A Câmara Municipal de Braga aprovou ontem o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável, documento que tem como objetivo principal acelerar o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) no município, bem como difundir a Agenda 2030 e impulsionar o progresso em áreas como a gestão ambiental, a mobilidade sustentável, a inclusão social e o desenvolvimento económico responsável.

O trabalho prevê implementar 10 medidas nos próximos anos, “de forma a que o universo municipal esteja munido com as melhores ferramentas para concretizar os ODS em 2030”, diz a autarquia em comunicado. Uma das ações pretende melhorar o nível de certificação recebido pela ONU-Habitat (SDG Cities), que em agosto do ano passado atribuiu à cidade a classificação Prata, “em reconhecimento pela integração na Iniciativa Cidades Globais ODS”. Braga foi a segunda cidade portuguesa a receber esta distinção, logo depois de Mafra.

Outro pilar do plano, aprovado em reunião do executivo municipal, passa pela participação do município numa nova rede URBACT – Cities for Sustainable Governance, com o propósito de “fornecer conteúdos valiosos e estratégias inovadoras para o desenvolvimento sustentável em Braga”.

Neste processo, a autarquia destaca ainda o envolvimento da comunidade no processo de auscultação do documento, bem como a criação do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável, que contou com a participação de diversas entidades, como a Universidade do Minho, a Universidade Católica, a CCDR-N, a plataforma ODS Local e a CIM Cávado, oferecendo “uma multiplicidade de perspetivas e, ao mesmo tempo, assegurando uma abordagem holística que abrange as diversas dimensões da sustentabilidade”.

Para o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio, “este plano vem institucionalizar os princípios da sustentabilidade em todas as nossas atividades, alinhando Braga com as orientações políticas públicas para a próxima década focadas na inovação e conhecimento”.

A proposta foi aprovada pela maioria camarária (PSD/CDS-PP), mas contou com os votos contra da oposição, que afirmou tratar-se de um documento “demasiado vago”, apenas em busca de “mais um prémio” para a cidade. Foi mesmo proposto que a votação do plano fosse retirada da agenda da reunião, de modo a que o mesmo pudesse ser aperfeiçoado, mas a sugestão foi rejeitada e, como tal, o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável está formalmente aprovado.

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