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	<title>Pedro Portela, autor em Smart Cities</title>
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	<title>Pedro Portela, autor em Smart Cities</title>
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		<title>Episódio 6 &#8211; 100 Soluções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2018 10:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste último mês, fui confrontado, em duas ocasiões distintas, com dois mitos populares que, a meu ver, explicam a nossa frustração perante problemas complexos...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Neste último mês, fui confrontado, em duas ocasiões distintas, com dois mitos populares que, a meu ver, explicam a nossa frustração perante problemas complexos.</p>
<p><em>1 &#8211; o mito de que os problemas complexos podem ser resolvidos;</em></p>
<p><em>2 &#8211; o mito de que essa solução pode ser imposta por decreto.</em></p>
<p>O ano de 2018 vai ficar guardado na nossa memória colectiva como o ano em que os efeitos das alterações climáticas se tornaram visíveis a todos. Desde as ondas de calor que batem recordes de temperatura até à primeira travessia do mar do Ártico por um cargueiro, parece que todas aquelas previsões quase apocalípticas se começam a tornar realidade. As conversas de rua, de acordo com uma amostra tomada no mercado do Bolhão no Porto, já reflectem essas consciência colectiva de que algo está a mudar a um ritmo acelerado. E com esta consciência, vêm as perguntas legítimas: <em>Como podemos resolver isto e quem é o responsável por encontrar e implementar esta solução?</em></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p><strong>&#8220;(&#8230;) Quem faz das cidades inteligentes somos nós. Aqueles que nelas habitam. Portanto, em última instância, somos nós os responsáveis por manter este ciclo a funcionar e somos nós os responsáveis pela sua transformação em pequenos actos do nosso dia-a-dia&#8221;.</strong></p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Ora, esta pergunta faz tanto sentido como tentar encontrar uma forma de “desfritar” uma batata frita ou “descozer” um ovo cozido. Um sistema complexo não anda para trás.</p>
<p>Nas narrativas <em>mainstream</em>, existe ainda uma ilusão de que é possível parar o processo das alterações climáticas, reduzindo CO2 da atmosfera. De que esta é uma questão técnica/tecnológica que pode ser resolvida com métodos de “problem solving” e com um acordo internacional. Claro que tudo do que se fala hoje em dia no que diz respeito a veículos menos poluentes, energias renováveis, mobilidade mais eficiente, etc., deve ser feito. Da mesma maneira que um doente que sofre de hipertensão deve ter cuidados com ingestão de sal e simplesmente deixar o tabaco. Mas isto não é suficiente se não for feito um processo de adaptação à sua nova circunstância de vida. A condição está lá e ela vai definir o resto da nossa vida.</p>
<p>No caso das nossas cidades, elas são alimentadas por ciclos económicos de consumo, que ainda estão fortemente alicerçadas na extracção de petróleo, nos seus derivados e, fundamentalmente, no modelo de “usar e deitar fora”, que mantém o sistema a funcionar.  Tal como eu disse no <a href="http://smart-cities.pt/cidadao/cidadao1704pedroportela/">primeiro episódio desta série</a>, quem faz das cidades inteligentes somos nós. Aqueles que nelas habitam. Portanto, em última instância, somos nós os responsáveis por manter este ciclo a funcionar e somos nós os responsáveis pela sua transformação em pequenos actos do nosso dia-a-dia. O mais importante deles todos, a meu ver, é o simplesmente parar para reflectir no que vamos comprar.</p>
<p>Nesta curta série de crónicas sobre <a href="http://smart-cities.pt/author/pedroportela/"><em>Cidades Inteligentes, Cidades Complexas</em></a>, tentei levantar o véu sobre alguns temas que fazem parte de todo um novo corpo de conhecimento sobre teoria da complexidade e caos. O que me fascina neste tema é o facto de ser o pensamento e o método científico que nos leva ao abismo do paradoxo dos nossos tempos: ansiamos encontrar uma solução para os nossos graves problemas mas o que encontramos são centenas de pequenas soluções, cada uma, individualmente, com pouco impacto mas que, colectivamente, criam as condições para a emergência de uma sociedade menos destrutiva e mais criativa.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>Episódio 5 &#8211; O problema da Cooperação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2018 09:28:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu não sou uma pessoa de causas, mas, se tivesse de escolher uma, e apenas uma, à qual me dedicar com todas as minhas forças, seria a de traduzir e introduzir nos currículos do ensino...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Eu não sou uma pessoa de causas, mas, se tivesse de escolher uma, e apenas uma, à qual me dedicar com todas as minhas forças, seria a de traduzir e introduzir nos currículos do ensino obrigatório o livro “<a href="https://www.goodreads.com/book/show/366821.The_Evolution_of_Cooperation">A Evolução da Cooperação”</a> de Robert Axelrod.</p>
<p>O livro foi originalmente publicado em 1984 e estende-se por umas meras 240 páginas. Nessas 240 páginas, o autor tenta responder a uma pergunta muito simples mas, por isso mesmo, de imensa importância para a vida em sociedade e nas cidades: “Quais são as condições para que a cooperação possa emergir, sem comando central, num mundo de egoístas?”. Este é o enunciado de um problema de teoria dos jogos chamado o <a href="https://youtu.be/t9Lo2fgxWHw">Dilema do Prisioneiro</a> (vídeo com legendas em português).</p>
<p>Numa altura em que as palavras <em>Colaboração</em> e <em>Cooperação</em> estão nas bocas do mundo (basta visitar o escaparate da secção de gestão da FNAC para encontrar vários títulos actuais sobre o tema), não fará sentido perdermos algum tempo a perceber melhor os seus fundamentos? O tema central do livro de Axelrod é um caso particular do dilema do prisioneiro: o dilema do prisioneiro iterado. Aqui, o jogo simples é repetido várias vezes e os jogadores têm, portanto, oportunidade de adaptar as suas estratégias de cooperação ou traição, consoante as jogadas anteriores dos restantes jogadores. A pergunta que Axelrod fez no seu famoso estudo foi simples: <em>existe uma estratégia ideal para jogar este jogo? E se sim, qual é?</em></p>
<p>A resposta, surpreendentemente ou não, é “sim, a estratégia ideal existe”. A regra é extraordinariamente simples: começar com cooperação e, a partir da segunda jogada, repetir a opção que o oponente tomou na jogada anterior. Esta estratégia foi baptizada pelos seus criadores de TIT FOR TAT (em português, seria algo parecido como “OLHO POR OLHO”, mas, como eu não gosto do carácter violento da expressão portuguesa, prefiro adoptar a inglesa).</p>
<p>O Dilema do Prisioneiro Iterado pode ser reconfigurado e iluminar os sérios problemas que nós, enquanto sociedade, temos pela frente. Se dermos aos jogadores a hipótese de comunicarem entre si e combinar estratégias sobre como explorar um recurso de utilidade comum aos dois, encontramos a <a href="https://youtu.be/WYA1y405JW0">Tragédia dos Comuns</a>. Ou seja, enquanto no Dilema do Prisioneiro Iterado, nenhum dos jogadores sabe de antemão qual vai ser a jogada do seu oponente e não têm hipótese de comunicar para concertar estratégias, na Tragédia dos Comuns, ambos os jogadores podem conferenciar para acordarem taxas de utilização de recursos que sejam sustentáveis e suficientes para os dois. Pode ser visto como um caso particular do Dilema do Prisioneiro Iterado na medida em que o que está em jogo é a cooperação (ou não) na exploração sustentável de um recurso: cooperar significa manter a exploração a níveis acordados sem ganância de querer ficar com o “bolo todo”. Não cooperar significaria não cumprir com o acordado, aproveitar a boa vontade do outro jogador e ficar arrecadar uma porção maior do recurso.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p><strong>&#8220;<em>A colaboração entre agentes é um fenómeno emergente, não pode ser imposta, mas induzida; nem sempre é boa e tem de ser condicional</em>&#8220;.</strong></p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O grave problema das alterações climáticas e a necessidade de se encontrarem compromissos de larga escala com todas as nações são exemplos extremos da Tragédia dos Comuns. Mas é possível encontrar exemplos mais palpáveis bem perto de cada um de nós. Veja-se, por exemplo, o jardim à frente de minha casa. É um pequeno jardim público, relvado e sem bancos que tem pouca utilidade prática a não ser a de servir como WC gigante para o melhor amigo do Homem. Aqui, o recurso comum é um jardim limpo de “presentes”. Recurso este que só pode ser mantido com a colaboração de todos os donos de cães que o usam regularmente como WC. Sempre que atravesso o jardim para ir ao ecoponto, sou frequentemente lembrado do problema da Tragédia dos “Cãomuns” de uma forma muito pouco agradável.</p>
<p>Se estamos realmente na era da colaboração e se olharmos para as nossas cidades inteligentes como espaços sociais comuns, então, parece-me de extrema importância perceber as regras naturais que regem o fenómeno na cooperação:</p>
<p><strong><em>A colaboração entre agentes é um fenómeno emergente, não pode ser imposta, mas induzida; nem sempre é boa e tem de ser condicional.</em></strong></p>
<p>A crítica, porventura, fácil que faço aos modelos actuais de governação (nos quais incluo os modelos de governação locais e excluo algumas nobres excepções) é de que estes não contemplam a dimensão natural, evolutiva e adaptativa dos agentes que supostamente governam. São modelos que se assumem <em>top-down</em> e que, na minha opinião, contam mais com o <em>wishful thinking</em> do que com os conhecimentos que hoje temos da teoria de jogos, biologia evolutiva e ciências cognitivas, aplicadas a um sistema adaptativo complexo que é uma cidade (<em>smart</em> ou não).</p></div>
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		<title>Episódio 4 &#8211; Serendipidade ou o dom da sagacidade acidental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2018 11:23:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se não conhece esta palavra, então, veja a sua definição aqui. Muito provavelmente já passou por um momento de serendipidade e não o registou.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/cidadao/cidadao09-01-pportela/">Episódio 4 &#8211; Serendipidade ou o dom da sagacidade acidental</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><div class="et_pb_section et_pb_section_4 et_section_regular" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Se não conhece esta palavra, então, veja a sua definição <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Serendipidade">aqui.</a> Muito provavelmente já passou por um momento de serendipidade e não o registou.</p>
<p>No <a href="http://smart-cities.pt/pt/noticia/episodio-3--incerteza-fundamental-black-swans10/">último episódio destas crónicas sobre <em>Cidade Inteligentes, Cidades Complexas</em>,</a> escrevi sobre aleatoriedade e incerteza fundamental. Sobre a necessidade de aceitar esta condição inerente a tudo o que são sistemas vivos.  Desta vez, escrevo sobre o aspecto mais promissor da aleatoriedade: a serendipidade ou a sagacidade acidental. Convido, já agora, a <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Three_Princes_of_Serendip">descobrirem a origem</a> da palavra “serendipidade”.</p>
<p>Nós, humanos, temos uma necessidade muito particular de criar histórias que explicam, em retrospectiva, a sequência de eventos que nos trouxe até ao momento presente. Ansiamos pela busca de significado para a nossa vida e ligamos os pontos com uma narrativa que parece ter sido escrita numa cabana nas montanhas em frente a uma lareira crepitante.</p>
<p>Na verdade, os momentos mais marcantes das nossas vidas são aqueles que não são planeados de todo e surgem, aparentemente, do nada: uma nova oportunidade de trabalho, uma nova amizade, um novo amor, uma ideia inovadora, uma conversa reveladora,&#8230; a lista poderia continuar. Digo <em>aparentemente</em> pois, na verdade, estes momentos resultam do <em>todo</em>. Aparecem da aleatoriedade e da complexidade das relações e das pessoas com quem nos cruzamos em determinados momentos. Resultam de nos permitirmos que algum “caos” entre na nossa vida.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Nesta nova época, que alguns autores já chamam de “urbanoceno”, as cidades podem ser encaradas como motores de mudança e evolução social. Neste contexto, a inteligência das cidades não pode abolir a serendipidade. A inteligência e a vida em geral são fruto da serendipidade; fruto das interacções aleatórias, fugazes e fortuitas que dão invariavelmente origem aos grandes progressos culturais, sociais e do indivíduo&#8221;.</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Por oposição, imaginemos viver uma vida planeada ao segundo, na qual todas as interacções são mapeadas, temporizadas, estruturadas, e rotinadas. Onde não há lugar para o encontro fortuito.  Esta é a vida que muitos de nós vivem nas cidades modernas. Uma vida regulada por horários artificiais, por redes sociais pequenas e homogéneas que contribuem para o nosso viés confirmatório. Uma vida que abomina o caos e, consequentemente, a criatividade, inovação e, fundamentalmente, a essência de se ser humano.</p>
<p>Nesta nova época, que alguns autores já chamam de <a href="https://books.google.pt/books?id=rXS0CwAAQBAJ&amp;pg=PT162&amp;lpg=PT162&amp;dq=urbanocene&amp;source=bl&amp;ots=wMtc-PBUny&amp;sig=ISSBeVRqEqKD0OHqXHaAj9pgPc0&amp;hl=en&amp;sa=X&amp;ved=0ahUKEwjGm8-r9MjYAhUFWBQKHdfjDKsQ6AEIVTAL#v=onepage&amp;q=urbanocene&amp;f=false">“urbanoceno”</a>, as cidades podem ser encaradas como motores de mudança e evolução social. Neste contexto, a inteligência das cidades não pode abolir a serendipidade. A inteligência e a vida em geral são fruto da serendipidade; fruto das interacções aleatórias, fugazes e fortuitas que dão invariavelmente origem aos grandes progressos culturais, sociais e do indivíduo. Quero acreditar que é esse explorar do mar infinito de interacções possíveis que dá sentido à vida.</p>
<p>A minha cidade inteligente é aquela que reconhece e promove o valor da serendipidade através de plataforma flexíveis de mudança social. Essas plataformas são os pontos de encontro, de conversa e discussão que criam, antes de mais, oportunidades de autodescoberta e de evolução das “gentes urbanas”.</p>
<p>Um bom ano de 2018 repleto de descobertas acidentais!</p>
<p>&nbsp;</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<item>
		<title>Episódio 3 &#8211; Incerteza fundamental (Black Swans)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2017 14:40:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/cidadao/pedroportela-1010cidadao/">Episódio 3 &#8211; Incerteza fundamental (Black Swans)</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Consideremos dois cenários: o primeiro passa-se num casino. Pode ser o casino do Estoril, em frente a uma mesa de roleta. O segundo cenário passa-se numa reunião estratégica de um qualquer município, na qual se fala de estratégias para combater um problema social, como, por exemplo, o desemprego de longa duração. Consideremos também, em ambos os cenários, que temos um cofre cheio com meio milhão de euros à disposição para gastar.</p>
<p>Em que é que estas duas situações são semelhantes?</p>
<p>“Em nada!”, dirão vocês. Um jogo de casino e um problema social não têm nada a ver um com o outro: no primeiro, o que está em causa é apenas ganhar ou perder dinheiro; no segundo, estamos a falar de vidas humanas. Assim é, mas eu gostaria de explorar as diferenças um pouco mais a fundo, pois há uma à qual não damos a devida importância – a diferença entre <i>risco</i> e <i>incerteza</i>.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Uma cidade inteligente tem de saber lidar com a incerteza, abraçá-la como uma fonte de inspiração e de criatividade&#8221;.</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>No jogo da roleta, não temos hipótese de adivinhar onde vai cair a bola. É impossível, pois a trajectória da bola depende de</p>
<p>inúmeros factores que não conseguimos medir. Mas o resultado está condicionado. Ou seja, a bola não vai cair numa casa da cor verde-esperança, simplesmente porque essa casa não existe. Nem eu posso apostar que a bola vai sair disparada da roleta e cair na mesa do Blackjack, porque, embora isso até seja possível, não faz parte das opções de aposta. Podemos ganhar ou perder o jogo, fazendo apostas dentro de um universo limitado de futuros possíveis. E, nestas situações, uma análise de risco é apropriada. Dentro da complexidade do jogo e das regras, podemos adoptar estratégias mais ou menos arriscadas e esperar que tudo corra bem. Mas, <i>a priori</i>, nós conhecemos todos os possíveis cenários futuros.</p>
<p>Voltemos agora à reunião de estratégia do município. Podemos começar por simplificar a questão e reduzir o problema a um indicador, um número que queremos afectar. Neste caso, o desemprego de longa duração. E a avaliação parece simples: ou baixou ou não baixou. Mas esta perspectiva, porventura simplista, ignora todo um espectro de resultados intermédios entre o baixar e subir, que, tratando-se de um sistema que envolve seres humanos, não pode pura e simplesmente ser previsto. Esta incerteza não está relacionada com o facto de não sabermos se vamos conseguir baixar ou subir o indicador. Trata-se do que acontece para lá do indicador. Trata-se de aceitarmos que existem cenários que nem sequer sabemos que não conhecemos. Estamos perante um cenário, não de risco, mas de incerteza. Claro que podemos usar modelos sofisticados para tentar prever os resultados de uma intervenção no campo social. Mas estes modelos são baseados apenas no que conhecemos do passado. São aperfeiçoados dia após dia, mas não deixam de ser modelos que não permitem as surpresas.</p>
<p>Uma cidade inteligente tem de saber lidar com a incerteza, abraçá-la como uma fonte de inspiração e de criatividade. Deixar de reduzir toda a sua vida a análises de risco que assumem que já conhecemos tudo o que há para conhecer. Pois é das surpresas – boas e más –  que é a feita a história da Humanidade…</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/cidadao/pedroportela-1010cidadao/">Episódio 3 &#8211; Incerteza fundamental (Black Swans)</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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		<title>Episódio 2 &#8211; Comportamento Emergente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2017 16:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
		<category><![CDATA[amarante]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Portela]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O comportamento emergente é um fenómeno característico de sistemas adaptativos complexos.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/cidadao/0307pedroportela-cidadao-episodio2/">Episódio 2 &#8211; Comportamento Emergente</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O comportamento emergente é um fenómeno característico de sistemas adaptativos complexos. É um tipo de comportamento global mas que resulta da interacção individual de centenas, milhares ou milhões de indivíduos, sem coordenação central.</p>
<p>O mundo animal está repleto de exemplos de comportamentos emergentes. Vejam <a href="https://www.youtube.com/watch?v=M1Q-EbX6dso">este exemplo</a> de um bando de pássaros criando padrões no ar sem comando ou controlo central. Não existe nenhuma ave chefe ou nenhum “controlo de tráfego aéreo” que possa ser responsabilizado pelos padrões criados. No entanto, centenas de indivíduos voam a grande velocidade evitando colisões e criando padrões que, vistos de fora, parecem ser coordenados. Outros exemplos do mundo animal encontram-se nas abelhas, nos cardumes de peixes, nas formigas.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;O comportamento emergente em sistemas sociais (tais como os das cidades) é um dos mais fascinantes tópicos de investigação dos tempos modernos pois, no meu entender, é neste tipo de fenómenos que reside uma das soluções para os problemas mais complexos do século XXI&#8221;.</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Este tipo de fenómeno observa-se também em sistemas criados pelo Homem, como, por exemplo, no mercado bolsista.</p>
<p>O comportamento emergente em sistemas sociais (tais como os das Cidades) é um dos mais fascinantes tópicos de investigação dos tempos modernos pois, no meu entender, é neste tipo de fenómenos que reside uma das soluções para os problemas mais complexos do século XXI. De acordo com a mudança de paradigma da qual falei no <a href="http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/cidadao1704pedroportela/">primeiro episódio</a>, as cidades inteligentes do século XXI serão aquelas que, percebendo e integrando na gestão estratégica, a sua natureza complexa, criarão condições para o comportamento emergente positivo. A diferença para a actual forma de pensamento é subtil e reside nas perguntas que os responsáveis públicos se colocam.</p>
<p>A mais importante, por ser a mais mobilizadora e aquela que mais significado tem para o ser humano, é o “Porquê?”. A partir do “Porquê”, isto é, de um propósito para a Cidade <b>claro, construído e</b> <b>partilhado</b> pelos cidadãos, o papel dos gestores da cidades inteligentes do século XXI passa a ser o de criar os elementos necessários do ecossistema, a fomentação e conservação das redes de <b>relações de interdependência entre eles </b>(a terminologia anglo-saxónica é “stewardship”). Mais do que impor comportamentos, trata-se de criar condições para que estes apareçam colectivamente e espontaneamente, apoiar e alavancar as pequenas iniciativas que contribuem para o Propósito da cidade, criar mecanismos de feedback e instituições independentes que promovam o diálogo e a participação cidadã.</p>
<p>Os tempos da gestão centralizada terminaram e o paradigma dos sistemas complexos oferece inovadoras perspectivas sobre como gerir sistemas sociais complexos (Cidades) de forma distribuída tornando-os consequentemente mais resilientes.</p>
<p>Este é um processo que requer tempo, paciência mas, sobretudo, transparência, confiança e o virar do foco novamente para as relações humanas, pois são estas as que realmente produzem impacto.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>CIDADE INTELIGENTES, CIDADES COMPLEXAS: EPISÓDIO 1 &#8211; INTELIGÊNCIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Apr 2017 13:47:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tema “inteligência”, em concreto a dita “artificial”, tem feito manchetes dos jornais, blogs, sites, videos do Youtube, posts do Twitter e Facebook, etc....</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/cidadao/cidadao1704pedroportela/">CIDADE INTELIGENTES, CIDADES COMPLEXAS: EPISÓDIO 1 &#8211; INTELIGÊNCIA</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O tema “inteligência”, em concreto a dita “artificial”, tem feito manchetes dos jornais, blogs, sites, videos do Youtube, posts do Twitter e Facebook, etc.</p>
<p>Uma questão que sempre me coloco quando me cruzo com este tema, é a diferença subtil entre três termos: Inteligência, Esperteza e Consciência?</p>
<p>Para falar de cidades inteligentes, acredito que temos de mudar substancialmente a metáfora ou o paradigma que usamos para as descrever. E isto não é uma questão menor. A espécie humana está condicionada a entender o mundo ao seu redor como parte de uma história. Usamos metáforas ou modelos para descrever a realidade e o paradigma vigente guia esses modelos. Ora, o paradigma vigente na nossa sociedade ocidental é o do reducionismo e determinismo nascido com a Revolução Científica. A metáfora é a de que o mundo é uma máquina composta por vários elementos e que basta compreender o funcionamento de cada um deles para compreender o todo. Esta poderosa metáfora guia a nossa sociedade e infiltra-se na nossa visão colectiva do Mundo em todos os domínios da acção humana. Dois exemplos: a gestão e a medicina. Os modelos ensinados nas escolas de gestão baseiam-se no “predict and control”: desenvolvemos técnicas de previsão sofisticadas que nos permitem antecipar, controlar e manipular o futuro. Mas, será que algum desses modelos, em 2007, previu que hoje estaríamos perante o Brexit ou um Donald Trump?</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Dotar uma cidade de tecnologia sofisticada de recolha e processamento de “big data” e de sistemas integrados de gestão, de transporte e de monitorização não torna, no meu entender, uma cidade mais inteligente&#8221;.</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Na medicina, o reducionismo permitiu-nos enormes avanços no entendimento do corpo humano e das doenças. Criamos centenas de hiper especialidades, super eficazes na tratamento de sintomas. Mas, quando entro num hospital, questiono-me quem está a olhar para o todo da minha vida? Não só para os sintomas que levo às urgências, mas para todo o sistema subjacente que o provocou.</p>
<p>Dotar uma cidade de tecnologia sofisticada de recolha e processamento de “big data” e de sistemas integrados de gestão, de transporte e de monitorização não torna, no meu entender, uma cidade mais inteligente. Torna-a, talvez, mais “esperta”. A inteligência é uma propriedade emergente dos sistemas complexos vivos. Uso a palavra complexo com intenção distinguindo-a do “complicado”. Talvez esta seja uma questão mais filosófica do que técnica, mas não gosto de pensar que o que me torna inteligente é apenas a combinação linear de sensores, actuadores e algoritmos de aprendizagem sofisticados.</p>
<p>Discutir a inteligência é discutir a vida. Discutir a inteligência obriga a discutir a consciência e a colocar os dois termos, lado a lado, para comparação. Coisa que não farei aqui, mas deixo para reflexão.</p>
<p>Mas não será a cidade também um sistema vivo? Eu gosto de pensar que sim. Um sistema vivo com um corpo, uma mente e consciência colectiva. A “inteligência” das cidades emerge de quem nelas vive e de como interagem entre si, usando os elementos dos seus ecossistemas. Emerge, fundamentalmente, da intrincada rede de relações (sociais, comerciais, familiares, etc.) que em cima dela se criam.</p>
<p>Se queremos entender cidades inteligentes, temos de entender o paradigma dos sistemas adaptativos complexos, as suas características e fenómenos típicos: comportamento emergente, incerteza fundamental, auto-regulação, não-linearidade, mecanismos de feedback, caos, padrões fractais, redes sociais, etc.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt/cidadao/cidadao1704pedroportela/">CIDADE INTELIGENTES, CIDADES COMPLEXAS: EPISÓDIO 1 &#8211; INTELIGÊNCIA</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://smart-cities.pt">Smart Cities</a>.</p>
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