Um grupo de 26 cientistas portugueses e internacionais está em missão, durante três semanas, para estudar a vida marinha no Banco de Gorringe, uma cordilheira submarina que tem as mais altas montanhas da Europa. A equipa vai recolher dados para uma melhor gestão da área da Rede Natura 2000.
Entre os objetivos está também a criação de uma Área Marinha Protegida naquele local, um passo determinante para Portugal cumprir a estratégia europeia que tem a meta de proteger pelo menos 30% do mar até 2030, segundo o comunicado divulgado pela Fundação Oceano Azul, um dos promotores da expedição.
O Gorringe é a montanha mais alta da Europa Ocidental, situada debaixo de água, no Oceano Atlântico. Localizada a 220 km da costa portuguesa, tem cerca de 200 km de comprimentos e 80 km de largura. Esta zona marinha é um hotspot de biodiversidade, com uma variedade de habitats que vão desde florestas de algas pouco profundas com corais de água fria.
O Gorringe, nome inspirado no capitão Henry Honychurch Gorringe, que cartografou a montanha em 1875, foi designado Zona Marinha Ecológica ou Biologicamente Significativa e é o primeiro ecossistema a fazer parte da Rede Natura 2000.
A Expedição Oceano Azul Gorringe é uma missão científica que visa explorar e compreender um dos gigantes escondidos da Europa. O principal objetivo é avaliar a vida marinha e os habitats nesta área e contribuir com conhecimentos valiosos para ajudar a proteger o oceano.
A área de estudo irá consistir nos dois picos Gettysburg e Ormonde, na área entre eles, nas encostas íngremes que atingem grandes profundidades e no ambiente pelágico maior em torno do monte submarino.
Entre os promotores da missão estão o Oceanário de Lisboa, o Governo português, através do Ministério do Ambiente e Energia e do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Marinha Portuguesa, juntamente com a Fundação Oceano Azul.
