A recolha selectiva de resíduos em Cascais cresceu mais de 13% de Janeiro a Outubro de 2018, face ao mesmo período do ano passado. No ano em que os resíduos indiferenciados registaram um crescimento modesto de 0,8%, o município de Cascais continua a percorrer o caminho da “descarbonização”.

Até ao momento, a Cascais Ambiente - empresa municipal responsável pela pasta do ambiente e pela recolha dos resíduos em Cascais - recolheu 9 mil toneladas de resíduos selectivos, número que representa um aumento de 13,72% face ao ano passado, no que respeita aos valores recolhidos entre Janeiro e Outubro. No total, a recolha de resíduos indiferenciados aumentou 0,8%, numa altura em que está contabilizada a recolha de 75,7 mil toneladas de resíduos deste tipo recolhidos.

Para Luís Almeida Capão, presidente do conselho de administração da Cascais Ambiente, os valores agora revelados mostram que “Cascais está a fazer a sua parte”, acrescentando que “se todos os municípios aumentassem a reciclagem nesta ordem de valores, o impacto seria muito significativo, nomeadamente para as metas nacionais”.

Entre as 9 mil toneladas de resíduos selectivos já recolhidos este ano no município, 2,2 mil toneladas são plástico, 2,9 mil toneladas são vidro e 3,8 mil toneladas dizem respeito a resíduos de papel e cartão. Já na recolha de resíduos biodegradáveis, que Cascais iniciou apenas em Julho deste ano, e junto de grandes produtores, foram contabilizadas 434 toneladas de resíduos.

A estratégia é para “continuar” e para 2019 podem esperar-se “mais novidades, quer a nível de projectos de economia circular, quer ao nível da mobilização dos munícipes”, revela, em comunicado de imprensa, o administrador da empresa municipal de Cascais.