amp;amp;p=99-2023-09-30&amp;amp;t=99" target="_blank" rel="noopener"> inscrição prévia</a> e dá direito a um bilhete para visita às exposições patentes, válido para os dias 29 e 30 de setembro.</p>
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		<title>Arquitetura e construção procuram novos materiais e renovação de ideias</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/arquitetura-e-construcao-procuram-novos-materiais-e-renovacao-de-ideias26-09-2023/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=arquitetura-e-construcao-procuram-novos-materiais-e-renovacao-de-ideias26-09-2023</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cláudia Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 07:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[casa da arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[seminário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arquitetos, investigadores e industriais da construção civil reúnem-se na próxima sexta-feira, na Casa da Arquitetura, em Matosinhos, para refletir e partilhar experiências de sustentabilidade no setor.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/arquitetura-e-construcao-procuram-novos-materiais-e-renovacao-de-ideias26-09-2023/">Arquitetura e construção procuram novos materiais e renovação de ideias</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Arquitetos, investigadores e industriais da construção civil reúnem-se na próxima sexta-feira, na Casa da Arquitetura, em Matosinhos, para refletir e partilhar experiências de sustentabilidade no setor. O seminário internacional “<em>Shift</em> – Arquitetura e Sustentabilidade”, dedicado à temática da “Arquitetura Material”, tem curadoria do arquiteto Paulo Moreira.</p>
<p>A consciência da necessidade de boas práticas de sustentabilidade na arquitetura, na construção e na indústria impõe-se pelo impacto do setor no ambiente: representa 40% da energia consumida na União Europeia; 35% das emissões de gases com efeito de estufa; 50% de todo o material extraído; 30% do uso da água e 35% dos resíduos gerados. “São números impressionante que nos deixam, a nós, projetistas, uma vontade de rever como construímos, como projetamos. A arquitetura tem como função pensar soluções, mas não o pode fazer de forma independente”, explica Nuno Sampaio, diretor-executivo da <a href="https://casadaarquitectura.pt/pt/" target="_blank" rel="noopener">Casa da Arquitetura</a>.</p>
<p>“Este peso tem também a ver com a maneira como fabricamos cada material e o que sabemos da forma como o utilizamos e que material utilizamos”, acrescenta.</p>
<p>“As novas gerações têm-se preocupado muito com a necessidade de se produzir de forma diferente e de se projetar de forma diferente. Eles próprios são motores de inovação”, afirma Nuno Sampaio. “A grande transformação que está a acontecer não pode implicar apenas um segmento desta fileira que é a parte concecional ou projetista”, explica o diretor-executivo da Casa da Arquitetura.</p>
<p>“Temos de passar do paradigma de que cada um é uma ilha, para passarmos a ser um ecossistema empresarial. E, nessa perspetiva, esse interesse e essa recetividade unem não só os arquitetos mas também a indústria, que já está muito interessada, já tem soluções muito interessantes e já pode oferecer meios para os arquitetos inovarem”, argumenta Nuno Sampaio. O diretor-executivo da Casa da Arquitetura elenca um desejo para o seminário, sexta-feira e sábado: “Esperemos que uns suscitem vontades nos outros; uns ofereçam soluções ou questionem para que sejam produzidas essas soluções, tanto na indústria como na conceção.”</p>
<h4><strong>Momento de partilha</strong></h4>
<p>Paulo Moreira é o arquiteto curador da primeira edição do seminário . “Achei que podíamos tentar reunir um conjunto de especialistas de diferentes áreas, desde a prática profissional, à indústria e à academia”, explica. “No fundo, para trazer perspetivas diversas para este tema… Partilha de experiências, estratégias ou projetos em curso”, concretiza.</p>
<p>O seminário foi arquitetado “em torno de materiais específicos, com escalas de produção diferentes, mas, no fundo, todos considerados boas práticas na aplicação de materiais na arquitetura e na construção”, defende Paulo Moreira. “Quis fazer entender que há desafios muito distintos entre as indústrias, desde pequena escala, num âmbito mais local, a produção em massa, numa escala mais nacional ou global”, partilha o arquiteto.</p>
<p>Consciente de que a investigação académica “nem sempre se cruza com o que é feito num gabinete de arquitetura”, Paulo Moreira pretende ultrapassar a distância entre a prática e a pesquisa. Organizou o seminário com a intenção de criar um momento de interação e de cruzamento entre os diferente saberes, entre “pessoas da prática da arquitetura que estejam a construir obras de qualidade arquitetónica, indústrias que têm preocupações na produção dos seus materiais e investigadores que estejam a trabalhar nestas temáticas”.</p>
<p>A ideia, explica Paulo Moreira, é criar um momento de cruzamento e de partilha entre indústria, prática profissional e investigação: quais são os novos projetos, os métodos.</p>
<p>O “<em>Shift</em> &#8211; Arquitetura e Sustentabilidade” procura respostas através de uma forma muito tangível, que são os materiais em si, sintetiza o arquiteto. “Em cada painel, cada membro orador vai dar-nos a perspetiva de um material, seja a argamassa, o betão, a pedra ou o bambu, o cânhamo, a madeira, o mosaico, o metal ou o vidro. E explicar como as técnicas de produção e de aplicação destes materiais vão dar-nos um léxico de soluções que podem inspirar visões sobre o futuro dos materiais de construção”, explica.</p>
<p>“É importante ter esta perspetiva, até para quem não conhece tão bem, o potencial de alguns materiais”, argumenta Paulo Moreira. “A ideia é também ter um caráter de formação, para profissionais, para pessoas da indústria da área. Não só para arquitetos, espero que possamos cativar pessoas das indústrias, estudantes e pessoas da academia para virem assistir às conferências”, acrescenta o arquiteto do seminário.</p>
<p>O “<em>Shift</em> &#8211; Arquitetura e Sustentabilidade” conta com uma instalação-vídeo na Casa da Arquitetura, visitas guiadas, oficinas para o público infantil e uma sessão de cinema. A revista <em>Smart Cities</em> é parceira de média do seminário, que tem o apoio do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.</p>
<p>A participação no seminário, que a Casa da Arquitetura pretende que “se repita por muitos anos”, é gratuita, sujeita a <a href="https://casadaarquitectura.pt/pt/formulario/23/?a=servico-educativo&amp;amp;p=99-2023-09-30&amp;amp;t=99" target="_blank" rel="noopener">inscrição prévia</a> e dá direito a um bilhete para visita às exposições patentes, válido para os dias 29 e 30 de setembro.</p></div>
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		<title>Lisboa testa superquarteirão em Campo de Ourique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Sep 2023 07:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[campo de ourique]]></category>
		<category><![CDATA[superquarteirão]]></category>
		<category><![CDATA[superquarteirões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante nove dias, de 9 a 17 de Setembro, o bairro lisboeta de Campo de Ourique vai testar o conceito de superquarteirão, uma solução urbanística que revolucionou a mobilidade em Barcelona e começa agora a ser replicada noutras cidades. Poderá Lisboa tornar-se a próxima?</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Durante nove dias, de 9 a 17 de Setembro, o bairro lisboeta de Campo de Ourique vai testar o conceito de superquarteirão, uma solução urbanística que revolucionou a mobilidade em Barcelona e começa agora a ser replicada noutras cidades. Poderá Lisboa tornar-se a próxima?</p>
<p>A proposta partiu de um grupo de cidadãos, a propósito das obras do Metro no Jardim da Parada, e acabou por ser bem recebida não só pela Junta de Freguesia de Campo de Ourique, que vai organizar a iniciativa, mas também pela Câmara Municipal de Lisboa, que a apoia. A autarquia já testou a ideia na Praça da Alegria, surgida no primeiro <a href="https://smart-cities.pt/noticias/conselho-de-cidadaos-discute-lisboa-e-a-cidade-dos-15-minutos-2023/" target="_blank" rel="noopener">Conselho de Cidadãos</a>, mas tem agora a oportunidade de tirar mais conclusões, precisamente no bairro da capital onde o desenho urbano mais se assemelha à quadrícula rectilínea e ortogonal de Barcelona.</p>
<p>Na cidade catalã, a solução passou por agrupar blocos de nove quarteirões num só, de 400 metros por 400 metros, em que o trânsito fica restrito à parte externa, enquanto as ruas do interior são substituídas por passeios mais largos, ciclovias, áreas verdes e zonas de lazer. Neste caso de Campo de Ourique, o princípio é o mesmo, mas com uma escala mais reduzida que, na prática, elimina a circulação automóvel à volta do Jardim da Parada e transforma uma área verde de 5.400 metros quadrados em cerca de 9.700 metros quadrado livres.</p>
<p>“Com esta proposta, o trânsito toca apenas nas esquinas do jardim e volta imediatamente a sair, possibilitando que as ruas que o circunscrevem passem a ser pedonais e deixe de haver distinção entre a placa central e os passeios, ou seja, cria-se um contínuo de fachada a fachada”, diz a arquitecta e urbanista Rita Castel` Branco, um dos elementos do grupo de cidadãos que começou a promover a ideia. “Como consequência, os oito troços de rua que convergem no jardim deixam de ter tráfego de atravessamento, tornando-se de acesso local. Assim, cria-se um superquarteirão composto pelo jardim e pelos oito quarteirões em volta”, explica um folheto que distribuíram no bairro.</p>
<p><div id="attachment_25343" style="width: 251px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-25343" loading="lazy" class="wp-image-25343 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/08/Captura-de-ecra-2023-08-31-142948.jpg" alt="" width="241" height="787" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/08/Captura-de-ecra-2023-08-31-142948.jpg 241w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/08/Captura-de-ecra-2023-08-31-142948-92x300.jpg 92w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/08/Captura-de-ecra-2023-08-31-142948-87x284.jpg 87w" sizes="(max-width: 241px) 100vw, 241px" /><p id="caption-attachment-25343" class="wp-caption-text">Em cima, o esquema de ciculação atual. Em baixo, o esquema de circulação proposto pelo grupo de cidadãos. (DR)</p></div></p>
<p>Também a Junta de Freguesia de Campo de Ourique coloca expectativas elevadas neste teste, acreditando que ajudará a evidenciar as vantagens da solução. Em entrevista à <em>Smart Cities</em>, o Presidente da Junta, Pedro Costa, disse ter “a convicção que, de facto, este é o modelo de futuro para as cidades” e que “tal como mostrou Barcelona, só se conseguem fazer superquarteirões negociando, aparecendo e dando a cara junto das pessoas afectadas”. E poderá Campo de Ourique vir a ser o primeiro bairro de Lisboa com um superquarteirão? “Eu diria que sim, o mais certo é que venha a ser o primeiro bairro a ensaiar este modelo e tenho a convicção muito profunda que o caminho será devolver espaço dos carros às pessoas, portanto, o modelo acabará, mais cedo ou mais tarde, por se espalhar ao resto da cidade”, afirmou o autarca.</p>
<p>Antes deste teste, que amanhã se inicia, a Junta de Freguesia já fez um primeiro ensaio do superquarteirão do Jardim da Parada, ao organizar a iniciativa <a href="https://www.jf-campodeourique.pt/news/104/galeria-de-fotos-quot-superquarteirao-quot-" target="_blank" rel="noopener">“Há mais Vida no Jardim”</a>, realizada durante dois domingos (em Junho e Julho). Comparando um e outro, Pedro Costa admite que os resultados foram bem diferentes: “O primeiro mostrou que é possível, mas a comunicação passou tarde por isso estou absolutamente convencido que a maior parte das pessoas julgou que houve uma fuga de gás. Já no segundo, confesso que não estava à espera que corresse tão bem, porque esperava alguma resistência que não aconteceu. O que tivemos foi toda a gente absolutamente convencida dos ganhos com aquela utilização do espaço público”.</p>
<p>Para o Presidente da Junta de freguesia, “as vantagens são óbvias, desde logo porque se aumenta consideravelmente a área do maior jardim do bairro”, enquanto Rita Castel` Branco acrescenta mais argumentos, como “o silêncio que se ganha e a melhor qualidade do ar, além de permitir dar mais liberdade às crianças, que costumam estar sempre cercadas no parque infantil”.</p>
<p>Ambos reconhecem que a diminuição dos lugares de estacionamento poderá deixar alguns moradores descontentes, mas lembram que já está prevista a construção de mais dois parques de estacionamento no bairro, em concreto no Pátio das Sedas e Travessa do Bahuto. Quanto aos fluxos de trânsito, Pedro Costa acredita que “toda a gente acabará por compreender e acabaremos por encontrar uma solução mais ou menos complexa”.</p>
<p>Para avaliar os resultados do teste, será feito um inquérito de satisfação junto de moradores e comerciantes, bem como uma medição do trânsito automóvel nesses dias, em comparação com os restantes. Durante a iniciativa, a Junta de Freguesia também vai organizar vários eventos, como concertos, cinema ao ar livre, um workshop de compostagem e actividades desportivas.</p>
<h4><strong>O modelo de Barcelona é replicável?</strong></h4>
<p>Quando Barcelona começou a implementar os superquarteirões, na década passada, a ideia gerou controvérsia, mas acabou por vingar, influenciando mesmo outras cidades espanholas a fazer o mesmo, como aconteceu com Madrid. Mas será que também poderá funcionar no resto do Mundo? A questão serviu de ponto de partida a um estudo publicado na <em>Nature Sustainability</em>, que analisou o potencial de aplicação noutras cidades – como Londres, Paris, Roma, Tóquio ou a Cidade de México (Lisboa não fez parte do trabalho) – e concluiu que “muitas cidades têm a oportunidade de redesenhar, pelo menos em parte, os seus bairros e ruas no sentido de se criarem superquarteirões”. “Isso representa uma oportunidade para tornar os bairros urbanos mais atractivos, centrando-se nas pessoas e não nos veículos. Mais espaço para zonas verdes e peões seria um passo importante para cidades mais sustentáveis e habitáveis”, diz Sven Eggimann, autor do estudo e investigador do EMPA (Laboratório de Materiais, Ciência e Tecnologia da Suíça).</p>
<p>De acordo com o trabalho, esta possibilidade foi particularmente elevada na capital mexicana, onde mais de 40% da cidade poderia adoptar o modelo sem provocar grandes alterações no trânsito. O potencial também é considerável em Tóquio que, curiosamente, não tem uma malha urbana regular, mas é densamente povoada e oferece transportes públicos eficientes, bem como em cidades como Madrid, Paris ou Roma. Por sua vez, Atlanta (EUA) não oferece tantas condições, por ter uma baixa densidade, e apenas uma parte da cidade é adequada para o modelo dos superquarteirões.</p>
<p><em>Fotografia de destaque</em> (Há mais vida no Jardim): © Manuel Levita / Junta de Freguesia de Campo de Ourique</p>
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		<title>(Re)desenhar o Espaço Público: de volta ao lugar dos encontros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 11:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[espaço público]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os mais recentes desafios que as cidades enfrentam trouxeram uma questão essencial: como (re)desenhar um espaço público de qualidade, mais inclusivo, sustentável e inteligente?</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: left;"><strong>Os mais recentes desafios que as cidades enfrentam trouxeram uma questão essencial: como (re)desenhar um espaço público de qualidade, mais inclusivo, sustentável e inteligente? Devolvendo a rua às pessoas, respondem os especialistas, que defendem uma cidade para todos, partilhada, e não uma “cidade-túnel” dominada pelos carros. Renaturalização, perspectiva de género e analítica urbana são outros temas chamados à praça pública.</strong></p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_8  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner">Foi na rua que aprendemos a andar de bicicleta e a jogar às escondidas. Foi para a rua que o povo saiu quando fez a Revolução Francesa ou o 25 de Abril. É na rua que nos cruzamos com os outros, marcamos encontros, andamos de mão dada, festejamos e nos manifestamos. Ontem e hoje, nas memórias mais simples ou nos momentos mais marcantes da Humanidade, o espaço público sempre se assumiu como o lugar por excelência da cidade, o sítio onde a vida urbana se manifesta. Seja qual for a sua forma – rua, caminho, praça, jardim, parque, miradouro –, é lá que as pessoas se encontram e que a cidade encontra as pessoas. Jaime Lerner, urbanista e autarca brasileiro, escreveu: “se a vida, como disse Vinicius de Moraes, é a arte do encontro, a cidade é o cenário desse encontro – encontro das pessoas, espaço das trocas que alimenta a centelha criativa do génio humano.”</p>
<p>Com a pandemia de Covid-19 e o cenário quase distópico criado pelo isolamento, surgiu uma nova oportunidade para repensar o espaço público. Se a isso juntarmos as actuais crises climática, económica e social, parecem reunidas as condições para uma nova era na cidade. A questão que se coloca agora é clara, mas ao mesmo tempo complexa: como desenhar um espaço público mais inclusivo, sustentável e inteligente? Pelo menos, num ponto, todos os especialistas estão de acordo: nos nossos dias, não basta criar (ou recriar) espaços públicos, esperando que as dinâmicas das cidades façam o resto e lhes tragam vida. Para que isso aconteça, é preciso que as cidades tenham qualidade e, como tal, os espaços públicos devem ser acessíveis a todos, independentemente da idade, do género, do grau de locomoção ou de qualquer outro tipo de condição. Devem ser seguros, confortáveis e funcionais, livres de barreiras e de poluição, com cada vez mais pessoas e menos automóveis. O grande desafio passa por conseguir juntar (e negociar) tudo isso.</p>
<h4>ESCUTAR A RUA, EQUILIBRAR O ESPAÇO</h4>
<p>Como melhorar o desenho da rua tem sido, precisamente, um dos temas essenciais dos webinars <a href="https://thefuturedesignofstreets.eu/" target="_blank" rel="noopener"><em>The Future Design of Streets</em></a>, que desde 2020 convocam especialistas nacionais e internacionais para debaterem o futuro do espaço público urbano. Conceitos como humanização, co-criação, proximidade e diversidade têm estado omnipresentes nestes eventos, paralelamente com a ideia de ser necessária uma visão holística para enfrentar os desafios actuais da rua. Daniel Casas Valle, membro da organização e investigador do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Porto, defende que é preciso uma intervenção “integrada com muitas disciplinas, muitos olhares e muitas abordagens, que envolva stakeholders, mas sem esquecer a comunidade, e que seja menos tecnocrata e mais social, até porque continua a haver pouca abertura da parte de quem encomenda”. Para o <em>urban designer</em>, é preciso “saber escutar a rua” e ter em conta que “ela, além de ser um lugar de mobilidade, também é um espaço natural, ecológico e de biodiversidade, que precisa de responder à [necessidade de] adaptação climática.”</p>
<p>Devolver a rua às pessoas é outro desígnio do espaço público contemporâneo, afirma José Carlos Mota, director do Mestrado em Planeamento Urbano e Regional da Universidade de Aveiro. Para o especialista, é urgente, antes de mais, equilibrar a distribuição do espaço: “sabe-se que 50 a 70% do espaço público das nossas cidades serve para nos deslocarmos ou [para] estacionarmos os automóveis, portanto, cabe muito pouco às funções do andar, do parar e do estar com os outros.” A este dado juntam-se outros da última edição dos Censos, que mostram que, nos últimos dez anos, aumentou a percentagem de pessoas que usa o automóvel, diminuiu a de quem anda pé e pouco cresceu a de quem utiliza a bicicleta. “O problema maior”, adverte José Carlos Mota, “é que seria preciso reconhecer a necessidade de mudança para se actuar, mas o que a política pública está a fazer é precisamente o contrário. E isso é muito, muito, preocupante”.</p>
<h4>O LUGAR DE TODOS, QUE SE QUER PARA TODOS</h4>
<p>Nas suas obras, os arquitectos portugueses Ana Brandão e Pedro Brandão classificaram o espaço público como “O Lugar de Todos” e o urbanista dinamarquês Jan Gehl defendeu o imperativo de se desenhar uma “Cidade para Pessoas”. Mas, na realidade, nem todos têm acessibilidade plena e incondicional ao espaço público. Pessoas com mobilidade reduzida, cegos, idosos, crianças, mulheres ou membros das mais diversas minorias expõem diariamente a necessidade de existir um território mais inclusivo, equitativo e seguro.</p>
<p>“Um bom espaço público é aquele que está aberto a todos e [que] permite a todos o poder de utilizá-lo realmente, seja um idoso, [seja] uma criança de mão ou alguém com deficiência; por isso, é fundamental que seja inclusivo e responda às necessidades de conforto”, lembra Ana Brandão, investigadora do Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Para tal, é preciso derrubar muitas barreiras – de mentalidade, culturais, urbanísticas – e, ao mesmo tempo, enfrentar um constrangimento de raiz, porque existem “muitos espaços públicos herdados, ou seja, que não foram desenhados tendo em conta as expectativas e os usos que hoje” lhes são atribuídos. “E isso exige grandes alterações”, considera a também co-coordenadora do livro <em>O Lugar de Todos</em>.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-24382 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1429694693.jpg" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1429694693.jpg 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1429694693-300x157.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1429694693-400x209.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1429694693-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>No passado, construiu-se mal e hoje, dizem muitos especialistas, continua a fazer-se o mesmo. Apesar de existir uma maior consciencialização para as questões da inclusão, ainda há muito por cumprir, a começar pela própria lei. “Temos legislação desde 1997 e uma segunda lei desde 2006, mas todos os dias se constrói mal e se ignoram as normas. Por exemplo, continua-se a fazer passeios minúsculos, cheios de obstáculos e ratoeiras, e, depois, não há passadeiras, rampas, elevadores públicos, acessos de entrada, nada”, lamenta Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade. Além disso, num país onde quase 1,8 milhões de pessoas têm algum tipo de incapacidade (segundo os Censos de 2011), a maioria dos municípios continua sem um plano de acessibilidade para pessoas deficientes e a revelar políticas ambivalentes em relação ao automóvel. “Enquanto tivermos autarcas e políticos que ignoram as necessidades de inclusão e acham que podem perder as eleições porque estão a retirar lugares de estacionamento, não vamos a lado nenhum”, acrescenta a especialista em mobilidade urbana inclusiva e sustentável.</p>
<p>Também as crianças encontram uma cidade desfasada das suas características e necessidades. A rua, que durante muitas gerações foi o espaço de descoberta e brincadeira por excelência, tornou-se mais insegura, poluída e ruidosa, limitando o lugar das crianças aos parques lúdicos. Mas esses, em geral, dão pouco espaço à criatividade, ao contacto com a natureza e à descoberta. O mesmo acontece com o percurso até à escola, que, cada vez mais, é feito de automóvel. “Vários dados demonstram que os melhores alunos são aqueles que fazem um trajecto diário que os estimula antes de chegarem à escola. Também por isso é fundamental evitar uma realidade ‘cidade-túnel’, em que as crianças só conhecem o meio que as rodeia a partir do banco de trás do automóvel ou do <em>smartphone</em>”, adverte Paula Teles.</p>
<p>Desde os anos 90 do século passado que Francesco Tonucci, psicopedagogo e criador do conceito <em>A Cidade das Crianças</em>, propõe a criação de “caminhos escolares” com percursos seguros, agradáveis e estimulantes. Várias cidades europeias inspiraram-se nessa ideia, incluindo Lisboa, que criou o <em>Programa Municipal de Comboios de Bicicleta</em>. Outras, como Torres Vedras ou Valongo, juntaram-se à rede internacional <em>A Cidade das Crianças</em>, fundada pelo italiano, que advoga a autonomia das crianças, de forma a viverem a cidade o mais livremente possível, sem abdicarem do direito a brincar. Tonucci defende, igualmente, que se a cidade for boa para as crianças também o será para outros grupos mais frágeis, como as pessoas com dificuldades de mobilidade ou os idosos.</p>
<p>De facto, termos como <em>segurança, autonomia ou mobilidade universal</em> aplicam-se também ao usufruto da cidade pelos idosos. O envelhecimento demográfico acentuou a importância do conceito <em>age friendly</em> e a necessidade de se criarem espaços e políticas para esta franja (cada vez maior) da população. Porque as boas práticas vão muito além dos parques para ginástica sénior que existem por todo o país, alguns municípios já estão a desenvolver políticas mais integradas que envolvem os mais velhos na cidade. São os casos do Porto e de Ponte de Sor, que aderiram à Rede Mundial de Cidades Amigas das Pessoas Idosas, uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde que procura incentivar a criação de ambientes urbanos favoráveis à participação cívica dos idosos na sociedade. Loulé, no Algarve, é também um bom exemplo, ao investir 50 milhões de euros em práticas de envelhecimento activo, como o <em>Programa Seniores em Movimento</em>.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright wp-image-24378 " src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-228x300.jpg" alt="" width="277" height="364" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-228x300.jpg 228w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-779x1024.jpg 779w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-768x1009.jpg 768w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-1169x1536.jpg 1169w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-1559x2048.jpg 1559w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-216x284.jpg 216w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-610x802.jpg 610w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-1080x1419.jpg 1080w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/erkan-kirdar-k1j3N0rrbAA-unsplash-2-scaled.jpg 1948w" sizes="(max-width: 277px) 100vw, 277px" />O impacto do espaço público a partir da perspectiva de género é outra condição que o planeamento urbano não deve descurar. Afinal, como disse a geógrafa feminista britânica Jane Drake, “as nossas cidades são patriarcados escritos na pedra, no tijolo, no vidro e no cimento”. Da escolha do pavimento à iluminação, passando pelo desenho dos percursos ou mesmo pela disposição do mobiliário urbano, há vários factores que influenciam o dia-a-dia das mulheres na cidade, mas não são considerados por quem planeia e decide – regra geral, os homens. “A verdade é que continuamos a ter estratégias e políticas sustentadas pelo que poderíamos chamar de falso-neutro, ou seja, ouvimos dizer que as cidades são para todas as pessoas, mas na realidade são apenas para as pessoas que se configuram num modelo similar ao do decisor, seja ele o político, o arquitecto ou o urbanista”, diz Patrícia Santos Pedrosa, investigadora do Centro Interdisciplinar em Estudos de Género e presidente da Associação Mulheres na Arquitectura. Embora não acredite em “repostas securitárias”, a arquitecta lembra também a questão da percepção de segurança, que acaba por condicionar a vivência das mulheres. Em 2017, o <em>Plano de Acessibilidade Pedonal</em> (PAP) da câmara municipal de Lisboa considerou que elas eram o grupo mais exposto ao medo de estar nos espaços públicos. Na altura, foi proposta a criação de um projecto-piloto que respondesse a este problema, mas, meia dúzia de anos depois, não há relato de qualquer avanço.</p>
<h4>RENATURALIZAR AS CIDADES</h4>
<p>Nos últimos anos, os efeitos das alterações climáticas e da poluição fizeram soar os alarmes nas cidades e aceleraram a urgência de um desenvolvimento sustentável no contexto do espaço público. As estratégias verdes generalizaram-se e com elas sugiram mais parques, jardins, corredores ecológicos, hortas urbanas e outras soluções de vegetação que reconectam os aglomerados urbanos à natureza. Também a <em>Estratégia de Biodiversidade da União Europeia</em> para 2030 apela ao reforço dos espaços verdes e da biodiversidade nas cidades, através da implementação de planos ecológicos e da criação de mais áreas verdes com acesso público.</p>
<p>O desafio que agora se coloca é, assim, mais amplo e levanta novas questões, a começar pelo tipo de natureza que queremos na cidade: uma natureza mais gerida, “manicurada” com arranjos florísticos e de jardinagem, como acontece na maioria dos parques e jardins urbanos, ou uma natureza mais selvagem, autónoma, menos controlada? A resposta pode ser… ambas.</p>
<p>Para cada vez mais especialistas, os modelos tradicionais de infraestruturas verdes podem – e devem – ser complementados com processos de renaturalização (<em>rewilding</em>, em inglês), um conceito nascido nos Estados Unidos no final do século passado, mas que tem ganhado muitos adeptos na Europa. É o caso de Henrique Miguel Pereira, investigador em conservação da biodiversidade na Universidade de Leipzig, na Alemanha, e no InBio, da Universidade do Porto: “seja através do aumento da conectividade entre territórios, de processos de perturbação naturais, como as inundações, ou do regresso de espécies nativas aos ecossistemas, a renaturalização pode perfeitamente ser aplicada – e exercer um papel importante – na gestão dos espaços naturais das cidades.” O investigador fez parte de um grupo internacional de cientistas que publicou um estudo na revista Science sobre o tema – <em>Rewilding complexe ecossystems</em> –, demonstrando que a renaturalização é eficaz na recuperação dos ecossistemas. Em Portugal, também já há várias autarquias a seguirem processos semelhantes, como Cascais, que apostou na renaturalização das margens das ribeiras do concelho de forma a aumentar a permeabilização dos solos, minorando os efeitos das cheias e alargando os espaços verdes. Braga, no Parque das Camélias e na zona envolvente do Rio Torto, Cabeceiras de Basto, nas margens do Rio Peio (Zona de Lazer da Ranha), e Loulé, com intervenções na Ribeira do Cadoiço, são outros municípios que decidiram avançar para soluções de renaturalização.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-24380 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/Zona-Fluvial-Ranha-Cabeceiras-de-Basto-1-fotor-20230728115519.jpg" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/Zona-Fluvial-Ranha-Cabeceiras-de-Basto-1-fotor-20230728115519.jpg 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/Zona-Fluvial-Ranha-Cabeceiras-de-Basto-1-fotor-20230728115519-300x157.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/Zona-Fluvial-Ranha-Cabeceiras-de-Basto-1-fotor-20230728115519-400x209.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/Zona-Fluvial-Ranha-Cabeceiras-de-Basto-1-fotor-20230728115519-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>E poderá ser a renaturalização um entrave à re-humanização do espaço público? Ou seja, há lugares e momentos em que as pessoas deverão estar afastadas da natureza, para melhor a protegerem? Henrique Miguel Pereira defende que as duas podem coexistir: “a renaturalização é uma forma de pensarmos a natureza de modo a respeitarmos a sua autonomia. Não é tanto que devamos estar ausentes, mas que sejamos espectadores respeitosos dos processos naturais e que possamos apreciá-los e experienciá-los na sua plenitude, seja em espaços verdes urbanos, seja em espaços mais selvagens.”</p>
<h4>ESPAÇOS PÚBLICOS INTELIGENTES</h4>
<p>Tantas vezes silenciosa e quase invisível, a construção da inteligência urbana encontra no espaço público um palco privilegiado para a experimentação e aplicação no terreno de todas as vantagens e de todos os desafios que a tecnologia oferece às cidades. Miguel de Castro Neto, director da NOVA IMS – Information Management School e coordenador do NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, explica que o recurso à tecnologia e à analítica “por parte de quem gere as cidades é cada vez mais incontornável na gestão dos espaços e dos problemas do dia-a-dia”, porque “permite construir cenários e, depois, validá-los, de forma a perceber o impacto das diferentes opções, garantindo que uma determinada intervenção é a melhor para um local, sabendo que esta pode ser completamente distinta para outro local a apenas 500 metros.”</p>
<p><div id="attachment_24381" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-24381" loading="lazy" class="wp-image-24381 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1802572447.jpg" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1802572447.jpg 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1802572447-300x157.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1802572447-400x209.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2023/07/shutterstock_1802572447-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-24381" class="wp-caption-text">Desde 2015 que a cidade Invicta é monitorizada pelo Centro de Gestão Integrada, que reúne todas as funções operacionais da autarquia em matéria de mobilidade, segurança, bombeiros, protecção civil, espaços verdes e ambiente.</p></div></p>
<p>Além de simular cenários e possibilidades, a tecnologia permite monitorizar em tempo real a vivência e a eficiência dos espaços públicos, ajudando a adoptar e a desenvolver políticas sustentadas em dados reais e elementos quantificáveis. Com isso, favorece a tomada de decisão, tornando-a mais transparente e flexível. No caminho para a transição inteligente, ela já actua a vários níveis no espaço público, por exemplo, na gestão do tráfego e segurança rodoviária, na disponibilização de informação útil aos cidadãos, no controlo de multidões ou em sistemas de medição de qualidade do ar e do ruído. Torna-se, desta forma, numa espécie de cérebro das cidades que tira partido de todo o manancial de informação existente e é capaz de aplicá-lo na urbe. E, assim, também as cidades inteligentes fazem do espaço público um novo e privilegiado ponto de encontro – agora entre os dados e a rua, a tecnologia e o desenho urbano, os gigabytes e as pessoas.</p>
<h4>O ESPAÇO PÚBLICO, PROTAGONISTA DA HISTÓRIA</h4>
<p>Já na Antiguidade Clássica, a ágora era o local mais importante da cidade, representando um valor urbano, mas também político, de cidadania e de espírito colectivo, ainda que só alguns tivessem o direito de a ela aceder. Mais tarde, na Idade Média, quando a maioria das ruas se tornou insalubre e desordenada, os mercados medievais assumiram o lugar do espaço público; e, durante o Renascimento, surgiram as grandes praças, tantas vezes palco de revoluções e que ainda hoje são espaços de definição urbana. O século XX foi um período de muitas transformações na cidade e no espaço público. Surgiu o Modernismo, o elevador (e com ele os arranha-céus) e o planeamento urbano focado no automóvel, tornando a rua num mero canal de circulação. O local público deixou de ser um espaço privilegiado de encontro e de convívio, papel que passou a ser desempenhado, muitas vezes, por ambientes controlados e climatizados, como são exemplos os centros comerciais ou os cafés. A tudo isto respondeu Jan Gehl, urbanista dinamarquês, que, a partir dos anos 1960, lançou um manifesto de humanização e valorização do espaço público, em defesa de uma “Cidade para Pessoas” que privilegia a qualidade de vida, a felicidade dos cidadãos, a sustentabilidade e a promoção das vias pedonais e cicláveis. Neste século XXI, ganhou força a Cidade dos 15 Minutos, conceito desenvolvido por Carlos Moreno, segundo o qual os moradores de uma cidade devem ter a curta distância todos os serviços essenciais, como escolas, hospitais, locais de comércio, espaços verdes, de lazer e cultura. Cidades como Paris ou Barcelona já o testam e em Lisboa começam a surgir algumas iniciativas, ainda discretas, como o programa Há Vida no Meu Bairro, que aposta na criação de percursos pedonais de proximidade em todas as freguesias da capital.</div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 39 da Smart Cities &#8211; Abril/Maio/Junho 2023, aqui com as devidas adaptações.<br /></em></p></div>
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		<title>European Urban Initiative tem 120 milhões de euros para projectos de inovação urbana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 07:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[European Urban Initiative]]></category>
		<category><![CDATA[inovação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>As cidades e municípios já se podem candidatar ao segundo aviso da <a href="https://www.urban-initiative.eu/" target="_blank" rel="noopener"><em>European Urban Initiative</em></a> (Iniciativa Urbana Europeia), desta vez com um orçamento de 120 milhões de euros destinado a acções inovadoras que desenvolvam e testem soluções para os desafios urbanos.</p>
<p>A nova convocatória deste programa da União Europeia foi lançada a 30 de Maio e estará aberta até ao dia 5 de Outubro, prevendo uma subvenção máxima de 5 milhões de euros (até 80% dos custos) por projecto. Este deverá estar relacionado com um de três temas definidos pela <em>European Urban Initiative</em> (EUI): cidades verdes, turismo sustentável e aproveitamento de talento em cidades em contracção.</p>
<p>O primeiro tema (<em>greening cities</em>, em inglês) destina-se a projectos que forneçam soluções inovadoras tangíveis para infra-estruturas verdes e azuis, de forma a reponderem aos desafios da biodiversidade, da poluição, dos recursos e do clima.</p>
<p>O segundo diz respeito a projectos para a transformação ecológica e digital a longo prazo no sector do turismo, reforçando a sua resiliência e sustentabilidade. “Este objectivo pode ser alcançado diversificando os produtos turísticos, procurando um impacto positivo nas comunidades locais e no ambiente, promovendo a inclusão e a inovação social e melhorando as ligações com as zonas e cidades mais pequenas”, diz o site da EUI.</p>
<p>Já o terceiro tema, focado no aproveitamento de cidades em fase de contracção ou declínio populacional, procura identificar projectos-piloto integrados e de base local que testem soluções destinadas a reter e atrair talentos. Estes devem estar relacionados com as vertentes económica, social e ambiental da transição demográfica, cumprindo o pressuposto de envolverem as comunidades locais.</p>
<p>O aviso destina-se a cidades da União Europeia, que se candidatem individualmente ou em grupo, mas parte dos fundos será destinado a apoiar a transferência de soluções inovadoras para outras cidades europeias com necessidades de transformações urbanas sustentáveis. Desta forma, as entidades candidatas deverão criar parcerias com outras três cidades de Estados Membros, onde serão replicados os projectos, sendo que duas delas devem estar situadas em regiões menos desenvolvidas.</p>
<p>O projecto deve ter uma duração entre 36 a 42 meses e ser executado num prazo de 3,5 anos. Os interessados poderão inscrever-se num <a href="https://www.urban-initiative.eu/news-events/events?fbclid=IwAR0eN1EZhRqAwe-5Ax4roAgBDTuuZXDslG6SFWaBGyfBxz1cJOqZrZtiWgk">seminário presencial</a> para obter mais informação (28 de Junho em Varsóvia ou 6 de Julho em Ljubljana), mas também está prevista uma <a href="https://www.urban-initiative.eu/form/online-q-a-september-7th">sessão online colectiva</a>, a 7 de Setembro. Mais informações e documentação disponíveis <a href="https://www.urban-initiative.eu/calls-proposals/second-call-proposals-innovative-actions">aqui</a>.</p>
<p>Este segundo aviso vem no seguimento de <a href="https://smart-cities.pt/noticias/portugal-e-o-segundo-pais-com-mais-finalistas-nos-premios-novo-bahaus-europeu-2023/" target="_blank" rel="noopener">outro lançado em Outubro de 2022</a>, com um orçamento de 50 milhões de euros, no âmbito do <a href="https://new-european-bauhaus.europa.eu/index_en" target="_blank" rel="noopener">Novo Bauhaus Europeu</a> (NBE), cujos vencedores deverão ser anunciados a 22 de Junho.</p>
<p>Com um orçamento total de 450 milhões de euros (específico do FEDER), a <em>European Urban Initiative</em> é um instrumento de apoio à vertente urbana da política de coesão para 2021-2027. Além de acções de inovação, também ajuda a reforçar as capacidades de zonas urbanas da Europa, fornecendo dados para a elaboração de políticas e facilitando a partilha de conhecimentos em matéria de desenvolvimento urbano sustentável.</p></div>
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				<div class="et_pb_promo_description"><h2 class="et_pb_module_header">Leia também</h2></div>
				<div class="et_pb_button_wrapper"><a class="et_pb_button et_pb_promo_button" href="https://smart-cities.pt/noticias/portugal-e-o-segundo-pais-com-mais-finalistas-nos-premios-novo-bahaus-europeu-2023/" target="_blank">PORTUGAL É O SEGUNDO PAÍS COM MAIS FINALISTAS NOS PRÉMIOS NOVO BAHAUS EUROPEU</a></div>
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		<title>Guimarães vai apoiar reconstrução sustentável de cidades ucranianas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 10:18:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acção Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Participação cívica e comunidades]]></category>
		<category><![CDATA[EuroCities]]></category>
		<category><![CDATA[guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O município de Guimarães vai integrar um projecto-piloto da rede EuroCities que visa reconstruir as cidades ucranianas, aplicando as práticas de desenvolvimento sustentável. O contributo da cidade portuguesa vai passar pelas vertentes de economia circular, gestão de resíduos, planeamento...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><span style="font-weight: 400;">O município de Guimarães vai integrar um projecto-piloto da </span><a href="https://eurocities.eu/"><span style="font-weight: 400;">rede EuroCities</span></a><span style="font-weight: 400;"> que visa reconstruir as cidades ucranianas, aplicando as práticas de desenvolvimento sustentável. O contributo da cidade portuguesa vai passar pelas vertentes de economia circular, gestão de resíduos, planeamento urbano e inclusão no espaço público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projecto </span><em><span style="font-weight: 400;">Sustainable Rebuilding of Ukrainian Cities</span></em><span style="font-weight: 400;">, lançado pela Rede Europeia de Cidades EuroCities, vai promover um programa de aprendizagem entre cidades para preparar a reconstrução das cidades devastadas pela guerra na <a href="https://smart-cities.pt/?s=ucr%C3%A2nia">Ucrânia</a>. Em fase piloto, que durará um ano, a iniciativa vai cultivar a capacidade local testando e escalando o apoio técnico e científico que as cidades ucranianas vão receber para responder a necessidades específicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este apoio será dinamizado através de grupos constituídos por 10 a 15 cidades parceiras da EuroCities que estarão em contacto com cidades ucranianas, reforçando parcerias já existentes ou criando novas sinergias. Guimarães será uma das 36 cidades europeias envolvidas neste projecto de reconstrução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade berço, a única representante portuguesa neste projecto, vai dar o seu contributo em duas áreas-chave, “</span><a href="https://smart-cities.pt/noticias/declaracao-cidades-2910/"><span style="font-weight: 400;">Economia circular</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Gestão de </span><a href="https://smart-cities.pt/noticias/0601-zero-medidas-municipios-recolha-biorresiduos-ineficazes/"><span style="font-weight: 400;">resíduos</span></a><span style="font-weight: 400;">” e “Espaço público inclusivo/habitável e Planeamento urbano integrado”. Para isso, irá criar uma equipa multidisciplinar responsável por partilhar o seu conhecimento nestas áreas, as quais </span><a href="https://smart-cities.pt/noticias/1811-cidades-europeias-lista-a-cdp-porto-braga-guimaraes-accao-transparencia-climaticas/"><span style="font-weight: 400;">têm vindo a ser trabalhadas pela autarquia</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A título de exemplo, recorde-se que Guimarães foi um dos </span><a href="https://smart-cities.pt/noticias/zero-residuos-desafio-1406certificacao-europeia-guimaraes-sao-joao-da-madeira-vila-de-rei/"><span style="font-weight: 400;">primeiros municípios a aceitar o desafio</span></a><span style="font-weight: 400;"> de obter a certificação europeia “Zero Resíduos” e </span><a href="https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/guimaraes-missao-cidades-1908domingos-braganca/"><span style="font-weight: 400;">integra a </span><em><span style="font-weight: 400;">Missão Cidades Inteligentes e com Impacto Neutro no Clima</span></em></a><span style="font-weight: 400;">, da Comissão Europeia. No entanto, também “as estratégias participativas e de envolvimento dos cidadãos” contribuíram para a selecção do município, Quem o diz é o </span><a href="https://www.labpaisagem.pt/"><span style="font-weight: 400;">Laboratório da Paisagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma iniciativa da qual o município é sócio e que, no âmbito do movimento </span><em><a href="https://scienceforukraine.eu/"><span style="font-weight: 400;">Science for Ukraine</span></a></em><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">acolhe uma investigadora ucraniana na área da economia circular.</span></p>
<h4><b>Reconstrução rápida e sustentável</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O projecto </span><em><span style="font-weight: 400;">Sustainable Rebuilding of Ukrainian Cities</span></em><span style="font-weight: 400;">, discutido em Junho durante a </span><a href="https://www.cm-guimaraes.pt/municipio/camara-municipal/servicos/ambiente/noticia/guimaraes-participou-na-conferencia-anual-da-rede-europeia-eurocities"><span style="font-weight: 400;">Assembleia-Geral da EuroCities, em Espoo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Finlândia), vem também contribuir para a concretização do Memorando de Entendimento entre a EuroCities e os poderes locais e regionais da Ucrânia, </span><a href="https://eurocities.eu/latest/on-ukraine-visit-mayors-pledge-sustainable-rebuilding/"><span style="font-weight: 400;">assinado em Agosto de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. O acordo avança com a intenção de se combinarem esforços para acelerar o processo de reconstrução das cidades ucranianas e alinhá-lo com as necessidades do país e com o </span><em><span style="font-weight: 400;">Pacto Ecológico Europeu</span></em><span style="font-weight: 400;">, fomentando a </span><a href="https://smart-cities.pt/noticias/2212-netzerocities-programa-pilot-cities-neutralidade-climatica-cidades-candidaturas/"><span style="font-weight: 400;">neutralidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> carbónica e o desenvolvimento sustentável.</span></p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_cta_5 et_pb_promo  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_dark et_pb_no_bg">
				
				
				<div class="et_pb_promo_description"><h2 class="et_pb_module_header">Leia também</h2></div>
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