São cidades que “colocam a criatividade e a economia criativa no centro” das suas estratégias e, agora, Leiria e Caldas da Rainha fazem crescer o número de cidades portuguesas reconhecidas pela UNESCO com este selo. A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou, no passado dia 30 de Outubro, a entrada de 66 novas cidades na Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

São agora 246 cidades a integrar a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura (UNESCO). Com o anúncio da entrada de Leiria e das Caldas da Rainha, passam a ser sete as cidades portuguesas pertencentes à rede, juntando-se estas a Amarante, Óbidos, Idanha-a-Nova, Braga e Barcelos.

Leiria e Caldas da Rainha passam, agora, a integrar a rede nas categorias de Música e Artesanato e Arte Popular, respectivamente. A Rede de Cidades Criativas da UNESCO reúne cidades que tenham um contributo “tangível para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) através de pensamento inovador e de acção”, beneficiando directamente as comunidades “ao nível urbano”, lê-se em nota da agência da ONU. Para fazer parte da rede, as cidades candidatas devem usar a arte para promoverem a “segurança, resiliência, inclusividade e sustentabilidade”.

Para integrar a rede, as cidades devem destacar-se numa de sete áreas criativas - Artesanato e Arte Popular, Design, Cinema, Gastronomia, Literatura, Música e Media Arts. Em Portugal, Óbidos destaca-se na área da literatura, enquanto Idanha-a-Nova e Amarante destacam-se na área da Música. Barcelos e Braga são Cidades Criativas nas áreas de Artesanato e Arte Popular e Media Arts, respectivamente.

A Rede de Cidades Criativas foi criada pela UNESCO, em 2004, com o propósito de promover a cooperação entre cidades que identificaram a criatividade enquanto factor estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável. Esta rede é, actualmente, constituída por 246 cidades de países de todo o mundo.