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	<title>Chuck Wolfe, autor em Smart Cities</title>
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		<title>Place-healing: terapêutica urbana de adaptação aos novos tempos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Chuck Wolfe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 06:06:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências urbanas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pandemia. Protestos, tumultos e agitação social. Os tempos que vivemos são conturbados e estão a obrigar cidades e comunidades a uma adaptação rápida. Para ajudar nesse processo, o especialista em urbanismo norte-americano Chuck Wolfe...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Pandemia. Protestos, tumultos e agitação social. Os tempos que vivemos são conturbados e estão a obrigar cidades e comunidades a uma adaptação rápida. Para ajudar nesse processo, o especialista em urbanismo norte-americano Chuck Wolfe, actualmente a viver em Londres, lança um manifesto. A proposta assenta na ideia de <em>place-healing</em>, uma forma para sarar as feridas do imaginário urbano. </strong></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Um pouco por todo o mundo, a necessidade de intervenções de renovação urbana e de recalibração para evitar a propagação da doença provocada pelo novo coronavírus tem colocado inúmeros desafios às cidades. Para além da pandemia, neste período, assistimos também a manifestações e agitação sociais nas cidades norte-americanas, alastrando para a Europa e culminando em ataques contra estátuas de comerciantes de escravos de tempos idos. Em contexto de pandemia e de protesto social, a necessidade de reparação tornou-se bastante clara, com respostas que invocam os elementos mais etéreos do espaço físico.</p>
<p>Nessa medida, e com base em investigação e experiências recentes, gostaria de explorar como podemos unir as brechas entre um passado e um futuro imediato, buscando inspiração em exemplos simples que estão mesmo à frente dos nossos olhos. As cidades e as suas histórias já mostraram como as pessoas se podem adaptar e fazer a transição para algo novo. Gostaria de lhe chamar “place-healing”, uma espécie de terapêutica para os espaços e que me parece o termo adequado para os tempos em que vivemos.</p>
<p>A expressão cívica já nos mostrou o que é o <em>place-healing</em>. Nos Estados Unidos, as manifestações violentas foram seguidas por iniciativas de limpeza e reparação de estragos espontâneas. Em Londres, os manifestantes quebraram as suas barreiras ideológicas para ajudar aqueles que foram feridos nos protestos. Este tipo de <em>place-healing</em> tem por base a empatia e a identificação com o outro. É uma demonstração fundamental do potencial humano para recuperar o seu sentido de comunidade, tal como é exibido na <em>Capitol Hill Autonomous Zone</em> em Seattle.</p>
<h4>Exemplos adaptativos</h4>
<p>É curioso ver também como as adaptações voluntárias de <em>place-healing</em> mostram como a aparência e as experiências dos espaços urbanos vão transformar-se.</p>
<p><div id="attachment_10506" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-10506" loading="lazy" class="wp-image-10506 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing00.png" alt="" width="300" height="400" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing00.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing00-225x300.png 225w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing00-213x284.png 213w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-10506" class="wp-caption-text">De cabine telefónica a artefacto. ©Chuck Wolfe</p></div></p>
<p>Em cidades como Londres, a diversidade e os resquícios de outros tempos definem uma boa parte da paisagem urbana. Uma História rica e longa permite uma continuidade que é expressada de uma forma estranhamente reconfortante. Num local, podemos ver uma cabine telefónica vermelha, que combina com a intervenção feita num passeio para combater a pandemia. Este ícone colorido – um artefacto, na verdade, pois já não é utilizado – partilha agora os holofotes com uma medida de saúde pública de emergência. Estes dois elementos podem parecer triviais, mas é esta justaposição que sustenta o novo com a familiaridade do antigo, algo que o place-healing exige e que está já a acontecer.</p>
<p>Outros exemplos podem incluir as entradas improvisadas, as esplanadas (onde antes se faziam as refeições no interior), móveis de época que servem agora de balcão de <em>take-away</em> para os restaurantes, e carruagens de metropolitano bifurcadas para garantir o distanciamento social no seu interior.</p>
<p>Em última análise, instituições – e até negócios privados – podem viver de uma forma diferente, pois honram um sentido de ética necessário ao place-healing: o respeito pelas pessoas envolvidas. Um exemplo é a Bobtail Fruit, em Londres – começou por ser uma antiga barraca de venda de fruta em Covent Garden e, graças ao proprietário que lhe dá o nome, cresceu para cinco lojas espalhadas por toda a cidade. Recentemente, o negócio adaptou-se para um portal on-line de venda de cabazes de fruta, legumes e leite de qualidade. Ao que pude apurar, o sucesso da Bobtail ao longo do tempo prende-se com um respeito intangível por este <em>place-healing</em> para com o serviço aos clientes e à comunidade – tal como aconteceu, anteriormente, com a entrega de presentes durante as festividades nos bairros onde tinham a barraca de frutas. Durante a pandemia de Covid-19, a Bobtail estava bem posicionada para expandir a sua área de entregas, chegando a mais clientes residenciais, enquanto a sua clientela habitual estava a trabalhar a partir de casa.</p>
<p>No exemplo da Bobtail, o espaço físico já não define o processo de vendas, que está agora baseado num armazém renovado e sujeito ao fornecedor da fruta e legumes. Porém, é um imperativo de serviço ao cliente que remonta aos dias de Covent Garden que continua a ser determinante para o negócio e que se adaptou às necessidades do cliente num novo formato.</p>
<p><div id="attachment_10507" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-10507" loading="lazy" class="wp-image-10507 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing02.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing02.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing02-300x157.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing02-400x209.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2020/12/3012healing02-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-10507" class="wp-caption-text">Uma entrada adaptada em Kew Gardens. © Chuck Wolfe</p></div></p>
<p>Em suma, o imaginário urbano a dar sinais de adaptações e a abordagem “centrada nas pessoas” da Bobtail Fruit mostram como se pode transformar a angústia em acção. A capacidade de adaptação e de mistura vão enquadrar os próximos passos para algo novo, mas ainda precisamos de uma receita proeminente para lá chegar.</p>
<h4>O Manifesto Place-Healing</h4>
<p>Se o <em>place-healing</em> é o catalisador que vai permitir mais casos de adaptação e transição, devíamos articular formas de destacar mais histórias e estratégias para uma mudança significativa. Para responder a esse desafio, proponho o <em>Manifesto Place-Healing</em>,com base no seguinte:</p>
<p>• Enfatizar a comunicação. Cada município deve continuar a optimizar o modo de comunicação com os seus cidadãos, sobretudo tendo em conta as semanas de isolamento que precederam os eventos actuais;</p>
<p>• Compreender diferenças e limitações. A atenção a diferenças nas linguagens, idades e acesso à tecnologia, assim como o potencial para facilitar o diálogo, são mais críticos do que nunca;</p>
<p>• Abraçar o “alpendre”. As redes de placemaking mundiais reavivaram as atenções para projectos de “alpendre” que incluem modos de comunicação que permitem o distanciamento social em vigor. Sem dúvida de que há muitas mais oportunidades criativas para criar formas culturalmente contextuais que permitam aos vizinhos comunicar entre si;</p>
<p>• Procurar a educação e compreensão mútuas. Mais do que o que aprendemos na escola, todos devem fazer o seu trabalho para compreender o outro. A formação, ou uma “educação contínua” profissional, deve ser altamente sensível a questões de privilégio ou de classe;</p>
<p>• Honrar histórias diferentes de minorias. Para além do discurso, todos devemos dar o nosso melhor para compreender a cultura histórica dos outros e como esta afecta as experiências do dia-a-dia;</p>
<p>• Considerar novas métricas para o espaço. Nos EUA, a <em>WalkScore</em>, uma métrica de para avaliar a “caminhabilidade”, tornou-se um método popular de classificar a atractividade de um local. Porque não um <em>EquityScore</em> (índice de equidade)?;</p>
<p>• Universalizar o <em>pro bono</em>. E se todas as profissões tivessem obrigações pro bono? Já é tempo de haver mais serviços gratuitos para quem mais precisa;</p>
<p>• Direccionar as redes sociais para o serviço público. E se, todos os dias, as redes sociais mostrassem, na página de entrada, um resumo ou vídeo que identificasse oportunidades para ajudar a reverter as práticas recorrentes de discriminação na área geográfica desse utilizador?;</p>
<p>• Co-criar. No que se refere à condição urbana, é cada vez mais evidente que as imposições <em>top-down</em> de forma e função fazem parte de uma abordagem pouco favorecida nas democracias actuais. Em alternativa, há um movimento crescente a favor das sinergias da co-criação e capacitação especializada dos cidadãos afectados, que são quem conhece melhor os territórios onde vivem;</p>
<p>• Por fim: a consultadoria é necessária? Nem sempre. Num contexto de pandemia, foi costume de vários profissionais adaptar a sua área de especialidade às circunstâncias actuais e prescrever soluções. No entanto, a melhor oportunidade de emprego nos meses que se seguem pode ser o de facilitador, alguém que pode juntar uma receita colectiva para a recuperação do local que está ainda para acontecer. </p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 28 da Smart Cities &#8211; Julho/Agosto/Setembro 2020, aqui com as devidas adaptações.<br /></em></p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text -->
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		<title>Urbanismo autêntico vs. urbanismo regulamentado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Chuck Wolfe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 13:13:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[chuck wolfe]]></category>
		<category><![CDATA[seeing the better city]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na construção de cidades mais inteligentes, quer seguindo uma abordagem mais tecnológica, quer seguindo um modelo mais humanista, será possível garantir que não lhes é tirada a sua essência original?...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Na construção de cidades mais inteligentes, quer seguindo uma abordagem mais tecnológica, quer seguindo um modelo mais humanista, será possível garantir que não lhes é tirada a sua essência original? </strong></p>
<p>&nbsp;</p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_4 et_animated  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p><em>&#8220;O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada de novo debaixo do sol.&#8221; </em>—Eclesiastes 1:9</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Actualmente, em Portugal e no estrangeiro, as cidades transmitem uma sensação de entusiasmo e renovação, e atribuem uma importância inquestionável a formas de vida mais sustentáveis e inclusivas. Uma nova geração de intervenientes urbanísticos faz experimentações, de forma arrojada, com os princípios das cidades inteligentes e com a criação de espaços e vizinhanças com ambientes pedonais e de usos mista, incluindo espaços públicos e os transportes públicos das proximidades. Nos círculos urbanísticos mais dedicados, em todo o mundo, as infra-estruturas melhoradas para bicicletas e peões superam a dependência do automóvel, há um aumento de locais e aplicações “pop-up”, e outros esforços criativos, como os “parklets” (reaproveitamento de estruturas urbanas como espaços de lazer), que desafiam regularmente as normas convencionais no que respeita ao ordenamento do território urbano e transportes.</p>
<p>Estes intervenientes urbanísticos – residentes, especialistas, empreendedores, profissionais associados e políticos– interessam-se profundamente pela vida na cidade; debatem frequentemente as virtudes do urbanismo de várias formas, incluindo em conversas informais, cada vez mais nas redes sociais, ou recorrendo a formas mais aplicadas de activismo.</p>
<p>Quando me deparo com estes debates esclarecedores e louváveis, geralmente constato que até mesmo as referências mais ambiciosas a desenvolvimentos perto de transportes públicos, ciclovias, características pedonais, gentrificação versus acessibilidade ou alterações climáticas costumam ignorar os fundamentos básicos de um urbanismo autêntico, especialmente tendo em conta a longa história de um país como Portugal. Estes menosprezam indícios importantes proporcionados pelo contexto de fundo da história urbanística, incluindo aspectos não planeados da vida urbana de ocorrência natural e exemplos fundacionais.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6901 aligncenter" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1A.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1A.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1A-300x157.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1A-400x209.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1A-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_5 et_animated  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p>Quais seriam as vantagens proporcionadas por uma investigação mais deliberada no que respeita aos princípios fundamentais da história urbanística e da forma urbana orgânica, tanto de Portugal como de outros locais com passados importantes? Compreender os factores subjacentes a um meio urbano aliciante e bem estruturado – um café agradável numa calçada, crianças a brincar em segurança numa ruela – pode contribuir para moldar políticas e esforços de planeamento que mais bem se identifiquem com a cultura e o contexto particulares de um local. Sem um preâmbulo de integridade deste género, restam-nos apenas ideias interessantes, retiradas de um catálogo de opções que estão na moda e são sobejamente aceites por todos.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6899 aligncenter" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure3-26.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure3-26.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure3-26-300x157.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure3-26-400x209.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure3-26-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Talvez, ironicamente, os espaços tradicionais activos e coesos e as interacções humanas espontâneas dos centros históricos constituam agora componentes chave para um futuro urbanístico empolgante. Os debates da actualidade adoptam inadvertidamente abordagens familiares que, durante séculos, deram resultados. No espírito do déjà vu e da amnésia (conceitos combinados pelo actor/escritor americano Steven Wright), os precedentes do passado perduram e convivem implicitamente com princípios fundamentais outrora considerados prontos para serem redescobertos, mas que geralmente foram esquecidos.</p>
<p>Porque não tornar os esforços urbanísticos actuais ainda mais arrojados, ao explicar as suas bases e contextos? Na minha opinião, só atingiremos a evolução mais eficaz das nossas paisagens urbanas se, primeiro, nos desafiarmos a entender totalmente os fundamentos históricos das cidades, localidades e vizinhanças mais bem sucedidas do mundo como algo mais do que moda ou extravagância. Os exemplos bem sucedidos nem sempre são os mais conhecidos, passam despercebidos se não formos observadores interessados e perspicazes.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6898 aligncenter" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure5.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure5.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure5-300x157.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure5-400x209.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure5-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Este ressurgimento de elementos familiares de locais urbanos históricos não será surpreendente, por conseguinte será prudente estar atento a esta tendência. Uma comunidade bem sucedida é um dos primeiros princípios da condição humana, e, no seu âmago, as populações urbanas celebram invariavelmente ambientes onde possam coexistir em segurança, com um custo de vida acessível, e com uma atmosfera de apoio mútuo. Creio que este tipo de celebração é mais perceptível quando ocorre espontaneamente – sem esforço aparente. Esta experiência espontânea ocorre mais frequentemente em ambientes orgânicos do “Velho Mundo”– tais como as cidades portuguesas – do que em ambientes novos. Esta realidade tem, como premissa, o sucesso do imprevisível, do desarticulado e da sobreposição, por oposição ao normativo ou programado.</p>
<p>Ao repensarmos as abordagens ao planeamento e desenvolvimento urbano, este tipo de locais evoluídos organicamente – no passado e no presente – proporciona exemplos notáveis de como reconfigurar o ambiente urbano de forma autêntica. No entanto, os debates contemporâneos tendem a menosprezar a tensão fundamental que ocorre quando as maravilhas que surgem aleatoriamente provocadas por uma cidade que se transforma naturalmente são substituídas por abordagens programadas ao local, tais como propostas de desenvolvimento banais, iniciativas de ordenamento territorial segundo as tendências, painéis de “cidade inteligente” ou campanhas populistas direccionadas e com orientação temática.</p>
<p>Na verdade, de forma involuntária ou explicitamente, actualmente, os profissionais de criação de espaços públicos (<em>placemaking</em>) geralmente – quer se trate de um pequeno “parklet” ou de uma praça enorme – procuram obter com esforços regulamentados, planeados e programados os resultados que costumavam ocorrer naturalmente e sem intervenções. Jeff Risom e Myra Madiz descreveram de forma aprofundada esse desafio no início de 2018, partilhando o seu trabalho em Buenos Aires, focado nos desafios de restabelecer a ligação entre a vizinhança de Villa 31 e os serviços da cidade, respeitando simultaneamente a “essência” orgânica pré-existente baseada em proximidade, escala, ruas como espaços públicos e flexibilidade arquitetural.</p>
<p>Recordo-me também de observações clássicas do sociólogo Richard Sennett, em <em>The Uses of Disorder</em>, e da interpretação de Rob Goodspeed da obra de Sennett: visões “inteligentes” do desenvolvimento da cidade que, de forma indiscriminada, priorizam a tecnologia (metro ligeiro) ou políticas orientadas para a sustentabilidade (crescimento inteligente junto a transportes públicos ou trabalho) geralmente ignoram a verdadeira história por detrás da “essência” urbanística pretendida – ou seja, que estas formas de desenvolvimento foram o resultado histórico da evolução autêntica de complexidades, factores aleatórios e conflitos ao longo de vastos períodos de tempo. Tal como Daniel Chatman explicou ironicamente, talvez o ambiente pretendido de “desenvolvimento orientado para os transportes” seja mais importante do que os próprios transportes.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6897 aligncenter" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1B.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1B.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1B-300x157.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1B-400x209.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2019/08/Figure1B-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>À medida que o debate persiste actualmente, a questão entre urbanismo autêntico e urbanismo regulamentado deverá permanecer no centro dos diálogos dos intervenientes urbanísticos e de capacitação. Compreender ao pormenor a história de um local é uma forma de aceder à autenticidade para as soluções propostas actualmente, e permite aumentar a qualidade do activismo urbano local e o alcance da cidadania.</p>
<p>Uma dose saudável de história urbanística é tão essencial e emocionante quanto nostálgica. Em Portugal e noutros países, é essencial que dediquemos o tempo necessário para redescobrir, reinterpretar e reaplicar prudentemente a caligrafia a longo prazo resultante da interacção entre os humanos e o ambiente urbano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Este artigo é um excerto do livro Urbanism Without Effort, de Chuck Wolfe. Copyright © 2019 Chuck Wolfe. Reproduzido com a permissão de Island Press, Washington, DC. Adaptado para a Smart Cities pelo autor. Fotos gentilmente cedidas por Chuck Wolfe.</em></p></div>
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		<title>A inocência perdida das cidades inteligentes</title>
		<link>https://smart-cities.pt/opiniao-entrevista/ainocencia-perdida-smartcities-c-wolfe1812/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=ainocencia-perdida-smartcities-c-wolfe1812</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chuck Wolfe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2017 17:22:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No caminho para ser uma “smart city”, cidades por todo o mundo estão a debater-se entre a imposição das forças de evolução globais e aquilo que têm de mais seu, a identidade.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>No caminho para ser uma “smart city”, cidades por todo o mundo estão a debater-se entre a imposição das forças de evolução globais e aquilo que têm de mais seu, a identidade. Depois de uma curta estada em Portugal (e não só), o especialista em urbanismo norte-americano Chuck Wolfe reflecte sobre a sua experiência e sobre a tentativa das cidades para preservar o seu contexto, ao mesmo tempo que vão reformulando o seu posicionamento no panorama global.</strong></p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Desde Setembro, tenho visitado e trabalhado em 18 cidades na Europa, Austrália e Estados Unidos da América, ouvindo com atenção as mensagens de harmonia e de discórdia comuns.</p>
<p>Tenho estado à espera de que as <i>Sirenes modernas</i> de <i>Odisseia </i>me desviem com uma melodia divina qualquer de urbanismo ou características comuns para conseguir perceber tudo e unir, por exemplo, Brisbane a Cleveland ou a Lisboa ou a Cairns. Em vez disso, vejo cidades unidas em busca de contexto e tentando conciliar a identidade do mundo antigo com as forças de evolução globais.</p>
<p>Com cada visita, mentoria, discurso sobre um livro ou aula expositiva, tem sido desconcertante ver que praticamente todas as cidades têm dificuldades em integrar os desafios do globalismo com a sua história vernácula, ou mesmo exclusiva. A lista de “o que se quer” é interminável: centros tecnológicos, metro de superfície, ciclovias, habitação sofisticada, centros de comando e dados de &#8220;cidade inteligente&#8221;, variações na altura e escala. E, para além disso, querem-se ainda empregos, habitação, incubadoras, dados, estilo de vida, turismo e mais!</p>
<p>A busca pelo contexto é compreensível, nesta subida aparentemente uniforme em direcção à <i>Luz Verde</i> do <i>Grande Gatsby</i>. A inegável reacção humana de nostalgia é um sintoma dos habitantes citadinos em toda a parte, quer nos mundos urbanos novos, quer nos antigos ou arruinados pela guerra.</p>
<p>O lado negativo do urbanismo da classe criativa era-me muito familiar, em particular o seu extremo mais contemporâneo na Seattle pós-Amazon. Sendo a minha terra natal, tenho observado atentamente Seattle, incluindo a advertência &#8220;cuidado com o que deseja&#8221;, para os candidatos que procuram o cobiçado prémio &#8220;HQ2&#8221; (a segunda sede) da Amazon.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><blockquote><p>&#8220;Acha que pode moldar a Amazon?”, <a href="https://www.nytimes.com/2017/10/20/opinion/how-amazon-took-seattles-soul.html?_r=0">perguntou Timothy Egan</a> no <i>New York Times </i>de 20 de Outubro. &#8220;Nem pensar. Ela irá moldá-lo a si. Muito antes de a Amazon afectar os livros, música, televisão, mobiliário, tudo, [esta] afectou Seattle&#8221;.</p></blockquote></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Tente aplicar esta história a todo o mundo, onde muitas vezes, uma angústia aparente pela preservação e sucesso da economia lutam com identidades de lugares sublimes que pré-datam a identidade de Seattle por centenas, ou mesmo milhares, de anos.</p>
<p>Para outras cidades que procuram orgulho e prosperidade, as suas posições clássicas na História agora parecem reformuladas de forma estranha, mais rebaixadas a guias turísticos do que o que tinha memória e afastadas por questões gerais de outro lugar – ou, talvez, de todos os lugares. O Império que estava, em tempos localizado, na Lisboa marítima, a cidade do Rust Belt [zona industrial dos EUA] americano, as raízes da colónia penal de Sydney&#8230; Todos surgem mais como artefactos da História, incorporando-se com as necessidades omnipresentes de empregos, capital e os motores de dados que alimentam a economia global e tornam a palavra &#8220;peculiaridade&#8221; menos relevante.</p>
<p>Em Portugal, os jornalistas bombardearam-me com questões, com vozes intensas, tentando consolidar o indefinível. Durante uma entrevista, após a apresentação do meu livro <a href="https://islandpress.org/book/seeing-the-better-city"><i>Seeing the Better City</i></a>, respondi a “interrogatórios” aleatórios e impacientes que pareciam não ter fim. &#8220;O que é uma cidade melhor? O que é uma boa cidade? Quando é uma boa cidade uma cidade inteligente? Pode uma cidade inteligente ser uma boa cidade sem tecnologia? Pode uma cidade inteligente não ter tecnologia?”.</p>
<p>Noutra entrevista, uma jornalista de uma estação de televisão local perguntou-me se a sua cidade estava &#8220;preparada para ser uma cidade inteligente.&#8221; Entre castelos e o que é lendário, a inocência parecia perdida.</p>
<p>Quando, em Setembro, parti de Seattle, <a href="https://www.seattletimes.com/seattle-news/data/seattle-once-again-nations-fastest-growing-big-city-population-exceeds-700000/">a maior cidade em crescimento rápido</a> nos Estados Unidos da América enfrentava as consequências, agora bem documentadas, de se tornar uma campeã da classe criativa dos letrados: um crescimento dramático de sem-abrigos e um aumento significativo dos valores patrimoniais. Quando conto esta história noutros lugares, a resposta varia entre a indiferença e o espanto, porque as preocupações, desde a mera sobrevivência à adaptação bem-sucedida das tendências globais, referem-se a histórias sobre o ritmo da evolução ou a perda de alma da minha cidade natal.</p>
<p>Na minha busca pela harmonia – e discórdia –, por vezes, sou sustentado por abordagens que combinam tendências comuns com um passado vernáculo. A participação do cidadão está a evoluir por toda a parte, através de métodos presenciais convencionais, rede sociais ou abordagens novas à co-criação. Seguem-se dois exemplos:</p>
<p>Primeiro, encontrei-me com membros do <a href="http://cremorne.co/">CoCreate Cremorne</a>, em Melbourne, na Austrália, um grupo de pequenas empresas situado no bairro que defende a preservação do carácter próprio de uma cidade bem conectada, programada para a adaptação às empresas de tecnologia. Os voluntários bem organizados construíram um esforço de activismo sobre o que é que os membros do bairro querem fazer acontecer: &#8220;ruas como zonas, adicionar vegetação, arte de qualidade, misturar os habitantes com negócios e áreas exteriores comuns para trabalhar/encontrar/brincar, com Wi-Fi gratuito&#8221;.</p>
<p>Depois, há duas semanas em <a href="http://www.mun-guarda.pt/Portal/default.aspx">Guarda</a>, Portugal, conheci líderes municipais que têm esperança em novos postos de trabalho para compensar o êxodo para as cidades maiores, como Lisboa. Juntamente com representantes de empresas tecnológicas, participei numa <a href="http://video.mun-guarda.pt/videos/index.php/IesfZoTipsnw40d1eMTA">conferência sobre &#8220;cidade inteligente</a>&#8221; promovida pelo município – na assistência estavam habitantes, estudantes e representantes eleitos da cidade e equipa –  e debati os métodos de exploração urbana que constam do meu livro e que têm por base a percepção óptica humana.</p>
<p>Em resposta aos meus colegas de painel, que, em alternativa, divulgaram aplicações de monitorização de cidade inteligente e ferramentas de recolha de dados, um funcionário municipal animado ripostou: &#8220;Não se pode esquecer da nossa História, geografia e a cultura a favor de abordagens intencionadas para todos os lugares&#8221;. De repente e, talvez, ironicamente, como um americano de Seattle, peguei no microfone de forma impulsiva antes que os outros pudessem responder. &#8220;Tem razão&#8221;, disse, e tentei explicar, da melhor forma possível, a função de contexto e a fusão entre o novo e o antigo num mundo em rápida evolução.</p>
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		<title>É importante usar os sentidos para compreender as cidades?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Chuck Wolfe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2017 15:35:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>No final deste mês, o especialista em urbanismo norte-americano Chuck Wolfe vai estar em Portugal para partilhar uma nova metodologia para observar e compreender o crescimento e evolução da cidade através da criação de um “diário urbano”. <i>LENS &#8211; Look, Explore, Narrate, and Summarize é</i> a proposta deste advogado, especialista em Ordenamento do Território, Lei Ambiental e Licenciamento. Autor dos livros <i>Urbanism without Effort</i> e <i>Seeing the Better City</i> e do blogue myurbanist.com, Wolfe é um dos nomes grandes da edição deste ano do evento Smart Travel, que acontece dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro em Bragança. Mas, para além da cidade transmontana, Chuck Wolfe vai também estar no Porto (29 de Novembro), Guarda (4 de Dezembro) e em Lisboa (5 de Dezembro) com um <a href="https://seeingthebettercitiesportugal.eventbrite.pt">programa especial</a> no qual convidará os participantes a “verem a melhor cidade” (<i>seeing the better city</i>, expressão no inglês que dá mote ao livro e à fundação criada por este especialista de Seattle). Em antecipação à sua visita a Portugal, Chuck Wolfe explica à <i>Smart Cities</i> porque é importante usar os sentidos para compreender a cidade que nos rodeia, numa era em que as inovações tecnológicas se sucedem e na qual dispomos de cada vez mais ferramentas digitais para o efeito.</p></div>
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<p>“Podemos habitar a mesma cidade, mas vivemos em mundos diferentes. A nossa compreensão das cidades onde vivemos é baseada na percepção sensorial – o que vemos, ouvimos e cheiramos na nossa vizinhança, a caminho do trabalho, no mercado. Mesmo quando nos deparamos com a mesma situação, podemos vivenciá-la de forma diferente. Considere, por exemplo, qual será a vista do último degrau da Catedral da Sé em Lisboa… se estiver numa cadeira de rodas.</p>
<p>As nossas percepções individuais são, na realidade, um tesouro ao nível de informações e poderiam ser utilizadas para criar cidades melhores para todos. Mas essas informações não são normalmente transmitidas – ou, pelo menos, suficientemente transmitidas – ao planeamento e políticas urbanas.</p>
<p>Isso pode mudar. Felizmente, todos nós possuímos a capacidade de avaliar e comunicar aquilo de que gostamos e não gostamos sobre o que nos rodeia; para responder com alegria, tristeza, medo ou fúria e para descobrir a melhor maneira para melhorar o mundo à nossa volta. Ao desenvolver a concepção e política urbanística, temos de fazer mais e melhor no que diz respeito a encontrar uma forma de contribuir com a experiência sensorial humana.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Um diário urbano tira proveito daquilo que muitos de nós já estão a fazer com as suas câmaras e smartphones: registar aquilo que vemos e aquilo de que gostamos e não gostamos nas cidades onde que vivemos.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>A imagem visual é, em particular, uma ferramenta poderosa e necessária para observar e interpretar as cidades. Coloca de parte os chavões e o jargão académico que saturam as discussões sobre cidades e permite a utilização de uma linguagem universal para todos. No meu novo livro, <i>Seeing the Better City</i>, ofereço uma ferramenta – um &#8216;diário urbano&#8217; – que permite recolher o poder da narrativa visual para transformar a forma como as nossas cidades evoluem.</p>
<p>Um diário urbano tira proveito daquilo que muitos de nós já estão a fazer com as suas câmaras e smartphones: registar aquilo que vemos e aquilo de que gostamos e não gostamos nas cidades onde que vivemos. Este diário encoraja os residentes a observar e documentar as cidades através de fotografias, esboços ou notas – utilizando o método &#8216;LENS &#8211; Look, Explore, Narrate, and Summarize&#8217; (<i>Olhar, Explorar, Narrar, Resumir</i>, na tradução). Ao capturar esta informação visual, os residentes, funcionários públicos e decisores estão mais bem preparados para planear as cidades e dar resposta à mudança urbana.</p>
<p>Um diário urbano pode ser utilizado de diversas formas – como um exercício introdutório sobre &#8216;como ver&#8217;, por exemplo, ou como uma forma de melhorar os processos de ordenamento do território ou reanalisar a concepção do território, que actualmente depende dos convencionais dados escritos. O diário urbano pode proporcionar uma alternativa inclusiva a prescrições hierárquicas e abstractas, promovendo o diálogo cívico com um conjunto diverso de residentes da cidade.</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>Abordagens semelhantes já se encontram em utilização. Na minha cidade natal, Seattle, o Yesler Terrace Youth Media Project utilizou a plataforma Photovoice para catalogar as preocupações dos estudantes sobre uma remodelação em larga escala ainda pendente das habitações sociais da comunidade. Vozes que, de outra forma, não teriam sido ouvidas proporcionaram aos gestores de projecto da Seattle Housing Authority (entidade responsável pela Habitação em Seattle) e aos funcionários municipais, informações visuais valiosas sobre a percepção dos habitantes mais novos sobre a remodelação.</p>
<p>Os dados visuais e os de outros sentidos também podem guiar as escolhas do sector privado. Fui recentemente recordado da originalidade desta abordagem numa das minhas palestras e tour com membros do Urban Land Institute de São Francisco. Durante as apresentações iniciais, vários participantes presentes na sala disseram: &#8220;Sou um profissional da mediação imobiliária e não estou aqui devido ao meu trabalho, mas quero compreender melhor as cidades que visito&#8221;. Ao que eu respondi, &#8216;Espera!, isto <i>é</i> sobre o teu trabalho, já que o aspecto visual e sensorial dos ambientes urbanos é imensamente importante para o que funciona ou não a nível de mercado.&#8217;</p>
<p>Todos — independentemente do seu passado, disposição ou profissão —podem utilizar os seus sentidos para explorar e observar o espaço urbano. Podemos registar o que é inspirador e evocativo, o que parece funcionar para incentivar uma cidade inclusiva, habitável e equitativa e o que não funciona. Desta forma, podemos vislumbrar uma cidade melhor de todos os ângulos.&#8221;</p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>&nbsp;</p>
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<p>Para mais informações sobre a visita de Chuck Wolfe a Portugal, clique <a href="http://mailchi.mp/conteudochave/seeingthebettercities-portugal-tour-disruptive-visions-for-the-future-1512625?e=a72c7b3ec2">aqui</a>.</p>
<p><i>*Chuck Wolfe trabalha com developers e municípios no desenvolvimento de políticas e criação de estratégias de envolvimento da comunidade, oferecendo uma perspectiva única de quem escreve sobre urbanismo. Contribui regularmente para publicações como o The Atlantic, CityLab/The Atlantic Cities e Huffington Post. É fotógrafo e lecciona Lei de Ordenamento do Território na College of Built Environments na Uni. Washington.</i></p></div>
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