Nasceu a NUMO, a aliança da Nova Mobilidade Urbana (ou, no inglês original do acrónimo, New Urban Mobility), uma plataforma colaborativa entre governos, associações e empresas que quer contribuir para a harmonização da presença de sistemas de trotinetas e bicicletas partilhadas, serviços de transporte que operam a partir de aplicações móveis, casos da Uber ou da Taxify, ou até mesmo da circulação de veículos autónomos. O objectivo é fazer da mobilidade sustentável a norma nas cidades.

Anunciada no passado dia 15 de Janeiro, a plataforma NUMO foi criada pelo Centro para Cidades Sustentáveis da World Resources Institute (WRI), uma organização global sem fins lucrativos, com o objectivo de criar condições para a coexistência de novas formas de mobilidade nas cidades.

A disrupção tecnológica na área da mobilidade urbana tem propiciado o aparecimento e a presença cada vez mais solidificada de novas formas de mobilidade nas cidades, tais como os sistemas de bicicletas e trotinetas partilhadas sem infra-estrutura física de parqueamento (sistemas dockless) e as plataformas de transporte com viagens requisitadas através de aplicações desenvolvidas para dispositivos móveis - tais como a Uber ou a Taxify, ambas a operar em Portugal. É com o objectivo de promover estas e outras formas de transporte, mais eficientes e amigas do ambiente, que a plataforma NUMO aparece.

A plataforma conta com financiamento na ordem dos 6 milhões de dólares (à data, aproximadamente 5,2 milhões de euros) e surge a partir dos Princípios da Mobilidade Partilhada para Cidades Habitáveis, um conjunto de princípios subscritos por mais de 170 associações ligadas à mobilidade sustentável, organizações governamentais e empresas como a ofo, a mobike - ambas a operar no mercado das bicicletas dockless -, mas também a Uber, ou a Lime (que disponibiliza trotinetas eléctricas em Lisboa). O objectivo da NUMO é o de auxiliar na procura de respostas para as crescentes preocupações das cidades sobre como melhor integrar no espaço público todas as novas formas de mobilidade que vão surgindo nos espaços urbanos.

Através da implementação de projectos piloto com recurso a participação cidadã, assim como a processos de pesquisa, a plataforma procurará guiar os decisores políticos, os cidadãos e o sector privado “numa direcção partilhada de cidades e mobilidade urbana”, pode ler-se em comunicado de imprensa. Nos próximos meses, é esperado o desenvolvimento dos projectos iniciais da plataforma.