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	<title>Arquivo de Água - Smart Cities</title>
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	<title>Arquivo de Água - Smart Cities</title>
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		<title>Ribeiras urbanas estão poluídas por grande diversidade de fármacos, diz estudo português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2024 11:49:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fármacos]]></category>
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		<category><![CDATA[Universidade de Coimbra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado por investigadores da Universidade de Coimbra revela uma grande presença de fármacos nas ribeiras urbanas. O trabalho registou a presença de 139 fármacos em 49 ribeiras, incluindo três portuguesas.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/ribeiras-urbanas-estao-poluidas-por-grande-diversidade-de-farmacos-diz-estudo-portugues-19-11/">Ribeiras urbanas estão poluídas por grande diversidade de fármacos, diz estudo português</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Um estudo realizado por investigadores da Universidade de Coimbra revela uma grande presença de fármacos nas ribeiras urbanas. O trabalho, publicado na <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/water-research" target="_blank" rel="noopener">revista Water Research</a>, fez uma revisão bibliográfica de um conjunto de investigações realizadas em todo o mundo e registou a presença de 139 fármacos em 49 ribeiras urbanas de 13 países, incluindo três portuguesas.</p>
<p>A equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC), em colaboração com a Faculdade de Farmácia, detetou fármacos pertencentes a 10 grupos terapêuticos: diclofenaco, ibuprofeno e paracetamol (analgésicos, anti-inflamatórios, antipiréticos e anestésicos); claritromicina e eritromicina (antibióticos, antifúngicos e antipruriginosos); fluoxetina e citalopram (psicofármacos); estrona, 17β-estradiol e etinilestradiol (hormonas); e genfibrozila (reguladores lipídicos). Entre estes, os anti-inflamatórios e os anticonvulsivos foram os grupos detetados no maior número de países.</p>
<p>Em Portugal, encontraram-se oito fármacos nas três ribeiras estudadas e, numa delas, observou-se um alto risco para os invertebrados aquáticos devido a um antidepressivo, a fluoxetina.</p>
<p>De acordo com os especialistas, “os efeitos nos organismos aquáticos e processos ecológicos foram variados, desde bioacumulação, desregulação endócrina, crescimento deficiente, inibição de reprodução, aumento da mortalidade e distúrbios de eclosão até alterações morfológicas e diminuição da produção primária bruta e de biomassa”.</p>
<p>“A revisão de literatura mostrou que ribeiras urbanas, para além dos rios, são um ecossistema de água doce crítico quando se trata da ocorrência de fármacos. Estas atravessam zonas muito urbanizadas e dado o seu pequeno volume de água e fraca capacidade de diluição podem ficar altamente poluídas, levando depois esses poluentes para os rios principais”, afirmou Maria João Feio, investigadora do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE).</p>
<p>A conclusão do estudo lembra que as ribeiras urbanas “são um tipo muito importante de ecossistema de água doce porque são capilares das bacias hidrográficas” e defende que a falta de uma análise sistemática pode esconder “o principal problema que ameaça a saúde ecológica” das mesmas. Nesse sentido, escreve ainda que “é importante desenvolver políticas públicas eficazes para proteger e salvaguardar os ecossistemas aquáticos urbanos e, em última análise, a saúde humana”.</p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © U. Coimbra</p></div>
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		<title>Perdas de água: Municípios “sem desculpas”, diz Conselho Nacional. Ministra ameaça com sanções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2024 23:02:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[algarve]]></category>
		<category><![CDATA[conselho nacional da água]]></category>
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		<category><![CDATA[Joaquim Poças Martins]]></category>
		<category><![CDATA[ministra do ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Não faz sentido haver sistemas de abastecimento de água com 50% de perdas. Não há desculpas para não baixar as perdas”. A afirmação é de Joaquim Poças Martins, secretário-geral do Conselho Nacional da Água, para quem o desperdício de água é um sintoma de “má gestão ou falta de dimensão".</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>&#8220;Não faz sentido haver sistemas de abastecimento de água com 50% de perdas. Para baixar as perdas para 20% não é preciso dinheiro, [por isso] não há desculpas para não baixar as perdas”. A afirmação é de Joaquim Poças Martins, secretário-geral do Conselho Nacional da Água, para quem o desperdício de água nos municípios é, sobretudo, um sintoma de “má gestão ou falta de dimensão&#8221;.</p>
<p>Durante a conferência &#8220;Encontro Fora da Caixa&#8221;, realizada em Faro na passada sexta-feira, o especialista defendeu que “é possível reduzir as perdas num ano ou dois, fazendo as coisas certas”. “Quem tem 40 ou 50 por cento de perdas, não tem legitimidade para aumentar tarifas. Eu não posso pedir que os meus consumidores vão pagar mais, para pagar a minha ineficiência”, afirmou o e ex-secretário de Estado do Ambiente. Lembrando que a perda de água média no país é de 37% e que metade das 300 entidades gestoras têm perdas acima de 20%, Joaquim Poças Martins apelou a uma gestão mais eficiente da água.</p>
<p>Já sobre a nova central de dessalinização do Algarve, a ser construída em Albufeira, o responsável do Conselho Nacional da Água disse que, graças a ela, nas próximas décadas, a região “não vai ter falta de água para abastecimento público”. Ainda assim, considerou que se trata de uma opção &#8220;discutível&#8221;, uma vez que &#8220;poderia não ter sido necessária”, além de estar associada à má gestão da água que se fez no passado.</p>
<p>Ainda nesta conferência, organizada pela Caixa Geral de Depósitos, a presidente do conselho de administração da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), Vera Eiró, lembrou que esta nova estação não estará concluída antes de 2026. Apelou, por isso, a um esforço mútuo de toda a região, até porque, atualmente “aquilo que nós vemos, na prática, é que não está a haver uma redução de consumo&#8221;.</p>
<h4><strong>Sanções à vista no Algarve?</strong></h4>
<p>Também a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, tem reiterado a necessidade de haver uma maior poupança de água no país e, em particular, no Algarve. Em entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF, divulgada este domingo, a governante reconheceu que a região “teve restrições muito duras”, e que “alguns municípios pouparam bastante”, mas não deixou de lembrar que noutros não aconteceu o mesmo. Nesses casos, a falta de esforço ou de capacidade poderá ser sancionada. “Nós fizemos já uma recomendação a esses municípios que pouparam menos que 10% que têm de fazer um esforço maior. Caso não façam esse esforço, quando fizermos a contabilização do ano, poderá haver sanções”, afirmou.</p>
<p>Já sobre a capacidade de armazenamento de água no sul do país, Maria da Graça Carvalho, admite que “em condições excecionais” poderá ser necessário construir algumas barragens e deu o exemplo de um projeto previsto para o Alto Alentejo. “A barragem do Pisão foi já autorizada, já há concurso, é um projeto PRR. Trata-se de uma barragem que era esperada pela população do Alto Alentejo há 57 anos. Espero que no fim de 2026 seja uma realidade”, acrescentou.</p></div>
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		<title>Dessalinizadora do Algarve construída até 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2024 11:05:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Reabilitação e regeneração urbanas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já está adjudicada a construção da central de dessalinização do Algarve, a ser instalada no concelho de Albufeira. A obra para o primeiro sistema do género em Portugal continental deverá ficar concluída até ao final de 2026 ou início de 2027.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Já está adjudicada a construção da central de dessalinização do Algarve, a ser instalada no concelho de Albufeira. A obra para o primeiro sistema do género em Portugal continental deverá ficar concluída até ao final de 2026 ou início de 2027, como avançou à agência Lusa uma fonte da Águas do Algarve. Em comunicado, a empresa pública informa que a construção estará a cargo de um consórcio luso-espanhol, denominado Agrupamento Complementar de Empresas – ACE, também ele responsável pela exploração da dessalinizadora durante um período de três anos.</p>
<p>O contrato de adjudicação prevê um investimento a rondar os 108 milhões de euros, integrado no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve e financiado em parte pelo  Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), enquanto o restante será suportado pelo orçamento de Estado.</p>
<p>A estação deverá ter uma capacidade inicial de 16 milhões de metros cúbicos (m<sup>3</sup>), mas há planos para aumentá-la até aos 24 milhões de m<sup>3 </sup>de água. Isto porque, como informa a empresa que adjudicou a obra, há “crescentes evidências, que se assistirá a um decréscimo da pluviosidade anual e num aumento da assimetria do regime intra-anual de precipitação, mais ou menos pronunciados em função dos cenários climáticos considerados, especialmente pronunciado nas regiões mediterrânicas”.</p>
<p>O Ministério do Ambiente e Energia também já confirmou a adjudicação da obra, que considera uma “infraestrutura pioneira em Portugal Continental, alinhada com as metas ambientais nacionais e europeias”. É, por isso, “parte da resposta estratégica à escassez hídrica, de uma região afetada por ciclos de seca”, defende o executivo. Também em comunicado, a ministra Maria da Graça Carvalho sublinhou que a dessalinizadora “representa um investimento estratégico, juntamente com a tomada de água no Pomarão, para reforçar o abastecimento à região, mesmo em períodos de seca prolongada”.</p>
<p>Recorde-se que um conjunto de associações ambientalistas avançou este verão com uma queixa no Ministério Público, solicitando que a Declaração de Impacto Ambiental favorável à construção da dessalinizadora seja considerada inválida. Para a Plataforma Água Sustentável (PAS), a central “infringe vários diplomas legais nacionais e europeus”, além de custar quase o dobro do que inicialmente estava previsto.</p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © Shutterstock</p></div>
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		<title>Dia Nacional da Água: ambientalistas alertam para perdas e sobre-exploração dos recursos hídricos</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/dia-nacional-da-agua-ambientalistas-alertam-para-perdas-e-sobre-exploracao-dos-recursos-hidricos-01-10/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=dia-nacional-da-agua-ambientalistas-alertam-para-perdas-e-sobre-exploracao-dos-recursos-hidricos-01-10</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 13:59:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[dia nacional da água.]]></category>
		<category><![CDATA[geota]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[rogério ivan]]></category>
		<category><![CDATA[zero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reduzir o desperdício da água e otimizar os recursos hídricos do país deve ser uma prioridade, dizem as associações ambientalistas no Dia Nacional da Água, hoje assinalado. O GEOTA e a ZERO identificam as perdas de água como um dos principais problemas.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/dia-nacional-da-agua-ambientalistas-alertam-para-perdas-e-sobre-exploracao-dos-recursos-hidricos-01-10/">Dia Nacional da Água: ambientalistas alertam para perdas e sobre-exploração dos recursos hídricos</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Reduzir o desperdício da água e otimizar os recursos hídricos do país deve ser uma prioridade inadiável, dizem as associações ambientalistas no Dia Nacional da Água, que hoje se assinala. É o caso do <a href="https://www.geota.pt/" target="_blank" rel="noopener">GEOTA</a> (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), que identifica as perdas de água como um dos principais problemas a enfrentar.</p>
<p>Para o presidente desta Organização Não‑Governamental de Ambiente, Rogério Ivan, “na distribuição há perdas enormes de água, em alguns casos superiores a 30%, que dão origem a custos brutais, muitas vezes não refletidos na fatura de água, mas que acabam por sê-lo nos orçamentos do Estado e dos municípios”. Para o ambientalista, é fundamental “haver mais informação junto dos decisores políticos e técnicos sobre as metodologias e tecnologias disponíveis e depois fazer-se um trabalho integrado com o Governo no sentido de poderem financiar estas medidas necessárias”. “O custo da inação é, claramente, superior e a longo prazo”, lembra Rogério Ivan, sem deixar de sublinhar que vários municípios já começaram a desenvolver projetos de mitigação das perdas de água, alguns com resultados promissores.</p>
<p>No mesmo sentido, também a <a href="https://zero.ong/" target="_blank" rel="noopener">ZERO</a> afirma que “reduzir essas perdas<strong> </strong>é essencial para assegurar tanto a sustentabilidade ambiental quanto a viabilidade económica” dos setores urbano e agrícola. Em comunicado, a associação apela ao Governo para não ultrapassar o que chama de “linhas vermelhas” e defende “a necessidade de uma mudança urgente e sustentável na gestão dos recursos hídricos em Portugal”.  Além disso, critica a sobre-exploração dos recursos hídricos, apontando o dedo a dois grupos: “o uso descontrolado, sobretudo em práticas agrícolas e no setor turístico, esgota os aquíferos e aumenta a vulnerabilidade do sistema”.</p>
<p>Rogério Ivan, do GEOTA, revela a mesma preocupação e dá como exemplo as monoculturas intensivas, muitas vezes em locais de seca e escassez. “Isso acaba por colocar uma enorme pressão naquilo que são os recursos disponíveis. Basta olhar para as explorações intensivas no Alentejo que requerem imensa rega, quase contínua, e que depois acabam por causar enormes danos a nível das bacias hidrográficas”, concretiza.</p>
<p>“Portugal enfrenta uma crise hídrica, amplificada pelas alterações climáticas e pela má gestão dos recursos”, considera ainda a ZERO, considerando que propostas como a transferência de água entre bacias hidrográficas e a construção de novas barragens podem “desequilibrar os ecossistemas e aumentar a competição” por recursos hídricos escassos.</p>
<p>Perante esta realidade, a associação reafirma que é crucial garantir que os custos dos serviços de água são distribuídos de forma justa entre todos os setores, de acordo com os princípios de sustentabilidade, e mostra preocupação com o plano de uma “autoestrada da água” para transferir recursos até o Algarve, que “levanta sérias questões quanto à viabilidade ecológica e económica”.</p>
<p>Mesmo admitindo que “a gestão dos recursos hídricos em Portugal tem vindo a melhorar ao longo dos anos, em resultado de imensos investimentos em infraestruturas”, Rogério Ivan, do GEOTA, faz ainda questão de antecipar um dos problemas associados à localização do futuro aeroporto de Lisboa. Isto porque, explica o ambientalista, Alcochete conflitua “com o maior aquífero subterrâneo da Península Ibérica”. “Para se ter uma ideia, toda aquela bacia hidrográfica Tejo-Sado equivale a mais de cinquenta Alquevas. Mas essa questão foi desconsiderada, expondo muito daquilo que são os enormes desafios da gestão de recursos hídricos porque, em primeiro lugar, temos de valorizá-los e trata-los como um tesouro”, conclui, em entrevista à Smart Cities.</p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © Shutterstock</p></div>
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		<item>
		<title>Praias portuguesas testam sistema que prevê qualidade da água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 07:33:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Bordalo e Sá]]></category>
		<category><![CDATA[douro]]></category>
		<category><![CDATA[estuário]]></category>
		<category><![CDATA[gondomar]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar]]></category>
		<category><![CDATA[mar]]></category>
		<category><![CDATA[praia de matosinhos]]></category>
		<category><![CDATA[praia de zebreiros]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade da água]]></category>
		<category><![CDATA[rio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A praia de Matosinhos e a praia estuarina de Zebreiros, em Gondomar, têm instalado um novo sistema de sensores que poderá vir a revolucionar a forma de avaliar a qualidade das águas balneares.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/praias-portuguesas-testam-sistema-que-preve-qualidade-da-agua-21-08/">Praias portuguesas testam sistema que prevê qualidade da água</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A praia de Matosinhos e a praia estuarina de Zebreiros, em Gondomar, têm instalado um novo sistema de sensores que poderá vir a revolucionar a forma de avaliar a qualidade das águas balneares. A experiência faz parte de um projeto internacional que, além de fazer a medição, também recorre à inteligência artificial (IA) para prever, quase em tempo real, potenciais riscos de poluição microbiológica.</p>
<p>Esta tecnologia já foi utilizada durante os Jogos Olímpicos de Paris para monitorizar os afluentes do Rio Sena (águas doces), enquanto em Portugal está a ser aplicada numa zona costeira (águas marinhas) e noutra do Douro (águas estuarinas). Na prática, utiliza a medição automática de diversos parâmetros ambientais e do indicador oficial de contaminação pela bactéria <em>E.coli</em> para antecipar a evolução da qualidade da água, tal como acontece com as previsões meteorológicas. Entre esses parâmetros estão, por exemplo, a temperatura e turvação da água, o vento ou a pluviosidade.</p>
<p><div id="attachment_32594" style="width: 432px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-32594" loading="lazy" class="wp-image-32594 " src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/thumbnail_MAT-sonda.jpg" alt="" width="337" height="599" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/thumbnail_MAT-sonda.jpg 720w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/thumbnail_MAT-sonda-169x300.jpg 169w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/thumbnail_MAT-sonda-576x1024.jpg 576w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/thumbnail_MAT-sonda-160x284.jpg 160w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/08/thumbnail_MAT-sonda-610x1084.jpg 610w" sizes="(max-width: 337px) 100vw, 337px" /><p id="caption-attachment-32594" class="wp-caption-text">Colocação da sonda multiparamétrica frente à Praia de Matosinhos para avaliar a qualidade da água. © Lúcia Gomes</p></div></p>
<p>A grande vantagem da ferramenta é a rapidez com que permite obter informação, encurtando em muito o tempo necessário até à tomada de decisão das autoridades, como uma eventual interdição dos banhos. “Entre fazer a colheita da amostra, enviar para o laboratório, depois esperar pelo menos 24 horas para obter resultados, tudo com entidades diferentes, no total podem passar pelo menos 30 horas. Mas, neste caso, é possível ter, potencialmente, uma previsão no espaço de 15 minutos”, explica Adriano Bordalo e Sá, professor catedrático do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, que está a coordenar o projeto em Portugal. “É isso que o torna, efetivamente inovador, até porque ainda não foi feito [nada semelhante] em nenhuma parte do mundo”, acrescenta.</p>
<p>Para o responsável, o papel da inteligência artificial (IA) é essencial para este sistema inovador, uma vez que “permite que o próprio software vá aprendendo, ou seja, vai recebendo dados, como o vento, a temperatura ou a concentração de indicadores de contaminação fecal e, em vez de fazer médias e desvios padrões, permite integrar tudo para prever”. Na prática, significa que se uma determinada circunstância for alterada, como a turvação da água, é efetuada uma relação imediata entre ela e a concentração de bactérias, ajudando a prever se a água estará em condições dentro de um curto espaço de tempo.</p>
<p>O projecto <em>Forbath – Forecasting the microbial water quality in urban inland and coastal bathing waters</em> (“previsão da qualidade microbiana das águas balneares costeiras e águas balneares interiores em zonas urbanas”) é financiado pelo programa Eureka-Eurostars da União Europeia. Além do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, o consórcio internacional integra ainda a empresa francesa NKE – Marine Electronics, responsável pelo desenvolvimento do sistema de sensores; a empresa alemã Hydro &amp; Meteo, que desenvolveu o software meteorológico para a previsão; a Universidade de Paris-Este Créteil; e a Escola Nacional de Pontes e Estradas do Instituto Politécnico de Paris.</p>
<p>Depois de ter revelado bons resultados em França, o projeto passa agora por uma fase de validação em Portugal que implica a realização de vários testes ao longo do dia, de modo a confirmar se os dados obtidos pelos sensores se revelaram verdadeiros. Estes vão continuar até ao final desta época balnear e serão retomados na próxima, em 2025. Se tudo correr como esperado, a tecnologia ficará disponível para uma eventual comercialização no mercado, tornando-se um precioso instrumento de saúde pública. Assim “haja vontade política de instalar estes sistemas na água”, conclui Adriano Bordalo e Sá.</p>
<p><em>Fotografia de destaque (Praia de Matosinhos):</em> © Shutterstock</p></div>
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		<title>Novo olhar sobre uso da água vale prémio das Nações Unidas a Loures</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 07:16:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Loures]]></category>
		<category><![CDATA[naçoes unidas]]></category>
		<category><![CDATA[prémio de serviço público]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O município de Loures conquistou o Prémio de Serviço Público das Nações Unidas 2024, galardão que distingue as melhores respostas de serviços públicos de todo o mundo às necessidades sociais, económicas e ambientais da sociedade.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/novo-olhar-sobre-uso-da-agua-vale-premio-das-nacoes-unidas-a-loures-02-07/">Novo olhar sobre uso da água vale prémio das Nações Unidas a Loures</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O município de Loures conquistou o <a href="https://publicadministration.desa.un.org/about-us/united-nations-public-service-day-and-awards/apply-unpsa" target="_blank" rel="noopener">Prémio de Serviço Público das Nações Unidas 2024</a>, galardão que distingue as melhores respostas de serviços públicos de todo o mundo às necessidades sociais, económicas e ambientais da sociedade. A cidade portuguesa foi uma das três vencedoras na categoria “Combate às Alterações Climáticas”, com a estratégia “SEE H2O – Um novo olhar sobre o uso da água”.</p>
<p>Trata-se de uma iniciativa dedicada à sustentabilidade, eficiência e economia circular, que procura valorizar o recurso água durante todo o ciclo urbano. Para tal, a autarquia definiu uma metodologia assente em cinco pilares: restauro e preservação da água; monitorização; educação; valorização do território; e envolvimento.</p>
<p>De acordo com Nuno Dias, Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Loures, trata-se de “uma nova visão de como deve ser gerido este recurso tão precioso no que diz respeito, por exemplo, às linhas de águas que temos no concelho, à sua monitorização em tempo real e aos projetos de sensibilização que, só no último ano, envolveram mais de mil crianças”.</p>
<p>O responsável lembra que esta estratégia é um conjunto de diversos projetos e destaca um na área da economia circular, que reaproveita a água das piscinas municipais para a rega de espaços verdes e lavagem de ruas. Ao reutilizar 2% da água de uma piscina municipal, a autarquia prevê poupar cerca de 20 metros cúbicos de água rejeitada, o equivalente a 800 duches de cinco minutos ou a sete piscinas cheias por ano.</p>
<p>“Desde que inaugurámos o projeto piloto, largas dezenas de municípios já entraram em contacto conosco para saber como o fizemos e, na realidade é um sistema perfeitamente normal, que usa um depósito de águas capaz de assentar o cloro e permitir a reutilização das mesmas”, disse Nuno Dias à Smart Cities, depois de ter recebido o prémio das Nações Unidas numa cerimónia realizada em Seul, na Coreia do Sul.</p>
<p>Outros projetos desenvolvidos pelo município nesta área são o “RiosComVida”, uma iniciativa de educação ambiental já vencedora do prémio internacional “Cidades Educadoras”, e a brigada “Guarda Rios”, equipa responsável pela limpeza, manutenção e restauro dos cursos de água no concelho.</p>
<p><div id="attachment_31090" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-31090" loading="lazy" class="wp-image-31090 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-06-26-at-04.08.50-fotor-20240701132329.jpg" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-06-26-at-04.08.50-fotor-20240701132329.jpg 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-06-26-at-04.08.50-fotor-20240701132329-300x157.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-06-26-at-04.08.50-fotor-20240701132329-400x209.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-06-26-at-04.08.50-fotor-20240701132329-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-31090" class="wp-caption-text">Cerimónia de entrega de prémios aconteceu na semana passada em Seul</p></div></p>
<p>Na categoria “Combate às Alterações Climáticas, a Câmara Municipal de Loures partilhou o prémio com um projeto da Indonésia que pretende calcular a vulnerabilidade e os riscos ambientais do arquipélago, e outro que visa a melhoria das condições de vida em zonas desfavorecidas de Amã, capital da Jordânia.</p>
<p>O galardão das Nações Unidas conta ainda com mais duas categorias, “Inovação nas Instituições Públicas” e “Serviços Públicos Sensíveis ao Género” e nesta última também foi reconhecido um projeto português, o Plano Setorial da Defesa Nacional para a Igualdade, que recebeu uma menção honrosa. Portugal, o Brasil e a Indonésia foram, assim, os únicos países com mais de um troféu.</p>
<p>No total, o Prémio de Serviço Público das Nações Unidas recebeu mais de 400 candidaturas de 73 países. As inscrições para a próxima edição, em 2026, arrancam no próximo ano. Mais informações <a href="https://publicadministration.desa.un.org/about-us/united-nations-public-service-day-and-awards/apply-unpsa" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p><em><br />Fotografia de destaque:</em> © CM Loures</p></div>
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		<title>Algarve desperdiça 49% da água faturada. Metade dos municípios tem perdas elevadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 23:03:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[algarve]]></category>
		<category><![CDATA[deco proteste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 15 milhões de metros cúbicos de água potável perderam-se no sistema de distribuição do Algarve em 2022, o que representa quase metade da água faturada às famílias da região durante esse ano.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Mais de 15 milhões de metros cúbicos de água potável perderam-se no sistema de distribuição do Algarve em 2022, o que representa quase metade da água faturada às famílias da região durante esse ano. O alerta é deixado pela <a href="https://www.deco.proteste.pt/" target="_blank" rel="noopener">DECO PROteste</a>, depois de analisar os dados relativos às perdas de água dos 16 concelhos do distrito de Faro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com a publicação da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), metade dos concelhos obteve uma “avaliação insatisfatória”, ou seja, registou perdas elevadas. O ranking dos municípios que mais desperdiça é liderado por Lagoa, com 370 litros por ramal ao dia, o que equivale a 30% de perdas reais de água por ano. Seguem-se Lagos (322 litros) e Silves (305), enquanto São Brás de Alportel surge no quarto lugar em valores absolutos, 289 litros, mas no topo em termos percentuais, já que perde 39% do total de água. Com nota negativa surgem ainda Loulé, Albufeira, Castro Marim e Vila do Bispo.</p>
<p>Faro e Olhão obtêm uma classificação mediana e a avaliação positiva é atribuída a cinco municípios: Portimão, Vila Real de Santo António, Alcoutim, Tavira e Aljezur. Este último é o que revela menos perdas (2,2 litros), embora Tavira ganhe em números percentuais, ao apresentar o valor mais baixo de toda a região: 9%. Monchique não faz parte da análise, uma vez que não reportou os dados à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).</p>
<p>Relativamente ao estado das redes de distribuição de água, a análise identifica oito concelhos com a rede envelhecida: Aljezur, Lagoa (o único que cumpriu as regras mínimas da ERSAR nesta matéria), Lagos, Loulé, Olhão, Portimão, Tavira e Vila do Bispo. Alcoutim é o único com a rede recente e dois municípios não têm dados disponíveis (Silves e São Brás de Alportel).</p>
<p>A DECO PROteste atribui a responsabilidade deste cenário às entidades gestoras, “que não têm investido em reabilitação ou têm investido pouco”, lembrando que as recomendações da ERSAR apontam para a necessidade de reabilitação entre 1,5 e 4% da rede envelhecida.</p>
<p>Para Elsa Agante, da DECO Proteste, “a água perdida em 2022 bastaria para colmatar 49% das necessidades das famílias de uma região muito pressionada pelo turismo e que tem vivido períodos de seca prolongada, que deram origem a uma série de medidas urgentes, entretanto aligeiradas”.  A responsável pela área da sustentabilidade defende a criaçáo de tarifários autónomos para não-residentes e/ou consumos anómalos numa região com um elevado nível de segundas habitações. “Não é justo penalizar os residentes que façam um uso prudente ao longo do ano, com os aumentos de preço associados à elevada procura no verão. Na região com os consumos por contrato mais elevados do país, onde pouco chove e onde a procura dispara no verão, não se pode desperdiçar a água que não existe”, sublinha Elsa Agante.</p>
<p>Recorde-se que a nível nacional, os <a href="https://smart-cities.pt/noticias/redes-de-abastecimento-desperdicam-27-da-agua-mas-municipios-nao-investem-na-reabilitacao-03-03/" target="_blank" rel="noopener">dados de 2022 revelados pela ERSAR</a> apontam para um desperdício de 184 milhões de metros cúbicos de água, sendo que a maioria, 162 milhões, diz respeito à rede do setor em baixa (abastecimento ao consumidor final).</p>
<p>&nbsp;</p></div>
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		<title>Soluções de controlo de águas pluviais em zonas urbanas costeiras</title>
		<link>https://smart-cities.pt/agua/solucoes-de-controlo-de-aguas-pluviais-em-zonas-urbanas-costeiras-o-contributo-de-nbs-em-redes-de-drenagem-de-aguas-pluviais-convencionais-3105/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=solucoes-de-controlo-de-aguas-pluviais-em-zonas-urbanas-costeiras-o-contributo-de-nbs-em-redes-de-drenagem-de-aguas-pluviais-convencionais-3105</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Smart Cities]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 05:59:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[águas pluviais]]></category>
		<category><![CDATA[ovar]]></category>
		<category><![CDATA[zonas costeiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As zonas urbanas costeiras enfrentam desafios relacionados não só com a erosão, mas também com a gestão das águas pluviais.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;">Por:<br />António Geraldes, Câmara Municipal de Ovar, Divisão de Projetos e Obras Municipais, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Departamento de Engenharia Civil; Francisco Piqueiro, FEUP, Departamento de Engenharia Civil; Cristina Santos, FEUP, Departamento de Engenharia Civil; CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, Universidade do Porto; Cristina Matos, UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; CIIMAR</p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_8  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>As zonas urbanas costeiras enfrentam desafios relacionados não só com a erosão, mas também com a gestão das águas pluviais. Quando as condições topográficas, a ocupação do solo e as alterações climáticas potenciam cheias e inundações cada vez mais frequentes, é importante incluir soluções de controlo das águas pluviais para minimizar estas ocorrências.</strong></p>
<p>Nas últimas décadas, tem sido cada vez mais frequente a ocorrência de situações de cheias e inundações, com elevados custos económicos e sociais, devido, principalmente a transformações na ocupação dos solos, ao aumento populacional em áreas urbanas (outrora consolidadas, com infraestruturas que acabam por ficar obsoletas e ineficazes) e à ocupação indevida de zonas de risco. No futuro, o aumento global da temperatura vai intensificar o ciclo hidrológico levando, consequentemente, a cheias mais frequentes e a inundações mais intensas (EEA, 2013) (Salvan, et al., 2016). O maior desafio que se coloca ao desenvolvimento das cidades é garantir a resiliência necessária para lidar com os impactes esperados das alterações climáticas, promovendo a sustentabilidade dos recursos hídricos (Saraswat, et al., 2016), e a segurança e bem-estar das populações.</p>
<p>O Município de Ovar, situado na região centro do país (sub-região do Baixo Vouga) com cerca de 147,50 km<sup>2</sup> e apresenta, ao longo da sua costa, grandes áreas dunares, com solos caracteristicamente arenosos, que muito têm sofrido com a erosão marítima. Ao longo da costa do município desenvolvem-se lugares, vilas e cidades, que têm vivido ano após ano graves problemas relacionados com a erosão marítima e com a drenagem das águas pluviais.</p>
<p><img loading="lazy" class="wp-image-30404 size-medium alignright" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/05/Artigo2-fotor-2024053112159-300x162.jpg" alt="" width="300" height="162" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/05/Artigo2-fotor-2024053112159-300x162.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/05/Artigo2-fotor-2024053112159-400x215.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/05/Artigo2-fotor-2024053112159-610x328.jpg 610w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/05/Artigo2-fotor-2024053112159.jpg 650w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O caso específico da freguesia de Esmoriz é um exemplo deste tipo de especificidades. A zona da praia é topograficamente muito plana, limitada a poente pelo oceano Atlântico, a norte pela Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos e a nascente pela Vala de Maceda. Nos finais do sex. XIX, com a introdução do caminho de ferro, assistiu-se a um forte crescimento urbanístico suportado pelo turismo balnear.</p>
<p>Estes locais estão dotados de redes de drenagem de águas pluviais convencionais, constituídas por coletores em betão, câmaras de visita e sumidouros. São redes gravíticas, com mais de 30 anos e inclinações, em geral, muito baixas devido às condições topográficas da zona.</p>
<p>A rede pública de drenagem de águas pluviais que drena a partir do ponto A, zona de confluência de dois troços provenientes de Cortegaça e da rua Clube de Campismo do Porto, segue graviticamente até um poço de bombagem que descarrega as águas diretamente para o mar. A águas pluviais afluentes ao ponto B drenam graviticamente para a Vala de Maceda (linha de água que aflui à Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos).</p>
<p>Para mitigar as inundações frequentes na zona da praia de Esmoriz (locais A e B), a rede de drenagem de águas pluviais foi caracterizada, tendo sido determinadas as sub-bacias e os pontos de entrega. Com base nesta análise, e com o conhecimento das características dos solos e da morfologia dos locais onde se verificavam as inundações, propôs-se a criação de bacias de infiltração como medida de apoio à rede pluvial. A solução preconizada passou por adaptar o traçado existente, com execução de novos sumidouros, câmaras de visita, coletores e bacias de infiltração.</p>
<p>O Município levou a cabo a requalificação de um largo residencial próximo do local B. Aproveitando esta oportunidade de intervenção fez-se um prolongamento da rede pluvial existente para drenagem do largo e promoveu-se a construção de uma bacia de infiltração com 100 m<sup>2</sup> e 0,70 m de profundidade máxima, bem enquadrada com a envolvente (Figura 2). A rede de drenagem de águas pluviais nova apresenta, numa das câmaras de visita, um tubo com cota acima da soleira da câmara, promovendo o desvio das águas pluviais para a bacia de infiltração. A bacia foi construída sobre uma base de terreno arenoso, com um geotêxtil na base e taludes e pedra granítica 200-400 mm de dimensão, na base e taludes. Nos períodos de chuvadas intensas, quando a rede entra em carga (escoamento com secção cheia), verifica-se o enchimento da bacia de infiltração, mitigando a inundação que ocorria no local B.</p>
<p>A interseção da Avenida Infante Dom Henrique com a rua Clube de Campismo do Porto é materializado por uma rotunda (local A), na zona piscatória, a cerca de 100 m do mar. É uma zona de confluência de vários coletores, com diâmetros entre 300-500 mm, que drenam as águas pluviais para norte para o referido poço de bombagem. Em períodos de chuvadas normais, tornou-se comum a inundação de toda a área da rotunda e ramos circundantes. Tal acumulação chegou a atingir 20 cm de altura de água, numa área estimada de 2000 m<sup>2</sup>. Como se compreende, tal situação causava grandes constrangimentos aos residentes no local, e também à circulação viária, obrigando ao corte temporário das ruas naquela zona de ligação com a freguesia vizinha (Cortegaça). Tendo isto em conta, o Município decidiu fazer uma intervenção para otimização da drenagem de águas pluviais no local, levando a cabo a construção de uma segunda bacia de infiltração de maiores dimensões. Trata-se de uma bacia construída sobre uma base de terreno arenoso, com um geotêxtil na base e taludes e pedra granítica 300-400 mm de dimensão aplicado na base e taludes. A solução desenvolvida consistiu na execução de um pequeno troço a partir da rede pluvial existente, com uma cota de soleira na descarga para a bacia com um valor inferior ao ponto mais baixo da rotunda. Nos períodos de maiores chuvadas, estando a rede de drenagem em carga (secção cheia), a drenagem efetua-se no sentido da bacia de infiltração, mitigando a inundação que ocorria no local A e a ameaça de entrada de águas nas habitações da envolvente.</p>
<p>Estas bacias de retenção/infiltração foram implementadas há 3 anos (local A) e 4 anos (local B), com o objetivo de dar resposta a problemas concretos de inundações que se estavam a tornar recorrentes e com consequências cada vez mais gravosas. Têm-se revelado órgãos complementares bastantes eficazes no controlo das águas pluviais afluentes, com efeitos benéficos bastantes claros para os residentes e transeuntes locais. Após a construção das bacias, verificaram-se pequenas áreas de acumulação de água junto à rotunda do local A, não implicando o corte das vias nem a inundação de habitações. No local B, não tem havido registos de inundações, mas de algumas acumulações de água resultantes do mau estado do pavimento.</p>
<p>Estas bacias são órgãos de drenagem integrados nas denominadas soluções baseadas na natureza (<em>Nature-based Solutions, NbS</em>) por serem soluções de baixo custo com diversos benefícios ambientais e sociais, que “mimetizam características ou processos naturais no ambiente construído para promover a adaptação e a resiliência” das cidades (FEMA, 2021). Tendo em conta o bom desempenho que demonstram nos dois exemplos apresentados, devem, no entanto, deixar de ser soluções do tipo reativo e passar a integrar o projeto e planeamento das infraestruturas urbanas sempre que for possível e tecnicamente viável. Não são soluções estanques, podendo evoluir na sua forma, tamanho e enquadramento paisagístico, de modo a garantir a necessária versatilidade para controlo de águas pluviais em meio urbano.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>EEA, 2013. Flood risk in Europe: the long-term outlook. <em>European Environment Agency, </em>(Last modified 16 Dec 2016). https://www.eea.europa.eu/highlights/flood-risk-in-europe-2013.</p>
<p>FEMA, 2021. BUILDING COMMUNITY RESILIENCE WITH NATURE-BASED SOLUTIONS &#8211; A Guide for Local Communities. <em>Federal Emergency Management Agency, USA.</em></p>
<p>Reis, A. R., 2015. <em>Dicotomia entre a zona piscatória e a zona balnear &#8211; Espinho, Esmoriz e Furadouro.. </em>Departamento de Arquitetura da FCTUC ed. s.l.:Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura.</p>
<p>Salvan, L., Abily, M. &amp; Goubesville, P., 2016. Drainage System and Detailed Urban Topography: Towards Operational 1D-2D Modelling for Stormwater Management. <em>Procedia Engineering, </em>Volume 154, pp. 890-897.</p>
<p>Saraswat, C., Kumar, P. &amp; Mishra, B., 2016. Assessment of stormwater runoff management practices and governance under climate change and urbanization: An analysis of Bangkok, Hanoi and Tokyo. <em>Environmental Science &amp; Policy, </em>Volume 64, pp. 101-117.</p>
<p>&nbsp;</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas e o conteúdo do texto apenas vinculam o autor e não refletem a posição de outras entidades.</em></strong></p></div>
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		<title>Contadores inteligentes ajudam a reduzir perdas de água em Macedo de Cavaleiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2024 00:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[contadores inteligentes]]></category>
		<category><![CDATA[macedo de cavaleiros]]></category>
		<category><![CDATA[perdas de água]]></category>
		<category><![CDATA[wavecom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já foi um dos municípios com mais água não faturada, mas ano após ano tem vindo a reduzir o desperdício na rede pública. Macedo de Cavaleiros chegou a atingir perdas de água de 81%, no ano de 2017, mas os números baixaram para 66% em 2021 e para 57% em 2022. Contadores inteligentes e renovação da rede de condutas contribui para melhoria. </p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Já foi um dos municípios do país com índices mais elevados de água não faturada, mas ano após ano tem vindo a reduzir o desperdício na rede pública. Macedo de Cavaleiros chegou a atingir perdas de água de 81%, no ano de 2017, mas os números baixaram para 66% em 2021 e para 57% em 2022, de acordo com o mais recente relatório da <a href="https://www.ersar.pt/pt" target="_blank" rel="noopener">Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos</a> (ERSAR). Um decréscimo de 24% no espaço de cinco anos que, de acordo com a autarquia, poderá tornar-se mais expressivo ainda este ano.</p>
<p>“Nós já tivemos no pódio dos municípios a vermelho, em termos de desperdício de água, mas o objetivo é ficarmos abaixo da média nacional [40%]. Este ano, os últimos valores que identifiquei andavam na ordem dos 53% de perdas, por isso acredito que em breve chegaremos aos 50%, o que representará, para já, uma melhoria a rondar os 30%”, disse à Smart Cities o presidente da câmara, Benjamim Rodrigues.</p>
<p>O mesmo significa um decréscimo significativo nos custos do município transmontano com a fatura de água. Só em 2022, as perdas reais de água provocaram um impacto económico de 313 mil euros, correspondendo aos 540 mil metros cúbicos que se perderam ao longo desse ano.</p>
<p>Um dos fatores que mais contribui para a progressiva melhoria dos resultados de Macedo de Cavaleiros foi a instalação de 4.300 contadores de água inteligentes, equipados com um sistema de telemetria que permite medir o consumo doméstico em tempo real e detetar anomalias no fluxo de fornecimento. Na prática, sempre que é detetado um consumo anormal, o município ativa uma equipa de técnicos para descobrir se a causa é uma rotura na rede ou um furto de água, problema frequente durante a noite.</p>
<p>Com tecnologia 100% nacional, desenvolvida pela empresa <a href="https://wavecom.pt/" target="_blank" rel="noopener">Wavecom</a>, este é o maior projeto do género em Portugal a usar o protocolo LoRa (<em>Long Range wireless communication). </em>Para Benjamim Rodrigues, “além das vantagens no combate às perdas de água, estes dispositivos de baixa potência que comunicam a longas distâncias também têm a vantagem de permitir baixos consumos de energia e baixas transferências de dados”. O autarca revela que esta tecnologia tem suscitado interesse em vários municípios, “que já pediram para visitar Macedo com o intuito de conhecerem a forma como estamos a trabalhar e, porventura, aderir também a projetos semelhantes”.</p>
<p>Além da instalação dos novos contadores, que representaram um investimento de 1,1 milhões de euros, a autarquia reforçou ainda as equipas técnicas e tem vindo a renovar a rede de água do concelho, que se estende por mais de 470 quilómetros de condutas, muitas delas com mais de 30 anos. “Neste contexto, temos um grande óbice relacionado com as temperaturas extremas, muitas vezes negativas, que fazem a congelação das águas e provocam roturas frequentes. Isso obriga-nos a ter mais equipas diferenciadas e uma nova rede de condutas, sempre sem esquecer a aposta nas inovações tecnológicas”, concretiza Benjamim Rodrigues.</p>
<p><em>Fotografia de destaque:</em> © CM Macedo de Cavaleiros</p>
<p><strong> </strong></p></div>
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		<title>O caminho do Algarve para lidar com a seca</title>
		<link>https://smart-cities.pt/noticias/o-caminho-do-algarve-para-lidar-com-a-seca-04-04/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-caminho-do-algarve-para-lidar-com-a-seca-04-04</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Zulay Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2024 05:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[algarve]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Da procura de origens alternativas à redução do desperdício, há na região ações em marcha para tornar o futuro mais sustentável. E a inovação tecnológica joga um papel importante, como provam a dessalinizadora que se quer construir em Albufeira, o tratamento de efluente que ganha terreno ou a monitorização de condutas.</p>
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<p><span data-contrast="none">Se o Algarve conseguir definir uma estratégia sustentável para a gestão da água, &#8220;pode funcionar como um exemplo de uma região de clima mediterrânico onde a principal atividade económica é o turismo e servir de referência ou farol para outras regiões com características similares&#8221;, acredita a </span><span data-contrast="none">também investigadora no CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A primeira origem alternativa é, tendo em conta que região é litoral, a captação de água do mar. A </span><span data-contrast="auto">dessalin</span><span data-contrast="auto">izadora</span><span data-contrast="none"> anunciada para Albufeira deverá começar a produzir, em 2026, 16 milhões de metros cúbicos (m3) de água tratada para consumo humano, reforçada numa segunda fase para os 24 milhões cúbicos. Assim &#8220;conseguimos aliviar a pressão sobre os rios e os aquíferos da extração de água para consumo humano e outras atividades, como a agricultura, podem ficar com mais alguma água&#8221;, considera Manuela Moreira da Silva.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Há empreendimentos hoteleiros que já olharam para as vantagens desta fonte e aproveitam a água do mar. É o caso Vila Vita Parc, que desde 2015 recorre a uma dessalinizadora. Capta</span><span data-contrast="none"> do mar 400 m3 de água por dia, o que lhe permite regar todos os espaços verdes (60% dos 23 hectares são espaço verde) e tornar as 22 piscinas e três lagos autossuficientes na época baixa (outubro/abril).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Foi um investimento de &#8220;mais de meio milhão de euros que em menos de cinco anos ficou pago&#8221; e que permitiu à unidade distinguir-se pela aposta na sustentabilidade, conta o d</span><span data-contrast="none">iretor de Qualidade, André Matos, sublinhando a &#8220;</span><span data-contrast="none">responsabilidade e o dever empresarial, moral e social&#8221; que os empreendimentos devem ter perante o elevado consumo de recursos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Em 2025 gostaria de avançar com a expansão da captação (nova bomba, mais tanques, novo sistema de osmose inversa), para chegar aos 700 m3/dia. Isto permitirá que seja autossuficiente na água que não é para consumo humano também na época alta. O objetivo, adianta ainda o responsável, é que no futuro a água possa ser usada também para consumo humano, sendo que para isso terão de fazer outro tipo de mineralização e controlo do ponto de vista físico-químico.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A estratégia do Vila Vita Parc não fica por aqui. Têm vindo, entre outras coisas, a fazer a renovação de plantas por espécies que necessitam de menos água, a substituir algumas tubagens e introduzir sistemas inteligentes e sondas para controlar fugas e avaliar a real necessidade de rega tendo em conta o tempo. Nas piscinas já existe um sistema inteligente de injeção automático de cloro e pH, o que reduz a necessidade de injeções de água nova para manter a qualidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="none">Reutilizar efluentes</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="none">Nem toda a água que usamos tem de ser potável. </span><span data-contrast="none">Os efluentes que saem das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) devem ser aproveitados para outros usos que não o consumo humano, como a rega de campos de golfe. E há quem esteja a trabalhar para retirar poluentes emergentes e tornar o uso desta água ainda mais seguro, antecipando diretivas europeias que se avizinham. </span><span data-contrast="none">(ler caixa)</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Atualmente, o grupo Águas de Portugal dispõe de &#8220;195 ETAR em todo o país que produzem Água para Reutilização (ApR) para usos internos e externos compatíveis&#8221;. A Águas do Algarve, concretamente, tem &#8220;16 ETAR com produção de ApR, atingindo um volume que já representa 11% do efluente tratado pela empresa&#8221;. Estão em curso, adianta a empresa, investimentos que permitem incrementar a capacidade para atingir uma taxa de reutilização &#8220;de 20% no mínimo&#8221;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Esta água é aproveitada para &#8220;lavagens e preparação de reagentes e rega de espaços verdes&#8221; nas próprias ETAR e também para usos externos. Serve para regar &#8220;campos de golfe, espaços verdes e jardins públicos, sendo ainda adequada para rega agrícola e para suporte de ecossistemas naturais&#8221;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><div id="attachment_29274" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-29274" loading="lazy" class="wp-image-29274 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/04/ETAR_companheira_-1024x682-fotor-2024040395011.jpg" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/04/ETAR_companheira_-1024x682-fotor-2024040395011.jpg 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/04/ETAR_companheira_-1024x682-fotor-2024040395011-300x157.jpg 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/04/ETAR_companheira_-1024x682-fotor-2024040395011-400x209.jpg 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2024/04/ETAR_companheira_-1024x682-fotor-2024040395011-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-29274" class="wp-caption-text">Vista aérea da ETAR de Portimão</p></div></p>
<p><span data-contrast="none">As empresas do grupo Águas de Portugal, gestoras de sistemas municipais de saneamento, consideram que esta é uma &#8220;importante fonte alternativa de água para usos não potáveis como a rega de campos de golfe, de jardins, lavagens de ruas e equipamentos ou para usos agrícolas&#8221;. Na região do Algarve, especifica, &#8220;até final de 2025, no âmbito do Plano de Eficiência Hídrica do Algarve, financiado a 100% pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), o investimento global para a produção de ApR ascende a 23 milhões de euros, num volume de 8 hm3/ano&#8221;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">No Algarve, onde existem cerca de 40 campos de golfe (cada um com 30 a 35 hectares regados, em média), há &#8220;dois campos que usam na totalidade (ou quase) água residual tratada&#8221; proveniente de ETAR, conta Joel Nunes, da Associação Portuguesa de Greenkeepers. Outros dois recebem em pequena quantidade, devido a problemas de intrusão salina nas estações de tratamento. Há ainda alguns que gostariam de receber, mas não conseguem. &#8220;Todos gostavam de ter, mas as ETAR não foram construídas a pensar nisso, faltam condutas&#8221; que levem esta água para os lugares onde pode ser útil.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Entretanto, muitos destes campos vão mudando para relva que necessita de menos rega. Um estudo feito em parceria com a Universidade do Algarve (2016-2021) revelou que estes campos no Algarve são constituídos por 2/3 com relvas de estação quente (que têm menos 15 a 20% de necessidade de água) e 1/3 com relvas de estação fresca. Apenas &#8220;6,4% da água do Algarve&#8221;, afiança Joel Nunes, é consumida pelos campos de golfe.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="none">Armazenar chuva</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="none">Para </span><span data-contrast="none">Manuela Moreira da Silva é, também, &#8220;</span><span data-contrast="none">fundamental preparar a região, nomeadamente as zonas urbanas, para absorverem e armazenarem a água das chuvas&#8221;, para depois poder ser usada para lavagem de ruas, rega de espaços verdes e outros usos não potáveis. Mas segundo António Pina, líder da comunidade intermunicipal AMAL, nos municípios não existem, neste momento, estruturas para isso.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Há ainda outros caminhos a explorar para se reservar a </span><span data-contrast="none">água potável apenas para os usos em que tem de ser mesmo potável e encontrar, com criatividade, soluções para as outras situações. A água que as piscinas habitualmente têm de descartar para manter a qualidade (são 3 a 5% do seu volume, diariamente), pode ser usada para lavagem de ruas, contentores, viaturas e, se retirado o cloro, para regar espaços verdes. Atualmente há dois municípios (Lagos e São Brás de Alportel) algarvios que aproveitam a água de lavagem dos filtros das piscinas municipais para limpar contentores e ruas. Loulé conta começar em 2025.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Mas há mais. &#8220;Uma piscina não tem de ser água doce, uma piscina exterior de um hotel pode usar água salobra&#8221;, exemplifica a especialista da UAlg, referindo que há quem esteja, em São Bras Alportel, Cascais e Guimarães, a recorrer a esta possibilidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Outras ideias passam por reduzir as perdas na distribuição e melhorar os desperdícios nos edifícios, aproveitando medidas tecnológicas como contadores para identificar perdas, tecnologia digital que permite gerir dados, modelar e gerir o ciclo da água de forma mais preventiva.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="none">Reparar condutas</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="none">António Pina, presidente da comunidade intermunicipal AMAL, garante que a região já se está a preparar para esta crise hídrica e recusa alarmismos. No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), adianta, existem medidas, no valor de 43,9 milhões de euros, para recuperar 125 quilómetros de redes de abastecimento até 2026. A ideia é uma &#8220;correção cirúrgica e com critério&#8221; das piores zonas, explica António Pina. Isto levará, estima a AMAL, a uma redução de dois hectómetros de m3 na procura de água nos sistemas naturais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A maioria destas obras ainda não avançou no terreno, mas a intenção é que visem não só a requalificação das condutas, mas também a instalação de zonas de medição e controlo de fugas e a criação de zonas de pressão controlada.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Manuela Moreira da Silva garante que a obra é importante. Os 16 municípios algarvios têm aglomerados habitacionais dispersos, a extensão de condutas é grande e tem perdas elevadas. &#8220;Calculamos que, em média, a água distribuída para consumo humano tenha perdas que rondam os 30% na região do Algarve&#8221;, diz a especialista.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">O presidente da AMAL garante, ainda, que a região tem outras medidas em curso, que passam pelo reaproveitamento de água para limpezas urbanas, controlo da rega de espaços verdes, entre outras. Este mês, as torneiras já têm menos pressão. Em março, as faturas poderão subir entre 15 a 50% para forçar a poupança.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="none">Remover poluentes emergentes das ETAR</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="none">Há investigadores a tentar remover pesticidas, fármacos e microplásticos das águas das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), pese embora a legislação ainda não obrigue a isso. A ideia é permitir a sua reutilização com mais segurança e em usos mais diversificados.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">&#8220;Estes poluentes são emergentes e ainda não estão incluídos na legislação, mas a ciência foi demonstrando que são maléficos para o ambiente. Estão geralmente em quantidades muito pequeninas, mas causam efeitos&#8221;, explica </span><span data-contrast="none">Cristina Delerue Matos</span><span data-contrast="none">, investigadora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) e co</span><span data-contrast="none">ordenadora do projeto BioReset.</span><span data-contrast="none"> &#8221;Os pesticidas já estão incluídos na diretiva, os fármacos estão agora em discussão, os microplásticos estão por todo o lado e no futuro devem aparecer na legislação&#8221;, especifica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Estes poluentes, continua Cristina Deleure Matos, não aparecem na água devido a acidentes ambientais, vão entrando &#8220;todos os dias&#8221;. Alguns remédios, por exemplo, &#8220;podem transformar-se em produtos mais tóxicos que o próprio fármaco&#8221;. E há estudos que provam que provocam efeitos nos organismos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Os investigadores do BioReset já analisaram efluentes tratados e viram que muitos destes poluentes aparecem efetivamente naquela água. Atualmente estão a desenvolver tecnologias de tratamento terciárias, ou seja, para acrescentar às que já existem nas ETAR, para eliminar estes poluentes emergentes. &#8220;Temos de fazer propostas que não prejudiquem ainda mais o ambiente e sejam económicas, para haver capacidade de serem implementadas&#8221;, sublinha a investigadora do ISEP.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">O projeto, que inclui </span><span data-contrast="none">estudos à escala piloto e real,</span><span data-contrast="none"> deverá estar concluído em 2025. En</span><span data-contrast="none">tre os novos usos que podem ser dados a estas águas estão a rega de campos agrícolas e desportivos, limpezas urbanas, lavagem de automóveis e combate a incêndios.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p></div>
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<div class="et_pb_text_inner">
<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 42 da Smart Cities – Janeiro/Fevereiro/Março 2024, aqui com as devidas adaptações.</em></p>
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<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/noticias/o-caminho-do-algarve-para-lidar-com-a-seca-04-04/">O caminho do Algarve para lidar com a seca</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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