2016-07-20

João Anastácio de Carvalho, Presidente CM Lourinhã

“Quanto maior o investimento, maior a poupança”

A câmara municipal da Lourinhã, a Vodafone e a Lightenjin abraçaram um projecto conjunto para a instalação de um sistema de iluminação inteligente e mais eficiente, com base em tecnologia LED, no centro histórico da vila. Para além das poupanças económicas, João Anastácio de Carvalho, presidente da CM da Lourinhã, está convicto de que a iniciativa representa também uma mudança positiva para quem usufrui do centro histórico.

 

Como surge a parceria entre Vodafone, câmara municipal da Lourinhã e Lightenjin?

A parceria entre estas entidades surge no contexto de uma política de desenvolvimento local, onde um dos pilares é a modernização administrativa. Nesse âmbito, o município da Lourinhã tem como objectivo aproximar os serviços municipais aos cidadãos, através da definição de novos procedimentos administrativos, suportados por um sistema de informação sustentável, capaz de apoiar os serviços municipais no seu dia-a-dia, bem como na gestão a médio e longo prazo.

 

O que motivou a CM Lourinhã a escolher a Vodafone como seu parceiro?

O município da Lourinhã e a Vodafone têm desenvolvido nos últimos anos uma parceria na área das telecomunicações, permitindo as condições ideais para o desenvolvimento de um projecto inovador na área da iluminação pública. Deste modo, a parceria foi fruto de um trabalho de desenvolvimento e levantamento de necessidades de ambas as partes, que culminou no projecto “Lights on Lights off”.

 

Quando espera a autarquia dar seguimento ao alargamento da iniciativa ao resto do centro histórico da vila?

O município pretende estender esta iniciativa ao resto do centro histórico da vila da Lourinhã até ao final do presente ano, podendo esta primeira fase do projecto estender-se durante o ano de 2017.

 

Quanto espera a autarquia poupar, comparativamente aos valores presentes, quando todo o centro histórico estiver iluminado pela tecnologia LED?

A poupança estimada na facturação é ligeiramente superior aos 80%, o que, para um município de média dimensão como o nosso, representa uma fatia importante do orçamento municipal. Neste caso específico, quanto maior o investimento, maior a poupança, e é nisto que estamos focados, ou seja, implementar um sistema de informação associado à troca de lâmpadas, que nos permita, de forma sustentável, reduzir significativamente os consumo de energia. Deste modo, para além de estarmos a reduzir custos correntes, estamos também a desenvolver uma política amiga do ambiente, porque conseguimos igualmente diminuir as emissões CO2 provenientes da iluminação pública.

 

Existe a pretensão de, no futuro, fazer uso de outras componentes de gestão do espaço público, possibilitadas pela plataforma da Vodafone (gestão do estacionamento automóvel, controlo da qualidade do ar)?

No âmbito deste projecto, estamos determinados a implementar as soluções que permitam gerir da melhor forma o espaço público, tendo em consideração a redução de custos correntes e operacionais, bem como o princípio de uma gestão autárquica sustentável. Deste modo, as soluções apresentadas pelo parceiro Vodafone podem assumir um plano central no cumprimento do objectivo de tornar a gestão do espaço público, mais eficiente, mas também mais sustentável.

A temperatura da luz LED é, tradicionalmente, mais fria, por oposição à luz mais quente emitida pelas luminárias tradicionais. É de esperar que a introdução deste tipo de iluminação no centro histórico possa produzir alguma mudança significativa na paisagem?

A substituição de luminárias a vapor de sódio por LED traz efectivamente uma mudança na forma como vemos a noite no centro das vilas e aldeias do concelho. Consideramos que esta é uma mudança positiva, pois a luminosidade em alguns períodos é mais intensa, dando uma sensação de conforto, mas também de maior visibilidade, e isso é importante para quem nos visita, mas também para os lojistas e moradores confinantes com este tipo de iluminação, pois proporciona um ambiente de maior segurança, em espaços que antes tinham pouca luminosidade.

VOLTAR

NOTÍCIAS RELACIONADAS

2017-07-14
PAVNEXT, a solução que torna a estrada mais segura e amiga do ambiente
A 5ª edição do Big Smart Cities, a mais participada de sempre, coroou a start-up portuguesa Pavnext como grande...
2017-06-06
20 ideias chegam à final do Big Smart Cities
A edição deste ano da competição de empreendedorismo Big Smart Cities é a mais participada de sempre, com 238...
2017-04-11
Alunos da U. Coimbra criam dispositivo para prever cheias
Adoptou o nome do rio da cidade onde nasceu, Rio Mondego, e vai servir-se de cinco sensores instalados ao longo do...
2017-02-17
Smart Island, a visão da Vodafone para os Açores
A Vodafone quer que as ilhas do arquipélago dos Açores sejam as primeiras “Smart Island” e, para isso,...
VER TODAS