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	<title>João Paulo Forte, autor em Smart Cities</title>
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		<title>Atenção: o supérfluo não é smart!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Paulo Forte]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 09:34:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma onda verde tecnológica chegou finalmente às nossas cidades. A tecnologia foi trabalhada anos a fio, na “sombra”, e, muitos milhares de milhão de investimentos depois, eis que o resultado começa a povoar o espaço...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Uma onda verde tecnológica chegou finalmente às nossas cidades. A tecnologia foi trabalhada anos a fio, na “sombra”, e, muitos milhares de milhão de investimentos depois, eis que o resultado começa a povoar o espaço urbano. Trotinetas e carros eléctricos são apenas dois exemplos que qualquer um de nós reconhece como fruto da onda tecnológica verde. Para muitos, um cenário impensável há pouco mais de uma década.</p>
<p>Não quero falar no que muitos já sabem ou pensam que sabem. O óbvio é, por vezes, subjectivo e resultado de rótulos ditos ecológicos que nos são vendidos e ditam modas que muitos de nós acabam por seguir sem parar para pensar no assunto de uma forma integrada. O discernimento e a ponderação tornaram-se algo quase acessório num mundo refém da tecnologia que potencia a rapidez. Seria vantajoso termos em Portugal um movimento <em>low technology </em>forte&#8230;</p>
<p>Mas vamos a uma questão quente: será que mudar de um carro a combustão para um eléctrico muda o paradigma? Não, de todo! O ciclo de vida dos materiais é como o algodão, não engana. Os problemas são basicamente os mesmos, mesmo na questão climática, agora tão em voga graças à jovem activista Greta Thunberg.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p><strong>&#8220;Num planeta com recursos limitados é pouco prudente deixar o comodismo prevalecer sobre a racionalidade&#8221;.</strong></p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Valerá a pena degradar paisagens naturais que nos são queridas só para alimentar algo de supérfluo? O lítio é a questão do momento em Portugal e a extracção de recursos geológicos também o deveria ser, já que esta onda verde tecnológica só é possível devido à existência, finita, de recursos geológicos por baixo dos nossos pés. Extrair apenas os recursos que sejam realmente necessários deveria ser o mote, contudo e infelizmente, não é.</p>
<p>Mas, voltando aos carros eléctricos, fiquei perplexo ao ver uma publicidade de uma seguradora que anunciava que a compra de um dístico verde possibilitava, em Lisboa, nas zonas reguladas pela EMEL, estacionamento sem limites de tempo para todo o ano por uns meros 12 euros. Tudo isto à boleia do termo “eco”. Lamento desiludir-vos, mas o paradigma muda-se com menos carros nas cidades e mais transportes públicos, bem como privilegiando os modos suaves. O paradigma não muda trocando simplesmente de carro, seja ele movido a gasolina, seja movido a electricidade. Chega de <em>greenwashing</em>!</p>
<p>Focando a atenção agora nas trotinetas eléctricas, há umas semanas ia numa via pedonal ciclável e fui ultrapassado por um estudante universitário num destes veículos da moda. Não tenho nada contra as trotinetas eléctricas, a questão foca-se apenas no absurdo que é deixar de andar a pé ou de bicicleta para andar de trotineta. Num planeta com recursos limitados é pouco prudente deixar o comodismo prevalecer sobre a racionalidade. Já agora, as bicicletas são mais ecológicas do que as trotinetas eléctricas, sabiam? Se calhar até sabiam, mas nunca pararam para pensar nisto&#8230;</p>
<p>A lição que devemos retirar disto é que é essencial destrinçar o essencial do supérfluo. O essencial acarreta muito menos impactos negativos do que o supérfluo e essa é a questão basilar que nos vai condicionar nas próximas décadas.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>Sem micro não é smart</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Paulo Forte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 11:07:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Decorria 2009, quando me senti impelido a investigar sobre a temática da microgeração. Pode parecer algo de banal, contudo, havia um motivo forte para que isso se tivesse tornado uma questão...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Decorria 2009, quando me senti impelido a investigar sobre a temática da microgeração. Pode parecer algo de banal, contudo, havia um motivo forte para que isso se tivesse tornado uma questão premente. Meses antes, tinha tido uma experiência marcante, derivada do meu activismo em prol do património natural, o qual sempre se pautou pela racionalidade. Muito antes de ser comum ouvir-se falar de “energias renováveis”, já eu tinha incluído esta expressão no meu vocabulário, contudo, e nessa altura, eu era olhado meio de lado, já que a “onda verde” ainda não tinha a força que actualmente tem. O tempo acabou por me dar razão. Da mesma forma, o tempo também me mostrou que as ditas “energias renováveis” têm de ser desenvolvidas e aplicadas com regras, ordenamento e de acordo com o interesse dos cidadãos.</p>
<p>Escrever um artigo científico sobre o impacto de parques eólicos não era, até então, algo que estivesse nos meus horizontes, porém, e dado o que vi acontecer a uma das últimas serras sem torres eólicas e/ou sem pedreiras, na região de Sicó, foi mesmo o que veio a acontecer em 2010.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p><strong>&#8220;Num mercado energético fortemente polarizado, como o português, é normal que os principais actores não tenham propriamente interesse em alterar a relação de poder que há décadas se instalou. O mesmo para a mudança de paradigma&#8221;.</strong></p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Os anos passaram e, em 2016, no FICIS &#8211;  Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis, que decorreu no Theatro Circo, em Braga, decidi fazer o que poucos fazem, ou seja, intervir quando me foi dada essa possibilidade. Sim, vamos muito a congressos, mas, na hora de falarmos, ficamos&#8230; sentados e calados. E a intervenção foi cirúrgica, pois questionei um alto quadro de uma grande empresa energética sobre as potencialidades da microgeração no espaço urbano. Referi que não fazia sentido andarmos a degradar paisagens naturais quando o que não nos falta são telhados e paredes disponíveis para potenciar a microgeração nas nossas aldeias, vilas e cidades. Destaquei a energia solar e a eólica, onde a tecnologia já permite fazer algo que é o futuro. O que me respondeu o alto quadro em causa? Bem, digamos que não tinha uma resposta objectiva e fundamentada para me dar. Não estranhei o facto, já que, aliás, a minha questão tinha sido precisamente para pôr em evidência algo de muito simples, expondo uma vulnerabilidade da empresa e um mercado por explorar.</p>
<p>Num mercado energético fortemente polarizado, como o português, é normal que os principais actores não tenham propriamente interesse em alterar a relação de poder que há décadas se instalou. O mesmo para a mudança de paradigma. A microgeração tem um potencial disruptor em termos de mercado, já que estando a fonte energética (e.g. solar; eólica) nas mãos do consumidor, aí a relação de poder altera-se radicalmente. Não será, portanto, de estranhar que, caso alguém tente alterar o paradigma, os obstáculos não faltem e as regras do jogo teimem em ser alteradas em benefício de um mercado francamente polarizado.</p>
<p>Urge alterar o paradigma energético, a bem da sustentabilidade e do interesse comum. Sem microgeração, não teremos vilas e cidades realmente inteligentes. Vamos olhar para os telhados e paredes de uma outra forma?</p>
<p>&nbsp;</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>Soluções complexas para problemas simples</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Paulo Forte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Sep 2018 09:32:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Quando falamos em vilas ou cidades inteligentes, pensamos logo em soluções inovadoras para problemas aparentemente simples. Desde as (agora) comuns apps até ao <em>Big Data</em>, passando também pelo Blockchain e prosseguindo por toda uma panóplia de ferramentas e tecnologias, este foi um salto enorme. Mas será que, neste salto, não perdemos algo de importante? É cada vez mais difícil estar num ambiente, formal ou informal, livre de smartphones e/ou tablets e cada vez mais incomum estar num ambiente que inclua lápis e blocos de notas. E até nos encontros de amigos ou nas reuniões mais informais, na esplanada de um café ou restaurante, é cada vez mais comum centrarmos a maior parte da nossa atenção num mero ecrã, permanecendo cada vez menos tempo a investir no que, além de básico, é o mais importante: o ver, o sentir, o cheirar e o desfrutar do que nos rodeia. Distraímo-nos com algo que não é mais do que um meio para chegarmos a um fim.</p>
<p>Esta distracção tem tido consequências negativas na forma de planearmos o território e as nossas cidades, daí vermos coisas sem sentido um pouco por todo o lado. O sair do escritório é agora acessório, quando, afinal, deveria ser fundamental. O relógio não pára&#8230; Confiamos cada vez mais no digital, esquecendo de que o digital está a jusante do presencial e que o primeiro serve para complementar o segundo. Esquecemo-nos de que o presencial e o vivenciar são os factores que trazem consigo o fundamental, ou seja, a especificidade do lugar e as emoções associadas, as quais são únicas e intransmissíveis.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p><strong>&#8220;Experimentem, num destes fins-de-semana, deixar tudo o que é digital em casa, levando apenas convosco um bloco de papel e um lápis. Apontem o que vão vendo, cheirando e sentindo. Sentem-se numa praça central e fiquem por ali uma ou duas horas. Vejam os padrões que se repetem e, depois, digam como correu&#8230;&#8221;.</strong></p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Na hora de planear, são estes os factores que distinguem quem “mergulhou” no território e quem viu o território a partir de um ecrã, o qual não transmite emoção e sentimentos de um lugar não vivenciado pelo indivíduo. E sim, há coisas que um ecrã não consegue transmitir. Quem, como eu, já viu uma aurora boreal ao vivo sabe do que falo&#8230; É um exemplo extremo, mas ilustrativo da diferença do sentir ou não um lugar ou um território. Experimentem, num destes fins-de-semana, deixar tudo o que é digital em casa, levando apenas convosco um bloco de papel e um lápis. Apontem o que vão vendo, cheirando e sentindo. Sentem-se numa praça central e fiquem por ali uma ou duas horas. Vejam os padrões que se repetem e, depois, digam como correu&#8230;</p>
<p>Voltemos aos tais problemas simples, que referi no início. Há soluções complexas que, nalguns casos não vingam, e porquê? Parte deve-se a este endeusamento do digital e ao menosprezar de algo tão simples como andar a pé, ver, ouvir e sentir tudo aquilo que nos rodeia. Pegando num exemplo simples: já pensaram se os projectistas de algumas ciclovias serão, ao menos, utilizadores de bicicleta e se conhecerão minimamente os territórios nos quais estão a projectar? Já questionaram se, por exemplo, um arquitecto costuma subir ou descer um ou dois andares de um prédio pelas escadas ou se vai de elevador? São perguntas simples para questões complexas, mas que, contudo, teimam em não ser respondidas pelas ferramentas e tecnologias, que, por vezes e cegamente, aplicamos, só porque nos dizem que são boas ou que estão na moda.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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		<title>Conheces a geodiversidade da tua aldeia, vila ou cidade?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Paulo Forte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2018 08:31:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Há poucos meses, e enquanto andava pelas ruas de Dublin, deparei-me com algo que me fez parar no passeio e olhar com atenção para a fachada de um prédio. Algumas pessoas ficaram algo espantadas com o facto de eu estar a olhar com tanta atenção para aquela singela parede revestida a pedra, outras ignoravam-me. Achei normal, já que o facto de aquelas lajes que embelezavam aquele prédio estarem pejadas de fósseis passava literalmente ao lado da maioria dos peões. Mero pormenor, dirão alguns, contudo, e como de costume, falta ver a questão no seu todo.</p>
<p>O termo “geodiversidade” surgiu no início da década de 90 do século passado e é análogo ao termo “biodiversidade”. De forma muito abreviada, a geodiversidade é a diversidade de rochas, fósseis, solos, entre outros, os quais suportam a vida na Terra.</p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_14 et_animated  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Não conhecer a geodiversidade tem impactos muito negativos e permanentes, desde o desperdício de materiais geológicos, à destruição de paisagens naturais, a descaracterização da(s) nossa(s) identidade(s) e, não menos importante, uma gestão e ordenamento deficientes por parte dos governantes&#8221;.</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Alguns já terão ouvido esta palavra, muito por culpa dos <em>geoparks</em> portugueses (Naturtejo, Arouca, Açores e Terras de Cavaleiros) e do <em>Aspiring Geopark</em> Estrela, outros nem por isso, contudo todos vivemos literalmente em cima desta geodiversidade e fazemos uso dela todos dias, mesmo que não estejamos conscientes do facto. A geodiversidade é omnipresente em todas as sociedades e tem influência directa nos mais variados domínios, sendo parte integrante da nossa identidade. Acordamos de manhã e começamos a utilizar uma diversidade incrível de materiais geológicos, através dos instrumentos e matérias-primas que utilizamos, seja a pasta de dentes, seja o telemóvel, a bicicleta, o carro e outros mais. E, claro, a nossa casinha, que é construída com&#8230; materiais geológicos.</p>
<p>Imaginam o que é viver num mundo onde há uma dimensão da qual dependem, mas que, estranhamente, desconhecem? É isso mesmo que acontece, daí ser, infelizmente, natural, não sabermos gerir devidamente a nossa existência neste belo planeta. Conhecer a geodiversidade é um imperativo civilizacional e nem sequer precisam de sair de casa e ir para o monte para conhecer a geodiversidade, pois ela vê-se em todo o lado, tem cheiro, é palpável e tem sabor.</p>
<p>Não conhecer a geodiversidade tem impactos muito negativos e permanentes, desde o desperdício de materiais geológicos, à destruição de paisagens naturais, a descaracterização da(s) nossa(s) identidade(s) e, não menos importante, uma gestão e ordenamento deficientes por parte dos governantes.</p>
<p>Há alguns anos, aquando das obras de requalificação da minha vila, aconteceu isto mesmo, quando colocaram um piso de granito numa região onde o calcário é quem mais ordena. Senti-me desenraizado e isso é grave em termos de identidade. O urbanismo em Portugal ainda não chegou a um patamar de excelência. Pena que assim seja, já que o urbanismo é também identidade local, sendo esta sensível a especificidades únicas e intransmissíveis.</p>
<p>Da mesma forma que um agricultor conhece a terra que semeia, um gestor ou um político deve conhecer o território na sua plenitude, pois só assim conseguirá gerir e retirar dele todo o seu potencial. E, já agora, geodiversidade rima com criatividade&#8230;</p></div>
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		<title>Reciclar a ideia da reciclagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Paulo Forte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2018 10:04:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#CIDADÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda sou do tempo da mítica campanha “vidro é no vidrão”, na década de 80 do século passado. Anos depois, surgiu o Gervásio nos ecrãs e ninguém lhe ficou indiferente. Estas são...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><div class="et_pb_section et_pb_section_8 et_section_regular et_section_transparent" >
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><strong><em>#CIDADÃO é uma rubrica de opinião semanal que convida ao debate sobre territórios e comunidades inteligentes, dando a palavra a jovens de vários pontos do país que todos os dias participam activamente para melhorar a vida nas suas cidades. As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Smart Cities.</em></strong></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Ainda sou do tempo da mítica campanha “vidro é no vidrão”, na década de 80 do século passado. Anos depois, surgiu o Gervásio nos ecrãs e ninguém lhe ficou indiferente. Estas são duas das minhas memórias mais marcantes sobre este tema, contudo, hoje, os tempos são outros. Antigamente, bastava saber separar os resíduos que produzíamos no nosso dia-a-dia e, mesmo assim, não era para todos. Vivíamos, então, na época das lixeiras a céu aberto, com queima incluída. Na recta de Pombal, à beira do IC8, esse era o pão nosso de cada dia até à década de 90.</p>
<p>&nbsp;</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Todos temos uma contribuição para dar neste domínio, já que o espaço urbano ainda não é o que tem de ser, um espaço pensado também na perspectiva dos resíduos que descartamos e da sua reciclagem, ou seja, eco-inclusivo&#8221;.</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Os tempos mudaram e actualmente temos de pensar de uma outra forma. Já não basta saber separar os resíduos que produzimos! Antes, eram 3 R´s, hoje já são 9 R´s. Podemos, por exemplo, pensar em não comprar os populares polares, democratizados com o surgimento das grandes lojas de desporto, e voltarmos às belas e sustentáveis camisolas de lã que as nossas mães ou avós faziam. Os microplásticos são um problema gravíssimo, mesmo que boa parte de nós não se tenha, de facto, apercebido. A percepção sobre a complexidade e abrangência da temática é ainda incipiente, daí os microplásticos serem apenas uma das amargas novidades oceânicas. Faltou analisar o ciclo de vida dos materiais&#8230;</p>
<p>E o problema existe de montante a jusante, não existindo sequer um circuito que possibilite uma economia circular no domínio da reciclagem. Isto já a jusante da questão da urgente redução da plastificação planetária a que assistimos nas últimas décadas. Trata-se de um grave problema que afecta os espaços rurais e espaços urbanos, estes últimos onde se encontra a maioria da população. Não temos sido realmente inteligentes neste domínio.</p>
<p>Já não chega termos à nossa porta ecopontos q.b. e recipientes para compostagem de resíduos orgânicos, bem integrados, tal como vi no País Basco. Urge pensar, por exemplo, a integração desta lógica nos novos edifícios e na própria projecção dos espaços urbanos. Trata-se de uma necessidade premente em Portugal.</p>
<p>E coisas simples, como criar tara para as garrafas de plástico e metal, tal como vi na Noruega em 2006? Ou retirar lições no Brasil, onde, numa mercearia de um bairro pobre, fui surpreendido com a oferta regular de um bombom por levar um saco de pano para as compras. E o cooperativismo na reciclagem, já pensaram? Por cá, até temos bons exemplos, é certo, mas são pontuais.</p>
<p>Urge repensar o paradigma, obrigatoriamente e de uma forma abrangente. Todos temos uma contribuição para dar neste domínio, já que o espaço urbano ainda não é o que tem de ser, um espaço pensado também na perspectiva dos resíduos que descartamos e da sua reciclagem, ou seja, eco-inclusivo. E não é preciso inventar a roda, pois ela já existe. Basta olhar em redor e ver o que de genial já se faz em vários países. <em>Ecobrainstorming, </em>precisa-se!</p></div>
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