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	<title>João Ferrão, autor em Smart Cities</title>
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		<title>A cidade contra a pandemia: mais smart ou pós-smart?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Ferrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 10:05:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitectura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião / Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o seu surgimento, o conceito de smart city tem sido alvo de constante debate, sendo inegável a sua associação ao uso de novas tecnologias ...</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><strong>Desde o seu surgimento, o conceito de <em>smart city</em> tem sido alvo de constante debate, sendo inegável a sua associação ao uso de novas tecnologias. A forma como as cidades mundiais fizeram uso dessas soluções na sua resposta à pandemia de Covid-19 é também um ponto de análise das várias interpretações da ideia de cidade inteligente. </strong></p></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_1  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p>É sabido que o conceito de <em>smart city</em> é polissémico, englobando conceções de cidade e projetos urbanos bastante diversos, ainda que possuam um elemento em comum: a centralidade atribuída ao papel das tecnologias digitais e ao recurso a grandes volumes de informação (<em>big data</em>) no planeamento, uso e gestão da cidade. Sob uma mesma designação podemos, por isso, encontrar realidades bastante distintas.</p>
<p>As estratégias e soluções mobilizadas para combater os efeitos de um choque externo tão intenso, súbito e inesperado como a pandemia Covid-19 permitem, no entanto, sugerir uma sistematização em torno de um número restrito de situações-tipo. Essas situações não cobrem de forma exaustiva a diversidade existente. O objetivo é identificar as que se salientam de forma distintiva através dos seus traços mais marcantes. Todas as outras cidades tenderão a ocupar uma posição intermédia entre algumas dessas situações-tipo. Trata-se, portanto, de um exercício simplificador da complexidade que se verifica no terreno. Mas ele permite passar de um registo genérico e abstrato, e por isso não raro equívoco, para um outro focado nas finalidades e visões estratégicas subjacentes às opções prevalecentes em cada uma das situações descritas de seguida.</p>
<h4>Diferentes abordagens para colocar a <em>smart city</em> no combate à pandemia</h4>
<p>A primeira situação-tipo diz respeito a cidades chinesas e foca-se no conceito de segurança interna e internacional, a qual designaremos por uma visão securitária integral. Cerca de uma década antes da emergência da Covid-19, o governo chinês tinha posto em marcha a iniciativa “Cidades Seguras” com o objetivo de garantir a segurança pública entendida em sentido amplo: segurança política, económica e social.</p>
<p><div id="attachment_11800" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-11800" loading="lazy" class="wp-image-11800 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart02.png" alt="" width="650" height="350" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart02.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart02-300x162.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart02-400x215.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart02-610x328.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-11800" class="wp-caption-text">As cidades chinesas adotam uma visão securitária integral, na qual o conceito de <em>smart city</em> é colocado em prática através de um forte investimento em infraestruturas digitais, equipamentos de videovigilância e sistemas de segurança eletrónica. ©helloabc/Shutterstock.com</p></div></p>
<p>Este conceito abrangente de segurança incluía, por isso, aspetos tão distintos como o controlo do crime, o acesso à habitação, a gestão de tráfego, o combate à poluição ou o aumento da eficiência energética. O conceito de <em>smart city</em> era colocado em prática através de um forte investimento em infraestruturas digitais, equipamentos de videovigilância e sistemas de segurança eletrónica. Segundo o Institute for Security Studies (maio de 2020), a ocorrência da Covid-19 suscitou alguma reorientação e, sobretudo, o aprofundamento dessa iniciativa. Com o objetivo de controlar a incidência da pandemia, o governo chinês intensificou o desenvolvimento, sofisticação e uso de «câmaras de vigilância de inteligência artificial (IA), drones, tecnologias de reconhecimento facial, recolha e análise de <em>big data</em>, aplicações de rastreamento e códigos QR que associam o histórico de viagens a dados médicos», muitas vezes, com recurso a informação que as empresas privadas foram obrigadas a disponibilizar.</p>
<p>Complementarmente, e para combater a crise desencadeada pela pandemia, o governo definiu um pacote de medidas de estímulo à recuperação económica centrado no investimento nas chamadas novas infraestruturas: 5G, centros de big data, IA, Internet das Coisas (IoT) e a própria construção de cidades inteligentes.</p>
<p>A segunda situação-tipo é representada pelas cidades japonesas recentemente classificadas como “Zonas Especiais Estratégicas Nacionais” e caracteriza-se por ter um foco que poderemos designar por tecno-social. Em maio de 2020, o parlamento japonês aprovou a <a href="https://nettv.gov-online.go.jp/eng/" target="_blank" rel="noopener">Iniciativa Supercidade</a>, que coloca as novas tecnologias no centro das respostas a problemas sociais, incluindo aspetos como o envelhecimento e o despovoamento. Recorrendo a soluções de inteligência artificial e ao uso intensivo e partilhado de dados provenientes de serviços públicos e de empresas através de plataformas interconectadas, as cidades envolvidas nesta iniciativa serão alvo de um forte investimento público e privado em produtos e serviços digitalizados, em particular nos domínios da mobilidade (veículos autónomos), do ensino (à distância), da saúde (telemedicina), da prevenção de desastres (resposta rápida com base em dados em tempo real) e dos pagamentos sem dinheiro. Às autoridades urbanas, em associação com grandes empresas de âmbito nacional, cabe um papel essencial na concretização desta estratégia.</p>
<p><div id="attachment_11801" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-11801" loading="lazy" class="wp-image-11801 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart03.png" alt="" width="650" height="350" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart03.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart03-300x162.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart03-400x215.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart03-610x328.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-11801" class="wp-caption-text">No Japão, as novas tecnologias são vistas como estando no centro das respostas a problemas sociais, incluindo aspetos como o envelhecimento e o despovoamento. ©Snowman/Shutterstock.com</p></div></div>
			</div> <!-- .et_pb_text --><div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_2  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
				
				
				<div class="et_pb_text_inner"><p>A terceira situação-tipo é a de várias cidades americanas, onde a ideia de <em>smart city</em> se confunde parcialmente com a profusão de plataformas digitais que alimentam a expansão da designada <em>gig economy</em>, de que empresas como a Uber ou a Glovo são exemplos bem conhecidos. Ao contrário das duas situações anteriores, onde o estado e diversas entidades públicas detêm um papel central ao nível de conceção, regulamentação, investimento e mesmo, em alguns casos, gestão das iniciativas desenvolvidas, esta terceira situação-tipo é o resultado de múltiplas iniciativas empresariais, não coordenadas entre si e cujo sucesso (financeiro) decorre, no caso das organizações de maior dimensão, do recurso generalizado a trabalhadores independentes, temporários e indiferenciados operando num mercado pouco regulado e sob condições contratuais precárias.</p>
<p>O contexto de confinamento vivido durante a pandemia constituiu um poderoso estímulo à expansão de muitas destas atividades (compras online, <em>take away</em>, etc.) e, nesse sentido, tornou as cidades mais smart. Mas a <em>smart city</em> da <em>gig economy</em> vai muito para além destas circunstâncias particulares, sendo extensível a qualquer domínio de atividade, qualificado ou não qualificado, onde a existência de tecnologias e plataformas digitais permita criar novas formas de provisão de produtos e serviços da mais diversa natureza. Dada a ausência de intervenções públicas fortes de combate à pandemia Covid-19, a dinâmica recente destas smart cities é, sobretudo, o resultado de lógicas de mercado.</p>
<p>A quarta situação-tipo é a que predomina nas cidades europeias. Por comparação com as anteriores, é mais abrangente e ‘ética’, articulando-se de forma explícita com agendas ‘civilizacionais’, como a descarbonização ou a sustentabilidade, e com valores societais, como a equidade ou a inclusão. Também mobiliza um leque mais alargado de entidades (instituições públicas, empresas, organizações não-governamentais), faz um maior apelo à participação dos cidadãos e assenta em formas de governança urbana que vão para além da mera governança das tecnologias e inovações digitais.</p>
<p>A Covid-19 deu um novo fôlego às várias determinantes urbanas da saúde e da segurança, e colocou estas duas preocupações no centro de outras agendas, das condições de trabalho e de habitação às formas de cuidado para com os grupos mais vulneráveis, da produção de espaço público à requalificação dos transportes coletivos. Como nas situações-tipo anteriores, as tecnologias e plataformas digitais, as soluções baseadas em grandes volumes de informação e a digitalização de serviços públicos (ao cidadão) e privados (ao consumidor) ocupam uma posição relevante. Mas, neste caso, as cidades são entendidas de uma forma mais sistémica e integram cada vez mais no seu planeamento uma perspetiva coordenada dos diferentes tipos de infraestruturas (ecológicas, energéticas, de transporte e digitais) e, até com a presente pandemia, dos equipamentos de saúde conectados em rede.</p>
<p>Finalmente, a quinta situação-tipo encontra-se em algumas cidades de países em vias de desenvolvimento, onde a ideia de <em>smart city</em> corresponde, no essencial, à importação casuística e mais ou menos errática de ‘soluções inteligentes’ sem enquadramento estratégico numa visão de cidade integrada e de médio prazo. Foi o que sucedeu com o fornecimento (venda e doação), por parte de empresas chinesas de tecnologia e vigilância, de “soluções anti-pandemia” que incluíam dispositivos e serviços de âmbito diverso (IA, reconhecimento facial, robôs, drones, etc.) a cidades de países asiáticos e africanos. Mas a venda de pacotes de soluções e da própria ideia de <em>smart city</em> acompanhada por cursos de formação poderá dar origem, num futuro próximo, a formas mitigadas de cidades inteligentes de base tecnológica em aglomerações urbanas ainda fortemente marcadas pela informalidade e por graus elevados de exclusão social e digital.</p>
<p><div id="attachment_11802" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-11802" loading="lazy" class="wp-image-11802 size-full" src="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart04.png" alt="" width="650" height="350" srcset="https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart04.png 650w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart04-300x162.png 300w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart04-400x215.png 400w, https://smart-cities.pt/wp-content/uploads/2021/04/1604smart04-610x328.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-11802" class="wp-caption-text">Face a insuficiência de recursos, muitas cidades optaram por soluções <em>low-tech</em> no combate à pandemia, em detrimento de investimentos avultados em infraestruturas.  ©Manoej Paateel/Shutterstock.com</p></div></p>
<p>A estas cinco situações-tipo talvez se possa adicionar uma sexta, relativa a cidades que, dada a falta de recursos, apostam sobretudo em soluções <em>low-tech</em>, software e aplicações digitais em detrimentos de investimentos vultuosos em infraestruturas. É o que sucede, por exemplo, em diversas cidades da Índia e de outros países asiáticos.</p>
<p>As situações-tipo apresentadas correspondem a realidades que se destacam no âmbito de uma constelação dinâmica e com grande diversidade interna em termos de finalidades, protagonistas e grau de maturidade. Mas parece possível afirmar que a Covid-19 contribuiu, em geral, para acelerar a transição, já em curso, do conceito inicial de <em>smart city</em> centrado nas tecnologias (digitalização das cidades) para um outro centrado nas pessoas (resposta a necessidades ou problemas pré identificados).</p>
<p>Ao passarem a ser equacionadas de forma inequívoca como um meio e não como uma finalidade, as infraestruturas e aplicações digitais tornam-se parte integrante e indispensável de qualquer agenda urbana, independentemente do seu foco e da adjetivação utilizada: cidades sustentáveis, resilientes, saudáveis, seguras, amigas das pessoas idosas, das crianças… Se todas as cidades são <em>smart</em>, então, o que as distingue são as condições e oportunidades que proporcionam aos que as habitam e as procuram para trabalhar, estudar ou iniciar uma nova etapa das suas vidas. Este é, aliás, o traço distintivo da história das cidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fotografia de destaque: ©Peeradontax/Shutterstock.com</em></p></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 30 da Smart Cities &#8211; Janeiro/Fevereiro/Março 2021, aqui com as devidas adaptações.<br /></em></p></div>
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