2016-10-18

Diário de um Inovador – Resumo da viagem @ Estocolmo

Bruno Nascimento

A Parqly foi a aplicação vencedora do concurso Big Smart Cities, promovida pela Vodafone Portugal e pela Ericsson. Um dos prémios consistiu na oportunidade de visitar, durante esta semana, a sede e pólos de inovação da empresa sueca em Estocolmo. A Smart Cities desafiou o co-fundador da Parqly Bruno Nascimento a contar-nos a sua aventura em primeira mão e praticamente em tempo real.



O nosso entusiasmo era grande, várias semanas antes de, sequer, metermos o primeiro pé no aeroporto de Arlanda, em Estocolmo. Trocar o verão prolongado de Portugal pelo outono sueco não era propriamente um sonho, nem de forma alguma um impedimento. No entanto, se antes de lá chegar pensei várias vezes que não seria capaz de me mudar para a Suécia e deixar para trás o nosso clima (por muito boas que as condições de vida fossem), rapidamente o clima passou para segundo plano.

 

O frio que se faz sentir na rua dissipa-se num calor humano dentro de cafés e restaurantes, com luzes esmaecidas e amareladas que contrastam com o cinzento do céu. Se na rua só os turistas ficam estáticos, dentro daqueles estabelecimentos parece que o tempo abranda. Uma grande parte dos suecos janta às 17/18h, e o valor que dão à vida depois do trabalho é exemplar, principalmente quando comparamos Estocolmo com São Francisco. Mas isto não quer dizer que trabalhem menos.

 

O que encontrámos foi uma sociedade onde as coisas que esperamos que funcionem funcionam (ainda que muitas apenas das 10 às 17h). Onde o trabalho é encarado de forma sustentável e as pessoas não andam stressadas. E, claro, isso reflete-se nas inovações. Spotify, SoundCloud, Skype, King, Mojang, Lifesum, Truecaller, e, claro, Ericsson, são apenas alguns dos gigantes mundiais que provavelmente não teriam tido o mesmo sucesso noutro país europeu.

 

Ainda que não tenhamos visto e visitado tudo quanto queríamos, conseguimos obter uma melhor "big picture" do que realmente é uma smart city - desde a alta tecnologia (Ericsson) ao planeamento urbano (Royal Seaport), às pessoas (THINGS e SUB 46). Sentimos que a colaboração e partilha de conhecimentos e recursos que vimos em ação são cruciais para uma cidade verdadeiramente inteligente. E o ecossistema que daí resulta fez-nos sonhar com aquilo que podemos alcançar em Portugal.

 

Se as ideias com que voltámos para o nosso país e a nossa cidade foram imensas, também o foram para a Parqly. Vislumbrámos o futuro da mobilidade e os vários níveis pelos quais ela tem de passar - e a Parqly é sem dúvida um deles. Estocolmo está a trabalhar para reduzir as emissões de CO2 e aumentar as opções de mobilidade, usando dados de várias fontes para perceber como tudo se interliga. Ao mesmo tempo, a Parqly está a trabalhar para ser um elo dessa interligação - não só ao ajudar a melhorar as opções de mobilidade, mas também ao ajudar a reduzir as emissões de CO2. O que nos espera só o futuro saberá - mas nós vimo-lo, e é entusiasmante!


Quer saber como foram os dias da Parqly em Estocolmo? Leia dia 1, dia 2 e dia 3.

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