É, desde longa data, o objectivo primordial de algumas corporações, empresas e empreendedores, que, ao engenho, criatividade e conhecimento, foram juntando, durante anos a fio, a vontade e o sonho de garantir um ambiente seguro, onde os riscos sejam um factor em permanente monitorização e a prevenção seja a religião mais ostensiva, pois na segurança de edifícios e infra-estruturas reside o complexo factor de conforto que permite a vida nas cidades fluir de forma natural e quase normal.

Imaginemos a nossa vida hoje sem uma coisa tão simples como um detector de fogo. Sim, provavelmente o leitor estará a pensar que existem neste mundo coisas bem mais importantes que “um simples pedaço de plástico”, contudo, este peça de plástico provavelmente já lhe salvou a vida, a si, aos seus familiares, a amigos... Se pensarmos bem, um simples detector de fumo, gás ou fogo já terá salvado mais vidas que alguma vez possamos sequer imaginar e contabilizar.

A presença destes dispositivos na nossa vida quotidiana tornou-se banal. Já não nos apercebemos de que, num quarto de hotel, num edifício público, num comboio, num avião, é esta tecnologia “passiva” e vista como “arcaica” por muitos que ainda nos pode garantir segurança.

Mas um detector de incêndio está muito longe de ser arcaico. Na Building Technologies Division da Siemens em Zug (Zurique, Suíça) faz-se investigação há vários anos ao mais alto nível.

“Estamos num momento em que a confiança tem de ser a constante de todos os sistemas de segurança”, admite Mario Kahlert, Head of Fire Safety. Essa confiança e a robustez de sistemas assentes em décadas de experiência e investigação “são a assinatura” da marca, garante.

Efectivamente, a Siemens tem nesta unidade, sedeada a poucos minutos de Zurique  –  na fria mas acolhedora cidade de Zug – um dos seus estandartes e pilares de eficácia na investigação e desenvolvimento de tecnologia passiva e activa para resolver alguns dos dramas mais complicados nas sociedades modernas, como, por exemplo, os danos causados pelos sistemas tradicionais de extinção automática de incêndios em Data Centers, nos quais, mais do que o próprio fogo, é o ruído provocado pelo disparo dos extintores que mais prejuízos provoca nestes equipamentos, já que interfere com a delicada estrutura dos discos duros e é o grande causador da perda de dados. “Neste caso, desenvolvemos uma tecnologia específica e totalmente inovadora direccionada para os Data Centers, em que o ruído dos extintores é reduzido ao mínimo”, evitando assim a destruição do bem mais precioso destes locais sensíveis: os dados.

Outra das grandes preocupações a que este Firelab tem vindo a dedicar muito dos seus recursos é no combate aos alarmes falsos. “Sabemos todos o que é termos de nos levantar a meio de uma noite de sono num hotel, descer escadas do 12º andar até à rua, em pijama, e, passados alguns minutos, ficarmos com a noção de que foi um alarme falso”, descreve Leonhard Füsser, Global PLM Head Fire Safety.

Então, o que faz a diferença?

Esta unidade especializada em sistemas de detecção e segurança “tem tido uma preocupação enorme” em estudar todos os movimentos, todos os protocolos e observar, “recorrendo a testes exigente e intensos”, a dinâmica de ambientes que podem originar falsos alarmes.

Fruto deste conhecimento acumulado, a Siemens consegue, através de dados (Big Data), ambientes em que se encontram os sensores ou outras especificidades que equipas foram detectando e incorporando nos sistemas ao longo do tempo, reduzir de forma consistente as probabilidades de ocorrerem estes falsos alarmes, “minimizando os incómodos e prejuízos para empresas e instituições”, mas, sobretudo, minorando o impacto nas vidas dos cidadãos, “sem comprometer, nem sequer beliscar por um só momento, a sua segurança”, garante.

E a tendência - com a crescente incorporação de tecnologia nos edifícios e na construção, através das ferramentas BIM e outras - é conseguir que as redes de conectividade, baseadas na Internet das Coisas, consigam perceber em tempo real a tendência dos “casos”, prevendo-os e antecipando-os inclusive, criando uma nova realidade para a segurança de bens e pessoas.

O mundo é imperfeito e imprevisível em teoria. A Siemens parece conhecer melhor do que ninguém essa realidade. Mas, com engenho, criatividade e coragem, esta grande companhia tecnológica – presente em praticamente todos os cantos do mundo – compromete-se a, pelo menos, contribuir para que seja mais seguro. E se pensarmos que tudo começa num “pequeno pedaço de plástico”, percebemos a complexidade e a dimensão deste desafio.

 

* O autor viajou a convite da Siemens Portugal