Os caminhos da música e da sustentabilidade voltam a cruzar-se na ilha açoriana de São Miguel durante o Azores Burning Summer, eco festival que regressa à Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, para comemorar a 10ª edição. Durante dois dias, 30 e 31 de agosto, o evento junta concertos, uma feira de ecodesign, debates, landart e uma exposição de veículos elétricos para um encontro “de acesso equilibrado que valoriza a qualidade da experiência por parte do público e a sua relação com a Natureza envolvente”.
Antes disso, entre 12 e 15 de agosto, também há cinema ao ar livre na esplanada do Moinho Terrace Café, que recebe sessões gratuitas sobre temáticas sociais e ambientais. Mais tarde, entre 2 e 4 de setembro, o festival junta-se ainda ao programa Habitat na promoção de diversas atividades sobre o mar, destinadas a crianças do concelho da Ribeira Grande.
Quanto à programação musical, o grande destaque do primeiro dia (sexta-feira, 30 de agosto) é a cantora Mayra Andrade, acompanhada pelo compatriota Djodje Almeida na guitarra acústica. Mas os ritmos cabo-verdianos não se ficam por aí, já que nessa noite também atuam os artistas Princezito e Ferro Gaita. Para início e fim de festa, haverá ainda DJ sets e jam sessions.
Para sábado (dia 31) está preparada uma celebração especial da 10.ª edição do Azores Burning Summer, a cargo de Moullinex, alter ego do produtor português, DJ e multi-instrumentista Luís Clara Gomes. A partir das 23h30 irá subir ao palco para um concerto exclusivo, o único em formato banda que irá realizar em 2024, e terá como convidados especiais Selma Uamusse e os Best Youth. Além disso, ficou também responsável pela programação dessa noite, que conta ainda com os espetáculos de Da Chick e Xinobi Live, bem como os habituais DJ sets. O festival despede-se já de madrugada, às 4h00, com uma instalação de fogo, intitulada Burning Love, em plena Praia dos Moinhos.

O eco festival Azores Burning Summer “é um projeto cultural com um programa multidisciplinar, inclusivo e de intervenção socioambiental, com impacto positivo nas comunidades locais e na experiência de quem visita a ilha de São Miguel”, diz a organização. Em entrevista à Smart Cities, o diretor do festival, Filipe Tavares, sublinha que a “preocupação com a sustentabilidade está presente a três níveis – económico, social e ambiental” e acrescenta que o “objetivo é envolver todos os participantes, desde o público aos fornecedores e membros da equipa, para que o evento possa ser um autêntico farol de sustentabilidade”.
O Azores Burning Summer foi o primeiro evento no arquipélago açoriano a obter a certificação “Evento mais sustentável”, atribuída pela SGS, e já este ano recebeu o prémio nacional e ibérico na categoria de “Melhor contributo para a sustentabilidade” na 8ª edição do Iberian Festival Awards.
Os bilhetes estão à venda em www.azoresburningsummer.com e em alguns locais da ilha de São Miguel. Até 29 de agosto o ingresso diário custa 20€, enquanto o bilhete geral tem o preço de 30€. Nos dias do evento (venda à porta), o bilhete diário sobe para 25€ e o geral para 40€.
Foto de destaque: © ContraTempo