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	<title>Ana Baptista de Oliveira, autor em Smart Cities</title>
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	<title>Ana Baptista de Oliveira, autor em Smart Cities</title>
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		<title>&#8220;Já chegámos? Já chegámos? Já chegámos?&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Baptista de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 08:39:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>É oficial: a grande maioria das pessoas está farta da quarentena, do confinamento, do distanciamento, e desejosa de poder retomar a sua vida o mais breve possível. Nalguns países, as medidas de contenção mais severas começam a ser aliviadas e isso aumenta a expectativa sobre <em>quando</em> será a vez do nosso país.</p>
<p>Como sabem, sou psicóloga, o meu conhecimento de epidemiologia e virologia não me permite grandes aventuras opinativas sobre o que nos espera em termos do comportamento do SARS-COV2, das cadeias de contaminação, das intervenções clínicas mais adequadas e afins. A minha especialidade é outra e trata de perceber o impacto imediato e continuado desta situação nos processos psicológicos das pessoas. Creio que, até aqui, já terão percebido que esta ansiedade é natural e proporcional à situação – <em>sim, o receio faz parte, e, sim, a ambivalência é expectável</em>.</p>
<p>Existe outra parte menos óbvia que gostaria hoje de partilhar convosco e que nos remete para a natureza humana de como lidamos com o autocontrolo.</p>
<p>Nos anos 1970, Stanford era lar privilegiado de grandes descobertas psicológicas. Uma das séries de experiências mais famosas ficou conhecida como as experiências dos <em>marshmallows</em>. Basicamente, consistia em dar duas opções aos participantes (crianças do pré-escolar): uma recompensa imediata, mas pequena (uma guloseima à sua escolha), ou uma recompensa maior (duas guloseimas), mas dada mais tarde (isto é, a criança teria de ser capaz de lidar com a frustração do adiamento da gratificação).</p>
<p>Várias conclusões e desafios se tiraram deste estudo e subsequentes variantes, mas o que nos interessa aqui focar é a importância do adiamento da gratificação e da relevância das estratégias de cada um dos participantes para se distrair da recompensa desejada enquanto esta não chegava. Quanto mais as estratégias se distanciavam do prémio, mais fácil se tornava o adiamento da gratificação.</p>
<p>Desde então, a ciência psicológica tem aprimorado a compreensão de como o autocontrolo é também uma questão de capacidade de gestão da frustração. Ainda assim, o autocontrolo não é uma variável imutável e estanque, estando dependente de vários factores, como o tempo durante o qual tem de ser exercido.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;O nosso autocontrolo, em termos de distanciamento físico, está a ser testado duramente e ameaça ficar fragilizado de dia para dia. Portanto, quando as medidas de contenção começarem a ser aliviadas, teremos de ser duplamente persistentes para não adoptar um regime de interacção social ainda mais intensificado do que havia anteriormente, o que pode aumentar desnecessariamente o risco de contágio.&#8221;</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Tipicamente, quando o dia começa, somos bem mais capazes de controlar o nosso comportamento. No entanto, à medida que as horas passam, o nosso orçamento de controlo vai esgotando-se ao encontrar pequenas situações desafiantes. Assim, ao longo do dia, este autocontrolo vai diminuindo, fenómeno sobejamente conhecido pela maioria das pessoas que tenha feito dieta ou aderido a uma qualquer modificação comportamental mais exigente. E quem diz ao longo do dia diz também ao longo dos dias, e é por isso que estamos já tão saturados de nos controlarmos em termos sociais e relacionais.</p>
<p>Adicionalmente, a diferença entre o que é comportamento aceitável e não aceitável vai esbatendo-se também, o que acaba por resultar num fenómeno popularmente conhecido como “perdido por cem, perdido por mil” e abrindo a porta a um abrandamento ou suspensão do autocontrolo.</p>
<p>Esta questão é também importante porque sabemos que o nosso autocontrolo, em termos de distanciamento físico, está a ser testado duramente e ameaça ficar fragilizado de dia para dia. Portanto, quando as medidas de contenção começarem a ser aliviadas, teremos de ser duplamente persistentes para não adoptar um regime de interacção social ainda mais intensificado do que havia anteriormente, o que pode aumentar desnecessariamente o risco de contágio.</p>
<p>Vai ser difícil. Vai ser desafiante. Mas, agora que sabemos com o que lidamos, poderemos estar mais alerta para lidar com as situações tentadoras que surgirem.</p>
<p>Para terminar, resta reforçar a ideia de que, nesta altura, é natural que haja momentos mais complicados e mais vulneráveis. Procure ajuda, se for caso disso. Conecte-se com a sua rede de contactos ou, em situações mais complexas, recorra a apoio profissional.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>A normalidade que a pandemia levou</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/normalidade-pandemia-0304/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=normalidade-pandemia-0304</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Baptista de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2020 07:54:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Estamos na terceira semana da radical revolução de rotinas que afectou toda a gente. Impactou aqueles que ficaram em casa a prestar apoio a familiares, atingiu aqueles que ficaram em teletrabalho, afectou aqueles cuja relação laboral se viu transformada, senão mesmo terminada, e também alcançou aqueles que continuam a trabalhar para garantir a continuidade de serviços e bens considerados essenciais.</p>
<p>Da situação de novidade inesperada, passamos para uma tentativa de adaptação a uma nova realidade, cujos contornos ainda não são certos, e sobre a duração da qual apenas poderemos especular. Torna-se apenas expectável que façamos um aperfeiçoamento das estratégias que inicialmente estávamos a utilizar: algumas terão sido mais úteis do que outras; algumas farão mais sentido consoante as nossas possibilidades e traços. Neste momento de incerteza sobre a incerteza, cada vez mais nos apercebemos de que, mais do que recomendações de estratégias genéricas, que são, sem dúvida, úteis e relevantes para fazer frente a esta disrupção do nosso quotidiano, o essencial passa a ser a nossa capacidade de adaptação e de tomada de consciência do que resulta melhor para cada um de nós.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Mesmo os que não trabalham na área da saúde acabam por ter os seus dias alterados, uma vez que os contactos sociais directos são limitados, quer nas deslocações para o local de trabalho, quer no próprio local de trabalho, e também porque, nalguns casos, os horários da prestação de trabalho foram desregulados. Para estes profissionais, tantas vezes invisíveis, os dias podem trazer cansaço, adaptação, frustração e uma panóplia de sentimentos confusos e pouco agradáveis.&#8221;</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Muito se tem falado e escrito sobre a promoção do bem-estar físico e psicológico de quem está confinado e ausente das suas rotinas securizantes e estruturantes. Hoje, gostaria de me focar um pouco no bem-estar psicológico daqueles que continuam a trabalhar e que também tiveram as suas rotinas profundamente impactadas.</p>
<p>Mesmo os que não trabalham na área da saúde acabam por ter os seus dias alterados, uma vez que os contactos sociais directos são limitados, quer nas deslocações para o local de trabalho, quer no próprio local de trabalho (ocasionalmente, mediados por Equipamentos de Protecção Individual necessários, mas desconfortáveis), e também porque, nalguns casos, os horários da prestação de trabalho foram desregulados. Para estes profissionais, tantas vezes invisíveis, os dias podem trazer cansaço, adaptação, frustração e uma panóplia de sentimentos confusos e pouco agradáveis.</p>
<p>À semelhança dos artigos anteriores, deixo algumas breves ideias que poderão ajudar a manter algum conforto e bem-estar psicológico:</p>
<ul>
<li><strong><em>Tenha medo sem medo!</em></strong> Um dos primeiros passos será o de encorajar a prática de medidas reforçadas de higiene e protecção pessoal, ou seja, manter o distanciamento físico na medida do possível. O facto de estar a trabalhar <em>in situ</em> implica que possivelmente o seu grau de exposição está aumentado. O medo, esse factor de protecção, deve ser respeitado e não ignorado;</li>
<li><strong><em>Orgulhe-se!</em></strong> Neste caso, reenquadre a situação. Se está a trabalhar será porque, nalgum momento, a sociedade reconhece ao seu trabalho um valor necessário e especial. Em vez de dar espaço ao potencial ressentimento, uma vez que este reconhecimento pode pecar por tardio, acolha esta necessidade do seu trabalho como uma peça importante do funcionamento orgânico da nossa sociedade. Ao encarar a questão como uma necessidade comunitária, o sentido que as suas tarefas ganham pode passar a ser diferente e mais motivador;</li>
<li><strong><em>Aproveite a oportunidade</em></strong><em>,</em> e isto estende-se a várias áreas. Por um lado, apanhe ar. Parece irrelevante, mas certamente ter-se-á apercebido da necessidade de espaço e de ar verbalizada pela maioria das pessoas que fica em casa. Por outro, optimize o tempo de qualidade com os seus pares quando não está no trabalho, cuidando das suas necessidades de conexão social e aproveitando a maior disponibilidade social das pessoas;</li>
<li><strong><em>Partilhe</em></strong> a sua experiência, não menospreze a estranheza do que possa sentir. Neste momento, está a trabalhar em condições diferentes, a própria sociedade está a organizar-se com regras de funcionamento diferentes. Fale sobre isso, quer com colegas, quer com família ou amigos.</li>
</ul>
<p>Para terminar, volto a reforçar a ideia de que, nesta altura, é natural que haja momentos mais complicados e mais vulneráveis. Procure ajuda, se for caso disso. Conecte-se com a sua rede de contactos ou, em situações mais complexas, recorra a apoio profissional.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>Manual de sobrevivência para a quarentena</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/manual-quarentena-2603/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=manual-quarentena-2603</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Baptista de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 08:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Os tempos não estão fáceis. Se faz parte da grande fatia da população que está confinada em casa, os tempos não estarão a ser fáceis. Se faz parte da pequena fatia da população que está a trabalhar, os tempos também não estarão a ser fáceis.</p>
<p>Neste momento, passámos as primeiras grandes barreiras psicológicas ligadas ao fenómeno da COVID-19. Ao primeiro caso confirmado em Portugal, seguiu-se o primeiro óbito registado no país e, a partir daí, os valores começaram a aumentar, os casos tornam-se cada vez mais numerosos e menos controláveis.</p>
<p>O momento seguinte será a dúvida de <em>quando</em> (e não <em>se</em>) ficará infectada a primeira pessoa da nossa rede de contactos. De forma consciente e nada alarmista, reforço que é uma questão de <em>quando</em> irá acontecer e não de <em>se</em> irá acontecer. O ideal, claro está, seria que tal acontecesse o mais tarde possível, de forma a não só não sobrecarregar os serviços de saúde, mas também (e sobretudo) pela importância de todo o tempo possível para aumentar o conhecimento sobre as terapêuticas mais eficazes para debelarem a infecção. Mas, para isto acontecer, claro, será necessário sobrevivermos as estas profundas alterações nas nossas rotinas.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Estar confinado por opção é uma coisa; estar confinado por necessidade e decreto, sem voto na matéria, é outra bem distinta.&#8221;</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Caso esteja em casa, seja em teletrabalho, seja em apoio à família, a probabilidade de estar a pôr em dúvida o estado actual da sua saúde mental é – arriscaria a dizer – bastante elevada. Estar confinado por opção é uma coisa; estar confinado por necessidade e decreto, sem voto na matéria, é outra bem distinta.</p>
<p>Face a isto, seguem algumas sugestões práticas, simples e que podem fazer a diferença:</p>
<ul>
<li><strong><em>Reformule</em></strong><strong> a situação</strong>. As palavras contam. Deixe de lado a noção de isolamento social utilizada até à exaustão pelos media e compreenda que o distanciamento físico não tem necessariamente de se traduzir em isolamento. Na verdade, este cria até espaço para a criatividade e novas formas de relacionamento social;</li>
<li><strong><em>Proteja-se</em></strong><strong> das notícias</strong> (<em>sim, leu bem</em>!). Claro que é importante mantermo-nos informados. Para isso, basta um contacto breve matinal e outro vespertino, de não mais de meia hora cada. E, claro, seja selectivo nas suas fontes e cuide de distinguir o essencial do acessório;</li>
<li><strong><em>Regule</em></strong><strong> as suas rotinas</strong>. Estar em casa não implica esmorecer no autocuidado, muito pelo contrário. Vista-se, tome banho, e, na loucura, arranje-se! Faca refeições como habitualmente, se possível até mais saudáveis;</li>
<li><strong><em>Aproveite </em></strong><strong>para revisitar antigos hobbies</strong> que deixou de praticar por falta de tempo ou para iniciar aquela tarefa que tem vindo a adiar pela mesma razão. Começar algo torna tudo mais fácil;</li>
<li><strong><em>Ligue-se </em></strong><strong>ao mundo.</strong> A tecnologia existe e não é um bicho papão e muito menos serve apenas para efeitos laborais. Faça videochamadas para as pessoas que lhe são importantes, recorra a redes sociais para se conectar. E, para combater o aborrecimento e a rotina, tem até uma variada programação cultural disponível online, da música à dança ou ao teatro e até visitas virtuais a museus.</li>
</ul>
<p>Se faz parte da fatia pequena e continua a trabalhar no seu local habitual de trabalho, poderá sentir alguma estranheza adicional em toda a situação, percepção de injustiça, desvalorização e frustração pelo facto de a sua rede de contactos não estar disponível. As sugestões acima apresentadas podem ser adaptadas, mas gostaria de voltar a esta fatia num próximo momento.</p>
<p>Para terminar, reforçar a ideia de que, nesta altura, é natural que haja momentos mais complicados e mais vulneráveis. Procure ajuda, se for caso disso. Conecte-se com a sua rede de contactos ou, em situações mais complexas, recorra a apoio profissional.</p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_11 et_animated  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>A incerteza em tempos de COVID-19: da percepção à gestão de risco e controlo</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/gestao-risco1903/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=gestao-risco1903</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Baptista de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 09:59:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Não há forma fácil de introduzir o tema. O mundo lida neste momento com uma pandemia como a maioria de nos nunca sequer equacionou. Um desafio que nos impõe limites que são contrários à forma como fomos criando as nossas crenças e relações. Passamos de fenómenos de socialização globais e partilháveis para a necessidade de um isolamento social quase ostracizante. Passamos da era da disponibilidade da informação por filtrar para a recomendação de parcimónia no contacto com esta mesma informação.</p>
<p>Sim, a COVID-19 veio desafiar-nos a todos a um nível que não esperávamos e para o qual possivelmente não estaríamos preparados. E, ainda assim, qualquer intervenção psicológica assenta num pressuposto que é o da esperança da mudança. Seja a nível organizacional, seja a nível educativo ou clínico, a psicologia parte da abertura da possibilidade de fazer e pensar diferente e melhor.</p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_13 et_animated  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;No fundo, estas medidas de prevenção e protecção são a nossa tentativa possível de controlar o que, de facto, podemos controlar (o nosso comportamento), em vez de ceder ao pânico daquilo que não podemos controlar (as características de transmissão e propagação do SARS-CoV2, o vírus que desencadeia a COVID-19, e que são bastante mais preocupantes do que a sua letalidade em termos gerais)&#8221;.</p></blockquote></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_14 et_animated  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p>A nível da promoção do bem-estar psicológico, várias têm sido as recomendações quer da Organização Mundial de Saúde, quer da UNICEF, quer da própria Ordem dos Psicólogos Portugueses para lidar com o isolamento a que nos votaremos brevemente (para aqueles que o poderão fazer) &#8211; <em>voltarei a este tema noutra altura, com algumas indicações mais práticas</em>. Neste artigo, gostaria de abordar um ponto prévio: o da percepção e gestão de risco e de controlo.</p>
<p>Em termos simples, adoptamos medidas e comportamentos preventivos apenas quando existe uma qualquer noção de risco subjacente. Não nos protegemos do que não tememos. E esta será uma primeira lição: não faz mal ter medo, o medo pode ser profundamente adaptativo, como foi ao longo da evolução da nossa espécie.</p>
<p>Por sua vez, a crença na eficácia destas medidas que podemos (e devemos) adoptar tem de ser estabelecida eficientemente, de forma a justificar o investimento num comportamento diferente daquele que é o habitual (e automático, cognitivamente, muito mais económico e preferencial).</p>
<p>No fundo, estas medidas de prevenção e protecção são a nossa tentativa possível de controlar o que, de facto, podemos controlar (o nosso comportamento), em vez de ceder ao pânico daquilo que não podemos controlar (as características de transmissão e propagação do SARS-CoV2, o vírus que desencadeia a COVID-19, e que são bastante mais preocupantes do que a sua letalidade em termos gerais). Sabemos que dificilmente haverá uma gestão de risco eficaz sem uma percepção de controlo e competência.</p>
<p>Daí que seja tão relevante, neste momento de incerteza, fazer aquilo que está ao nosso alcance (ficar em casa, distanciamento social, higiene reforçada), para podermos reforçar a nossa percepção de controlo e não assumirmos comportamentos de risco perigosos e desnecessários.</p>
<p>Para terminar, reforçar só a ideia de que, nesta altura, é natural que haja momentos mais complicados e mais vulneráveis. Procure ajuda, se for caso disso. Conecte-se à sua rede de contactos ou, em situações mais complexas, recorra a apoio profissional.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>Inovação tecnológica&#8230; mas funcional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Baptista de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jul 2018 09:18:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
		<category><![CDATA[ana baptista oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Há uns tempos, precisei de comunicar com uma entidade pública – a saber, uma câmara municipal –, e, por uma questão de curiosidade e também de teste, resolvi ser mais moderna. Deixei de lado o e-mail, o telefone e o balcão e expus a minha situação através de uma nova aplicação (ou, talvez, não tão nova assim), desenhada para aproximar o município das pessoas. Optei por ser moderna. A resposta veio três meses depois.</p>
<p>Se há tema que se tornou bandeira de modernização e capacidade, em termos de gestão de marca, quer de empresas privadas, quer de entidades públicas, tem sido a agilização das interacções entre o cliente e a marca.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p><strong>&#8220;Ainda assim, os processos não se podem sobrepor as funções e ao seu conteúdo. Por isso, este <em>boom</em> de aplicações e soluções tecnológicas, de automatização e de facilitação, sendo extraordinariamente útil e relevante, não pode ser, em contrapartida, redutor da essência da comunicação&#8221;.</strong></p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Somos permanentemente brindados no dia-a-dia, nos mais variados contextos, com novos procedimentos de facilitação do contacto, de aplicações que nos ajudam a navegar pelas opções disponíveis em termos de produtos, campanhas promocionais, detalhes, etc. Enfim, um <em>novo mundo</em> (repito, já não tão novo assim).</p>
<p>Tudo isto está a distância já não necessariamente de um clique, mas de um simples passar do dedo. E isto pode ser bom. Facilita a vida, poupa tempo, eventualmente, poupa dinheiro, aproxima as entidades do seu público alvo, e, sobretudo, resolve problemas. Aldous Huxley ficaria orgulhoso!</p>
<p>Ainda assim, os processos não se podem sobrepor as funções e ao seu conteúdo. Por isso, este <em>boom</em> de aplicações e soluções tecnológicas, de automatização e de facilitação, sendo extraordinariamente útil e relevante, não pode ser, em contrapartida, redutor da essência da comunicação. Toda a estratégia de comunicação de marcas, empresas e entidades, inclui, cada vez mais, uma inovação tecnológica com ferramentas actuais e cativantes para um público mais exigente.</p>
<p>Do que não podemos esquecer, e que deve ser mantido no mesmo nível de foco das empresas e marcas, é que comunicar bem não envolve apenas tecnologia. Envolve proximidade e competência, reais ou percebidas. E, para isso, há que haver uma conexão adicional que transmita preocupação e respeito. E na qual, do outro lado, o utilizador seja percebido como um indivíduo, e não apenas uma estatística de utilização.</p>
<p>Este é <em>um admirável mundo novo</em>. Sem dúvida. Estamos mais ligados, mais próximos, mais globais, mais saudáveis, mais conscientes. E, com isso, os horizontes da comunicação alargam-se extraordinariamente.</p>
<p>Ainda assim, desta última vez que precisei de resolver um assunto com o tal município, optei por ser moderna e a resposta veio só três meses depois. Felizmente, entretanto, decidi fazer as coisas como antigamente. E já tinha telefonado e falado com alguém que, provavelmente, não estaria minimamente relacionado com a gestão da <em>famosa</em> aplicação que eu tinha utilizado. Que me ouviu, me respondeu e tratou, com toda a paciência, das minhas questões e dúvidas. E, ainda mais importante, resolveu o assunto de forma eficaz e competente.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>Esta Cidade é para Velhos (Esta Cidade é também para Jovens)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Baptista de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Sep 2017 22:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mobilidade]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Um preâmbulo: irei usar o termo “velho” e não maquilhar a ideia com um termo politicamente correcto, como <i>idoso</i>, <i>sénior</i> e afins. A idade não é uma variável por si só, torna-se relevante quando conjugada com outros factores.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Actualmente existem diversos movimentos, institucionais, sociais e organizacionais, para tentar minimizar o abismo geracional entre os mais velhos e os mais novos e fomentar o cruzamento de experiências e perspectivas.</p>
<p>Valorizar o capital e o potencial humano daqueles que não são contributivamente tão activos é essencial numa sociedade que pretenda valorizar não apenas os recursos económicos, mas também, e sobretudo, os seus recursos humanos.</p>
<p>Existem diversas intervenções quase exclusivamente focadas quer nos mais velhos, quer nos mais novos, e que respeitam e endereçam as particularidades de cada uma destas franjas etárias. Existe algum sentido nisto, uma vez que há necessidades específicas que não são contornáveis ou comparáveis.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Não obstante, mais do que infra-estruturas e planos de actividades concebidos e desenhados especialmente para jovens ou idosos, importa ter em conta o efeito social da interacção e integração destas duas faixas etárias.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Promover a integração e a interacção de projectos destinados quer aos mais jovens quer aos mais velhos tem um efeito mais poderoso do que intervenções exclusivas. Disto resulta não apenas uma percepção de utilidade e propósito por parte dos intervenientes, mas também um enriquecimento pessoal e social que beneficia a malha familiar, escolar e social em geral.</p>
<p>A estes benefícios acrescem ainda os impactos positivos na saúde emocional dos próprios. Trata-se de interacções que, ao promover a auto-estima, o envolvimento social e a partilha e consciência emocional, fomentam a saúde psicológica, tantas vezes descurada.</p>
<p>Numa TED Talk, particularmente inspirada, o psicólogo Guy Winch recorda-nos de que a solidão e o isolamento social e emocional (quer sejam percebidos, quer sejam reais) é um factor de risco para a saúde e longevidade. Na verdade, este efeito tem o mesmo peso e é tão impactante como a condição de fumador. E, acrescenta Winch, enquanto os maços de tabaco tem avisos gráficos alertando para esse risco, ninguém nos avisa para a solidão. E, apesar de tudo, acaba por ser muito fácil ficar sozinho quando se pertence a uma franja menos socialmente activa e mais vulnerável da população. Daí a importância de apostar na consciência e promoção da saúde psicológica, particularmente e sobretudo nestas faixas etárias.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Este é o caso de um projecto conjunto entre a Protecção Civil e a Cruz Vermelha Portuguesa, que, no âmbito da interacção, prevenção e protecção locais no município da Amadora, ganhou recentemente o prémio Sasakawa para redução do risco de desastres. Sendo atribuído pela Estratégia Internacional para a Redução de Desastres das Nações Unidas (UNISDR) e pela Nippon Foundation (Japão), é um reconhecimento que nos deve orgulhar a todos, como cidadãos em geral. E que demonstra, na acção e não apenas na conjectura, que é possível ir além da ideia sonhada e fazê-la acontecer.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><b><i>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</i></b></p></div>
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		<title>Esta cidade é para velhos (esta cidade é também para jovens)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Baptista de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2017 14:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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<p>Actualmente existem diversos movimentos, institucionais, sociais e organizacionais, para tentar minimizar o abismo geracional entre os mais velhos e os mais novos e fomentar o cruzamento de experiências e perspectivas.</p>
<p>Valorizar o capital e o potencial humano daqueles que não são contributivamente tão activos é essencial numa sociedade que pretenda valorizar não apenas os recursos económicos, mas também, e sobretudo, os seus recursos humanos.</p>
<p>Existem diversas intervenções quase exclusivamente focadas quer nos mais velhos, quer nos mais novos, e que respeitam e endereçam as particularidades de cada uma destas franjas etárias. Existe algum sentido nisto, uma vez que há necessidades específicas que não são contornáveis ou comparáveis.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Não obstante, mais do que infra-estruturas e planos de actividades concebidos e desenhados especialmente para jovens ou idosos, importa ter em conta o efeito social da interacção e integração destas duas faixas etárias.</p>
<p>Promover a integração e a interacção de projectos destinados quer aos mais jovens quer aos mais velhos tem um efeito mais poderoso do que intervenções exclusivas. Disto resulta não apenas uma percepção de utilidade e propósito por parte dos intervenientes, mas também um enriquecimento pessoal e social que beneficia a malha familiar, escolar e social em geral.</p>
<p>A estes benefícios acrescem ainda os impactos positivos na saúde emocional dos próprios. Trata-se de interacções que, ao promover a auto-estima, o envolvimento social e a partilha e consciência emocional, fomentam a saúde psicológica, tantas vezes descurada.</p>
<p>Numa TED Talk, particularmente inspirada, o psicólogo Guy Winch recorda-nos de que a solidão e o isolamento social e emocional (quer sejam percebidos, quer sejam reais) é um factor de risco para a saúde e longevidade. Na verdade, este efeito tem o mesmo peso e é tão impactante como a condição de fumador. E, acrescenta Winch, enquanto os maços de tabaco tem avisos gráficos alertando para esse risco, ninguém nos avisa para a solidão. E, apesar de tudo, acaba por ser muito fácil ficar sozinho quando se pertence a uma franja menos socialmente activa e mais vulnerável da população. Daí a importância de apostar na consciência e promoção da saúde psicológica, particularmente e sobretudo nestas faixas etárias.</p>
<p>Este é o caso de um projecto conjunto entre a Protecção Civil e a Cruz Vermelha Portuguesa, que, no âmbito da interacção, prevenção e protecção locais no município da Amadora, ganhou recentemente o prémio Sasakawa para redução do risco de desastres. Sendo atribuído pela Estratégia Internacional para a Redução de Desastres das Nações Unidas (UNISDR) e pela Nippon Foundation (Japão), é um reconhecimento que nos deve orgulhar a todos, como cidadãos em geral. E que demonstra, na acção e não apenas na conjectura, que é possível ir além da ideia sonhada e fazê-la acontecer.</p></div>
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