Um projeto-piloto que quer transformar a capital portuguesa numa referência mundial em saúde pública, até 2025, está entre os dez finalistas do “Healthy Cities Challenge”. O concurso pretende identificar e apoiar ideias inovadoras que contribuam para tornar as cidades mais sustentáveis.
O projeto está a ser desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Universidade Nova de Lisboa, e já mereceu o reconhecimento internacional do “Healthy Cities Challenge”, concurso que junta mais de 45 cidades em todo o Mundo.
O projeto “Lisbon: City of Public Health 2025” prevê a revitalização do campus da ENSP, com a criação de um espaço acessível e seguro onde a comunidade possa interagir com a natureza e participar em atividades de promoção de saúde física e mental.
Entre as atividades propostas pela equipa de investigadores portugueses está a criação de uma biblioteca colaborativa ao ar livre e de um circuito de lazer que irá incentivar a prática de exercício físico e uma mobilidade mais sustentável.
O objetivo será que as infraestruturas melhorem o bem-estar dos utilizadores e fomentem a economia circular e o sentido de comunidade.
Os autores do projeto reconhecem que Lisboa enfrenta desafios significativos em termos de saúde pública, nomeadamente na prevenção de doenças crónicas como a obesidade e a diabetes, e na promoção da saúde mental.
O concurso “Healthy Cities Challenge”, organizado pela empresa farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk e pelo Grupo de Grandes Cidades pela Liderança do Clima C40 Cities pretende identificar e apoiar ideias inovadoras, que contribuam para tornar as cidades mais saudáveis, verdes e sustentáveis.
A organização recebeu 90 propostas de 34 países de todo o Mundo. As três melhores ideias serão conhecidas em outubro e premiadas com uma bolsa de 100 mil dólares, cerca de 92 mil euros.
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