Até 20 de Novembro, os lisboetas podem decidir que projectos querem ver ganhar forma na sua cidade. A votação, desde Sábado, estão os 182 projectos de várias áreas temáticas, seleccionados este ano para o Orçamento Participativo (OP), e há 2,5 milhões de euros para os financiar. Para escolher os seus preferidos, os lisboetas só terão de fazer uma coisa: participar!

Espaço público, espaços verdes, infra-estruturas viárias, mobilidade e projectos culturais e desportivos foram as áreas que, nesta nona edição do OP Lisboa, tiveram mais interesse. A conclusão é de Jorge Máximo, vereador responsável pela Relação com o Munícipe, que faz um balanço “bastante positivo” da edição deste ano. Os números comprovam que este é um instrumento que cativa cada vez mais os lisboetas, com 567 propostas apresentadas em 2016, das quais 182 estão agora a votação, o que mostra “um aumento de interesse da população”, diz o vereador.

Para Jorge Máximo, não são apenas os números que denunciam o interesse dos lisboetas em participar nas decisões da sua cidade e o vereador destaca ainda o “crescente grau de profundidade, pertinência e diversidade das propostas” a votação. “[Tal] Traduz o reconhecimento da utilidade deste instrumento de participação cívica pelos mais diferentes agentes e segmentos da nossa cidade”, afirma. Das 182 ideias sob escrutínio, encontram-se, por exemplo, a criação de um Videotube Lisbon Space, um espaço criativo e tecnológico de produção audiovisual e multimédia aberto aos munícipes, a implementação de pontos de Wi-Fi gratuitos e música nos principais jardins públicos da cidade ou a melhoria de um portal de Dados Abertos que inove a relação entre o cidadão e a informação produzida no município sobre Lisboa. Mas há também ideias para hortas urbanas em Benfica, a reabilitação dos espaços verdes da Avenida da Liberdade ou a requalificação da encosta do antigo Casal Ventoso.

“O aumento do número de participantes comprova que o OP Lisboa é cada vez mais um instrumento utilizado para dar forma às necessidades e desejos dos munícipes”, admite o responsável municipal. Para este sucesso, têm contribuído alguns factores, considera, nomeadamente o facto de o OP Lisboa dispor agora de uma nova plataforma informática de apoio – o portal Lisboa Participa – e ainda a adopção de novas regras de afetação territorial disponíveis para projectos de natureza local que incentivam a uma maior mobilização das freguesias habitualmente com menos participantes no processo de OP.

Cada lisboeta vai poder votar em dois projectos e pode fazê-lo de várias formas: on-line, através do portal Lisboa Participa; através de SMS (para o nº 4310, com o nº do projecto que escolheu); ou, ainda, presencialmente, nas sessões de apoio ao voto (calendário disponível aqui).

Do total de 2,5 milhões de euros, um milhão destina-se a projectos estruturantes/transversais e o restante a projectos locais, repartidos pelas cinco zonas da cidade (Centro, Centro Histórico, Norte, Oriental e Ocidental). Cada munícipe pode votar uma vez para cada um dos dois grupos de projectos.

Desde a sua primeira edição, o Orçamento Participativo já ajudou a concretizar 88 projectos, que receberam um total de 179 272 votos, representando um investimento de 28 825 668 euros. Jorge Máximo faz ainda questão de enunciar alguns dos projectos seleccionados que mudaram a cidade, tais como “a Startup Lisboa, como impulsionadora do movimento empreendedor da cidade de Lisboa; a Casa dos Animais, como face visível de uma nova consciência nas políticas de defesa dos animais na cidade de Lisboa; a requalificação das grandes zonas verdes da cidades, como o Parque Urbano do Rio Seco, que transformou o ambiente da cidade.