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	<title>Arquivo de Opinião / Entrevista - Smart Cities</title>
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	<description>Cidades Sustentáveis</description>
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	<title>Arquivo de Opinião / Entrevista - Smart Cities</title>
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		<title>Como contribuem as cidades para um sistema alimentar mais sustentável?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Artur Cristóvão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 07:36:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[abastecimento alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[artur cristóvão]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[transição alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Há que tornar os sistemas alimentares mais resilientes, com iniciativas inovadoras que partam do diagnóstico dos territórios, vistos como espaços de negociação e de co-construção, e permitam chegar a pactos para uma alimentação saudável, sustentável e acessível". Opinião de Artur Cristovão.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><b><span data-contrast="auto">A pressão do sistema alimentar sobre os recursos do planeta, a pegada ambiental da alimentação, o desperdício, a fome, a subnutrição e os problemas de saúde humana ligados à alimentação são inegáveis e tem sido crescente o destaque dado à importância de produzir mais e melhor localmente, fortalecendo os circuitos curtos e as redes alimentares locais, comendo de forma mais saudável, com menos proteína animal e desperdício.  </span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As evidências da insustentabilidade do sistema alimentar global são cada vez mais alarmantes e estão amplamente comprovadas e divulgadas em estudos académicos e relatórios produzidos pelas mais diversas organizações nacionais e internacionais, tanto políticas como de investigação, com destaque para o </span><i><span data-contrast="auto">International Food Policy Research Institute</span></i><span data-contrast="auto"> (IFPRI), o </span><i><span data-contrast="auto">Consultative Group on International Agricultural Research</span></i><span data-contrast="auto"> (CGIAR), a </span><i><span data-contrast="auto">Food and Agriculture Organization</span></i><span data-contrast="auto"> (FAO), a Organização Europeia de Cooperação Económica (OCDE) e a União Europeia (UE), assim como por movimentos alimentares e ambientais, como o </span><i><span data-contrast="auto">Food First</span></i><span data-contrast="auto"> ou o </span><i><span data-contrast="auto">Slow Food</span></i><span data-contrast="auto">. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por outro lado, são hoje numerosos os exemplos demonstrativos da possibilidade de trilhar vias de transição para a sustentabilidade, com pensamento sistémico, articulando segurança alimentar, eficiência energética, qualidade ambiental, adaptação às alterações climáticas, novas formas de ver a produção, a comercialização e o consumo, e modelos de governança democráticos e empoderadores.  </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Trata-se de colocar as pessoas, o direito humano a uma alimentação adequada e o ambiente no centro das atenções. Por isso, há que tornar os sistemas alimentares mais resilientes, com iniciativas inovadoras que partam do diagnóstico dos territórios, vistos como espaços de negociação e de co-construção, e permitam chegar a pactos para uma alimentação saudável, sustentável e acessível, e que sejam agregadores de diversos atores. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A construção de alternativas tem mobilizado um vasto leque de intervenientes e gerado numerosas iniciativas e projetos em todo o mundo, bem como a alteração de políticas, como a Estratégia do Prado ao Prato da UE, no âmbito do Pacto Ecológico Europeu. As cidades têm assumido um papel de relevo nestes processos, sendo exemplo o Pacto de Milão, lançado em 2015, que junta cidades de todo o mundo comprometidas com o desenvolvimento de sistemas alimentares sustentáveis, inclusivos, resilientes, seguros e diversos, que forneçam alimentos saudáveis e acessíveis, minimizando o desperdício, conservando a biodiversidade e mitigando os impactos das alterações climáticas. Este Pacto reúne 290 cidades, que representam 490 milhões de habitantes, sendo Lisboa e Torres Vedras signatárias. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em Portugal, outras cidades e regiões têm-se mobilizado por esta causa, sendo de destacar: a Área Metropolitana de Lisboa, que definiu uma estratégia de transição alimentar para a sustentabilidade, assente na organização da produção, distribuição e consumo e na valorização dos resíduos alimentares; o Porto, que tem em curso o projeto “Good Food Hubs – Asprela + Sustentável”, sob o mote “Muda a tua alimentação. Transforma o mundo”; e a Região do Algarve, que está a implementar o projeto REVITALGARVE, com intervenções nas áreas de produção, processamento, distribuição, abastecimento, organização, comercialização e consumo de alimentos, tendo também criado a Rede de Mercados Municipais. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Mais exemplos poderiam ser citados, refletindo intervenções muito diversas e espalhadas por todo o País, desde a criação de hortas comunitárias e sociais ao abastecimento de cantinas escolares e outras por produtores locais, passando pela revitalização de mercados e feiras de venda direta, pela dinamização da agricultura de proximidade e pela educação alimentar de crianças e jovens. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Neste quadro desafiante foi criada, em 2022, a <a href="https://acsa.ong/quem-somos" target="_blank" rel="noopener">Alimentar Cidades Sustentáveis Associação</a></span><a href="_wp_link_placeholder"><span data-contrast="auto"> </span></a><span data-contrast="auto"><a href="_wp_link_placeholder">(ACSA)</a>, com o objetivo contribuir para a construção coletiva de conhecimento fundamentado e plural e para informar e</span><span data-contrast="auto"> </span><span data-contrast="auto">influenciar as decisões e políticas públicas</span><span data-contrast="auto"> </span><span data-contrast="auto">que conduzam a sistemas alimentares mais sustentáveis, com</span><span data-contrast="auto"> </span><span data-contrast="auto">impactos ambientais, económicos e sociais positivos. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foto de Destaque: <em>Good Food Hubs</em></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em><br />Este artigo foi originalmente publicado na edição n.º 46 da Smart Cities &#8211; janeiro/fevereiro/março 2025</em></p></div>
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		<title>Joana Almeida: “Lisboa está a contribuir ativamente para moldar o futuro das cidades inteligentes”</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/joana-almeida-lisboa-esta-a-contribuir-ativamente-para-moldar-o-futuro-das-cidades-inteligentes-23-05/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=joana-almeida-lisboa-esta-a-contribuir-ativamente-para-moldar-o-futuro-das-cidades-inteligentes-23-05</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 06:34:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[cidades inteligentes]]></category>
		<category><![CDATA[joana almeidas]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[portugal smart cities summit]]></category>
		<category><![CDATA[pscs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lisboa prepara-se para ser uma das protagonistas da 11.ª edição do Portugal Smart Cities Summit, depois de ter sido escolhida como cidade convidada. A capital quer mostrar que o município “está a aplicar tecnologia de forma inteligente e ética, promovendo uma cidade mais verde, mais conectada e mais inclusiva”, diz a vereadora Joana Almeida. Leia a entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/joana-almeida-lisboa-esta-a-contribuir-ativamente-para-moldar-o-futuro-das-cidades-inteligentes-23-05/">Joana Almeida: “Lisboa está a contribuir ativamente para moldar o futuro das cidades inteligentes”</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Lisboa prepara-se para ser uma das protagonistas da 11.ª edição do Portugal Smart Cities Summit (PSCS), ao ter sido escolhida com a cidade convidada do evento. A capital portuguesa vai dar a conhecer os projetos desenvolvidos neste setor, apostada em mostrar que o município “está a aplicar tecnologia de forma inteligente e ética, promovendo uma cidade mais verde, mais conectada e mais inclusiva”.</p>
<p>Quem o diz é Joana Almeida, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa com o pelouro dos Sistemas de Informação e Cidade Inteligente, em entrevista escrita à Smart Cities. A responsável revela ainda o programa e expetativas da autarquia para este PSCS e traça o posicionamento de Lisboa face às outras cidades europeias e mundiais.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Este ano, Lisboa é a cidade convidada do Portugal Smart Cities Summit. Quais as principais novidades e destaques do programa preparado pelo município?</strong></p>
<p>Lisboa acolheu com orgulho e um profundo sentido de responsabilidade o convite para ser a Cidade Convidada do Portugal Smart Cities Summit 2025. Esta distinção representa uma oportunidade única para reforçar o posicionamento da marca Lisboa enquanto referência nacional e internacional em inovação e inteligência urbana.</p>
<p>Um dos grandes destaques será a conferência “Lisboa, Capital da Inovação Sustentável, Inclusiva e Centrada nas Pessoas”, onde daremos visibilidade ao trabalho que temos vindo a desenvolver para tornar Lisboa uma cidade cada vez mais inteligente, resiliente e orientada para o bem-estar dos que aqui vivem, trabalham e visitam.</p>
<p>O <em>stand</em> da Câmara Municipal de Lisboa será um verdadeiro espaço de descoberta e experimentação. Apresentaremos os projetos mais emblemáticos da cidade nas áreas da mobilidade, ambiente, governança, economia, infraestruturas e sociedade — os seis pilares da Estratégia Lisboa Inteligente 2030, que será oficialmente apresentada durante o evento.</p>
<p>Os visitantes poderão interagir com plataformas digitais, simuladores e <em>dashboards</em> que ilustram como a tecnologia está ao serviço de uma cidade mais eficiente e humana. Teremos ainda um programa dinâmico de miniconferências e <em>talks</em>, onde aprofundaremos temas e projetos com impacto direto na vida das pessoas.</p>
<p>Este ano, o evento decorre em junho, mês das Festas da Cidade, o que nos permite também mostrar como a nossa plataforma de cidade inteligente contribui para uma gestão urbana eficaz em momentos de grande afluência, articulando segurança, limpeza e mobilidade de forma integrada e inteligente.</p>
<p><strong>O que nos pode adiantar sobre a apresentação da Estratégia Lisboa Inteligente 2030?</strong></p>
<p>A construção da Estratégia Lisboa Inteligente 2030 tem sido um processo profundamente mobilizador e transformador. Trata-se de um projeto de cidade que envolve todos os serviços e empresas municipais, promovendo uma visão partilhada e um compromisso coletivo com a inovação, a sustentabilidade e a inteligência urbana.</p>
<p>Estamos na fase final de elaboração do plano de ação, que integra medidas concretas e metas ambiciosas, alinhadas com os grandes desafios urbanos do presente e do futuro. Este plano será apresentado no último dia do PSCS, numa conferência dedicada exclusivamente à Estratégia, onde partilharemos com todos o trabalho feito.</p>
<p>A Estratégia assenta em três pilares fundamentais:</p>
<ul>
<li>Pessoas – Os trabalhadores municipais são agentes de mudança e inovação. São eles que tornam possível a concretização de uma cidade inteligente, através da sua dedicação, criatividade e capacidade de adaptação.</li>
<li>Organização – A transformação digital exige uma mudança estrutural na forma como a administração pública funciona. Apostamos na modernização de processos, na integração tecnológica e numa cultura organizacional orientada para resultados e para o serviço público de excelência.</li>
<li>Cidade – A cidade inteligente é aquela que coloca as pessoas no centro. É uma cidade mais verde, mais conectada, mais inclusiva e mais eficiente. É uma cidade que escuta, aprende e responde, promovendo qualidade de vida, participação cívica e coesão social.</li>
</ul>
<p>A Estratégia Lisboa Inteligente 2030 é, acima de tudo, um compromisso com o futuro. Um futuro onde Lisboa continuará a afirmar-se como uma <em>smart city</em> de referência, capaz de antecipar desafios e criar soluções inovadoras ao serviço de todos.</p>
<p>Convido todos a visitarem o stand da Câmara Municipal de Lisboa e a participarem nas conferências. Será uma excelente oportunidade para conhecer de perto o que já estamos a fazer — e o muito que ainda está por vir.</p>
<p><strong>Em que conferências vai estar presente e quais as principais ideias e projetos que irá apresentar?</strong></p>
<p>Este ano, a Câmara Municipal de Lisboa assume um papel central no Portugal Smart Cities Summit, enquanto cidade convidada, coorganizando com a AIP/FIL e a Rádio Observador a conferência principal do evento, que terá lugar no dia 5 de junho. Sob o tema “Lisboa, Capital da Inovação Sustentável, Inclusiva e Centrada nas Pessoas”, esta conferência será um momento-chave para refletir sobre o futuro das cidades e o papel da inovação urbana na melhoria da qualidade de vida.</p>
<p>Será uma oportunidade privilegiada para partilhar a visão estratégica da cidade, apresentar projetos transformadores e promover o diálogo com especialistas, decisores e cidadãos. No centro da discussão estará a Estratégia Lisboa Inteligente 2030, que propõe uma abordagem integrada à transformação digital da cidade, assente em premissas como a transparência, a eficiência dos serviços públicos, a sustentabilidade ambiental e a participação ativa dos cidadãos.</p>
<p>Vamos destacar projetos que demonstram como Lisboa está a aplicar tecnologia de forma inteligente e ética, promovendo uma cidade mais verde, mais conectada e mais inclusiva. Esta conferência será, acima de tudo, um espaço de inspiração e partilha, onde Lisboa se afirma como uma cidade que aprende, inova e lidera com propósito.</p>
<p><strong>Em matéria de cidades inteligentes, como está Lisboa face às restantes cidades europeias e mundiais?</strong></p>
<p>Lisboa tem vindo a afirmar-se como uma cidade em constante evolução no panorama das smart cities, com uma abordagem estratégica que combina inovação tecnológica, sustentabilidade e inclusão social. Através da construção da Estratégia Lisboa Inteligente 2030, realizámos um mapeamento aprofundado das melhores práticas internacionais, identificando tendências emergentes e soluções eficazes nas áreas da mobilidade, governança digital, ambiente urbano e participação cidadã.</p>
<p>As cidades mais avançadas neste domínio não se destacam apenas pela adoção de tecnologia, mas também pela capacidade de promover reformas organizacionais, integrar dados de forma inteligente e envolver ativamente os cidadãos. Lisboa está a trilhar esse caminho com determinação e já implementou um conjunto robusto de soluções que, embora muitas vezes invisíveis no quotidiano, têm um impacto direto na vida das pessoas.</p>
<p>Entre os exemplos mais relevantes, destacam-se:</p>
<ul>
<li>Ambiente: uma rede de sensores que monitoriza em tempo real a qualidade do ar, ruído, temperatura, tráfego e consumo de água, permitindo uma gestão ambiental mais eficaz;</li>
<li>Mobilidade: uma rede de ciclovias e bicicletas partilhadas, semaforização inteligente e videovigilância do tráfego, promovendo uma mobilidade mais segura e sustentável;</li>
<li>Governança e dados: a Plataforma de Gestão Inteligente de Lisboa, o Portal Lisboa Aberta com dados em formatos abertos, e a rede de comunicações LoRa, que suporta sistemas IoT públicos e privados;</li>
<li>Participação cidadã: as aplicações NaMinhaRuaLX e Lisboa.24, o Conselho de Cidadãos e o Portal Lisboa Participa, que reforçam a proximidade entre a autarquia e os munícipes.</li>
</ul>
<p>Lisboa está, assim, numa posição sólida para se comparar com várias cidades europeias de referência. Mais do que seguir tendências, está a contribuir ativamente para moldar o futuro das cidades inteligentes, com soluções que podem servir de inspiração a outras realidades urbanas.</p>
<p><strong>Quais os principais desafios que Lisboa irá enfrentar nesta transição ambiental e climática, que se quer cada vez mais inteligente?</strong></p>
<p>Lisboa enfrenta desafios significativos na sua transição ambiental e climática, num contexto em que a inteligência urbana se torna cada vez mais essencial para garantir uma cidade resiliente, sustentável e preparada para o futuro. Entre os principais desafios estão a adaptação às alterações climáticas — como o aumento da frequência e intensidade das ondas de calor, o risco de inundações urbanas e a pressão crescente sobre os recursos hídricos — bem como a necessidade urgente de reduzir as emissões de carbono e promover uma mobilidade mais sustentável e inclusiva.</p>
<p>Para responder eficazmente a estes desafios, é fundamental adotar uma abordagem baseada em dados, que permita recolher, integrar e analisar informação em tempo real sobre o ambiente urbano — desde os padrões de tráfego e qualidade do ar até ao consumo energético e às dinâmicas populacionais. A inteligência artificial (IA) desempenha aqui um papel crucial, ao permitir identificar padrões, prever impactos e apoiar decisões mais informadas e eficazes. Em Lisboa, já integramos IA no dia-a-dia dos serviços municipais, e o nosso objetivo é torná-la cada vez mais acessível e útil também para os cidadãos.</p>
<p>Um dos projetos mais promissores neste caminho é o Lisboa Digital Twin — uma réplica digital da cidade que permitirá simular cenários futuros, testar o impacto de diferentes medidas e apoiar o planeamento urbano com maior precisão. Esta ferramenta será essencial para reduzir riscos, melhorar a eficiência das políticas públicas e reforçar a transparência e a comunicação com os cidadãos.</p>
<p>Acreditamos que só com uma abordagem verdadeiramente inteligente — que combine tecnologia, inovação, participação cidadã e compromisso político — será possível garantir uma transição climática justa, eficaz e centrada nas pessoas. Lisboa está preparada para liderar este caminho, com ambição, responsabilidade e visão de futuro.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em><br />Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 46 da Smart Cities &#8211; Janeiro/Fevereiro/Março 2025.</em></p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Cidades de Guimarães e Rabat em intercâmbio pela sustentabilidade urbana</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/cidades-de-guimaraes-e-rabat-em-intercambio-pela-sustentabilidade-urbana-09-05/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cidades-de-guimaraes-e-rabat-em-intercambio-pela-sustentabilidade-urbana-09-05</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marta Magalhães]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 07:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[cidades sensíveis à água]]></category>
		<category><![CDATA[cim coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[EUI]]></category>
		<category><![CDATA[urbact]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Guimarães está a reforçar o compromisso com a transição climática urbana através da cooperação europeia, apostando na aprendizagem entre pares. Artigo e entrevista sobre a experiência de intercâmbio do município minhoto com a cidade maltesa de Rabat, no âmbito da Iniciativa Urbana Europeia (EUI).</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/cidades-de-guimaraes-e-rabat-em-intercambio-pela-sustentabilidade-urbana-09-05/">Cidades de Guimarães e Rabat em intercâmbio pela sustentabilidade urbana</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_2 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Entrevista do Ponto de Contacto Urbano nacional da EUI (Direção-Geral do Território) a Jorge Almendra (VITRUS Ambiente) e Susana Falcão (Laboratório da Paisagem de Guimarães), sobre a experiência de intercâmbio da cidade portuguesa de Guimarães com a cidade maltesa de Rabat, no âmbito da Iniciativa Urbana Europeia (EUI).</strong></p>
<p>A cidade de Guimarães está a reforçar o seu compromisso com a transição climática urbana através da cooperação europeia, apostando na aprendizagem entre pares como uma via concreta para transformar políticas e práticas. No âmbito da <a href="https://www.urban-initiative.eu/" target="_blank" rel="noopener">Iniciativa Urbana Europeia</a> (<em>European Urban Initiative</em>, EUI), Guimarães participou recentemente num intercâmbio com a cidade de Rabat, na Região Ocidental de Malta, centrado no desafio da mobilidade urbana sustentável. Esta troca de experiências revelou não só pontos comuns — como os constrangimentos dos centros históricos ou o uso excessivo do automóvel —, como também oportunidades de evolução a partir de abordagens complementares.</p>
<p>Mais do que partilhar soluções, Guimarães procurou, neste intercâmbio europeu, sobretudo aprender. Aprender com um contexto diferente, com dificuldades semelhantes, e testar novas formas de melhorar o envolvimento dos cidadãos, das escolas e das instituições no caminho da sustentabilidade. A cidade levou consigo a experiência do seu modelo de <em>ecogovernance</em> e do envolvimento das comunidades locais em projetos como o Bairro C, mas regressou com a certeza de que há muito a construir em rede. Este espírito de colaboração mútua está no centro dos Intercâmbios entre Cidades promovidos pela Iniciativa Urbana Europeia.</p>
<p>A EUI é um instrumento essencial da Política de Coesão da União Europeia, para apoiar as cidades na resposta aos desafios urbanos, promovendo a inovação, a integração e o reforço de capacidades. Entre as oportunidades de capacitação disponibilizadas no atual período de programação (2021-2027), destacam-se os Intercâmbios entre Cidades (<em>City-to-City Exchanges</em>, ou <em>C2C</em>), uma modalidade de aprendizagem entre pares que aproxima autoridades urbanas de diferentes Estados-Membros da UE, proporcionando-lhes a oportunidade de colaborar, partilhar conhecimento e cocriar soluções nos domínios do desenvolvimento urbano sustentável.</p>
<p>A lógica destes intercâmbios é simples e eficaz: uma ‘cidade requerente’, que enfrenta um desafio concreto, liga-se a uma ‘cidade par’, com experiência comprovada nesse domínio, para uma ou mais visitas técnicas de curta duração. As visitas podem ter entre dois a cinco dias e envolver até três rondas, ao longo de cinco meses. Os temas são definidos pelas próprias cidades e refletem os seus contextos locais — desde a mobilidade urbana à regeneração de bairros históricos, da adaptação climática à inclusão social.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright wp-image-37774 " src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/05/Fotografia-2.jpeg" alt="" width="581" height="327" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/05/Fotografia-2.jpeg 1080w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/05/Fotografia-2-300x169.jpeg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/05/Fotografia-2-1024x576.jpeg 1024w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/05/Fotografia-2-768x432.jpeg 768w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/05/Fotografia-2-400x225.jpeg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/05/Fotografia-2-610x343.jpeg 610w" sizes="(max-width: 581px) 100vw, 581px" />Perante o interesse crescente demonstrado por autoridades urbanas de toda a Europa, a EUI optou por manter este concurso permanentemente aberto. As candidaturas podem ser submetidas em qualquer momento do ano, sendo avaliadas de forma contínua. Desta forma, as cidades podem alinhar a sua participação com os seus calendários estratégicos, aumentando a pertinência e o impacto dos intercâmbios.</p>
<p>Para facilitar este processo, a EUI criou já este ano um novo Serviço de Assistência, que acompanha estreitamente as autoridades urbanas em todas as fases de preparação da sua candidatura às <em>City-to-City Exchanges</em>. Este apoio é particularmente recomendado para cidades de menor dimensão, de regiões em transição ou que estão a dar os primeiros passos na cooperação europeia.</p>
<p>O apoio inclui verificação de elegibilidade, orientação metodológica, revisão técnica e, sobretudo, apoio ao <em>matchmaking</em> entre cidades — um aspeto crítico do processo. Esta componente de emparelhamento entre cidades é facilitada pelo <em>Urban Matchmaker</em> na plataforma Portico, mas também com o apoio direto da equipa de capacitação da EUI e do Ponto de Contacto Urbano nacional (UCP Portugal).</p>
<p>Portugal tem demonstrado um forte interesse nestes intercâmbios, com várias cidades ativamente envolvidas. Braga, Cascais, Lousada, Beja, Coimbra e a freguesia de Fânzeres e São Pedro da Cova, no município de Gondomar, são alguns exemplos. Estas participações cobrem uma vasta gama de temas e formatos de intercâmbio: Braga e Avellino (Itália) partilharam experiências em turismo sustentável; Cascais e Tampere (Finlândia) trocaram abordagens em adaptação climática; Beja colaborou com Novo Mesto (Eslovénia) sobre regeneração urbana; Coimbra trabalhou com Murcia (Espanha) e Perugia (Itália) na área da gestão de resíduos.</p>
<p>É neste contexto que se enquadra o intercâmbio entre Guimarães e Rabat. A definição do desafio, a estratégia de cooperação e a organização das visitas contaram com o apoio de Maria João Rauch, perita com mais de 30 anos de prática no apoio a cidades e regiões europeias. Atualmente gestora da United Nations Sustainable Development Solutions Network (SDSN) Portugal, no CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento, é também perita da EUI e do Programa URBACT. Com profundo conhecimento da realidade de Guimarães e Rabat — fruto da sua experiência de três anos em Malta como assessora governamental —, a sua vasta experiência em redes de cidades e desenvolvimento local integrado reforçou a qualidade e o impacto deste intercâmbio.</p>
<p>À medida que novas oportunidades da EUI se abrem, os municípios portugueses têm hoje uma excelente janela de oportunidade para reforçarem a sua ação estratégica, aprenderem com outras realidades urbanas e estabelecerem colaborações com impacto. A participação nos Intercâmbios entre Cidades não exige projetos complexos nem grandes equipas técnicas: exige vontade, clareza nos desafios a enfrentar e abertura para cooperar. O exemplo de Guimarães demonstra que estas iniciativas podem ser adaptadas à escala de qualquer autoridade urbana portuguesa e transformadas num processo de capacitação com resultados concretos. Candidatar-se é simples, o apoio é dedicado e personalizado, e os benefícios são duradouros — para o território, para as equipas e para os cidadãos.</p>
<p>Nesta entrevista conduzida pelo Ponto de Contacto Urbano nacional da EUI, da Direção-Geral do Território, a Jorge Almendra, da VITRUS Ambiente, e Susana Falcão, do Laboratório da Paisagem de Guimarães, partilham as motivações, as aprendizagens e a ambição com que a cidade participou neste processo. O intercâmbio com Rabat revelou desafios e afinidades entre cidades aparentemente distantes, e confirma que a cooperação europeia pode ser um motor essencial para a inovação urbana, assente em redes e parcerias, conhecimento partilhado e soluções ancoradas no território.</p>
<ol>
<li>
<h4><strong>Guimarães e Rabat: construir alianças para a neutralidade climática</strong></h4>
</li>
</ol>
<p><strong>Como surgiu a oportunidade de Guimarães participar neste intercâmbio com Rabat no âmbito da Iniciativa Urbana Europeia (EUI)? Que motivações estiveram na origem da candidatura e como é que esta se alinhou com os objetivos estratégicos da cidade, nomeadamente no quadro da Missão Cidades Climaticamente Neutras?</strong></p>
<p><strong>Jorge Almendra e Susana Falcão:</strong> A candidatura foi motivada pelo firme compromisso de Guimarães com a ação climática e pela convicção de que a cooperação internacional é essencial para acelerar a transição das cidades rumo à neutralidade carbónica.</p>
<p>Esta participação alinha-se de forma clara com os objetivos estratégicos de Guimarães, em particular no quadro da Missão das 100 Cidades Climaticamente Neutras até 2030, promovida pela Comissão Europeia. Sendo Guimarães uma das cidades selecionadas para esta missão, a criação de sinergias com outras realidades urbanas é vista como uma via essencial para testar soluções, inspirar políticas públicas e reforçar a capacidade de resposta da cidade aos desafios da sustentabilidade urbana.</p>
<p>Mais do que partilhar aquilo que já foi feito, este intercâmbio tem permitido a Guimarães aprender com contextos diferentes, explorar abordagens alternativas e reforçar a sua própria capacidade institucional. A troca de experiências com Rabat, por exemplo, revelou-se particularmente rica no domínio da mobilidade urbana, permitindo reconhecer não só as semelhanças estruturais entre ambas as cidades — como os centros históricos com malhas urbanas estreitas e o elevado uso do transporte individual —, mas também identificar oportunidades para adaptar e implementar medidas que promovam modos de mobilidade mais sustentáveis e inclusivos.</p>
<p>Projetos como este reforçam a dimensão colaborativa da transformação urbana, permitindo criar redes de confiança entre cidades, fortalecer o diálogo entre <em>stakeholders</em> e potenciar soluções inovadoras através da partilha de conhecimento.</p>
<ol start="2">
<li>
<h4><strong> Reflexões cruzadas: o que Malta ensinou a Guimarães sobre mobilidade urbana</strong></h4>
</li>
</ol>
<p><strong>Quais foram os principais desafios e aprendizagens resultantes da visita a Rabat, em Malta? Que aspetos da realidade maltesa tiveram maior impacto na equipa de Guimarães e de que forma essa experiência foi relevante para a reflexão sobre a própria mobilidade urbana loca</strong>l?</p>
<p>Após a visita a Malta fica a noção de que Guimarães tem sabido dialogar e criar sinergias para crescer, mesmo ao nível de um dos seus indicadores mais complexos &#8211; a mobilidade, algo que ainda não acontece na realidade maltesa. Rabat tem inúmeros desafios a ultrapassar, porém o desafio maior, e talvez o mais urgente, seja o desenvolvimento de um trabalho colaborativo entre todos os <em>stakeholders</em>. Todos são capazes de identificar o que é melhor para a cidade, mas fica a sensação de não estarem a conseguir trabalhar de forma articulada.</p>
<p>Para além disso, Rabat é uma cidade com um vasto património histórico, cuja malha urbana é marcada por ruas e estradas bastante estreitas. A oferta de estacionamento é extremamente limitada e, de acordo com as autoridades locais, não é viável a construção de novos parques de estacionamento, devido ao seu passado milenar e às restrições associadas a possíveis escavações em áreas de valor arqueológico.</p>
<p>Uma das principais preocupações manifestadas pelas autoridades de Rabat, e que foi possível constatar durante a nossa visita, é a utilização massiva de veículos particulares tanto por residentes como por turistas. Isto acontece mesmo com a gratuitidade dos transportes públicos rodoviários, revelando a dificuldade em incentivar a adoção de modos de transporte mais sustentáveis.</p>
<p>De forma semelhante, Guimarães, especialmente no seu Centro Histórico e zonas envolventes, apresenta uma rede viária composta por ruas estreitas que continuam abertas ao tráfego automóvel, sem quaisquer restrições significativas. Apesar dos esforços e investimentos realizados pelo Município de Guimarães na melhoria da rede de transportes públicos nos últimos anos, o automóvel particular continua a ser a principal escolha de mobilidade dos cidadãos.</p>
<p>Durante as visitas e trocas de experiências, foi sugerido que a cidade de Rabat deveria considerar a implementação de medidas e restrições ao tráfego, com o objetivo de promover a adoção de modos suaves de mobilidade, como o uso da bicicleta e as deslocações a pé.</p>
<p>De salientar, que tanto os representantes de Guimarães como a perita da EUI envolvida no projeto, Maria João Rauch, sublinharam a importância de envolver todos os agentes relevantes no processo de decisão. Destacaram ainda a necessidade de fomentar a participação e corresponsabilização da comunidade, tomando como exemplo a abordagem de <em>ecogovernance </em>adotada no desenvolvimento do Bairro C, em Guimarães.</p>
<ol start="3">
<li>
<h4><strong> Educação ambiental e participação cidadã: práticas de Guimarães que inspiram</strong></h4>
</li>
</ol>
<p><strong>Que elementos do modelo de Guimarães considera terem gerado mais interesse ou impacto junto dos parceiros malteses durante a visita de intercâmbio? Houve alguma solução, ferramenta tecnológica ou prática de governança participativa que tenha suscitado particular entusiasmo ou que esteja já a ser considerada para replicação?</strong></p>
<p>Da visita à Guimarães foi possível compreender que ferramentas como o Programa de Educação Ambiental nas escolas e o sistema de governança em que os cidadãos são envolvidos nas tomadas de decisão e na criação de planos de ação foi o que suscitou maior interesse pela comitiva maltesa. A preocupação constante de Guimarães em mobilizar e envolver os cidadãos nas questões da cidade e através dessa participação conseguir uma maior consciencialização ambiental e uma efetiva alteração de comportamentos foi percecionada pela comitiva maltesa como a chave para o sucesso das mudanças territoriais.</p>
<p>Durante a estadia em Rabat, o CEiiA, nas diversas reuniões que foram promovidas, realizou, também, a demonstração e aplicação da plataforma AYR, que despertou o interesse das autoridades locais e do Conselho Regional de Rabat. O principal foco da aplicação seria promover o uso da bicicleta, especialmente nas escolas e entre os jovens da comunidade.</p>
<ol start="4">
<li>
<h4><strong> Mobilidade sustentável: a força da colaboração entre sectores</strong></h4>
</li>
</ol>
<p><strong>Na vossa perspetiva, que papel desempenhou a abordagem participativa e a articulação entre entidades públicas, privadas e da sociedade civil no sucesso desta troca de experiências? Que conselhos dariam a outras cidades interessadas em promover intercâmbios semelhantes no domínio da mobilidade sustentável?</strong></p>
<p>A abordagem participativa e a articulação entre entidades públicas, privadas e da sociedade civil foram absolutamente centrais para o sucesso desta troca de experiências. Em Guimarães, temos vindo a consolidar um modelo de governança colaborativa, onde os cidadãos, as instituições e o tecido empresarial são parte ativa no desenho e implementação de soluções para os desafios da cidade. Esta cultura de participação permitiu que, no contexto do intercâmbio com Rabat, apresentássemos uma visão integrada da mobilidade sustentável — não apenas enquanto plano técnico, mas como um processo social e inclusivo.</p>
<p>Durante a visita da comitiva de Rabat, foi precisamente esta articulação que mais despertou interesse: o envolvimento direto das escolas através de programas de educação ambiental, os mecanismos de escuta ativa à população, e o trabalho conjunto com associações e empresas na construção de planos de ação locais. Esta abordagem gera confiança, facilita a aceitação das mudanças e assegura que as soluções implementadas respondem às reais necessidades da comunidade.</p>
<p>A mobilidade sustentável é um desafio transversal que não pode ser enfrentado isoladamente por uma única entidade. Exige um esforço coletivo, um diálogo constante e uma visão partilhada. E isso só é possível quando se cria espaço para que todos os atores tenham voz — desde os decisores políticos aos utilizadores quotidianos das infraestruturas urbanas.</p>
<p>Para outras cidades interessadas em promover intercâmbios semelhantes, o principal conselho seria: comecem por dentro. Construam primeiro um ecossistema local forte, baseado na confiança mútua, na partilha de responsabilidades e na valorização do conhecimento local. Só assim é possível beneficiar plenamente das oportunidades de intercâmbio internacional — não apenas para mostrar o que já foi feito, mas para aprender, adaptar e evoluir em conjunto com outras cidades.</p>
<p>Recomendamos igualmente que estes projetos sejam encarados como processos contínuos e não como eventos pontuais. O verdadeiro valor está na continuidade das relações, na criação de redes duradouras e na capacidade de transformar a aprendizagem mútua em ações concretas com impacto no território.</p>
<ol start="5">
<li>
<h5><strong> Horizontes europeus: novos caminhos para a cooperação entre cidades</strong></h5>
</li>
</ol>
<p><strong>Que tipo de cooperação futura está a ser equacionada entre Guimarães e Rabat/Região Ocidental de Malta? Há planos concretos para dar continuidade a esta colaboração, por exemplo no quadro de um novo projeto europeu como o LIFE?</strong></p>
<p>A experiência de intercâmbio com Rabat e com a Região Ocidental de Malta demonstrou o enorme potencial da cooperação internacional para a promoção de soluções sustentáveis e adaptadas aos contextos locais. A forte sintonia entre os desafios enfrentados — nomeadamente no domínio da mobilidade urbana e da valorização do património cultural e ambiental — abriu caminho a uma vontade partilhada de aprofundar esta relação.</p>
<p>Neste momento, estão a ser equacionadas formas de dar continuidade à colaboração através de novas candidaturas a programas europeus. A complementaridade entre as cidades é um ativo valioso, permitindo desenhar projetos-piloto que possam ser testados em contextos diversos, com transferibilidade de resultados e impacto alargado.</p>
<p>Está também a ser explorada a possibilidade de desenvolver ações conjuntas no âmbito da capacitação técnica das equipas municipais, da replicação de boas práticas (como a plataforma AYR ou os programas de educação ambiental) e da realização de novos encontros presenciais e online que reforcem a construção de uma agenda comum.</p>
<p>Guimarães acredita que estas relações devem ser estruturadas com uma visão de médio e longo prazo, baseadas na confiança e na aprendizagem mútua. Mais do que ações pontuais, o objetivo é construir uma rede sólida de cidades que, embora com realidades distintas, partilham a ambição de transformar os seus territórios com base em soluções sustentáveis, inovadoras e centradas nas pessoas.</p></div>
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<div class="et_pb_text_inner">
<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo resulta de uma parceria com a <a href="https://www.dgterritorio.gov.pt/" target="_blank" rel="noopener">DIREÇÃO-GERAL DO TERRITÓRIO</a><br /><span style="color: #ffffff;">. </span></em></strong></p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Rosa Riquelme: “A descarbonização coloca o objetivo de repensar a cidade para as pessoas”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 07:30:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[rosa riquelme]]></category>
		<category><![CDATA[Smart City Expo Curitiba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que um desafio, a descarbonização é uma enorme oportunidade, porque contribui para “repensar a forma como estamos a construir e a planear as nossas cidades”. Para Rosa Riquelme, diretora executiva da Agência de Sustentabilidade Energética no Chile, o papel dos cidadãos é fundamental, mas os governos também devem ter uma posição mais ativa. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_3 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Mais do que um desafio, a descarbonização é uma enorme oportunidade, porque contribui para “repensar a forma como estamos a construir e a planear as nossas cidades”. Para Rosa Riquelme, diretora executiva da Agência de Sustentabilidade Energética no Chile, o papel dos cidadãos é fundamental, mas os governos também devem ter uma posição mais ativa. Além disso, acrescenta, “utilizar energia renovável pode significar para as cidades uma nova forma de atrair investimentos energéticos”.</p>
<p><span lang="EN-US"><span lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto">Leia a entrevista a esta especialista em energia, respondida por escrito no âmbito do Smart City Expo Curitiba, que se realizou no Brasil.</span></span></span></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>De que forma a descarbonização contribui para uma área urbana mais verde?</strong></p>
<p>A descarbonização coloca o objetivo de repensar a cidade para as pessoas. E quando a repensamos para as pessoas, vemos efetivamente que a natureza mais próxima das pessoas nos faz viver melhor. Nesse sentido, a descarbonização também coloca o desafio de incorporar no planeamento urbano os diferentes usos da cidade, sempre considerando o bom uso dos recursos. Dessa forma, contribui para uma nova forma de repensar como estamos a construir e a planear as nossas cidades.</p>
<p><strong>Pode nos dar alguns exemplos desses benefícios? Poderão eles ser aplicados em países europeus, como Portugal?</strong></p>
<p>Por exemplo, hoje em dia, no Chile estamos a pensar incorporar sistemas de gestão de geração distribuída nas nossas próprias edificações. Isso porque precisamos descarbonizar o setor elétrico, mas de alguma forma também representa uma oportunidade para as pessoas se transformarem em produtoras de energia. Dessa forma, também podemos descentralizar a produção, aproximando o consumo de energia da geração de energia, permitindo-nos ser também mais resilientes. Esse, por exemplo, é um exercício concreto de como a descarbonização, que nos convoca a utilizar energia renovável, pode significar para as cidades uma nova forma de atrair investimentos energéticos.</p>
<p>Nós estamos a fazer isso, por exemplo, a nível habitacional também por meio de parques solares comunitários, onde espaços desocupados são utilizados para criar comunidades fotovoltaicas e, dessa forma, usamos energia renovável, descarbonizamos a nossa matriz e também damos um novo uso à cidade.</p>
<p><div id="attachment_37434" style="width: 591px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-37434" loading="lazy" class="wp-image-37434" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/03/iso5IMG_3387-fotor-20250331115815.jpg" alt="" width="581" height="304" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/03/iso5IMG_3387-fotor-20250331115815.jpg 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/03/iso5IMG_3387-fotor-20250331115815-300x157.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/03/iso5IMG_3387-fotor-20250331115815-400x209.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2025/03/iso5IMG_3387-fotor-20250331115815-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 581px) 100vw, 581px" /><p id="caption-attachment-37434" class="wp-caption-text">Rosa Riquelme é diretora executiva da Agência de Sustentabilidade Energética no Chile. Foto: © Smart City Expo Curitiba</p></div></p>
<p>Eu acho que o lado bom de repensar hoje a energia está no fato de que isso pode ser aplicado em todos os países. Não é necessariamente fácil, porque são necessários marcos normativos e sistemas de transmissão que sejam compatíveis com o uso de recursos renováveis, mas quando isso existe, então é possível. Nós, por exemplo, no Chile, temos um longo histórico desde que foi permitida a injeção de energia fotovoltaica por parte dos consumidores, e não tem sido óbvio que isso aconteça efetivamente. Foram necessárias muitas políticas públicas, vínculo com o setor bancário, estudos de viabilidade de projetos, repensar, por exemplo, como posicionar os telhados para facilitar a instalação desses equipamentos.</p>
<p>Esse caminho, provavelmente, outros países também terão que percorrer, e o que eu acho importante é mostrar que isso é possível. Isso também permite que os consumidores tenham uma participação no mercado energético diferente das tradições que herdamos. Certamente, viemos de mercados energéticos onde a produção de energia está centralizada e é 100% fóssil. De alguma forma, reutiliza muitas vezes os recursos do planeta que hoje já não temos e que, além disso, está associado a setores económicos muito centralizados. A descarbonização e a geração distribuída têm outros paradigmas. Portanto, mudar esse paradigma sobre como vemos o sistema energético é um desafio, mas é completamente possível.</p>
<p><strong>Como garantir que as cidades globais conseguem melhorar os níveis de eficiência energética?</strong></p>
<p>Eu acho que a forma de garantir isso é, primeiro, tendo regulamentação. A verdade é que, sem regulamentação, apenas com incentivos, é difícil que as cidades evoluam. Pelo menos foi assim que entendemos no Chile, e hoje temos regulamentação em termos do consumo de energia nas residências, também no tipo de materiais que podem ser utilizados.</p>
<p>Dessa forma, o mercado tem de alguma forma a obrigação de se adaptar, mas também, nesse caminho, desde a regulamentação, temos acompanhado com diferentes programas políticos e também estudos que permitam mostrar ao mercado que é possível adaptar-se. Assim, a regulamentação estabelece o padrão e as políticas públicas ajudam as empresas a cumprir esse padrão, e todos nós, então, conseguimos enfrentar o desafio da descarbonização das cidades.</p>
<p><strong>Acredita que o caminho para a descarbonização das cidades passa pela conscientização dos cidadãos ou é necessário que os governos tomem medidas obrigatórias para reduzir as emissões?</strong></p>
<p>Precisamos que os governos realmente tenham uma posição mais ativa nesse tema, mas também precisamos que as pessoas entendam que todos devemos contribuir, e isso passa por tomar decisões diferentes em diferentes níveis. Esse consumidor que às vezes vai usar um aparelho que talvez não precise ou que decide pegar o carro em vez do transporte público e então decide poluir, mas também aquele empresário que diz &#8220;vou ter tal sistema produtivo que talvez não seja compatível com os objetivos de descarbonização&#8221; versus outro, e claro, também a nível de políticas públicas para impulsionar essas mudanças.</p>
<p>Mas o principal, para mim, tem a ver com o fato de que as pessoas entendam que temos um papel nisso e esse papel passa por tomar decisões simples de consumo até tomar decisões estruturais, como a regulamentação. Na medida em que todos estivermos convencidos de que devemos tomar decisões nesse sentido, eu acredito que vamos conseguir avançar.</p>
<p><strong>Faz parte do programa Mulheres em Energia do Museu Mundial de Medellín. Qual é o papel das mulheres no processo de transição energética e ambiental que o mundo está a atravessar?<br /></strong><br />Eu acredito que as mulheres têm um papel fundamental. A verdade é que esse mundo que temos hoje foi herdado por decisões, por visões que foram parciais e, lamentavelmente, também herdadas por apenas um género. Então, hoje, incorporar as mulheres nessa visão, incorporar a diversidade completa de pessoas, acredito que trará melhores resultados, pode dar-nos melhores respostas.</p>
<p>Hoje, precisamos ter diversidade de pensamento e, nesse sentido, as mulheres não podem ficar de fora, porque são metade da população, porque vivem nas edificações e entendem as problemáticas de maneira diferente. Estar presente nas discussões de políticas públicas, na implementação de projetos, na formação de novos cidadãos é fundamental para que possamos ter uma visão mais integral e que responda às necessidades de todos e todas.</p>
<p><em><br /></em><em>Fotografia de destaque (Santiago do Chile):</em> © Shutterstock</p></div>
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		<title>A gestão inteligente de tráfego “melhora a mobilidade urbana, tornando as cidades mais eficientes e sustentáveis”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 07:35:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Montgomery]]></category>
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		<category><![CDATA[Smart City Expo Curitiba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Afinal, como podem as cidades fazer as pessoas mais felizes? Charles Montgomery, urbanista e autor do livro “Happy City” tem procurado dar a resposta no terreno, ajudando cidades de todo o mundo a criar espaços públicos que melhorem o bem-estar e aumentem a felicidade dos cidadãos. Leia a entrevista à Smart Cities.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/a-gestao-inteligente-de-trafego-melhora-a-mobilidade-urbana-tornando-as-cidades-mais-eficientes-e-sustentaveis-14-04/">A gestão inteligente de tráfego “melhora a mobilidade urbana, tornando as cidades mais eficientes e sustentáveis”</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner">“A aposta nas soluções inteligentes na mobilidade contribui para a redução das emissões de carbono, a priorização de modalidades de transporte sustentável e consequente melhoria da qualidade do ar”. Para Gustavo Magalhães, diretor na <a href="https://beta-i.com/%C2%B4" target="_blank" rel="noopener">Beta-i</a><strong>, </strong>a gestão inteligente de tráfego é uma mais-valia para as cidades que ajuda a otimizar o trânsito e a reduzir congestionamentos, minimizando o impacto ambiental dos transportes. Leia a entrevista.</div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><strong>O que é a gestão inteligente de tráfego e de que forma pode tornar as cidades mais sustentáveis e eficientes?</strong></p>
<p>A gestão inteligente de tráfego utiliza tecnologia, dados em tempo real e inteligência artificial para otimizar o fluxo de veículos, reduzir congestionamentos e minimizar o impacto ambiental dos transportes. Este processo envolve semáforos adaptativos, sensores de tráfego e plataformas integradas que melhoram a mobilidade urbana, tornando as cidades mais eficientes e sustentáveis.</p>
<p>Na Beta-i, acreditamos que a inovação colaborativa é essencial para transformar a mobilidade urbana. A aposta nas soluções inteligentes na mobilidade contribui para a redução das emissões de carbono, a priorização de modalidades de transporte sustentável e consequente melhoria da qualidade do ar. Além disso, e não menos importante, permite também um planeamento urbano baseado em dados, tornando as infraestruturas mais eficientes. Para que tudo isto aconteça de forma eficaz, é preciso trabalhar colaborativamente com empresas, municípios, e outros agentes da mudança para acelerar o desenvolvimento e implementação destas soluções e criar cidades mais resilientes.</p>
<p><strong>Quais as soluções e tecnologias mais eficazes?</strong></p>
<p>Algumas das soluções mais eficazes e passíveis de serem utilizadas na gestão inteligente do tráfego são os semáforos inteligentes, que ajustam os tempos de sinalização com base em sensores e algoritmos avançados para ajustar dinamicamente o tempo de cada sinal de acordo com as condições reais do trânsito, reduzindo congestionamentos desnecessários e, consequentemente, as emissões de carbono. Ao contrário dos semáforos convencionais, que funcionam com tempos pré-programados e fixos, os semáforos inteligentes monitorizam em tempo real o fluxo de veículos e dos peões, fazendo um ajuste dinâmico em prol da otimização do trânsito.</p>
<p>Além disso, sensores e câmaras de tráfego podem ajudar a monitorizar a circulação em tempo real, facilitando respostas mais rápidas a incidentes e permitindo um planeamento urbano mais eficiente. As plataformas de mobilidade integrada são também capazes de conectar diferentes meios de transporte, desde transportes públicos a bicicletas, trotinetes e veículos partilhados, incentivando alternativas mais sustentáveis ao carro particular.</p>
<p>Outra tecnologia fundamental são os sistemas de gestão de tráfego baseados em inteligência artificial, que utilizam algoritmos preditivos para otimizar rotas, prever padrões de tráfego e reduzir tempos de deslocação. Neste contexto, é expectável que os veículos conectados e a comunicação V2X (<em>Vehicle-to-Everything</em>) também venham a desempenhar um papel crucial, permitindo a troca de informações entre veículos, infraestruturas e peões para aumentar a segurança e a eficiência do tráfego.</p>
<p><strong>Pode dar-nos alguns exemplos de cidades que já aproveitam o potencial dos sistemas de gestão inteligente de tráfego?</strong></p>
<p>Existem vários exemplos de cidades em todo o mundo que têm feito progressos significativos na adoção de sistemas inteligentes de gestão de tráfego. Singapura, por exemplo, é reconhecida pelo seu sistema altamente sofisticado de controlo de trânsito, que utiliza sensores e algoritmos para otimizar o fluxo de veículos a toda a escala do seu território. Nesse sentido, a Autoridade de Transporte Terrestre (LTA) local integra e monitora, em tempo real, informações de trânsito, transporte público e incidentes, permitindo respostas rápidas em caso de bloqueios ou acidentes.</p>
<p>Londres é outro exemplo que tem apostado em estratégias para gerir o tráfego e reduzir emissões através da combinação de sistemas de pagamento eletrónico aplicada a condutores que entram no centro da cidade (<em>congestion charge</em>) com a demarcação de zonas de baixas emissões (<em>Ultra Low Emission Zone</em>), dentro das quais está limitada a circulação de veículos mais poluentes.</p>
<p>Estes são dois dos casos que demonstram como a adoção de soluções tecnológicas pode acelerar a transformação das cidades em ambientes mais eficientes, sustentáveis e centrados nas necessidades das pessoas.</p>
<p><strong>Até que ponto as ameaças à integridade da infraestrutura, como os ciberataques, podem ameaçar estes sistemas?</strong></p>
<p>As infraestruturas de tráfego inteligentes beneficiam significativamente da interligação entre redes de comunicação, sensores e plataformas tecnológicas, o que permite uma gestão mais eficiente e adaptativa da mobilidade urbana. No entanto, essa conectividade traz consigo o desafio de garantir a cibersegurança dos sistemas.</p>
<p>Por isso, é essencial que estas soluções sejam concebidas com protocolos de segurança robustos e mecanismos de redundância operacional. Na Beta-i, sublinhamos a importância de uma colaboração próxima entre fornecedores de tecnologia, municípios e especialistas em cibersegurança, assegurando atualizações regulares e uma monitorização contínua dos sistemas.</p>
<p>Adicionalmente, a capacitação das equipas responsáveis pela gestão do tráfego, aliada a procedimentos bem definidos de resposta a incidentes, contribui de forma decisiva para reforçar a resiliência e a fiabilidade das infraestruturas inteligentes.</p>
<p><strong>Como garantir que a inclusão, a sustentabilidade e a privacidade dos dados e informação não são colocadas em risco?</strong></p>
<p>Para garantir um equilíbrio entre a inovação e a proteção de dados e direitos dos cidadãos, é essencial adotar uma abordagem integrada. Em primeiro lugar, é necessária uma estratégia de recolha e processamento de dados que respeite os regulamentos de privacidade e promova a transparência, tanto para utilizadores como para organismos reguladores. Isso significa implementar práticas como a anonimização de dados e a adoção de políticas de consentimento informado, onde cada parte interessada saiba de que forma os dados estão a ser usados. Simultaneamente, a inclusão e a sustentabilidade devem ser considerados princípios orientadores no desenvolvimento de qualquer projeto de mobilidade urbana.</p>
<p>As soluções tecnológicas têm de ser desenhadas para atender às necessidades de todos os utilizadores – incluindo pessoas com mobilidade reduzida ou sem acesso a plataformas digitais, por exemplo – e priorizar modos de transporte sustentáveis, como bicicletas, trotinetes, transportes públicos ou partilhados. Assim, apenas trabalhando em colaboração com os diversos <em>stakeholders</em> locais, será possível criar um ecossistema de inovação responsável, onde a eficiência não compromete a privacidade e a equidade no acesso à mobilidade.</div>
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		<title>O abastecimento alimentar das cidades e os territórios-rede</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/o-abastecimento-alimentar-das-cidades-e-os-territorios-rede-08-04/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-abastecimento-alimentar-das-cidades-e-os-territorios-rede-08-04</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Alhinho Covas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 07:38:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[abastecimento alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[antónio covas]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[transição alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Falar de modernização ecológica, de capitalismo verde, de novas métricas de sustentabilidade ambiental, de ecorregimes de produção é absolutamente necessário e urgente face aos sinais de alarmes que nos chegam todos os dias”. Artigo de opinião de António Covas.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/o-abastecimento-alimentar-das-cidades-e-os-territorios-rede-08-04/">O abastecimento alimentar das cidades e os territórios-rede</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: left;"><span data-contrast="auto">Quero começar com uma palavra de agradecimento e reconhecimento à Prof.ª Cecília Delgado, presidente da ACSA, a </span><span data-contrast="auto">Associação Alimentar Cidades Sustentáveis</span><span data-contrast="auto">, pelo trabalho que conduziu à publicação em 2024 do livro “</span><span data-contrast="auto">Como integrar a alimentação e o clima no planeamento territorial”</span><span data-contrast="auto">.  As tarefas essenciais de um governo de missão em matéria de alimentação, clima e planeamento territorial estão aí muito claras e é nele que fui buscar a inspiração para esta breve reflexão. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Eu costumo dizer que </span><i><span data-contrast="auto">o </span></i><span data-contrast="auto">modo de olhar para um problema é uma parte importante do problema</span><i><span data-contrast="auto">. </span></i><span data-contrast="auto">Aliás, o livro refere em subtítulo que se trata de </span><span data-contrast="auto">um manual para arquitetos, urbanistas, técnicos e decisores</span><i><span data-contrast="auto">. </span></i><span data-contrast="auto">Esta aproximação ao problema significa que há uma lógica de ação coletiva, complexa, pluricontextual e multiníveis, que implica um desenho muito sofisticado da governança pública e política, em particular nas áreas da regulação, arbitragem e comunicação, tendo em vista aproximar muitos interesses em presença. Com efeito, estão em discussão valores e princípios muito importantes que são o produto final de grandes declarações e acordos internacionais (1), interesses corporativos nacionais e multinacionais com elevado peso especifico (2), estudos e projetos académicos e científicos mais e menos acreditados (3), o escrutínio e a investigação operados pela imprensa e os media (4), a atividade de lobbying de grupos de pressão mais e menos institucionalizados (5), finalmente, o peso especifico da burocracia político-administrativa (6) que os arquitetos e urbanistas conhecem bem. É esta constelação de interesses muito variada e, sobretudo, as relações de poder que a informam, que acabam por consubstanciar a narrativa própria do sistema económico dominante em tempo de regime climático do Antropoceno e no que diz respeito ao abastecimento alimentar das cidades. Faço notar, a propósito, que foi a globalização comercial, a inovação agroindustrial, as cadeias logísticas e a tecnologia digital e financeira que nos trouxeram até aqui, ao modelo dominante de capitalismo, mas, também, ao combate às alterações climáticas, aos pactos ecológicos e aos diversos regimes de sustentabilidade, às políticas de descarbonização das cadeias produtivas, entre outras medidas de política. É aqui que nos encontramos. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Neste contexto, falar da associação entre alterações climáticas, agricultura e alimentação e planeamento territorial não é uma tarefa fácil, pois é, de certo modo, contraintuitivo face ao modelo dominante de capitalismo comercial e financeiro. Por isso mesmo, falar de modernização ecológica, de capitalismo verde, de novas métricas de sustentabilidade ambiental, de ecorregimes de produção, pode parecer algo paradoxal, mas é absolutamente necessário e urgente face aos sinais de alarmes que nos chegam todos os dias. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Como se refere no livro citado, “</span><span data-contrast="auto">o ato de nos alimentarmos está de tal forma presente no nosso dia a dia que nunca refletimos sobre o percurso da comida. Planeamos as rotas de transporte das pessoas, mas esquecemos como os alimentos que consumimos diariamente chegam ao supermercado, aos restaurantes, às nossas casas, ou qual a distância percorrida e como são produzidos. No entanto, o local e a forma como os alimentos são produzidos e nos chegam ao prato têm impactos diretos na nossa saúde, nas alterações climáticas e, de uma forma geral, na nossa qualidade de vida, em suma no território que habitamos”</span><i><span data-contrast="auto">.</span></i><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Aqui chegados, falar de redes urbanas e de territórios-rede, de uma geoeconomia de proximidade e de um governo de missão, isto é, de um projeto e de uma equipa multidisciplinar onde o papel dos arquitetos e urbanistas é determinante para o planeamento territorial, faz todo o sentido se quisermos prevenir, contrariar e combater os efeitos externos e os custos de contexto e transação das grandes transições hoje em curso. Um condomínio de aldeias, uma associação de baldios, uma zona de intervenção florestal, um parque natural, uma rede de pequenas vilas, uma área metropolitana, um parque agroecológico municipal, uma comunidade intermunicipal (CIM), e as associações de geometria variável entre eles, podem constituir-se num excelente espaço experimental de território-rede, para onde convergem as medidas e as ações de combate às alterações climáticas, as boas práticas de agricultura e alimentação e o planeamento integrado das redes de produção local.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Como refere a Professora Cecília Delgado “</span><span data-contrast="auto">É preciso que os planos municipais passem a incluir, de forma consistente, medidas no âmbito da alimentação e de agricultura nas estratégias de adaptação às alterações climáticas e que estas sejam espelhadas nos planos diretores municipais</span> <span data-contrast="auto">(PDM)”</span><span data-contrast="auto">. Na mesma publicação é proposto um plano de ação de 12 medidas operativas que vale a pena referir: </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; O mapeamento dos atores do sistema alimentar; </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A avaliação do que existe no território e as políticas existentes;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A colaboração multidisciplinar entre as diversas áreas do sistema alimentar; </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A articulação e a coerência entre políticas setoriais e a política do ordenamento do território;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A formação contínua a todos os atores do sistema alimentar e as disciplinas envolvidas; </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; O planeamento dos solos com aptidão agrícola e sua afetação a outras funções; </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A avaliação das afetações no âmbito da produção de proximidade;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A identificação dos desertos alimentares e a necessidade de usos mistos;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A necessidade de se implementar uma política de transportes e mobilidade suave; </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8211; A necessidade de trabalhar os sistemas alimentares numa ótica de dieta saudável;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span><span data-contrast="auto">&#8211; A instalação de infraestruturas para a doação de alimentos e a gestão de resíduos;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto"> </span><span data-contrast="auto">&#8211; A instalação de equipamentos para a reciclagem de resíduos e a produção de composto.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Dada a próxima revisão da Lei das Finanças Locais “</span><span data-contrast="auto">estas ações devem ser contempladas no planeamento do território e nos planos de ação climática e previsto o acesso a fundos específicos que são prementes no âmbito da sustentabilidade, no cruzamento com a alimentação, o clima e o território”</span><i><span data-contrast="auto">,</span></i><span data-contrast="auto"> concluiu, ainda, a Prof.ª Cecília Delgado.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Nota Final</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">A recente alteração à lei dos solos e a reação que suscitou vinda de todos os quadrantes é um bom exemplo da sensibilidade sociopolítica presente na lógica de ação coletiva e da relação de forças que lhe está subjacente. Dito isto, parece-me providencial o papel e a função da estrutura de missão dos territórios-rede. Os seus processos e procedimentos de concertação e negociação e as suas redes de cooperação são instrumentos preciosos para o planeamento territorial e a provisão de bens comuns, sobretudo os projetos de fins múltiplos como o abastecimento alimentar (vejam-se as 12 medidas operativas) que são indispensáveis nesta fase de grandes transições.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559731&quot;:708,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p></div>
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<div class="et_pb_text_inner">
<p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 46 da Smart Cities –janeiro/fevereiro/março 2025, aqui com as devidas adaptações.</em></p>
</div>
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		<title>Charles Montgomery: “A doença da exclusão e da inacessibilidade na habitação tomou conta das cidades”</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/charles-montgomery-a-doenca-da-exclusao-e-da-inacessibilidade-na-habitacao-tomou-conta-das-cidades-04-04/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=charles-montgomery-a-doenca-da-exclusao-e-da-inacessibilidade-na-habitacao-tomou-conta-das-cidades-04-04</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 07:46:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Montgomery]]></category>
		<category><![CDATA[cidade feliz]]></category>
		<category><![CDATA[curitibam]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[happy city]]></category>
		<category><![CDATA[Smart City Expo Curitiba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Afinal, como podem as cidades fazer as pessoas mais felizes? Charles Montgomery, urbanista e autor do livro “Happy City” tem procurado dar a resposta no terreno, ajudando cidades de todo o mundo a criar espaços públicos que melhorem o bem-estar e aumentem a felicidade dos cidadãos. Leia a entrevista à Smart Cities.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_6 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong><span lang="EN-US"><span lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto">Afinal, como podem as cidades fazer as pessoas mais felizes? Charles Montgomery, urbanista e autor do livro “Happy City” tem procurado dar a resposta no terreno, ajudando cidades de todo o mundo a criar espaços públicos que melhorem o bem-estar e aumentem a felicidade dos cidadãos.</span></span></span></strong></p>
<p><strong>O canadiano falou sobre o tema com a Smart Cities, no âmbito do Smart City Expo Curitiba, realizado nesta cidade brasileira no final do mês passado, onde lembrou que é preciso construir cidades que promovam encontros positivos. Defensor da cidade de proximidade e crítico da escassez na habitação, defende que a massificação turística está a “envenenar a acessibilidade” e &#8220;a transformar algumas das nossas cidades em resorts”.<span lang="EN-US" style="font-size: 13.0pt; letter-spacing: -.25pt;"><span class="LineBreakBlob BlobObject DragDrop SCXW118917742 BCX8"><br class="SCXW118917742 BCX8" /></span></span></strong></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>O que é uma cidade feliz e como criar cidades que façam as pessoas mais felizes?</strong></p>
<p>Acima de tudo, uma cidade feliz é um lugar que cultiva relacionamentos humanos, fortes e positivos. Ou seja, uma cidade que é saudável e uma cidade que inclui todos.</p>
<p><strong>Porque razão há uma ligação tão forte entre os lugares onde moramos e a nossa felicidade?</strong></p>
<p>As nossas casas, os nossos bairros e as nossas cidades são máquinas comportamentais. Elas influenciam a forma como nos movemos, como nos sentimos e como nos tratamos uns aos outros. Portanto, precisamos ter muito cuidado quando projetamos esses lugares para garantir que eles nos unem para colaborar, brincar, amar, descontrair e cuidar uns dos outros.</p>
<p><strong>Quais as cidades mais próximas do conceito de cidade feliz? Pode dar-nos alguns exemplos? </strong></p>
<p>Todos querem saber qual é a cidade mais feliz do mundo. Não há um vencedor único, mas a cidade feliz vive um pouco em cada cidade. Posso dizer que a cidade onde estou neste momento, Curitiba [Brasil], é uma cidade que cultiva a felicidade, por exemplo, pelo seu excelente sistema de transporte rápido por autocarros que oferece mobilidade a mais pessoas.</p>
<p>Já Vancouver, no Canadá, produz felicidade ao dar a todos acesso à natureza. Paris está a criar felicidade ao converter as ruas à volta das escolas em parques e praças onde as pessoas podem reunir-se com segurança e sem medo de serem atropeladas por carros. E Viena está a gerar felicidade ao fornecer habitação pública acessível para mais da metade da população.</p>
<p><strong>Numa <a href="https://smart-cities.pt/mobilidade/charles-montgomery1207/">entrevista à Smart Cities, em 2019</a>, disse que, no século passado, “destruímos a vida social das nossas cidades”. Houve alguma melhoria desde então, ou sente que a situação piorou ainda mais?</strong></p>
<p>Nos últimos cinco anos, aprendemos muito mais sobre como construir cidades mais felizes e saudáveis. E essas ideias estão surgindo. Elas estão se concretizando em cidades como a Cidade do México, Barcelona, Paris ou Nova York. No entanto, uma terrível nova doença tomou conta das nossas cidades, a doença da exclusão e da inacessibilidade na habitação.<br />Portanto, esse é o nosso novo desafio. Garantir que as pessoas que trabalham e estudam nas cidades possam realmente viver lá.</p>
<p><strong>Tem afirmado que o turismo está a transformar as nossas cidades em resorts. Como reverter esta realidade?</strong></p>
<p>De facto, o turismo está a transformar algumas das nossas cidades em resorts. Precisamos proteger a habitação para as pessoas que lá estudam e trabalham. Então, embora serviços como o Airbnb e outras plataformas de aluguer de curto prazo possam parecer um presente para os proprietários dos imóveis, precisamos proteger a habitação para as pessoas. Efetivamente, esses serviços estão a envenenar a acessibilidade das nossas cidades.</p>
<p><strong>Que cidades estão melhor preparadas para o futuro? </strong></p>
<p>A cidade que está a preparar-se mais estrategicamente para o futuro, neste momento, é Paris. Com a orientação do professor Carlos Moreno, Paris tem adotado o modelo da cidade dos 15 minutos, capaz de garantir que todos possam ter acesso às suas necessidades diárias através de uma caminhada de 15 minutos ou de um passeio de bicicleta. Isso significa que Paris está a fornecer cada vez mais comodidades e espaços públicos de alta qualidade nos diversos bairros da cidade. Devemos todos seguir o exemplo de Paris.</p>
<p>Na América do Norte, considero que Montreal é a cidade que podemos ter em atenção. A urbe canadiana tem reavaliado agressivamente a forma de usar o espaço público de maneiras que nutram uma comunidade mais forte. Todos os verões, uma dúzia de ruas em Montreal passam a estar abertas para as pessoas se conectarem e construírem um sentido de comunidade.</p></div>
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		<title>116 Boas Práticas URBACT prontas a transferir</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/116-boas-praticas-urbact-prontas-a-transferir-02-04/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=116-boas-praticas-urbact-prontas-a-transferir-02-04</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Smart Cities]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 07:34:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>
		<category><![CDATA[urbact]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Programa URBACT operacionaliza a transferência das Boas Práticas que selecionou em 2024, entre as quais 23 de autoridades urbanas portuguesas. Conheça o processo e saiba como beneficiar destas boas práticas de desenvolvimento urbano sustentável. </p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/116-boas-praticas-urbact-prontas-a-transferir-02-04/">116 Boas Práticas URBACT prontas a transferir</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_7 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Por:<br /></em><em> Maria João Matos e Maria José Efigénio</em></p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_16  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><span data-contrast="none">O Programa URBACT operacionaliza a transferência das Boas Práticas que selecionou em 2024, entre as quais 23 de autoridades urbanas portuguesas. Conheça o processo e saiba como beneficiar destas boas práticas de desenvolvimento urbano sustentável.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Desde há mais de duas décadas que o URBACT, Programa Europeu de Cooperação Territorial, tem vindo a impulsionar a mudança em toda a Europa, promovendo a cooperação e a partilha de conhecimento e boas práticas entre cidades, e, simultaneamente, reforçando as competências das partes interessadas locais na conceção e implementação de políticas participativas.</span> <span data-contrast="none">Um dos principais objetivos do URBACT IV é reforçar a capacidade institucional das autoridades públicas em matéria de desenvolvimento sustentável, de acordo com a Política de Coesão da União Europeia e os seus objetivos. Uma Boa Prática URBACT contribui para este quadro, bem como para os temas das parcerias da Agenda Urbana para a União Europeia ou, ainda, para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Mas afinal o que determina uma Boa Prática URBACT? Consiste numa iniciativa local com impacto no desenvolvimento urbano sustentável, que possa ser uma inspiração e uma oportunidade de transferência para outras cidades europeias. Além do impacto positivo local, deverá ser participativa e integrada, bem como relevante a nível europeu. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A primeira edição do selo “Boa Prática URBACT” (</span><i><span data-contrast="none">URBACT Good Practice</span></i><span data-contrast="none">) foi lançada em 2016, no âmbito do Período de Programação correspondente ao URBACT III. As candidaturas resultaram na atribuição de 97 galardões em 2017, entre os quais 9 a cidades e vilas portuguesas.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Seguiu-se um processo concursal que resultou na seleção de 23 Redes de Transferência (</span><i><span data-contrast="none">Transfer Networks</span></i><span data-contrast="none">) URBACT, tendo, cada uma, trabalhado na transferência de uma Boa Prática entre cidades e vilas europeias. Neste âmbito, os Municípios da Amadora e de Lisboa partilharam as suas Boas Práticas, através da liderança das redes </span><i><span data-contrast="none">Rumourless Cities &#8211; </span></i><span data-contrast="none">na área da tolerância e da inclusão &#8211; e </span><i><span data-contrast="none">Com.Unity.Lab</span></i><span data-contrast="none"> &#8211; no domínio da governança participativa -, respetivamente. Outras 15 entidades urbanas nacionais foram ainda parceiras em Redes de Transferência, cujo lema comum era “compreender, adaptar e reutilizar”. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Importa salientar que, embora apenas algumas destas Boas Práticas tenham evoluído para Redes de Transferência, a atribuição deste reconhecimento pelo URBACT confere uma visibilidade importante às iniciativas reconhecidas, aos níveis nacional e internacional, servindo frequentemente para que tenham continuidade e sejam disseminadas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Boa Prática do Município de Lisboa </span><i><span data-contrast="none">Lojas com História</span></i><span data-contrast="none">, que reconhecia o comércio tradicional como um elemento distintivo da cidade, ideia adotada por outros municípios do país e geradora de uma rede europeia de cidades neste tema.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Foram posteriormente dinamizadas 7 novas redes URBACT, com uma duração mais curta, para permitir a mais cidades usufruírem de algumas das práticas premiadas. Aljustrel e Lousã integraram estas redes.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Já no contexto do URBACT IV, face aos resultados positivos da edição anterior, decidiu-se repetir a iniciativa em 2024, através do lançamento de novo concurso para Boas Práticas URBACT. Das 249 candidaturas a este concurso foram selecionadas 116. Em termos de domínios no âmbito do desenvolvimento urbano sustentável, as Boas Práticas vencedoras distribuíram-se do seguinte modo: 31 para a Coesão Social; 28 tanto para a Economia Local como para o Planeamento Urbano; 23 para a Ação Climática; 6 para a Governança Participativa. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="none">Portugal destaca-se</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="none">Portugal foi o país com maior número de candidaturas e, também, o país a receber mais galardões – 23 no total – seguido de Espanha, com 16. A alguns municípios portugueses foi reconhecida mais de uma Boa Prática, designadamente ao Fundão, com 3 selos, e a Cascais e Torres Vedras, ambos com 2 selos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">As novas Boas Práticas URBACT assumem diversos tipos, podendo enquadrar-se em qualquer domínio do desenvolvimento sustentável – abrangendo, entre outros, temas como a mobilidade, a habitação, a regeneração urbana, a participação cidadã ou a economia circular -, apresentando soluções para os desafios que as cidades enfrentam. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">As práticas distinguidas pelo URBACT nas cidades e vilas portuguesas abarcam diferentes temáticas e representam dimensões críticas de política e de governança na esfera local, agrupando-se nas seguintes áreas compreendidas pelo desenvolvimento urbano sustentável:</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><b><span data-contrast="none">Ação Climática</span></b><span data-contrast="none">: </span><i><span data-contrast="none">River restoration project</span></i><span data-contrast="none"> (Águeda); </span><i><span data-contrast="none">Climate Adaptation Fund</span></i><span data-contrast="none"> (Cascais); </span><i><span data-contrast="none">Night at the Market</span></i><span data-contrast="none"> (Mértola); </span><i><span data-contrast="none">City embraces waste</span></i><span data-contrast="none"> (Viana do Castelo).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><b><span data-contrast="none">Economia Local</span></b><span data-contrast="none">: </span><i><span data-contrast="none">Entrepreneurship+ Academy</span></i><span data-contrast="none"> (Albergaria-a-Velha); </span><i><span data-contrast="none">Tech Hub</span></i><span data-contrast="none"> (Amarante); </span><i><span data-contrast="none">Human Power Hub</span></i><span data-contrast="none"> (Braga); </span><i><span data-contrast="none">Craft Lab &#8211; Casas e Lugares do Sentir</span></i><span data-contrast="none"> (Fundão); </span><i><span data-contrast="none">Innovation-friendly city </span></i><span data-contrast="none">(Fundão); </span><i><span data-contrast="none">Restart: an integrated strategy for attacting residents</span></i><span data-contrast="none"> (Idanha-a-Nova); </span><i><span data-contrast="none">SEED:</span></i> <i><span data-contrast="none">Creating young entrepreneurs</span></i><span data-contrast="none"> (Lisboa); </span><i><span data-contrast="none">From Food to Sustainability</span></i><span data-contrast="none"> (Oeiras); </span><i><span data-contrast="none">Sustainable Food School Programme</span></i><span data-contrast="none"> (Torres Vedras).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><b><span data-contrast="none">Coesão Social</span></b><span data-contrast="none">: </span><i><span data-contrast="none">Sustainable Tourism Destination</span></i><span data-contrast="none"> (Baião); </span><i><span data-contrast="none">Capacity Building for Third-Country Nationals</span></i><span data-contrast="none"> (Fundão); </span><i><span data-contrast="none">Healthy and Active Elderly</span></i><span data-contrast="none"> (Torres Vedras); </span><i><span data-contrast="none">Olympics4all: Communities for Active Ageing</span></i><span data-contrast="none"> (Vila Nova de Cerveira).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><b><span data-contrast="none">Governança Participativa</span></b><span data-contrast="none">: </span><i><span data-contrast="none">Youth Participatory Budget</span></i><span data-contrast="none"> (Cascais); </span><i><span data-contrast="none">Participatory Youth Budget</span></i><span data-contrast="none"> (Valongo); </span><i><span data-contrast="none">Smart Village Strategy</span></i><span data-contrast="none"> (Vila Boa do Bispo).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><b><span data-contrast="none">Planeamento Urbano</span></b><span data-contrast="none">: </span><i><span data-contrast="none">SIT FLEXI Demand responsive transport solution </span></i><span data-contrast="none">(CIM Coimbra); </span><i><span data-contrast="none">Intermunicipal Victim Support Network </span></i><span data-contrast="none">(CIM Tâmega e Sousa); Comings and goings: on-demand mobility for isolated rural áreas (CIM Viseu Dão Lafões).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Em termos de cobertura geográfica, o Norte e o Centro de Portugal foram as zonas com maior representação, com 16 selos de Boa Prática atribuídos, os municípios da Área Metropolitana de Lisboa arrecadaram seis galardões e o Alentejo obteve uma distinção.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="none">Novas redes de transferência</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="none">O objetivo do URBACT vai para além do reconhecimento de Boas Práticas: visa a sua transferência entre as cidades e vilas europeias, aproveitando a experiência interpares, promovendo as cidades e aprendendo com elas. Com as novas Boas Práticas selecionadas, estão reunidas as condições para o próximo passo com vista à partilha das mesmas: o concurso URBACT para Redes de Transferência.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">À semelhança de que ocorreu na edição anterior, as cidades parceiras de cada rede selecionada para receber apoios financeiros e de capacitação, irão interagir, com o acompanhamento permanente de um Perito URBACT, para compreender, adaptar e reutilizar uma Boa Prática no seu contexto local, ao longo de mais de dois anos. Por outro lado, ao liderar uma Rede de Transferência, a cidade detentora da Boa Prática pode melhorar a implementação da sua iniciativa, inspirando-se nos conhecimentos das cidades parceiras e dos peritos URBACT. No final, cada parceiro deverá ter realizado ações que concretizem a transferência da Boa Prática, adaptada ao contexto local.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">O concurso para as novas Redes de Transferência, a lançar em abril com o início dos trabalhos previsto para outubro de 2025, estará aberto a autoridades urbanas de qualquer dimensão.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="none">Como beneficiar</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="none">As Boas Práticas, potencialmente transferíveis através de uma rede de cidades, podem, desde já, ser consultadas no </span><i><span data-contrast="none">website</span></i><span data-contrast="none"> do URBACT, numa página dedicada a cada Boa Prática, que disponibiliza informação sobre a mesma e acesso a um formulário de contacto para manifestações de interesse.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Adicionalmente, os Pontos URBACT Nacionais, responsáveis pela dinamização do programa a nível nacional, poderão auxiliar os interessados do seu país a encontrar parceiros. Os seus contactos são também disponibilizados no </span><i><span data-contrast="none">website</span></i><span data-contrast="none"> do URBACT, na página de cada país. No caso português, o Ponto de Contacto é a Direção-Geral do Território.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Outra maneira de iniciar o processo com vista a integrar uma destas redes é participar no </span><i><span data-contrast="none">URBACT City Festival 2025</span></i><span data-contrast="none">, onde vai ser proporcionado o contacto direto entre representantes de cidades de toda a Europa interessadas no intercâmbio de Boas Práticas. As Boas Práticas serão as principais protagonistas deste Festival, que terá lugar de 8 a 10 de abril de 2025 em Wrocław, na Polónia. O evento, aberto à participação de qualquer entidade urbana europeia, será uma oportunidade para as cidades e vilas com Boas Práticas URBACT mostrarem os seus projetos e para outras se inspirarem e começarem a construir parcerias para trabalhar em rede. Podem participar eleitos locais, mas também representantes de entidades urbanas e de autoridades regionais e metropolitanas, bem como funcionários municipais que trabalhem em domínios de ação específicos ou em departamentos de assuntos internacionais e europeus. O Ponto URBACT Nacional também irá marcar presença para apoiar as cidades na criação de parcerias com vista à constituição de futuras Redes de Transferência.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">O concurso para Redes de Transferência será lançado em abril de 2025, no </span><i><span data-contrast="none">City Festival</span></i><span data-contrast="none">, e permanecerá aberto à apresentação de candidaturas até junho do mesmo ano, período durante o qual serão disponibilizadas ferramentas para encontrar parceiros. Complementarmente, a Direção-Geral do Território, no seu papel de Ponto URBACT Nacional, irá promover uma sessão informativa e interativa dedicada ao concurso.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Como tem vindo a ser habitual, espera-se que um elevado número de cidades e vilas portuguesas concorram e integrem as Redes de Transferência selecionadas pelo URBACT, no âmbito deste concurso.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A replicação de boas práticas urbanas proporcionada por esta nova leva de Redes de Transferência irá contribuir para que as cidades europeias se tornem cada vez mais sustentáveis e inclusivas, com Portugal na linha da frente desta evolução. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Toda a informação sobre o concurso para Redes de Transferência e outras oportunidades do Programa URBACT encontra-se acessível no </span><i><span data-contrast="none">website</span></i><span data-contrast="none"><a href="https://urbact.eu/" target="_blank" rel="noopener"> urbact.eu</a>. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:120}"> </span></p></div>
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<div class="et_pb_text_inner">
<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo resulta de uma parceria com a DIREÇÃO-GERAL DO TERRITÓRIO, European Urban Initiative e URBACT. Foi originalmente publicado na edição n.º 46 da Smart Cities – janeiro/fevereiro/março 2025, aqui com as devidas adaptações.<br /><span style="color: #ffffff;">. </span></em></strong></p>
</div>
</div>
</div>
</div></div>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fazer da América o maior Poluente “Outra Vez”: O Plano Energético de Trump</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/fazer-da-america-o-maior-poluente-outra-vez-o-plano-energetico-de-trump-31-03/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=fazer-da-america-o-maior-poluente-outra-vez-o-plano-energetico-de-trump-31-03</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Smart Cities]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 07:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[poluilção]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Apesar de Trump possuir convicções firmes, legitimidade eleitoral e poder financeiro para impulsionar o retorno ao modelo económico baseado em combustíveis fósseis, será ele capaz de reverter décadas de esforços e investimentos na transformação do paradigma energético?"  Crónica por Jorge Máximo e Januário Rodrigues.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_section et_pb_section_8 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Por:  </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="https://smart-cities.pt/?s=jorge+m%C3%A1ximo" target="_blank" rel="noopener">Jorge Máximo, </a>diretor central no sector bancário e ex-vereador da CM Lisboa (2013-17), </em><em>e Januário Rodrigues, investigador Doutorando em Sistemas de Energia Sustentável.<br /></em></p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_19  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><span style="color: #000000;">&#8220;A crise da inflação foi causada por super gastos, e por isso que hoje eu também vou declarar uma emergência energética nacional, vamos perfurar e perfurar… a América será novamente uma nação produtora, e temos algo que nenhuma outra nação produtiva tem, a maior massa de petróleo e gás, e vamos usá-lo, vamos usá-lo.&#8221; Donald Trump, discurso de tomada de Posse como 47º Presidente dos EUA.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Como muitos anteviam, o primeiro dia do segundo mandato de Donald Trump serviu para enviar várias mensagens fortes ao mundo sobre mudanças significativas nas prioridades e orientações políticas norte americanas, incluindo em termos de política ambiental e energética. Nesse dia, assinou decretos que retiram os EUA do Acordo de Paris e revertem políticas ambientais restritivas à perfuração de combustíveis fósseis ou de incentivo à descarbonização. O seu objetivo é acelerar a produção de combustíveis fósseis que, acredita, irá revitalizar a economia americana, reduzindo os preços da energia e fortalecendo a sua independência energética.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">De imediato, as reações de preocupação e condenação ecoaram em todo o mundo, entendendo a decisão como uma ameaça ao desenvolvimento sustentável e ao combate às mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Na ONU, o secretário-geral António Guterres classificou a decisão como “dececionante para a humanidade”, na Europa como “irresponsável&#8221; e &#8220;um retrocesso perigoso&#8221; na luta contra o aquecimento global e até a China aproveitou a oportunidade para reafirmar o seu papel como líder global em energias renováveis.  Mesmo nos EUA, estados como a Califórnia ou Nova York declararam a sua autonomia política, assumindo que irão manter medidas de redução de emissões e a promoção da mobilidade elétrica.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Apesar de Trump possuir convicções firmes, legitimidade eleitoral e poder financeiro para impulsionar o retorno ao modelo económico baseado em combustíveis fósseis, será ele capaz de reverter décadas de esforços, negociações multilaterais e investimentos na transformação do paradigma energético?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ou, pelo contrário, as medidas já implementadas, somadas aos avanços tecnológicos, aos compromissos e investimentos do setor privado e às tendências e exigências de mercado, tornam a transição energética amplamente irreversível, independentemente da “Vaga Trump”?</span></p>
<h4><span style="color: #000000;">Caminho é já irreversível</span></h4>
<p><span style="color: #000000;">A história da humanidade está pejada de avanços e retrocesso, as políticas de Trump podem ser mais um novo obstáculo, mas, acreditamos, não impedirão que se volte atrás no objetivo de cumprimento das metas e compromissos ambientais e energéticos para evitar o agravamento das alterações climáticas. Ao contrário do que deu a entender, o longo caminho já percorrido por um modelo de desenvolvimento económico mais sustentável e suportado em energias limpas não é errado, nem empobrecedor, nem inflacionista.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ora vejamos!&#8230; Na última década, o desenvolvimento económico focou-se na descarbonização, influenciando mentalidades e atraindo biliões em investimentos públicos e privados. Estados importadores buscam reduzir a dependência energética de produtores de energia fóssil, devido à instabilidade geopolítica e especulação de preços. A reversão desse caminho é improvável, a menos que se prove que a &#8220;alternativa Trump&#8221; é mais vantajosa e cientificamente sustentada, o que as evidências climáticas refutam.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A Agência Internacional de Energia prevê que a procura global por eletricidade duplique até 2050, impulsionada pela transição energética. Até 2030, quase metade das vendas de automóveis serão de veículos elétricos, com a China a liderar. O pico na procura de combustíveis fósseis deve ocorrer antes de 2030 devido à expansão das energias renováveis e da mobilidade elétrica.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Vejamos alguns dos números que desmentem mitos alimentados pelos negacionistas das alterações climáticas:</span></p>
<ul>
<li data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="14" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:&#091;8226&#093;,&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span style="color: #000000;">Mito 1: A energia limpa é mais cara no consumidor final!&#8230;</span></li>
</ul>
<p><span style="color: #000000;">Os hidrocarbonetos, como o carvão, o petróleo e o gás natural têm sido fundamentais para a produção de energia desde a Revolução Industrial. No entanto, o custo real da dependência dessas fontes vai além do preço pago por tonelada de carvão, barril de petróleo ou metro cúbico de gás.</span><br /><span style="color: #000000;"> De acordo com a GlobalPetrolPrices.com, o preço médio da eletricidade para famílias em países fortemente dependentes de hidrocarbonetos varia significativamente, podendo atingir até 0,445 €/kWh em alguns mercados. As razões para essas diferenças são múltiplas e complexas, mas os dados indicam que o custo da eletricidade depende mais da estrutura do mercado do que do preço das fontes de energia. Os dados indicam que Portugal, Espanha, França ou a Suécia, que utilizam mais de 50% de energia renovável na geração elétrica, apresentam preços no ranking da tabela, mais baixos para os consumidores finais do que países mais dependentes de fontes fósseis, como Alemanha, Irlanda e Itália os mais caros da EU. Embora haja exceções, como a Polónia, onde a eletricidade de origem fóssil mantém um preço relativamente baixo, a partir de fontes fósseis, não há uma correlação clara que comprove que a dependência dos combustíveis fósseis resulta em eletricidade mais acessível para os consumidores. Mercados mais diversificados e menos dependentes de hidrocarbonetos, conseguem oferecer preços mais competitivos de eletricidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Além dos custos diretos da energia, existem impactos ambientais e de saúde pública associados à queima de combustíveis fósseis. Esses custos indiretos ainda não estão totalmente refletidos no preço final da eletricidade, mas têm um impacto económico significativo. Se não forem colocados no custo da energia fóssil, poderão vir a representar aumentos de impostos, taxas ambientais, custos sanitários e de seguros de saúde, tornando a dependência dos hidrocarbonetos mais onerosa para as economias a longo prazo.</span></p>
<ul>
<li data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="14" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:&#091;8226&#093;,&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="2" data-aria-level="1"><span style="color: #000000;">Mito 2: A produção de energia limpa não é competitiva!&#8230;</span></li>
</ul>
<p><span style="color: #000000;">Esta afirmação pode ser contrariada pelo retorno do investimento em energias renováveis, cujos custos de produção caíram drasticamente nos últimos anos, com a China a liderar a expansão desta nova capacidade. Segundo a Bloomberg New Energy Finance, o custo da energia eólica on-shore diminuiu 60% na última década e o da energia fotovoltaica caiu 90%.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Estas reduções tornam as energias renováveis muito competitivas, sendo na maioria dos mercados maduros, já hoje mais baratas do que a energia fóssil. Este fator é particularmente relevante regiões importadoras de energia, como é o caso da União Europeia.</span><br /><span style="color: #000000;"> De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), em 2023 registou-se um aumento sem precedentes, de 473 GW (gigawatts) de capacidade adicional, representando um crescimento de 13,9%. Este aumento elevou a participação das renováveis na capacidade global instalada para 43% do total da eletricidade produzida.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Além disso, os investimentos em energias renováveis aumentam a resiliência energética dos países. A diversificação da matriz energética reduz a dependência de importações e mitiga os riscos associados a interrupções no fornecimento, causadas por instabilidades políticas das regiões produtoras de hidrocarbonetos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conclui-se por isso, que os investimentos globais em tecnologias limpas continuam a crescer exponencialmente, refletindo a confiança na transição para a economia verde e gerando um movimento imparável.</span></p>
<ul>
<li data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="14" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:&#091;8226&#093;,&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="3" data-aria-level="1"><span style="color: #000000;">Mito 3: A energia limpa condiciona um crescimento económico mais rápido!&#8230;</span></li>
</ul>
<p><span style="color: #000000;">O desenvolvimento acelerado de tecnologias de captura de carbono e armazenamento de energia, adicionada à redução dos custos de produção de VE, turbinas eólicas e painéis solares, aceleraram a transição para fontes de energia mais limpas. Adicionalmente, a economia verde está a criar milhões de novos empregos no setor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">As conclusões do World Energy Outlook 2024 da AIE fornece evidências claras de que a transição para energias renováveis não impede o crescimento económico e até o promove, oferecendo vantagens em termos de custos, segurança energética e desenvolvimento industrial.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A União Europeia onde em 2023, a energia renovável já representou 50% da produção de eletricidade, tem afirmado e comprovado recorrentemente que a descarbonização e a transição para a energia verde não é à custa do crescimento económico e da prosperidade, e vai prosseguir de forma consistente com a substituição dos combustíveis fósseis poluentes, por alternativas limpas, assegurando um crescimento do PIB alinhado aos objetivos do Pacto Ecológico Europeu.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Na China, um colosso da economia mundial, a transição energética mundial é um dos pilares da sua estratégia de competitividade, posicionando parte do crescimento económico e social futuro, pela liderança mundial na produção de painéis solares, baterias e uma forte conquista do mercado de mobilidade elétrica (espera-se que 70% das suas vendas de automóveis novos sejam elétricos até 2030). A China visa atingir emissões líquidas zero até 2060.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Apesar da resistência de alguns setores, os dados indicam que a transição para renováveis é viável e economicamente vantajosa, especialmente para países dependentes de importação de hidrocarbonetos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Os dados e as evidências de países e blocos económicos como a União Europeia e a China mostram que a transição para energias renováveis não é um obstáculo para o crescimento económico, mas sim um catalisador de novos negócios, tecnologias e empregos. As energias limpas estão a criar uma nova era de prosperidade e desenvolvimento sustentável, contrariando o mito de que a transição energética prejudica o crescimento. Pelo contrário, ela está a redefinir o futuro económico e social a nível global de forma mais resiliente e sustentável.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Donald Trump pode ser o homem mais poderoso do mundo e com uma capacidade única de influência à escala global. Pode até reverter anos de investimento público americano na transição energética e apoiar agressivamente a expansão dos combustíveis fósseis nos Estados Unidos, mas não pode travar um verdadeiro tsunami de mentalidades, aspirações e investimentos já consolidados globalmente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O seu &#8220;dique&#8221; poderá até proteger, de forma temporária, alguns interesses nacionais específicos, mais não conseguirá alterar uma direção irreversível da economia mundial em direção à transição energética. Nisso, os mercados já tomaram a sua decisão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Se ainda acredita no contrário, então não está a ser Smart!&#8230;</span></p></div>
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<div class="et_pb_text_inner">
<p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 46 da Smart Cities – janeiro/fevereiro/março 2025, aqui com as devidas adaptações.</em></p>
</div>
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<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/fazer-da-america-o-maior-poluente-outra-vez-o-plano-energetico-de-trump-31-03/">Fazer da América o maior Poluente “Outra Vez”: O Plano Energético de Trump</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Luís Almeida Capão: “Há cada vez mais interesse na limpeza urbana”</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/luis-almeida-capao-ha-cada-vez-mais-interesse-na-limpeza-urbana-25-03/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=luis-almeida-capao-ha-cada-vez-mais-interesse-na-limpeza-urbana-25-03</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 07:49:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[alu]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Limpeza Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[limpeza urbana]]></category>
		<category><![CDATA[luís almeida capão]]></category>
		<category><![CDATA[prémios cidade +]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista à Smart Cities, o presidente da Associação Limpeza Urbana, Luís Almeida Capão, revela os objetivos, categorias e critérios da segunda edição dos Prémios Cidade+. Faz ainda um retrato da evolução do setor nos últimos anos e lembra que “as pessoas querem ruas sem lixo”, tema forte do próximo Encontro Nacional de Limpeza Urbana (ENLU).</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><span lang="EN-US"><span lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto">A Associação Limpeza Urbana – Parceria para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis (ALU) abriu as candidaturas para os <a href="https://www.associacaolimpezaurbana.org/" target="_blank" rel="noopener">Prémios Cidade+</a>, iniciativa que distingue o trabalho desenvolvido por entidades ou pessoas na área da limpeza urbana. As inscrições estão abertas até dia 31 de maio.</span></span></span></p>
<p>Em entrevista à Smart Cities, o presidente da ALU, Luís Almeida Capão, revela quais as categorias, critérios e expetativas para esta segunda edição. Faz ainda um retrato da evolução do setor nos últimos anos e lembra que “as pessoas querem ruas sem lixo”, tema forte do próximo Encontro Nacional de Limpeza Urbana (ENLU), agendado para julho no Porto.<strong><span lang="EN-US" style="font-size: 13.0pt; letter-spacing: -.25pt;"><span class="LineBreakBlob BlobObject DragDrop SCXW118917742 BCX8"><br class="SCXW118917742 BCX8" /></span></span></strong></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Quais os objetivos dos Prémios Cidade+ e que expetativas tem para esta edição?</strong></p>
<p>Os Prémios Cidade+ são uma iniciativa da Associação Limpeza Urbana (ALU) que pretende distinguir os melhores projetos e ações em matéria de limpeza urbana em Portugal e que tenham tido impacto positivo na sustentabilidade dos territórios, na otimização e eficiência da operação das entidades responsáveis e, claro, na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Em 2023, sentimos que a iniciativa foi muito bem acolhida e levantou o interesse de muitos agentes deste setor, quer na esfera pública, quer na esfera privada – na altura, recebemos mais de 60 candidaturas. Este ano, também em resultado do crescimento que a ALU tem registado, tudo aponta para que possamos receber ainda mais propostas nesta segunda edição.</p>
<p><strong>Contando com as categorias principais e prémios especiais, quantas distinções vão atribuir este ano?</strong></p>
<p>São sete troféus, ao todo. Nas quatro categorias principais (Inovação e Conhecimento; Participação Pública e Cidadania; Estratégia Municipal para a Sustentabilidade; Equipas Felizes), os candidatos são avaliados pelo júri e, no final, os vencedores recebem um prémio monetário de cinco mil euros que pode ser usado para, por exemplo, reinvestir na melhoria do projeto ou das condições das equipas de limpeza urbana. Já os Prémios Especiais são três: Personalidade do Ano; Equipamento/Tecnologia do Ano; Campanha do Ano. Para estes, a distinção é, acima de tudo, de prestígio e reconhecimento do mérito, podendo a candidatura ser feita também por terceiros.</p>
<p><strong>Quais os principais critérios para a escolha dos vencedores?</strong></p>
<p>Nas categorias principais, o <a href="https://7enlu.uingress.com/PremiosCidade/Juri" target="_blank" rel="noopener">júri</a> avaliará as candidaturas com base em cinco critérios: Caráter de Inovação, Sustentabilidade, Impacto na comunidade, Impacto na organização e resultados e Potencial de replicabilidade. Os Prémios Especiais serão, primeiro, votados pelos associados da ALU e, apurados os finalistas, o júri fará também a sua votação.</p>
<p><strong>Como evoluiu o setor da limpeza urbana desde a anterior edição dos prémios (entregues em 2023) até ao momento atual?</strong></p>
<p>O ano de 2023 foi muito importante para a limpeza urbana em Portugal, isto porque, pela primeira vez, foi incluída em documentos estratégicos nacionais enquanto figura independente do setor dos resíduos. Refiro-me, claro, ao PERSU 2030 (Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos), e tal deveu-se muito ao trabalho da ALU, que passou também a estar incumbida de implementar algumas das medidas do plano, como é o caso do Índice Nacional de Limpeza Urbana, que estamos a desenvolver. O setor dos resíduos tem também novas imposições que afetam a limpeza urbana, tais como a obrigatoriedade de recolha de novos fluxos, do SDR – Sistema de Depósito e Reembolso ou da RAP (responsabilidade alargada do produtor).</p>
<p>A instabilidade política dos últimos dois anos, aliada à habitual morosidade de um setor complexo, não ajudou a que estas alterações fossem concretizadas no tempo devido, mas todos sabemos que há muito a fazer. A ALU continua a bater-se pela compensação devida aos municípios no âmbito da RAP para os plásticos de uso único nos resíduos de limpeza urbana e que ajudaria as cidades a minimizar os custos com a atividade e a investirem na melhoria do serviço. Além disso, há cada vez mais interesse na limpeza urbana, o que se deveu também ao mediatismo recente que o assunto teve nas grandes cidades do país, infelizmente pelas piores razões. As pessoas querem “ruas sem lixo” – e esse é o tema que a ALU vai levar ao debate no 7.º Encontro Nacional de Limpeza Urbana (ENLU), que decorre em julho no Porto.</p>
<p><strong>O lançamento desta edição dos Prémios Cidade+ aconteceu durante um evento realizado na semana passada em Montemor-o-Novo, que reuniu várias iniciativas. O que destaca desse encontro?</strong></p>
<p>O evento enquadra-se na estratégia de promoção de boas práticas na limpeza urbana que a ALU tem vindo a desenvolver e, desta vez, dedicada aos temas da deservagem e limpeza de grafitis. Há uma sede muito grande por conhecimento entre os profissionais do setor, que, muitas vezes, se deparam com situações de difícil resolução, quer pela sua complexidade técnica ou desconhecimento, quer pela falta de recursos. A ALU é uma plataforma de diálogo e troca de experiências e, por isso, sentimo-nos no dever de apoiar os nossos associados, mas não só, a encontrarem soluções que respondam às suas necessidades. Este tipo de eventos é uma forma de promovermos essa criação de conhecimento através da partilha e do debate.</p>
<p>Não menos importante é o local que escolhemos e que segue uma lógica de descentralização geográfica. Queremos que a ALU chegue a todo o país e não deixar ninguém de fora. Em Montemor-o-Novo, tivemos uma casa praticamente cheia, o que mostra bem o interesse que existe nos temas relacionados com a limpeza urbana.</p></div>
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