Uma plataforma que aproveita resíduos industriais para a criação de produtos inovadores e um projecto de incubação para o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas como a mobilidade, smart cities ou saúde, a partir de tecnologia espacial. São duas as iniciativas portuguesas finalistas dos prémios da União Europeia (UE) que visam premiar os projectos regionais mais inovadores: os REGIOSTARS.

São, no total, 25 finalistas, distribuídos por cinco categorias a concurso nos REGIOSTARS, os prémios anuais que se destinam a premiar os projectos mais inovadores no âmbito regional e que são organizados pela Direcção-Geral da Política Regional e Urbana (DG REGIO) da Comissão Europeia.

É na categoria Sustainable Growth: Circular Economy for a Green Europe que se encontra a Fibrenamics Green, uma iniciativa do Centro para a Valorização de Resíduos da Universidade do Minho que promove o desenvolvimento de “produtos inovadores” a partir de resíduos industriais. O objectivo é fazer da “valorização de resíduos uma fonte de criação de valor para o desenvolvimento de produto através da incorporação do design, engenharia e criatividade”, lê-se no sítio web da plataforma, que concorre agora com quatro outros projectos europeus com ligação à economia circular. Depois de ter nascido na região do Norte, o projecto está agora a ser replicado na Região Autónoma dos Açores.

Na categoria Smart Growth: Industrial Transition for a smart Europe, encontra-se o outro projecto português a figurar entre os finalistas dos galardões europeus: o ESA Business Incubation Centre. O centro de incubação, sob a coordenação do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, tem como objectivo promover e acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras que tirem partido de tecnologia espacial. O projecto, também a competir com quatro outras iniciativas europeias, pretende apoiar start-ups com até cinco anos de existência no desenvolvimento de soluções em áreas como smart cities, mobilidade, saúde, agricultura ou ambiente, procurando alcançar “benefícios para as economias locais a partir de dados e tecnologias espaciais” – como, por exemplo, imagens de satélite ou sistemas de navegação GPS. Segundo a página web do projecto, nos seus primeiros cinco anos de existência, terá sido alcançado um impacto superior a 11 milhões de euros e terão sido criados mais de 100 empregos em 30 start-ups.

Para além destas duas categorias, estão ainda a concurso projectos nas áreas Inclusive Growth: Skills&Education for a digital Europe, Urban Development: Citizens engagement for cohesive European Cities e Youth empowerment for cooperation across borders - 30 years of Interreg.

O público pode escolher o seu projecto preferido, atribuindo-lhe o prémio Public Choice Award 2020, cuja votação on-line decorre até 15 de Setembro. O projecto vencedor em cada categoria será, depois, dado a conhecer no dia 14 de Outubro, num evento inserido na Semana Europeia das Regiões e Cidades.