Assinalam-se agora três anos de um projeto ambicioso que fez acompanhar o reconhecido crescimento do município de Matosinhos com uma verdadeira política de habitação, capaz de unir os desafios do setor na Estratégia Local de Habitação.

Matosinhos encarou a exigência do presente como o estímulo para construir as bases do futuro, por entre as difíceis circunstâncias de uma crise pandémica que redobrou os esforços, mas não desviou o rumo convictamente assumido em 2017.

Corporizando a sensibilidade social que tanto caracteriza o município, em linha com o amplo diagnóstico efetuado sobre as carências habitacionais municipais, definiu-se a estratégia social de habitação, que responde a situações de maior vulnerabilidade socioeconómica, concretizada na gestão social e habitacional do parque habitacional público de Matosinhos e na operacionalização das respostas municipais de apoio, como são exemplo os Pedidos de Habitação e o Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento, agora reforçados e adaptados às expetativas que se vislumbram.

Conscientes de que as dificuldades do presente não se esgotam nos segmentos populacionais compreendidos pelos programas identificados, resultado do exercício de antecipação que Matosinhos foi capaz de operar, o município encontra-se hoje num momento sem precedentes no que ao investimento público diz respeito.

O município prepara-se para lançar o programa “Matosinhos: Casa Acessível”, uma nova oportunidade para proprietários e arrendatários, assente no arrendamento acessível e dirigido a públicos sem resposta no atual quadro habitacional, como a classe média ou jovens em vida ativa laboral e estudantes.

Depois de assinar recentemente um acordo com o IHRU (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana) que permitirá disponibilizar 57 milhões de euros em soluções habitacionais diversas, o município prepara-se para lançar o programa “Matosinhos: Casa Acessível”. Trata-se de uma nova oportunidade para proprietários e arrendatários, assente no arrendamento acessível e dirigido a públicos sem resposta no atual quadro habitacional, como a classe média, jovens em vida ativa laboral e estudantes, a que acresce o programa “1º Direito”, vocacionado para devolver a dignidade de habitação a proprietários em situação económica débil.

Este caminho de gestão equilibrada, transparência e proximidade prosseguirá com a aposta na reabilitação urbana e na cobertura integral das antigas freguesias do concelho, disponibilizando novas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), bem como no investimento ímpar de 16 milhões de euros no parque habitacional público de Matosinhos, que se traduzirá na preparação efetiva para a procura adicional que já se evidencia e que, eventualmente, se verificará num futuro próximo.

O redimensionamento positivo da priorização de um direito constitucionalmente garantido consubstanciou-se num trajeto complementar e paralelo de gestão e apoio social, de sustentabilidade ambiental e eficiência energética e do desenvolvimento de competências individuais e sociais, numa lógica de trabalho em rede na comunidade.

Assim se faz habitação e assim se está ON, em período de pandemia, garantindo maior proximidade à população e prosseguindo com a certeza de que Matosinhos é, verdadeiramente, e mais do que nunca, um concelho para viver.

 

 

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