Uma simples aplicação móvel de contagem de pessoas e a visualização do número máximo de visitantes são as opções tecnológicas escolhidas pela Smart City Caldas da Rainha para a Praça da Fruta. Opções "baratas e simples" que resolvem um dos problemas que mais preocupava o município relacionado com a limitação de 100 pessoas em permanência na praça imposta pelas autoridades de saúde por causa da pandemia Covid-19.

As opções para gerir a carga de visitantes nos espaços são variadas, por exemplo, a instalação de contadores em câmaras de vigilância, a instalação de software de análise de dados nos sistemas wi-fi, instalação de sensores e outras, contudo, tipicamente, os seus custos são demasiado altos e incomportáveis. Assim, no âmbito da Smart City Caldas da Rainha, foi encontrada uma solução "imensamente mais barata, rápida e eficaz" para solucionar o problema.

A realização do mercado diário vai obrigar “à vedação do tabuleiro, com grades que serão colocadas e retiradas todos os dias”, existindo três entradas. Nestas entradas, existem funcionários da autarquia que, além de verificar se todas as exigências sanitárias são cumpridas, controlam ainda as entradas e saídas com recurso a uma aplicação móvel que projecta a lotação actual não apenas para os displays eletrónicos e mupis instalados na praça e na cidade, mas também para a aplicação do município, permitindo assim, a qualquer cidadão saber exactamente a lotação do espaço em tempo real e escolher o melhor momento para o visitar.

“Quando estamos a falar de smart cities não podemos pensar apenas no preço e na sofisticação da tecnologia, temos de utilizar aquela que mais se adequa à situação em concreto e aqui foi decidido utilizar uma solução barata e simples de implementar”, refere Hugo Oliveira, vice-presidente do município. “Encontrar uma solução e implementá-la num curto espaço de tempo recorrendo a empresas locais e a recursos internos reduzindo imenso os custos é uma das provas que Caldas da Rainha é uma smart city no verdadeiro sentido da palavra”, garante.

Esta solução será utilizada noutros eventos e locais, “nomeadamente recintos desportivos e outros eventos cuja limitação esteja limitada devido à pandemia”, adianta o autarca.

A Praça da Fruta é um mercado centenário que funciona a céu aberto e é considerado um ex-líbris turístico do concelho caldense, e que, em Abril, foi deslocada para a Expoeste – Pavilhão de Feiras, devido às medidas de contenção da pandemia da Covid-19.