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	<title>Arquivo de Economia Circular - Smart Cities</title>
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	<title>Arquivo de Economia Circular - Smart Cities</title>
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		<title>Economia circular: OCDE destaca projetos em cidades e regiões portuguesas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 07:40:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[braga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um relatório da OCDE destaca o contributo das cidades e regiões portuguesas para a economia circular na Europa. Os municípios de Braga, Guimarães, Matosinhos, Torres Vedras e Valongo, além da CIM Viseu Dão Lafões e da Iniciativa Nacional Cidades Circulares (InC2) surgem entre as cidades e territórios identificados pela publicação.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/economia-circular-ocde-destaca-projetos-em-cidades-e-regioes-portuguesas-23-04/">Economia circular: OCDE destaca projetos em cidades e regiões portuguesas</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Um relatório recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) destaca o contributo das cidades e regiões portuguesas para a economia circular na Europa. Os municípios de Braga, Guimarães, Matosinhos, Torres Vedras e Valongo, além da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões e da Iniciativa Nacional Cidades Circulares (InC2) surgem entre as cidades e territórios identificados na publicação <em><a href="https://www.oecd.org/en/publications/the-circular-economy-in-cities-and-regions-of-the-european-union_e09c21e2-en.html" target="_blank" rel="noopener">The Circular Economy in Cities and Regions of the European Union</a></em>.</p>
<p>Este trabalho faz uma análise aprofundada das iniciativas, desafios e oportunidades da economia circular e baseia-se num inquérito a 64 cidades e regiões da União Europeia, bem como em várias entrevistas e workshops com peritos e líderes locais e regionais<strong>.</strong></p>
<p>Guimarães está em particular destaque entre as cidades portuguesas. O concelho minhoto integra o grupo de referência no cumprimento de todos os parâmetros avaliados, na orientação para estratégia, inovação e parcerias. Além disso, “destaca-se entre as cidades com iniciativas avançadas e orçamento dedicado à economia circular, sendo a única representante portuguesa nesse patamar, através da estratégia RRRCICLO – Economia Circular em Guimarães”, diz um comunicado da autarquia.</p>
<p>O documento revela ainda que “Guimarães obteve a melhor classificação em critérios como modelo exemplar, visão estratégica, mecanismos de coordenação entre diferentes níveis de governação, envolvimento dos <em>stakeholders</em> e a capacidade de disponibilizar ferramentas de apoio à inovação na economia circular”.</p>
<p>Braga é outro dos municípios portugueses referidos no relatório, surgindo como exemplo de boas práticas por ter incorporado a economia circular no Plano de Ação Energia Sustentável e Clima (PAESC). O mesmo acontece com Torres Vedras, cujo Plano de Ação Climática recolheu elementos e inspiração no Plano de Ação para a Economia Circular (PAEC), este a nível nacional. A cidade do Oeste também é elogiada pela opção em alugar uniformes municipais, em detrimento da compra.</p>
<p>O documento lembra ainda que Matosinhos, Valongo e a CIM Viseu Dão Lafões têm participado em parcerias e projetos europeus dedicados à economia circular, e que a Iniciativa Nacional Cidades Circulares (InC2) “apoiou quatro redes de cidades circulares, cada uma composta por oito municípios e estruturada em torno de áreas temáticas fundamentais, com um orçamento de 1,5 milhões euros do Fundo Ambiental”.</p>
<p>A propósito deste relatório, a OCDE enumera várias recomendações no sentido de acelerar a transição para a economia circular, como torná-la acessível e económica para as pessoas; reforçar a sua competitividade; assegurar uma transição circular justa e equilibrada a nível regional; e melhorar a granularidade dos dados para uma melhor tomada de decisões.</p>
<p>Fotografia de destaque (Guimarães): Shutterstock</p></div>
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		<title>Projeto municipal de economia circular doa computadores reparados a instituições de solidariedade</title>
		<link>https://smart-cities.pt/economia-circular/projeto-municipal-de-economia-circular-doa-computadores-reparados-a-instituicoes-de-solidariedade-16-04-2025/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=projeto-municipal-de-economia-circular-doa-computadores-reparados-a-instituicoes-de-solidariedade-16-04-2025</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Smart Cities]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 08:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[ecoporto]]></category>
		<category><![CDATA[município]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A empresa municipal Porto Ambiente, através do EcoPorto (Centro para a circularidade da cidade do Porto) vai entregar 51 computadores a instituições de solidariedade social do concelho.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><span style="font-weight: 400;">A empresa municipal Porto Ambiente, através do EcoPorto (Centro para a circularidade da cidade do Porto) vai entregar 51 computadores a instituições de solidariedade social do concelho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os equipamentos doados ganharam uma nova vida através do projeto ReBOOT, em parceria com os <a href="https://smart-cities.pt/noticias/dao-novo-uso-ao-que-e-velho-e-sao-solidarios-20-06/">Recycle Geeks</a>, que promove a recuperação e reparação de equipamentos informáticos, com o objetivo de os disponibilizar gratuitamente a entidades de cariz social e munícipes do Porto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No total, serão entregues 15 computadores fixos e 36 portáteis a várias Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto municipal EcoPorto, inaugurado em setembro de 2024, proporciona à comunidade um espaço dedicado à reutilização e reparação de equipamentos. No total já foram reparados cerca de 450 bens, realizadas 15 atividades, que envolveram 180 participantes “comprometidos com uma cidade mais circular”, anuncia a Porto Ambiente em comunicado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto, que tem como objetivo combater o desperdício de materiais e o consumo de recursos não renováveis, promovendo a transição para um modelo de economia circular, está alinhado com as metas definidas no Pacto do Porto para o Clima no Roadmap Porto Circular 2030 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.  </span></p></div>
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		<title>“Fish Matter” transforma sobras de peixe em novos alimentos e cosmética</title>
		<link>https://smart-cities.pt/economia-circular/fish-matter-transforma-sobras-de-peixe-em-novos-alimentos-e-cosmetica-2025-01/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=fish-matter-transforma-sobras-de-peixe-em-novos-alimentos-e-cosmetica-2025-01</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Mota]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 07:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fish matter]]></category>
		<category><![CDATA[peixe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todas as partes do pescado que não são utilizadas para consumo podem ser transformadas em produtos valiosos na área da alimentação ou da cosmética. O projeto “Fish Matter, da cabeça à cauda” quer ajudar as empresas a identificar novas oportunidades de negócio, aproveitando partes de peixe descartadas - os chamados coprodutos.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/economia-circular/fish-matter-transforma-sobras-de-peixe-em-novos-alimentos-e-cosmetica-2025-01/">“Fish Matter” transforma sobras de peixe em novos alimentos e cosmética</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>As partes do peixe que não chegam ao prato, como espinhas, cabeças, caudas, escamas ou até mesmo vísceras, podem ser reaproveitadas e, mais do que isso, valorizadas. Se antes este tipo de coprodutos eram maioritariamente utilizados para rações animais, hoje podem ser transformados em produtos de valor acrescentado.</p>
<p>As várias aplicações possíveis estão neste momento a ser estudadas, mas já se fala em materiais de construção, como argamassa feita à base de conchas de bivalves, cascas de crustáceos que são transformadas em bioplástico ou simplesmente o colagénio que é altamente cobiçado pela indústria cosmética.</p>
<p>O projeto “Fish Matter, da cabeça à cauda”, liderado pelo Laboratório Colaborativo para a Bioeconomia Azul (B2E CoLAB), promete transformar partes descartadas do pescado em produtos de alto valor. Para isso, estabeleceu parcerias com várias entidades como o CIIMAR, o IPMA e o ISEP, que estão a avaliar o perfil nutricional dos coprodutos, e com a Universidade de Aveiro e do Minho, que estão a fazer a bioprospeção e a avaliar a aplicabilidades deste tipo de matéria-prima.</p>
<p>“Este projecto surge de uma necessidade eminente, não só portuguesa, mas também europeia, de combater o desperdício dos coprodutos de origem marinha. Existem coisas incríveis que já se podem fazer, como a extração de enzimas, de fatores muito particulares, que depois podem ser utilizados ou em cosmética ou na farmacêutica, por exemplo. A nossa vontade é dar o pontapé de saída para todas estas possibilidades”, explica Maria Coelho, coordenadora do B2E CoLAB.</p>
<p>O arranque está dado e vai no sentido de uma aproximação entre a academia e o mercado. Estão a ser identificadas as indústrias que geram este tipo de coprodutos de origem animal, as tecnologias disponíveis para os transformar e as principais indústrias interessadas na utilização deste produto de valor acrescentado. “Estamos muito empenhados em trabalhar de acordo com as diretrizes europeias, que vão ao encontro do zero desperdício, com políticas de sustentabilidade e circularidade. Já vimos a trabalhar com esta questão da valorização dos coprodutos há bastante tempo e esta é uma oportunidade para alavancar ainda mais este nosso fito da circularidade e da sustentabilidade, dentro do que é a bioeconomia azul”, afirma Maria Coelho.</p>
<h4><strong>Projeto com foco na valorização</strong></h4>
<p>No leque de parceiros, empenhados em identificar as potencialidades das sobras de pescado, está um grupo de investigadores do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Forte em química analítica, o conjunto de especialistas analisa o que de melhor se pode retirar das sobras de peixe que chegam em forma de amostras.</p>
<p>Para além da caracterização nutricional, é em laboratório que se garante a segurança alimentar destes produtos. Tal como explica Cristina Delerue Matos, coordenadora do departamento de engenharia química do ISEP: “Era um volume muito grande de produtos que não estava a ser aproveitado e que apenas era dirigido para a produção de rações de animais. Queremos fazer muito mais do que isso e estamos a trabalhar com diferentes subprodutos, diferentes extratos, que podem ser incorporados quer na indústria alimentar, que é a grande vertente do projeto, mas não ignorando a possibilidade de alargar a outras aplicações diferentes”, diz.</p>
<p>Tendo a indústria alimentar como foco principal do projeto, a equipa de investigadores, que integra a associação REQUIMTE &#8211; Laboratório Associado para a Química Verde &#8211; está a trabalhar na identificação de propriedades ou extratos que podem ser utilizados noutro tipo de indústrias. Produtos enriquecidos em vitaminas podem servir a indústria de cosméticos, mas também os biopolímeros podem ser aplicados em embalagens de pescado, por exemplo. “Estamos a explorar ao máximo, a aproveitar estes coprodutos ou subprodutos de uma forma mais rentável economicamente. Podemos fazer propriedades bioativas, anti-inflamatórias, antioxidantes. Há de facto uma caracterização muito forte neste tipo de coprodutos”, diz a professora e investigadora do ISEP.</p>
<p>É em contexto laboratorial que se consegue tirar partido e rentabilizar as partes menos nobres do peixe que chegam de diferentes indústrias. Os dados consultados pela B2E CoLAB indicam que no top três de geradores de coprodutos estão as salmouras de bacalhau, as empresas de congelados e de transformação, mas sobretudo as conserveiras.</p>
<p>É na preparação de conversas de peixe que está muito do desperdício alimentar que pode ser evitado. Só na Conservas Pinhais, em Matosinhos, são produzidas cerca de 20 toneladas mês de coprodutos. “A Pinhais desde sempre, desde a fundação em 1920, procura o zero desperdício. É aquilo que, no dia a dia, nos desafia, uma vez que procuramos que tudo que é gerado internamente seja reaproveitado”, afirma Marco Ferreira, diretor de operações e qualidade da Pinhais.</p>
<p>A empresa, que até então transformava as sobras de peixe em farinha para animais, passou a trabalhar na valorização, através da integração no projeto B2E CoLAB. Como geradora de coprodutos, será uma das empresas envolvidas na plataforma inteligente que está a ser desenvolvida no âmbito do projeto. “Por um lado há geradores de coprodutos em Portugal que ainda não sabem que podem vender os seus produtos, portanto, ainda pagam para que sejam descartados. Por outro lado, algumas empresas ainda não têm presente que, se investirem neste tipo de inovação, podem estar a pôr o seu pé numa nova área de negócio muito interessante e muito rentável, de nicho, mas muito interessante e sempre muito alinhada com as políticas de sustentabilidade”, sublinha a coordenadora do B2E CoLAB. </p>
<p>A primeira versão da plataforma já está concluída e, depois de um período de testes e de definição de algoritmos de <em>matchmaking</em>, estará disponível para ser lançada no final de 2025, início de 2026.  </p>
<p>O projeto Fish Matter, liderado pelo B2E CoLAB, está a ser desenvolvido no âmbito do Pacto da Bioeconomia Azul (PBA), Agenda Mobilizadora financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e terminará no final de 2025.</p>
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		<title>Iniciativa Nacional Cidades Circulares lança 2.ª edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2025 07:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
		<category><![CDATA[dgt]]></category>
		<category><![CDATA[Economia circular]]></category>
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		<category><![CDATA[Iniciativa Nacional Cidades Circulares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está confirmada uma nova edição da Iniciativa Nacional Cidades Circulares (InC2). Nascida em 2019 com o objetivo de apoiar e capacitar os municípios na transição urbana para a economia circular, a InC2 regressa agora para uma segunda fase.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/iniciativa-nacional-cidades-circulares-lanca-2-a-edicao-02-01/">Iniciativa Nacional Cidades Circulares lança 2.ª edição</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Está confirmada uma nova edição da Iniciativa Nacional Cidades Circulares (InC2). Nascida em 2019 com o objetivo de apoiar e capacitar os municípios na transição urbana para a economia circular, a InC2 regressa agora para uma segunda fase, assegurando que os concursos para as novas Redes Cidades Circulares serão abertos durante este ano de 2025.</p>
<p>Promovida pelo Ministério do Ambiente e Energia, através da Direção-Geral do Território, esta segunda edição prolonga-se até 2028 e é financiada em 1,5 milhões de euros pelo <a href="https://www.fundoambiental.pt/" target="_blank" rel="noopener">Fundo Ambiental</a>. A maior parte deste valor, 80%, destina-se a apoio técnico, metodológico e financeiro às redes de cidades circulares, enquanto 10% serão utilizados em ações de comunicação e capitalização e os restantes 10% para assistência técnica.</p>
<p>“A 2.ª edição desta iniciativa surge como uma oportunidade para consolidar os avanços alcançados na sua 1.ª edição e catalisar uma nova fase de planeamento de ação para a circularidade urbana, através do apoio a redes nacionais de cidades circulares em torno de quatro temas prioritários e da capitalização nacional dos seus resultados”, pode ler-se no <a href="https://cidadescirculares.dgterritorio.gov.pt/" target="_blank" rel="noopener">site da InC2</a>. Os principais objetivos passam por “fomentar abordagens participativas para o planeamento de ação, processos de colaboração multinível, aprendizagem em rede e partilha de boas práticas”, acrescenta o programa disponibilizado pela Direção-Geral do Território.</p>
<p>A exemplo da primeira edição, volta a haver quatro temas principais, relativos a outras tantas redes de cidades circulares: Urbanismo e reabilitação; Uso eficiente dos recursos; Relações urbano-rurais; e Ciclo urbano da água. Como explica a InC2, “o enfoque num tema prioritário por parte de cada uma das quatro redes de cidades circulares não exclui a inclusão de matérias comuns a outros temas e deverá ser complementado com a abordagem de um ou mais dos <a href="https://cidadescirculares.dgterritorio.gov.pt/pages/temas-transversais" target="_blank" rel="noopener">temas transversais</a>”. Estes são seis e abrangem diversas áreas de atuação: Descarbonização e transição energética; Contratação pública; Transição digital; Equidade e inclusão social; Saúde urbana; e Adaptação às alterações climáticas.</p>
<p>Mais uma vez, a metodologia de trabalho inspira-se no Programa Europeu URBACT e nas parcerias da Agenda Urbana para a União Europeia, adaptadas ao contexto nacional.</p>
<p>Recorde-se que a primeira edição da InC2, realizada entre 2019 e 2023 deu origem a quatro Redes Cidades Circulares, cada uma com oito municípios. No total foram criados <a href="https://smart-cities.pt/noticias/redes-cidades-circulares-dao-origem-a-32-planos-locais-e-lancam-bases-de-colaboracao-entre-municipios-04-07/" target="_blank" rel="noopener">32 Planos Locais de Ação Integrada para a Economia Circular</a> (quatro localidades participaram em duas redes diferentes), que deram origem a 226 ações.</p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © Shutterstock</p></div>
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		<title>Lisboa, Porto e Setúbal são as cidades com maior consumo sustentável, diz estudo</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/lisboa-porto-e-setubal-sao-as-cidades-com-maior-consumo-sustentavel-diz-estudo-30-10/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=lisboa-porto-e-setubal-sao-as-cidades-com-maior-consumo-sustentavel-diz-estudo-30-10</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 13:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BlaBlaCar.]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[consumo sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[olx]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[ranking]]></category>
		<category><![CDATA[Setúbal]]></category>
		<category><![CDATA[too good to go]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Lisboa lidera um ranking de cidades portuguesas comprometidas com a economia circular e o consumo responsável, de acordo com estudo conjunto elaborado pelas empresas Too Good To Go, OLX e BlaBlaCar. </p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/lisboa-porto-e-setubal-sao-as-cidades-com-maior-consumo-sustentavel-diz-estudo-30-10/">Lisboa, Porto e Setúbal são as cidades com maior consumo sustentável, diz estudo</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A cidade de Lisboa lidera um ranking de cidades portuguesas comprometidas com a economia circular e o consumo responsável, de acordo com estudo conjunto elaborado pelas empresas Too Good To Go, OLX e BlaBlaCar. O trabalho, que avaliou as cidades “com base na utilização de plataformas colaborativas e na adoção de práticas sustentáveis pelos seus habitantes”, avaliou 159 municípios portugueses e concluiu que “14% da população portuguesa reside em cidades com elevada sensibilidade para o consumo responsável”.</p>
<p>Este ranking coloca Lisboa na primeira posição da tabela graças aos 15 milhões de interações nas três plataformas, incluindo “mais de 200 mil refeições salvas através da Too Good To Go, 20 mil boleias partilhadas com a BlaBlaCar e 37 milhões de anúncios no OLX”. Depois da capital portuguesa, seguem-se o Porto, com 8,3 milhões de interações e Setúbal, com mais de quatro milhões. No top 10 surgem ainda as cidades de Aveiro e Braga (ambas com 2,3 milhões), Coimbra (1,6 milhões), Faro (1 milhão), Leiria (280 mil), Viana do Castelo (100 mil) e Castelo Branco (69 mil).</p>
<p>Segundo este estudo, que analisou dados dos anos 2023 e 2024, a principal motivação dos utilizadores destas plataformas é a poupança, embora a consciência ambiental também seja um fator a ter em conta. </p>
<p>Em comunicado, as três empresas lembram um inquérito da BCSD (<em>Business Council for Sustainable Development</em>), publicado no ano passado, segundo o qual doze das vinte principais questões que preocupam os portugueses estavam diretamente relacionadas com um dos<strong> </strong>Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Cada vez mais, a prática generalizada dos portugueses em relação à economia circular reflete-se nos dados registados por estas empresas no último ano”, pode ler-se no documento.<u> </p>
<p></u>Pelas contas da Too Good to Go, os mais de 2 milhões de utilizadores e 4 mil parceiros ajudaram a poupar mais de 5 milhões de refeições e, consequentemente, a evitar a emissão de mais de 13.500 milhões de toneladas de CO2 desde 2019. Já a OLX diz que os mais de 37 milhões de novos anúncios publicados entre setembro de 2023 a agosto de 2024 geraram uma poupança potencial de mais de 3 milhões de toneladas de CO2. Por sua vez, a plataforma de mobilidade partilhada BlaBlaCar lembra os benefícios para a sustentabilidade trazidos pela utilização de mais de meio milhão de pessoas em Portugal e acrescenta a poupança de 2 milhões de toneladas de CO2<strong> </strong>em todo o mundo gerada pela rede de autocarros e <em>carpooling </em>da empresa. </p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © Shutterstock</p></div>
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		<title>Ferreira do Zêzere quer ser “referência de sustentabilidade” e tornar Médio Tejo numa smart region</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 07:05:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[barragem]]></category>
		<category><![CDATA[bicicletas elétricas]]></category>
		<category><![CDATA[bruno gomes]]></category>
		<category><![CDATA[castelo de bode]]></category>
		<category><![CDATA[ferreira do zêzere]]></category>
		<category><![CDATA[medio tejo]]></category>
		<category><![CDATA[meio b]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Queremos estar na linha da frente do Médio Tejo e ser um exemplo para a região”. Quem o diz é Bruno Gomes, presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, que, em entrevista à Smart Cities, traçou as principais apostas e prioridades do município.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/ferreira-do-zezere-quer-ser-referencia-de-sustentabilidade-e-tornar-medio-tejo-numa-smart-region-01-08/">Ferreira do Zêzere quer ser “referência de sustentabilidade” e tornar Médio Tejo numa smart region</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>“Queremos estar na linha da frente do Médio Tejo e ser um exemplo para a região”. Quem o diz é Bruno Gomes, presidente da <a href="https://cm-ferreiradozezere.pt/" target="_blank" rel="noopener">Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere</a> e vice-presidente da <a href="https://mediotejo.pt/" target="_blank" rel="noopener">Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo</a>, que, em entrevista à Smart Cities, traçou as principais apostas e prioridades do município.</p>
<p>Entre elas está a mobilidade sustentável, como revela a participação no mais recente projeto da CIM, o <a href="https://smart-cities.pt/smn/meiob-une-11-municipios-a-volta-da-sustentabilidade-ambiental-02-07/" target="_blank" rel="noopener">Meio B</a>, um sistema intermunicipal de bicicletas elétricas partilhadas que abrange, nesta fase, onze concelhos da região. Para já, Ferreira do Zêzere conta com quatro estações de bicicletas e em breve terá mais duas, esperando que nos próximos meses possam surgir centenas de assinaturas. “Como tivemos uma aceitação muito grande por parte dos outros instrumentos de mobilidade, nomeadamente o transporte a pedido, achamos que o mesmo vai acontecer com este novo sistema. É, de facto, um projeto muito importante para o concelho e para a região”, diz Bruno Gomes.</p>
<p><div id="attachment_31985" style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-31985" loading="lazy" class="wp-image-32013  aligncenter" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-1024x683.jpg" alt="" width="723" height="482" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-1024x683.jpg 1024w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-300x200.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-768x512.jpg 768w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-1536x1024.jpg 1536w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-2048x1365.jpg 2048w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-400x267.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-610x407.jpg 610w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/MeioB-1080x720.jpg 1080w" sizes="(max-width: 723px) 100vw, 723px" /><p id="caption-attachment-31985" class="wp-caption-text">Meio B ajuda a reduzir pegada carbónica e traz um “input de modernidade”, diz Bruno Gomes. Foto: © Município de Ferreira do Zêzere</p></div></p>
<p>O autarca adianta que o próximo objetivo é instalar estações por todo o concelho e lembra que a aposta na mobilidade sustentável também passa pela recente aquisição de duas carrinhas elétricas, além do barco elétrico de recreio que navega na albufeira de Castelo de Bode.</p>
<p>A barragem é, de resto, uma das principais mais-valias do município e reflexo da “grande aposta num turismo diferenciado, de excelência e qualidade singular”, em linha com o objetivo de Ferreira do Zêzere ser “uma referência de sustentabilidade”, diz Bruno Gomes. Ainda assim, também não deixa de apresentar grandes desafios, admite o presidente da câmara, desde logo ao nível da construção, porque implica “um conjunto de regras duras para aquilo que é a expectativa das pessoas”. “Elas acham que um novo plano de ornamento da barragem de Castelo de Bode e um novo plano diretor municipal vêm amenizar as restrições e permitir a edificação, mas devo dizer, com toda a frontalidade, que criam mais regras e exigir mais equilíbrio a vários níveis”, acrescenta.</p>
<p>A esta problemática juntam-se ainda outras dificuldades associadas à albufeira, como a queda de taludes, a plantação de espécies autóctones e, sobretudo, os incêndios rurais que provocam a escorrência de cinzas para a albufeira.</p>
<h4><strong>Energia, água e… uma smart region</strong></h4>
<p>Em conversa com a Smart Cities, o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere identificou também diversas oportunidades para o município, a começar pelo financiamento para a eficiência energética que deu origem “a vários projetos de execução para se poder concretizar investimento”.</p>
<p>Outros investimentos passam pelos resíduos em baixa e pela água, neste caso com vista à redução do desperdício na rede. “Nós tínhamos perdas de água que rondavam os 55%/60% e só no último ano tivemos uma redução de cerca de 9%, mas a empresa intermunicipal Tejo Ambiente está a trabalhar para conseguir aceder a fundos comunitários e para tornar os sistemas mais eficientes”. Na opinião de Bruno Gomes, este “é mais um exemplo e uma prova de que juntando sinergias, conseguimos trabalhar em escala e em novas infraestruturas importantes”.</p>
<p>O também vice-presidente da CIM do Médio Tejo diz que “se esta não for a melhor [comunidade intermunicipal], é certamente das melhores”, graças a uma “unidade muito grande e a uma enorme relação entre todos os municípios”. Neste sentido, Ferreira do Zêzere compromete-se a reforçar a coesão territorial e os laços com os outros concelhos da região, também ao nível da inovação, “para que o Médio Tejo seja um <em>smart region</em> e esteja na linha da frente nacional”. “Queremos que isso aconteça na questão da inteligência artificial e municipal, na transição digital e na desburocratização, que é sempre uma necessidade muito grande, mas também na desejada gratuitidade dos transportes, que seria um passo de excelência para o Médio Tejo”, conclui Bruno Gomes.</p>
<p>Foto de destaque: © Shutterstock</p></div>
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		<title>Cidade de 15 minutos, economia circular e Bairros de Energia Positiva com novos apoios da DUT</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/cidade-de-15-minutos-economia-circular-e-bairros-de-energia-positiva-com-novos-apoios-da-dut-25-07/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cidade-de-15-minutos-economia-circular-e-bairros-de-energia-positiva-com-novos-apoios-da-dut-25-07</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2024 06:57:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bairro de energia positiva]]></category>
		<category><![CDATA[cidade de 15 minutos]]></category>
		<category><![CDATA[Driving Urban Transitions]]></category>
		<category><![CDATA[dut]]></category>
		<category><![CDATA[Economia circular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A parceria europeia Driving Urban Transitions (DUT) prepara-se para lançar um novo concurso destinado a apoiar projetos transnacionais de pesquisa e/ou investigação relacionados com os desafios urbanos. O terceiro aviso abre candidaturas a 2 de setembro.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/cidade-de-15-minutos-economia-circular-e-bairros-de-energia-positiva-com-novos-apoios-da-dut-25-07/">Cidade de 15 minutos, economia circular e Bairros de Energia Positiva com novos apoios da DUT</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_6 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A parceria europeia <a href="https://dutpartnership.eu/" target="_blank" rel="noopener">Driving Urban Transitions</a> (DUT) prepara-se para lançar um novo concurso destinado a apoiar projetos transnacionais de pesquisa e/ou investigação relacionados com os desafios urbanos. O terceiro aviso abre candidaturas a 2 de setembro e deverá ser dirigido a instituições do ensino superior, institutos de I&amp;D e empresas, entre outros agentes empenhados com a transição sustentável das cidades.</p>
<p>Mais uma vez, a DUT definiu três temas essenciais &#8211; Cidade de 15 Minutos; Economias Urbanas Circulares e Bairros de Energia Positiva -, mas agora com novos tópicos, já divulgados.</p>
<p>No caso da “Cidade de 15 Minutos” os projetos candidatos deverão estar relacionados com inovações para sistemas de mobilidade inclusivos e centrados nos jovens; inovação de sistemas e políticas de proximidade para regiões urbanas sustentáveis; e dados e indicadores para uma tomada de decisões eficaz. O desafio passa por “motivar os esforços para ir além dos cenários típicos, incentivando projetos que reforcem a experimentação e a aplicação prática”, diz a DUT.</p>
<p>Já em matéria de “Economias Urbanas Circulares”, o objetivo é “apoiar as cidades a tornarem-se mais eficientes em termos de recursos e a reduzirem o seu impacto no planeta”. Neste caso, os tópicos incentivam a criar um novo paradigma para os ciclos urbanos da água; modelos circulares para regenerar, reaproveitar, proteger e conservar o espaço urbano para a biodiversidade; e novas estratégias entre cidades para a monitorização e gestão da economia urbana circular.</p>
<p>Quanto aos Bairros de Energia Positiva (PED, na sigla em inglês), também foram identificados três tópicos: PED locais numa perspetiva multinível; integração de sistemas e estratégias urbanas; e gestão de dados e sistemas de apoio à decisão. Juntos, fazem parte de um objetivo mais lato da Driving Urban Transitions, que passa por contribuir para a criação de, pelo menos, uma centena de Bairros de Energia Positiva até ao próximo ano.</p>
<p>Tal como aconteceu na edição do ano passado, este concurso da DUT divide-se em várias fases. Primeiro, os candidatos devem submeter uma pré-proposta, entre 2 de setembro e 14 de novembro, que será avaliada por um grupo de peritos. Depois, os selecionados terão de elaborar uma proposta completa, para apresentar entre fevereiro e 24 de abril de 2025. A decisão final será anunciada em julho desse ano e os projetos deverão arrancar entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.</p>
<p>Para já, os potenciais interessados podem participar num <a href="https://dut-call-2024.b2match.io/" target="_blank" rel="noopener">evento online</a> de informação e promoção do concurso (<em>Info Day</em> 1), agendado para o próximo dia 10 de setembro.</p>
<p>Criada no âmbito do programa Horizonte Europa, a DUT tem por missão enfrentar os desafios da transição urbana, envolvendo comunidades regionais, municipais e locais. Para tal, promove uma rede europeia de conhecimento e de massa crítica associada a esta temática, bem como uma plataforma de investigação e inovação destinada a ajudar as cidades a tornarem-se mais sustentáveis, inclusivas e habitáveis.</p>
<p>Fotografia se destaque: © Shutterstock</p></div>
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<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/cidade-de-15-minutos-economia-circular-e-bairros-de-energia-positiva-com-novos-apoios-da-dut-25-07/">Cidade de 15 minutos, economia circular e Bairros de Energia Positiva com novos apoios da DUT</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Relatório europeu sobre cidades circulares destaca municípios portugueses</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/relatorio-europeu-sobre-cidades-circulares-destaca-municipios-portugueses-24-04/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=relatorio-europeu-sobre-cidades-circulares-destaca-municipios-portugueses-24-04</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 07:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades circulares]]></category>
		<category><![CDATA[Circular Cities Declaration]]></category>
		<category><![CDATA[declaração europeia das cidades circulares]]></category>
		<category><![CDATA[Economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[guimarães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As cidades portuguesas voltam a estar em evidência no relatório “Circular Cities Declaration”, um documento anual que analisa a implementação e impacto da economia circular em 54 municípios signatários da Declaração Europeia das Cidades Circulares.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/relatorio-europeu-sobre-cidades-circulares-destaca-municipios-portugueses-24-04/">Relatório europeu sobre cidades circulares destaca municípios portugueses</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_7 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>As cidades portuguesas voltam a estar em evidência no relatório “<a href="https://circularcitiesdeclaration.eu/" target="_blank" rel="noopener"><em>Circular Cities Declaration</em></a>”, um documento anual que analisa a implementação e impacto da economia circular em 54 municípios signatários da Declaração Europeia das Cidades Circulares. Destes, 11 são portugueses, o que faz do nosso país o mais representado na edição de 2024 do relatório.</p>
<p>Entre eles, Guimarães surge em especial destaque, ao ser referenciado como exemplo de boas práticas por várias ocasiões. O documento sublinha, nomeadamente, o ecossistema Guimarães 2030, um modelo de governança participativa implementado pelo município com vista à transição para a economia circular. Este projeto “integra abordagens de governação <em>top-down</em> (de cima para baixo) e <em>bottom-up</em> (de baixo para cima) num quadro intersetorial, que reúne a academia, empresas, associações sem fins lucrativos, o Governo, decisores políticos e os cidadãos”, pode ler-se no documento.</p>
<p>O relatório refere também a estratégia integrada “RRRCICLO” para a economia circular da cidade, que “inclui planos de ação para impulsionar a circularidade em setores-chave, bem como um plano de comunicação para promover a sensibilização e educação”. Trata-se de uma iniciativa que reúne vários parceiros, como o Laboratório da Paisagem, escolas locais e ONGs, e está também associada a um processo de certificação europeia organizado pela Mission Zero Academy (MiZA).</p>
<p>Ao longo do documento encontram-se ainda referências a outras ações e projetos vimaranenses, como a campanha “Mercado Sem Plástico”, destinada a eliminar a utilização de sacos de plástico no mercado municipal, a estratégia da cidade para a valorização dos resíduos verdes ou o programa de prevenção de resíduos. E também não é esquecida “a otimização de terrenos já ocupados através da requalificação de terrenos industriais”, uma “abordagem fundamental” pelas palavras do <em>Circular Cities Declaration Report</em>.</p>
<h4><strong>Portugal dá o exemplo</strong></h4>
<p>Além de Guimarães, outros municípios nacionais surgem em destaque nas páginas do relatório, desde logo numa área dedicada à temática alimentar. O Porto, por exemplo, surge a par de cidades como Bruges, Gante e Zurique na definição de “estratégias alimentares específicas que abrangem toda a cadeia de valor, da agricultura ao consumo”. Além disso, “um número crescente de cidades está a criar hortas urbanas dedicadas à agricultura sustentável, como se pode ver em Rivas Vaciamadrid, Valongo ou Albergaria-a-Velha”, escreve o documento.</p>
<p>Lembrando que “as políticas alimentares também promovem resultados positivos para a Natureza”, esta edição também mostra como os municípios podem desempenhar um papel mais ativo na ligação dos cidadãos aos produtores. Dos sete exemplos dados, quatro são portugueses: “Cidades como Albergaria-a-Velha, Braga, Évora, Maribor, Mechelen, Porto e Zurique criaram rótulos regionais e mercados locais de géneros alimentícios para promover produtos locais e encurtar as cadeias de abastecimento, o que comprovadamente reduz a perda e o desperdício de alimentos e, em última análise, ajuda os agricultores que utilizam práticas amigas da Natureza a gerar mais receitas”.</p>
<p>O Porto e Valongo voltam a ser elencados numa parte dedicada à relação entre o planeamento das cidades e a Natureza, sublinhando a importância de planos diretores “dedicados à proteção dos elementos naturais no meio da expansão urbana”.</p>
<p>Por sua vez, Braga e Évora são lembradas por partilharem planos para integrar melhor a natureza nas atividades e currículos escolares, e o município minhoto surge ao lado de Torres Vedras enquanto exemplo de “abordagem proativa do desenvolvimento urbano através da criação de “<em>pocket parks</em>” [miniparques no meio da cidade] ou florestas urbanas&#8221;. A cidade do oeste é igualmente destacada pela criação de corredores verdes na cidade e pelas iniciativas “REplastiCAR+” e &#8220;Têxteis Circulares e Sustentáveis &#8211; O desperdício está fora de moda!&#8221;.</p>
<p>Por fim, nota ainda para o trabalho de Matosinhos, que desenvolveu projetos de desenvolvimento urbano associados à inclusão de espaços verdes.</p>
<p>O relatório integra também uma página específica sobre cada um dos 54 municípios que contribuíram para o trabalho (nem todos os signatários da declaração participaram), listando os seus principais projetos na área. Entre os portugueses surgem Águeda, Albergaria-a-Velha, Braga, Évora, Guimarães, Loures, Mangualde, Matosinhos, Porto, Torres Vedras e Valongo.</p>
<h4><strong>Cidades comprometidas</strong></h4>
<p>Apresentada por ocasião do <em>World Circular Economy Forum 2024</em>, que decorreu em Bruxelas, na Bélgica, a nova edição do <em>Circular Cities Declaration Report</em> também revela os resultados de um inquérito realizados junto das cidades.</p>
<p>Assim, 78% dos municípios que participaram no relatório diz que inclui a circularidade nas suas estratégias e mais de dois terços estão a desenvolver ou a formular metodologias para avaliar os impactos circulares. Sobre os principais desafios que têm encontrado, a maioria (70%) refere a falta de recursos.</p>
<p>Questionados sobre o potencial da economia circular no contexto da regeneração da Natureza, 63% refere a existência de planos autónomos de biodiversidade e 57% acredita que os processos de planeamento urbano são uma forma decisiva para as cidades protegerem, ligarem, criarem e crescerem com a Natureza. Já 67% diz ter políticas alimentares para promover a Natureza, através do apoio à agricultura urbana, cadeias de abastecimento mais curtas e compra de alimentos.</p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © Shutterstock</p></div>
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		<title>Circularidade como caminho direto para cidades mais sustentáveis</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/circularidade-como-caminho-direto-para-cidades-mais-sustentaveis_01-2024-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=circularidade-como-caminho-direto-para-cidades-mais-sustentaveis_01-2024-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cláudia Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 08:43:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A circularidade, mais do que um modelo de produção, é o caminho para cidades mais sustentáveis e inteligentes. Em Portugal, multiplicam-se projetos piloto que testam a viabilidade da solução circular, mas falta abordar a questão de forma sistemática e cooperante. </p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A circularidade, mais do que um modelo de produção, é o caminho para cidades mais sustentáveis e inteligentes. Em Portugal, multiplicam-se projetos piloto que testam a viabilidade da solução circular, mas falta abordar a questão de forma sistemática e cooperante.</p>
<p>A reutilização de água concentra grande parte das iniciativas de economia circular das cidades portuguesas. O atual quadro de seca e escassez aguça a procura de soluções. O aproveitamento de águas das piscinas e o tratamento de águas residuais para uso não potável, como a lavagem de ruas, de carros, de contentores, para a rega de jardins públicos ou bocas de incêndio, começa a ser testado um pouco por todo o país e é a face visível de uma mudança que tarda a chegar ao terreno.</p>
<p>A estatística europeia prova-o. Segundo o Tribunal de Contas Europeu, que analisou a taxa de circularidade nos países da União Europeia, Portugal tem o quarto pior desempenho dos 27, com uma taxa de circularidade de apenas 2,5%. “Quer dizer que todo o restante material que entra na economia acaba em aterro, a ser queimado ou a ser abandonado. Eventualmente, até a ser exportado para fora do país“, explica Susana Fonseca, vice-presidente da organização ambiental Zero. “A Europa não está muito melhor. Segundo o Eurostat, a média da União Europeia, é de 11,7%. Portugal está pior, mas estão todos bastante mal”, acrescenta.</p>
<p>É o confronto entre dois modelos de produção e utilização de recursos: o tradicional e linear, sustentado na prática “produz-utiliza-deita fora”; e a da economia circular baseada na ideia de que a produção e o consumo envolvem um circuito fechado, no qual os materiais e os recursos gerados são utlizados noutra parte do sistema.</p>
<p>Os resultados da economia circular na União Europeia são modestos: entre 2015 e 2021, a taxa de circularidade, que calcula a percentagem de materiais reciclados que são reutilizados, aumentou, em média, 0,4 pontos percentuais, tendo recuado em sete países (Lituânia, Suécia, Roménia, Dinamarca, Luxemburgo, Finlândia e Polónia). O Tribunal de Contas Europeu conclui que “parece muito difícil de alcançar” dar expressão à ambição da União Europeia de duplicar a percentagem de materiais reciclados e reintroduzidos na economia até 2030.</p>
<p>“Tornar um sistema circular, significa identificar todas as perdas, aproveitá-las para o interior do sistema e valorizá-las”, explica Lígia Pinto, professora da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho. “Se olharmos para a cidade como sendo um território, onde se integram várias funções e vários sistemas, obviamente podemos olhar de forma crítica e tentar interligar alguns sistemas, por forma a aproveitar as energias que podem ter”, concretiza.</p>
<p>“Na cidade há muitas funções, a cidade vive de muita coisa. Vive dos transportes, dos serviços, de alguma indústria, de imensa logística, de produtos agrícolas e uma série de outros produtos. É olhar para todos esses sistemas e dizer como podemos integrá-los de forma a  ter menor impacto e menor desperdício de recursos”, aponta Lígia Pinto, também investigadora do Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais da Universidade do Minho. “Uma boa integração, por exemplo, intermodal, é essencial para termos uma cidade  circular.  No sentido em que minimiza tempo de deslocação, minimiza impactos ambientais. Tudo isso são fugas deste sistema que podemos recuperar”, exemplifica.</p>
<p>Apesar de haver projetos de circularidade nas cidades portuguesas, falta ainda potenciar escalas, fazendo um aproveitamento mais racional dos recursos. “Há muitas coisas a serem feitas. Padecem do mal de ter pouca escala e ou não estarem integradas em coisas mais sistemáticas. Parece-me que no que diz respeito às águas, no que diz respeito aos resíduos, o país trabalha muito para metas e ainda muito pouco para alteração da filosofia  dos sistemas. E isso implica mudar modelos de negócio, mudar formas de organizar as atividades”, sublinha Lígia Pinto.</p>
<p>E não está sozinha. “Não temos em Portugal, quer a nível central, quer a nível dos municípios, dos sistemas de gestão,  uma visão de como trabalhar para a circularidade.  Fazem-se algumas coisas aqui e ali, projetos que muitas vezes são começados, como por exemplo os <em>repair cafes</em>, mas depois muda a cor política da câmara ou há alguma alteração e deixam de apoiar esses projetos”, lamenta Susana Fonseca. “ Não se criam circuitos, hábitos ou infraestruturas que permitam a projetos que promovem a circularidade perdurar no tempo, entranharem-se no tecido social”, indica a ambientalista.</p>
<p>“Não estamos a fazer muito, mas também não é que os nossos vizinhos estejam a fazer muito mais. Há bons exemplos de ações de circularidade nas cidades, mas  podiam estar integradas numa estratégia mais global, mais integrada”, refere Lígia Pinto, também presidente da Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental, chamando a atenção para o facto de o “incentivo e as métricas europeias e internacionais se pautarem pelo resultado final e ainda muito pouco por via do processo”.</p>
<h4><strong>Área das embalagens de plástico é um desastre</strong></h4>
<p>O maior desafio da circularidade é tratar dos resíduos descartados pela economia linear. Só pela diminuição da necessidade de recursos naturais de entrada é possível reduzir os impactos ambientais. “Isto passa por áreas sobre as quais nem o Governo nem grande parte das empresas que estão neste momento no mercado estão interessadas: as áreas da redução e da reutilização”, sentencia Susana Fonseca. “A reciclagem permite, de facto, a integração dos materiais da economia,  o que é muito bom e faz parte da economia circular,  mas é insuficiente. A reciclagem tem imensas dificuldades para dar resposta a muitos daqueles produtos que estamos a pôr no mercado”, argumenta a vice-presidente da Zero. “Na área das embalagens de plástico  é um desastre. Cumprimos, mas a meta que cumprimos é de 36%. Ou seja, 64% andam a monte, não estão a ser aproveitados e há grandes dificuldades”, explica.</p>
<p>António Nogueira Leite, professor catedrático Nova School of Business &amp; Economics, concorda com a necessidade de impulsionar a economia circular. “É preocupante, porque não basta estarmos dentro dos objetivos no que respeita às embalagens, porque isso é uma pequena parte do que temos que reciclar para aumentar o grau de circularidade”, afirma. “O conjunto do sistema precisa de um impulso grande neste momento e tem muito a ver, não só com essa capacidade, como com o facto de que estamos a utilizar demasiado os aterros”, acrescenta.</p>
<p>Para haver circularidade nas cidades é preciso um investimento grande por parte das empresas e das entidades públicas, alerta aquele professor universitário. “A capacidade que as empresas têm de, devidamente incentivadas, inovar vai ser crucial. Assim como o trabalho em rede com as universidades e com os centros de investigação”, sublinha. “Muitas das reutilizações não são feitas, também porque não há capacidade tecnológica de reutilizar numa nova produção”, conclui António Nogueira Leite.</p>
<h4><strong>Planos locais dinamizam circularidade</strong></h4>
<p>A <a href="https://cidadescirculares.dgterritorio.gov.pt/">Iniciativa Nacional Cidades Circulares</a> (InC2) apresentou, no final do mês de outubro de 2023, <a href="https://smart-cities.pt/noticias/iniciativa-nacional-cidades-circulares-municipios-publicaram-32-planos-locais-de-accao-integrada-04-08/">32 Planos Locais de Ação Integrada para a Economia Circular</a>, elaborados por 28 municípios no âmbito da <em>R2CS – Rede Circular para a Construção Sustentável</em><em>; </em><em>CircularNet – Plataforma para a Circularidade</em><strong><em>;</em></strong><em> </em><em>RurbanLink – Ligações Circulares entre Áreas Urbanas e Rurais</em><strong><em>; </em></strong><em>e </em><em>CApt² – Circularidade da Água Por todos e Para todos</em><em>.</em> “Tratou-se de uma iniciativa de capacitação, de aprendizagem e de implementação de processos colaborativos que resultaram muito bem e cujo trabalho é bem mais que os diferentes planos e projetos realizados”, disse Fernanda Couto, diretora-geral do Território, na apresentação dos resultados da iniciativa. A Direção-Geral do Território (DGT), que coordenou o programa, irá monitorizar a concretização dos 32 planos locais para dinamizar a circularidade.</p>
<p>De acordo com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, a Iniciativa das Cidades Circulares, programa da tutela operacionalizado pela DGT, orienta-se exatamente para apoiar e capacitar os municípios na transição rumo a uma economia mais circular. “É fundamental integrar princípios de economia circular nas nossas atividades. Só assim vamos poupar recursos, valorizar o território, assegurar as condições para a redução das emissões e promover o sequestro de carbono que necessitamos. As cidades são peças fundamentais para superarmos os desafios ambientais que enfrentamos”, alertou Duarte Cordeiro. “Temos de ser mais eficientes, temos de reduzir consumos na energia, nos materiais, na água e temos de fazer valores absolutos”, considerou o governante.</p>
<p>“A circularidade atinge-se com a cooperação entre as cidades, atribuindo preferência a cadeias de produção e consumo mais próximas e sustentáveis. É determinante definir esta tal rede de cidades circulares, que depois se pode complementar em esforços, pode-se complementar em políticas de cooperação e não necessariamente de competição”, estabeleceu o ministro. “Há aqui um potencial enorme de somar objetivos entre as várias cidades do nosso país”, acrescentou Duarte Cordeiro.</p>
<p>A Declaração Europeia das Cidades Circulares dá corpo a esse compromisso e garante que as cidades signatárias partilham uma visão comum e atuam em conjunto com o objetivo de atingir a circularidade, disse o ministro. Duarte Cordeiro recordou Guimarães, recentemente finalista da Capital Europeia Verde, como a primeira urbe portuguesa a assinar o documento. Portugal conta com 13 cidades signatárias, sendo o país com mais cidades associadas à declaração (Águeda, Albergaria-a-Velha, Braga, Évora, Guimarães, Loures, Mangualde, Matosinhos, Mealhada, Melgaço, Porto, Torres Vedras e Valongo).</p>
<p>O novo plano de ação para a economia circular será apresentado até ao final do primeiro trimestre deste ano, “com objetivos renovados e mais ambições”, anunciou, ainda, o ministro.</p>
<p>Duarte Cordeiro considerou a reutilização da água como uma oportunidade para a promoção do uso sustentável dos recursos hídricos e para a adaptação às alterações climáticas. “Vivemos fenómenos intensos, de seca e escassez, que nos atingem de forma muito concreta algumas regiões do país. Só para dar um exemplo, no Algarve chove abaixo da média histórica há nove anos seguidos”, lembrou o governante.  “A reutilização da água é determinante e minimiza os efeitos da diminuição das disponibilidades hídricas”, acrescentou.</p>
<h4><strong>Responsabilidade dos cidadãos</strong></h4>
<p>Rita Sousa, professora na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho e investigadora do Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais, lembra que apesar de haver um capítulo inteiro sobre a circularidade  no roteiro para a descarbonizaçao do país, para 2050, é difícil de aferir o grau de concretização. “É quase que uma malha transversal que abrange todas as outras iniciativas Agora, a concretização é muito difícil. É um tópico muito difícil de quantificar”, disse.</p>
<p>A investigadora, que recentemente coordenou o projeto ClicTour, sobre as áreas protegidas do Norte, considera incontornável a alteração da forma de pensar e de utilizar o que cada pessoa compra para usar. “Os próprios cidadãos têm de começar a fazer escolhas por objetos com produtos com maior durabilidade”, alerta Rita Sousa, lembrando como começam a aumentar os negócios de reparação de equipamentos elétricos e eletrónicos, desaparecidos  há anos das cidades.</p>
<p>Lígia Pinto recordou na conversa com a “Smart Cities” uma aula que deu sobre economia do ambiente: “Um bocadinho motivada pela necessidade histórica da economia do ambiente e estava a referir-me para a necessidade dos grupos, das pessoas, das instituições, olharem e  perceberem o que é que podem fazer”.</p>
<p>“Há uma tendência muito forte de olhar para o Governo, para a União Europeia, para o CEO da instituição e dizer: ‘eles é que têm de dizer o que temos de fazer’.  É um bocadinho esta lógica do domínio da política”, partilhou a docente do Minho.</p>
<p>“Muitas das dimensões da circularidade dependem de casos em particular, por vezes a solução não está na política nacional. A solução está nos agentes olharem uns para os outros e perceberem como podem integrar-se e ter uma solução mais cooperativa entre eles”, acrescentou Lígia Pinto.</p>
<p>Chamando a atenção para a lotação dos aterros e para a necessidade de encontrar soluções para o tratamento e reaproveitamento dos resíduos, António Nogueira Leite coloca também o sublinhado na ação individual.  “Temos de estar organizados numa forma de recolha em que o próprio cidadão é incentivado, mais do que agora, para ser uma parte importante do processo de circularidade”, estima o professor catedrático. “Não há incentivos,  há pessoas que são bem comportadas, porque têm espírito cívico, educação, formação e têm o desejo de contribuir para uma sociedade mais verde, mas há outros que são os ‘freeriders’ do sistema”, disse, destacando a importância de haver  políticas muito mais dirigidas às famílias, para pagarem em função dos resíduos que produzem. “Pagamos todos o mesmo dinheiro, contribuamos muito ou pouco para o sistema. Precisamos ter sistemas inteligentes que, através de mecanismos de preços e com o apoio da digitalização, faça com que todos os intervenientes, começando nas famílias,  tenham muito mais incentivo a participar”, concluiu aquele professor da Nova School of Business &amp; Economics.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em><br />Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://smart-cities.pt/noticias/nova-edicao-smartcities41-2-2/" target="_blank" rel="noopener">edição nº 41 da Smart Cities &#8211; Outubro/Novembro/Dezembro</a> 2023.</em></p></div>
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		<title>Repair Café Almada: Nada se perde, tudo se transforma ou&#8230; conserta</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/repair-cafe-almada-nao-se-perde-tudo-se-transforma-ou-conserta-14-03/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=repair-cafe-almada-nao-se-perde-tudo-se-transforma-ou-conserta-14-03</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 06:11:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Almada]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[odam]]></category>
		<category><![CDATA[repair café almada.]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se tiver arranjo, há de sair a funcionar. Se não foi possível, também não vai para logo para o lixo. Primeiro, reutiliza-se, reaproveita-se, recicla-se. No Repair Café Almada, põe-se a economia a circular com meia dúzia de  ferramentas, dois dedos de conversa e um encontro em comunidade onde não custa nada ser circular.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Se tiver arranjo, há de sair a funcionar. Se não foi possível, também não vai para logo para o lixo. Primeiro, reutiliza-se, reaproveita-se, recicla-se. No Repair Café Almada, põe-se a economia a circular com meia dúzia de ferramentas, dois dedos de conversa e um encontro em comunidade onde não custa nada ser circular.</p>
<p>João Catarino e Tiago Catarino, pai e filho, não descansaram enquanto não descobriram o que se passava com a velha aparelhagem de Fernando Dias, que de um dia para o outro ficou muda e calada. O mais novo ainda nem era nascido quando aquele modelo apareceu, mas isso pouco importava. Chaves de fendas para aqui, parafusos para ali e, afinal, era… só trocar uns fios. Não fossem os dois voluntários do Repair Café Almada e, provavelmente, o aparelho teria acabado na rua, ao lado de um qualquer contentor e engrossando as 50 mil milhões de toneladas de lixo elétrico e eletrónico que se produz por ano no mundo. Menos sorte teve uma televisão, também de Fernando Dias, onde um circuito queimado mostrou logo que não havia nada a fazer. Ou havia? Claro que sim. Mesmo sem arranjo possível, no final do dia foi levada para um eletrão da cidade, onde são aproveitados todos os seus componentes com valor. Em ambos os casos, a economia circular funcionou: fechou-se o círculo, combateu-se a cultura do descartável e cumpriram-se os princípios essenciais da economia circular: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.</p>
<p>Também se concretizou a missão do Repair Café Almada, que quase todos os meses abre portas num espaço da cidade para ajudar a população a reparar os seus objetos avariados ou sem uso. Umas vezes com mais pessoas, outras com menos (neste dia só apareceu Fernando), mas sempre de forma totalmente gratuita e com o apoio de técnicos especializados. A organização é da Câmara Municipal e da <a href="https://oficinadalmada.org/" target="_blank" rel="noopener">Oficina d`Almada (ODAM)</a>, uma associação local dedicada à promoção ambiental e à divulgação das novas tecnologias, sobretudo nas áreas da eletrónica, desenho assistido e fabricação 3D. Foi este <em>know-how</em> que lhe permitiu, por exemplo, fabricar algumas das primeiras viseiras que os serviços de saúde do concelho utilizaram durante a pandemia.</p>
<p>Nos vários repair cafes que já dinamizaram oito repair cafes, foram muitos os aparelhos que ganharam uma segunda vida, como torradeiras, ventoinhas, máquinas de café ou placas de indução. “A maioria das pessoas nem vem cá por questões financeiras, mas por razões ambientais, mesmo que não saiba exatamente o que significa o conceito de economia circular. E é isso que tentamos explicar-lhes, mostrando que o lixo não é um fim inevitável e que com as peças de alguns objetos conseguimos reparar outros”, diz João Catarino, fundador e coordenador da ODAM.</p>
<p>Agradecem os almadenses, como Fernando Dias, que além da aparelhagem a dar som, também levou para casa uma importante mensagem, como fez questão de dizer: “tal como as pessoas, também os objetos merecem uma segunda oportunidade. Porquê deitá-los fora se ainda podem ter muito para dar?”</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em><br />Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://smart-cities.pt/noticias/nova-edicao-smartcities41-2-2/" target="_blank" rel="noopener">edição nº 41 da Smart Cities &#8211; Outubro/Novembro/Dezembro</a> 2023.</em></p></div>
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				<div class="et_pb_promo_description"><h2 class="et_pb_module_header">Leia também</h2></div>
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