SNOB-5G - Scalable and Self-optimized Wireless Network Backhauling for 5G é o nome da iniciativa que pretende desenvolver e implementar uma solução para a distribuição de rede 5G a partir de elementos de mobiliário urbano. Liderado pela empresa portuguesa Ubiwhere, o projecto, que conta com o apoio do Portugal 2020, tem já um município em vista para a implementação da solução: Aveiro.

Postes de iluminação, bancos ou paragens de autocarro. Estes são apenas alguns exemplos de elementos de mobiliário urbano que poderão vir a ser escolhidos pelas cidades para distribuir rede banda larga 5G. É com base neste possibilidade que a Ubiwhere está, desde Fevereiro, a liderar um consórcio internacional com a duração de 36 meses e que pretende assegurar uma rede 5G “mais inteligente, sustentável e escalável”, lê-se em nota de imprensa. Segundo a empresa portuguesa de investigação e desenvolvimento de soluções para smart cities, o projecto vai procurar “investigar, desenhar e implementar” uma solução que permita “estabelecer a ligação entre o núcleo da rede e as unidades de distribuição”.

Perante um cenário em que “as operadoras de telecomunicações têm tendência a favorecer a utilização de recursos de ligações de rede com fios, particularmente a fibra óptica, que apresenta desafios de ligação” que levam a que “nem sempre esteja disponível”, o projecto SNOB-5G “vem superar estes obstáculos”, oferecendo uma rede “resiliente e sem falhas”, afirma a empresa sediada em Aveiro.

Com o apoio do programa MIT Portugal e o trabalho conjunto do Laboratório de Investigação de Electrónica do MIT (Estados Unidos da América), do Instituto de Telecomunicações (Aveiro) e do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra, o projecto de expansão para a rede 5G quer fazer face aos “desafios da instalação massiva e ubíqua” desta tecnologia de um modo “escalável e eficiente”, tornando as telecomunicações independentes “da disponibilidade de fibra óptica”. A solução final, a desenvolver até 2023, deverá possibilitar às cidades “tirar partido de elementos de mobiliário urbano” para a distribuição de rede 5G e para o estabelecimento de serviços inovadores em áreas como a comunicação entre veículos ou os sistemas de transporte inteligentes. Até lá, a solução será testada, tal como a sua “capacidade para impulsionar novos e inovadores serviços de mobilidade inteligente e sustentável em ambientes urbanos”.

A primeira implementação da solução em desenvolvimento deverá acontecer mesmo no município de Aveiro, “cidade natal de dois dos parceiros responsáveis pelo projecto, a UBIWHERE e o Instituto de Telecomunicações”. Recorde-se que o desenvolvimento da rede 5G tem sido uma das apostas do município de Aveiro, no âmbito do projecto Aveiro Tech City.